Notas iniciais
Gente, muito obrigada pelos comentários, por estarem lendo e acompanhando essa fic. xD

No capítulo de hoje, Regina e Emma passaram o dia juntas na praia, ambas muito próximas. Será que vai acontecer algo entre elas?

Espero que gostem do capítulo. *_*

Regina passou o dia todo na praia conversando com Emma. A loira estava bem diferente que o de costume, parecia não lembrar-se mais de quem Regina era ou mesmo da antiga vida. Emma agia de uma forma infantil que era, ao mesmo tempo, divertida e irritante. Por que isso acontecia? Será que é por que os espíritos são puros como as crianças? A prefeita afastou o pensamento e voltou a olhar a mulher ao seu lado.

– O que foi? Você está tão séria. – Disse uma Emma sorridente.

– Nada, querida. Apenas pensando em algumas coisas, lembrando-me de algumas outras. – Regina olhou-a e teve uma vontade imensa de acariciar aquele rosto outra vez, mas a única coisa que fez foi abrir um sorriso doce.

– Pode me contar mais histórias? – Ela deitou-se na pedra e olhou o céu de crepúsculo acima delas. Regina repetiu o gesto, deitando-se também e repousando a mão sobre a barriga, respirou fundo.

– Sobre o que mais você quer saber? – Ela virou o rosto de lado para observar Emma.

– Eu não sei. – Foram as palavras que saíram de sua boca, mas sua mão apontou para a barriga de Regina em um gesto inconsciente. Emma tornou a se sentar e deitou a cabeça de lado, encarando a mão da mulher sobre a barriga.

Flashback – A primeira gravidez.

Regina acordou sentindo-se muito mal, seu primeiro ato do dia foi correr para o banheiro e jogar o café da manhã para fora, assim que sentiu o cheiro do vidro de perfume que Henry acidentalmente havia quebrado. Emma imediatamente a levou para o hospital. E foi lá que ambas tiveram a notícia mais feliz que poderiam ter: A prefeita estava grávida.

Regina e Emma vinham planejando uma gravidez e buscando meios para isso, métodos mágicos que substituíssem a usual forma médica e que permitissem que a criança tivessem os genes de ambas as mães. Deu certo. Mais do que certo. Regina esperava gêmeos.

A cidade ficou alvoroçada com a notícia da chegada das crianças, Regina ganhou presentinhos e mimos de todos os moradores. Gepeto fez praticamente todos os móveis do quarto dos bebês com a ajuda dos anões e de David. Mary e Granny fizeram inúmeros casaquinhos e sapatinhos. Até mesmo a prefeita estava aprendendo a bordar as toalhinhas.

Emma não levava o menor jeito para a coisa do bordado, então tratou de arrumar o quartinho. Regina quase teve um treco quando entrou no cômodo e o viu pintado de lilás.

– Emma, você enlouqueceu? E se um deles for menino? Ou os dois? – Ela riu e a loira a abraçou por trás e acariciou sua cintura.

– Então eu pinto meio a meio. Ou pinto tudo de novo. – Ela riu, em seguida deu um beijo no pescoço da esposa e se afastou. – Mas não vou precisar. – Ela piscou para Regina. Emma tinha certeza de que seriam meninas.

Belle e Ruby deram os primeiros bichinhos de pelúcia. Dois lobos e dois cavalinhos. Os primeiros a serem colocados quando as prateleiras foram instaladas.

Com o passar do tempo, a barriga de Regina ia crescendo e a expectativa de todos também. No primeiro ultrassom em que conseguiriam ver o sexo dos bebês, ambas estavam ansiosas. Mary e David, assim como Henry, pediram para estarem presentes.

– Então doutor, diga logo. – Emma não conseguia conter o nervosismo.

– Hum... – O médico fazia suspense. – Temos aqui uma bela menina. – Ele fez uma pausa, em seguida abriu um enorme sorriso. – Não. Temos duas belas e saudáveis meninas.

– Eu sabia!! – O grito de Emma assustou os presentes, incluindo o médico, e fez Regina dar uma gargalhada enquanto lágrimas emocionadas escorriam por seu rosto.

Fim do flashback.

– Emma? Aconteceu alguma coisa? – A rainha perguntou para a loira paralisada ao seu lado.

– Não, foi só um flash de cenas que passou em minha mente. – Ela voltou a abrir o sorriso infantil e endireitou seu corpo na pedra para observar o mar.

Regina fez o mesmo, usou os braços como apoio ao corpo e respirou fundo a brisa noturna do mar. A rainha viu a mão da loira a poucos centímetros da sua, parecia poder sentir o calor daquela pele, um imã que a puxava para mais perto. Porém, ela tentava, de toda forma, manter-se afastada. Seria traumatizante para a morena tentar tocar a mão de Emma e a mesma ser atravessada como um holograma.

– Então, você vai me contar mais uma história? – O verde brilhante dos olhos de Emma fez Regina sorrir imediatamente.

– Não sei se teremos tempo. Alexia está para chegar. – Ela ficou completamente sem jeito ao pronunciar essas palavras.

– Eu conheço uma mulher com esse nome. Ela é muito feia, parece uma bruxa. – Emma soltou uma gargalhada típica de uma criança sapeca, que muito lembrou Regina da risada dos próprios filhos quando estavam aprontando.

– Com certeza não é a mesma. – Regina sorriu amarelo em direção à loira. – Alexia é linda. Cabelos ruivos e olhos azuis. Pele lisa e clara como o luar. – A prefeita suspirou. Devia ter sido um suspiro apaixonado, mas estranhamente ela não sentia nada em seu peito. Emma deu de ombros, não estava interessada em fazer uma comparação.

Era estranho para Regina estar ali com Emma sabendo que, dentro de pouco tempo, Alexia apareceria. O simples fato de a loira estar perto dela já fazia com que Regina se sentisse vazia, oca, como se não tivesse um coração e não pudesse amar outro que não fosse Emma. Sensação essa que não existia ao estar com a outra. Ela parecia completa outra vez.

Assim que a lua cheia tornou a surgir no céu, a espuma branca causada pelas ondas brilhava ao bater na pedra. Um novo clarão se fez presente, deixando Regina cega por alguns momentos. Quando suas pupilas se ajustaram outra vez, ela notou que Emma havia desaparecido. Em seu lugar, a mulher ruiva caminhava para fora do mar em direção a ela.

Regina sorriu e imediatamente pulou da pedra, caindo diante da mulher que achava ser tão bela. A morena abraçou a estranha e sentiu a pele úmida daquela que havia acabado de sair do mar. O vestido verde musgo escorria e ela trazia um cajado em uma das mãos. Seu sorriso horripilante fez Regina ficar ainda mais abobalhada.

– Te fiz esperar muito, meu amor? – O tom de voz da ruiva era cínico e sem emoção.

– Não, eu estava aqui esperando com... – A prefeita se interrompeu e reformulou sua frase. – Estava te esperando, olhando o por do sol no mar.

– Regina, quero que me diga sempre a verdade. – Ao dizer isso, o cajado brilhou mais forte e Regina imediatamente admitiu que estava com Emma.

– Me desculpe. Eu precisava vê-la de novo. Está sendo tão difícil para mim. – A rainha abaixou a cabeça e suspirou.

– Depois de hoje, nada mais será difícil, Regina. – Ela abriu um novo sorriso de dentes enegrecidos e segurou o queixo da prefeita, erguendo-o. – Essa é a décima segunda lua cheia do ciclo das doze luas. Hoje, minha querida, nossa vida mudará para sempre. – Seu sorriso se abriu ainda mais e seu olhar refletia um brilho perverso. Ela sussurrou. – Hoje eu finalmente vou triunfar. E você irá me ajudar.

Notas finais
E então, o que acharam? *_*