Love Spell
5 Wicked
Notas iniciais
Agradeço muito os comentários, os elogios e toda a empolgação de vocês com essa fic misteriosa. Agradecimento especial hoje para a Luana Z. que me fez ficar muito corada com tantos elogios.
E, no capítulo de hoje, vocês saberão um pouco mais sobre o que aconteceu com Emma e Regina. Alguém se lembra daquela mulher que a rainha encontrou na praia pela primeira vez? A ruiva que a beijou? Aqui, um flashback na visão da prefeita, para que vocês entendam o que realmente Regina viu naquele dia e por que agiu daquela forma.
Não muito longe de onde Emma e Regina estavam, localizava-se a Ilha Desconhecida. Uma ilha montanhosa que, apesar de não ser muito distante da costa, parecia isolada. Nenhum habitante de Storybrooke já havia ousado ir até lá, com exceção dos anões. Porém, nem mesmo eles tiveram coragem de pisar naquele solo.
Escondida dentro de uma caverna, Alexia parecia preparar algum feitiço. A ruiva observava vez ou outra, a ponta de seu cajado encostado na parede rochosa da caverna, brilhando num tom intenso de vermelho. Aquilo a estava irritando.
Uma bruxa cuja pele parecia lodosa e pálida sob os cabelos castanhos e bagunçados, saiu de dentro do mar e caminhou até a caverna. O longo vestido marrom e barrento se arrastava no chão arenoso da caverna. Preso à cintura dela, um bonequinho de pano assustador. O nome da mulher era Cassandra.
– Elas estão juntas. – Disse Cassandra ao se aproximar da ruiva no caldeirão.
– O que? Como você deixou isso acontecer? – Alexia enfureceu-se com a outra, correndo em direção ao cajado.
A castanha tentava se explicar enquanto a ruiva gritava coisas como “Sua imprestável!” em seu ouvido. Após alguns minutos em meio a essa discussão, a outra finalmente parou com seus insultos para tentar pensar um pouco.
– Não podemos deixar que a vejam. Tem certeza que fez isso direito? – Alexia encarou os olhos castanhos de Cassandra e apontou o boneco em sua cintura.
– Estão todos de luto na cidade, eu fiz direito. – Ela respondeu, abrindo um sorriso tenebroso e acariciando o boneco com a ponta dos dedos finos.
Flashback – A morte de Emma Swan.
Aquele dia foi exatamente como todos os outros. Emma acordou assim que sentiu Regina se levantar da cama. Tomou café com os filhos e a esposa e, em seguida, foi trabalhar.
Ainda era bem cedo quando ela foi levada, por uma ligação anônima, até a floresta. Ela parou o carro na estrada e desceu, caminhando em meio às árvores. Cassandra estava ali, escondida sobre um galho, como uma águia espreitando sua presa. Assim que Emma apareceu em seu campo de visão, ela a atacou. Foi covarde, pelas costas.
Alexia sabia que nenhuma delas tinha poder suficiente para competir com a magia pura da salvadora. Entretanto, elas tinham a vantagem de serem desonestas. Emma só percebeu que tinha sido atacada quando já era tarde demais.
O corpo da loira foi completamente paralisado, ela não conseguia mover um músculo sequer. Cassandra segurou uma mexa de cabelo loiro nas mãos e puxou com violência, arrancando-a. Alexia puxou um afiado punhal, fazendo um corte fino no pulso de Emma e recolhendo o sangue que jorrou dali em um vidrinho.
– Já acabou? – Alexia olhava em direção ao objeto que Cassandra tinha em mãos.
– Quase pronto. Dê-me isso aqui. – Ela pegou o vidro com o sangue e deixou algumas gotas caírem sobre o que parecia ser um boneco, que fora estofado com os cabelos loiros. – Agora sim. – Ela sorriu perversamente enquanto via os olhos de Emma Swan ficarem vazios e distantes.
– Tem certeza que isso vai segurá-la, até o dia do ritual? – A ruiva passava a mão em frente ao rosto de Emma, tentando ver o quão presa à magia ela estava.
– Vai segurar. Ela agora é minha serva. – Cassandra se vangloriou e libertou Emma da magia que a deixava petrificada. – Vamos testar.
A bruxa sorriu e sussurrou algo para o boneco. Em seguida, Emma virou-se de frente para Alexia e ergueu a regata branca, expondo a barriga e os seios, arrancando uma risada horrenda de Cassandra ao ver o espanto da ruiva.
– Funciona perfeitamente. Vou levá-la para a ilha. Minha parte está feita, deve fazer a sua ainda hoje.
A castanha sumiu em pleno ar, levando com ela a salvadora. Alexia voltou até o ponto em que Emma havia deixado o carro. Usando magia, a ruiva o estraçalhou, fazendo parecer que ninguém poderia ter saído vivo daquele “acidente”.
Em seguida, deitou-se no chão, como se tivesse sido atirada metros longe do carro. Fez uma pequena mistura, jogou um líquido amarronzado e expeço junto ao sangue de Emma e tomou. Aos poucos, o corpo de Alexia havia se tornado uma cópia fiel do corpo da xerife. Nem mesmo seu DNA agora se distinguiria do da loira. Ela fez surgir hematomas e lesões horríveis no próprio corpo. Em seguida, jogou um pó sobre o rosto, respirou fundo e adormeceu. Ela teria cerca de oito horas antes que ambos os encantos se quebrassem.
Fim do flashback.
– A rainha acredita que Emma está morta. Ela acha que o que vê é uma ilusão. A única que ela sabe que é real sou eu. – Ela passou os dedos finos entre os cabelos embaraçados. – Agora preciso ir, tenho um encontro com Vossa Majestade. – Ela gargalhou.
– É muito mau gosto. – Cassandra balançou a cabeça.
– Cale essa boca! Eu usei com ela o meu melhor rosto para ter isso aqui. – Ela exibiu o vermelho brilhante na ponta de seu cajado com um jeito superior. – E graças a isso, não interessa minha aparência.
Alexia preparava-se para sair e ir de encontro a Regina. Desde que se passou por Emma naquela primeira noite em que a viu, na praia, as duas agora mantinham uma rotina de encontros. A ruiva queria que a prefeita entregasse a ela todos os segredos de sua magia. Inclusive o livro que pertencera à Rainha de Copas.
Flashback – O Primeiro encontro.
Regina estava desolada. Ela nem mesmo tinha noção de que a pedra à qual estava encostada era a famosa Pedra do Desconhecido. Como também não tinha noção de que estava sendo observada.
Um brilho intenso se fez vindo do mar. Quando Regina finalmente recuperou a visão, notou que Emma saía da água em sua direção. Ela ficou paralisada, não havia outra reação. Emma se aproximou dela a ponto de ficarem se encarando por alguns segundos. E então Emma a beijou. Um selinho demorado que, para Regina, não parecia ser real.
O beijo foi se intensificando, ela sentiu a mão carinhosa de Emma por seu rosto e pescoço, indo até o seu seio. Ela não notou, mas a mão que estava ali acabara de arrancar seu coração, de forma rápida e impiedosa. Quando Regina queria começar a se entregar ao beijo, foi cortada pelo corpo da mulher se afastando. A prefeita sorriu.
Fim do flashback.
– Quero que traga Swan de volta assim que eu chegar na praia. Regina não pode tocar nela em momento algum ou tudo que planejamos irá por água abaixo! – A ruiva esbravejou. – Sua incompetente. Como foi que deixou as duas se encontrarem outra vez? Será que só eu consigo fazer as coisas direito por aqui... – A voz de Alexia ficou no ar enquanto ela sumia em direção à Storybrooke.
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