Love Someone

3 Capítulo 2 Parte 2 - Luke


Notas iniciais
Esse capítulo tem menos palavras porque é só o complemento do anterior, ok? Espero que gostem. Façam suas críticas! E lembre-se que as roupas ficam nas notas finais para quem quiser ver.

(...)

Quando bateu nove horas da noite, fui ao bar, como da primeira vez e não encontrei Phoebe. Fui no sábado e não encontrei Phoebe, no domingo e na segunda também não, terça e quarta nenhum rastro dela. Na quinta, quando estava voltando da escola, resolvi dar uma passada lá. Fui até o balcão e pedi um refrigerante. Subi até o segundo andar e sentei em uma mesa perto da sinuca. Sem perceber, acabei adormecendo.

– Esperando alguém? — A voz me acordou.

Quando levantei o rosto vi Phoebe. Ela usava um suéter e um short de cintura alta. Seu cabelo estava envolto por um laço. Percebi ela me encarando por baixo do óculos escuro.

– Você! — Respondi, por fim. — Onde comprou esse achocolatado.

Ela olhou para a própria mão.

– Isso? Não é achocolatado, é café. Comprei na Starbucks, tem uma ali do lado.

Ela apoiou seu pé na mesa.

– Amanhã quer dar uma volta? — Perguntei.

Ela me olhou e sorriu. Rapidamente percebi que ela pretendia ficar a noite toda ali.

– Quer dar uma volta agora? — Ela perguntou.

– Essa hora da noite? — Perguntei, mas não obtive resposta. Pensei um pouco e logo respondi: — Pode ser.

Fomos até a praça no centro e passeamos perto do lago. Andamos, compramos sorvetes e fomos expulsos de bares. Deitamos na grama e olhamos as estrelas e quando olhei no relógio já era 1h00.

– Você gosta de olhar pras estrelas? — Perguntei. Esperei por resposta e nada. Quando olhei pro lado ela dormia. Soltei uma risada pelo nariz. — Eu também durmo olhando pra elas. — Sussurrei.

"Talvez você não perceba..."

Fechei os olhos e respirei. Tentei não dormir, só cochilar. Antes do sol nascer eu acordei e chamei Phoebe.

– Ei. — Cutuquei ela. Silêncio.

– Ei. — Encostei no braço dela e apertei de leve. Nada.

– Ei. — Apertei a bochecha dela.

– Não aperte a minha bochecha. — Ela bateu na minha mão e sentou tão rápido que eu levei um susto. — Por que me acordou?

– O sol vai nascer! Não quer assistir? — Perguntei.

Ela respondeu com um sorriso.

(...)

Já eram 9h00 da manhã quando levantamos e decidimos andar por aí.

– Hoje você tem escola? — Ela perguntou.

– Não. Sim. Bem...

– Você vai faltar, eu já entendi. Eu também estou fazendo isso. — Ela sorriu. — Quer ir pra praia?

Depois d'eu te concordado, Phoebe foi até a casa dela e voltou usando um biquíni que tinha a parte de cima branca e azul com alguns babados e a parte de baixo era preta. Ela vestiu um kimono branco por cima e entrou no carro de novo. Fomos até a minha casa e vesti uma bermuda de taquitel.

Quando chegamos na praia, jogamos as coisas na areia e pulamos na água.

– Vamos pro fundo. — Ela me puxou até um pouco depois de onde quebra a onda.

Quando a onda veio ela mergulhou e demorou um pouco pra subir de novo. Puxei ela e perguntei:

– Você sabe nadar?

– Sei, me solta. — Ela se desvencilhou de mim e nadou para longe.

– A água já estava ficando gelada, vou voltar pra areia.

Deitei na areia e fiquei olhando Phoebe nadar para todos os lados. Teve uma movimentação na água e começaram a gritar.

– Tem uma criança se afogando. — Uma mulher parou do meu lado e gritou.

Quando olhei na direção em que ela apontava, vi Phoebe nadando na direção da criança. Me levantei e corri o mais rápido que pude.

– Phoebe, sai daí, você não sabe nadar. Volta. — Mergulhei e nadei em direção a elas. Quando cheguei perto, a criança estava no colo dela desmaiada. Phoebe se esforçava pra tentar encostar o pé no chão.

– Me dá essa criança. — Ela me entregou. — Segura na minha cintura.

Na areia o pessoal já me esperava. A mãe da criança chorava desesperadamente enquanto um bombeiro tentava acalmar ela e dizia que a filha dela só estava desmaiada. Quando ela nos viu, se aproximou e agradeceu.

– Acho que já tá na hora de irmos né? — Sussurrei pra Phoebe.

– Ta, deixa eu só pegar minhas coisas. — Ela correu até a menina para ver se já estava acordada de novo e deu um beijo na testa dela para depois pegar a bolsa e vir até mim.

– Ela ta bem. — Phoebe falou baixo e sorriu.

– Que bom.

No carro ninguém falou nada.

– Quer dar uma passada na minha casa pra assistir um filme? — Perguntei quando o carro parou em frente à porta.

– Luke, eu nem te conheço direito.

– Ta, ok. — Desci do carro e peguei minhas coisas.

– Vai fazer o que amanhã? — Ela botou a cabeça pra fora do carro.

– Nada, por quê? — Me aproximei.

– Vai ser o dia em que vamos nos conhecer melhor. — Ela sorriu e eu sorri de volta.

Entrei em casa e o cheiro de comida invadiu minhas narinas.

– Mãe, cheguei.

– Você não foi pra escola?

– Perdi o horário. — Menti.

– Por que você está mentindo?

Encarei o chão.

– Sobe, toma um banho, se troca e depois desce pra almoçar. — Minha mãe odiava quando eu faltava a escola, ainda mais quando eu faltava a escola sem um motivo concreto.

Subi as escadas e arremessei a roupa na cama. Um pequeno pedaço de papel se soltou e caiu no chão. Quando me aproximei notei que era um número e em cima estava escrito: "Quando puder, ou quando quiser, me liga".

"Talvez ninguém perceba..."

Notas finais
O link das roupas para quem quiser ver: Phoebe: http://www.polyvore.com/phoebe_cap_part/set?id=142418698 Phoebe praia: http://www.polyvore.com/phoebe_cap%C3%ADtulo_pt/set?id=142424398