Love Someone
4 Capítulo 3 - Luke
Notas iniciais
Obs: Leiam as primeiras notas que são importantes!
Meu celular já avisava que eram 10 horas da manhã de sábado.
– Luke, desce aqui. — Minha mãe gritou da cozinha.
– Eu tenho que tomar banho e...
– Tem uma menina aqui.
Tropecei na mochila e cai de cara no chão. O assoalho gelado bateu contra o meu corpo quente e um arrepio subiu a espinha. Levantei o mais rápido que consegui, vesti um short, uma blusa e desci.
– Emma? — Estranhei.
– Faltou a escola ontem? — Ela estava na mesa comendo um pão.
Sentei de frente pra ela e peguei um pão também.
– Sim, lembra da Phoebe? Então, fomos pra praia.
– Calma lá, você conhece ela não faz nem duas semanas e já está apaixonado? — Ela tomou um gole de suco e riu.
– Não. É só que é diferente pra mim, sabe? Ser amigo de uma garota e tal.
– E eu sou o que?
– Você é a pessoa que foi embora sem me avisar.
– O ponto não é esse! — Ela parou de comer e me encarou.
– E qual é?
– Você amando uma menina que nem conhece.
– Eu não amo ela. Você sabe o que é amar? — Fiquei um pouco irritado.
– E você sabe? — Ela disse por fim.
Quando notei, minha mãe nos encarava com um prato de biscoitos na mão.
– Hoje você vai fazer o que? — Emma quebrou o silêncio.
– Eu vou sair com ela.
– Pra que?
– Pra podermos nos conhecer.
Emma deu outra mordida no pão e minha mãe botou a bandeja de biscoitos sobre a mesa me encarando. Meu celular vibrou.
"mas o amor é assim, né?"
– Quem é?
Quando desbloqueei o celular e fui na caixa de mensagens tinha uma pendente. Abri pra poder lê-la.
"Starbucks, perto do bar em que nos conhecemos, às 16h00"
– Phoebe. — Fiz uma pausa. Minha mãe lavava a louça. — Por que perguntou o que vou fazer hoje?
– Sei lá. Puxar assunto?
– Ata. Bom, eu quero sair com você, mas às 16h00 eu tenho que voltar.
– Ok. — Ela sorriu.
Levantamos, demos um beijo na bochecha da minha mãe e saímos pela rua.
– Onde você quer ir? — Perguntei.
– Que tal Starbucks? — Ela me encarou sorrindo.
– Tava com saudades desse sorriso. — Botei a mão no queixo dela e subi na calçada porque um carro vinha em nossa direção. — Starbucks? É melhor não! Vamos em um lugar menos, sei lá, menos parado.
– Eu também estava com saudades de você. — Ela encaixou o rosto dela entre meu ombro e meu pescoço. Sua respiração estava me deixando arrepiado. Ela me abraçou por mais um tempinho e depois me soltou. — Onde vamos então?
– Que tal na Kapa Kattra?
– O que é isso? — Ela riu do nome.
– É um...acho que um parque. Ou um shopping. Uma lanchonete. Hmm...eu não sei, sinceramente.
Passamos a tarde todo no KK. Emma comprou alguns bichinhos de pelúcia e disse que sua mãe gostaria de ter um. Ela também estava pensando em decorar o quarto novamente e trocar algumas coisas e pediu minha ajuda, claro que era algo extremamente estranho porque eu não decorei nenhum quarto e nem sabia como fazer isso.
Nossa conversa fluiu tão bem que quando eu olhei o relógio já eram 15h47.
– Tenho que ir. — Encarei o relógio por alguns instantes e levantei o olhar em seguida. — Quer que eu te leve em casa?
– Não. — Sua unha fazia um barulho confortável ao entrar em contato com o plástico do copo de refrigerante. — Eu sei que você já está atrasado.
Nos despedimos e fui em direção ao Starbucks, quando olhei para trás, Emma encarava um vestido azul e sorria.
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