Love RB
4 Viver
Notas iniciais
Seja como for quero desejar-vos a todos umas FESTAS FELIZES, que entrem em 2012 com os dois pés e que este novo ano seja melhor que o que está a acabar e pior que o que vem a seguir!
Beijinhos grande e espero que gostem!
Amanheceu em Nova Iorque com uma temperatura estranhamente agradável. O céu estava limpo e o sol brilhava, não estava um frio de rachar como era natural naquela época do ano. Eram apenas seis e meia da manhã e Rachel já estava na sua passadeira rolante a fazer o seu exercício matinal do costume, os anos passaram mas os hábitos ficaram. Uma das poucas coisas que tinha mudado na sua rotina matinal era o facto de ela agora ser mais exigente consigo própria e em vez de apenas meia hora diária ela aplicar uma hora do seu tempo a fazer exercício matinal.
Por seu lado Quinn acordava normalmente com o despertador, mas a sua ansiedade não a deixou dormir descansada durante a noite, então levantou-se e foi preparar um café. Após terminar o seu café, Quinn entrou na casa de banho e tomou um duche rápido, vestiu uma roupa confortável e pegou no seu portátil. Ao abrir o facebook notou que Rachel a tinha adicionado no seu perfil pessoal e o coração de Quinn disparou automaticamente. Sentiu-se ridícula e uma adolescente com as hormonas aos saltos, mas o certo era que estava imensamente feliz. Após ver essa última actualização percebeu que havia outra anterior a essa e foi quando leu o comentário que a morena fez acerca da mensagem que Quinn lhe tinha deixado. Quinn levantou-se do sofá aos saltinhos e começou a andar desnorteada pela casa. Após notar a figura ridícula que estava a fazer, parou para respirar. Afinal a ideia de Massimo tinha sido sem dúvida uma excelente ideia. A loira não sabia o que fazer agora, respondia?, mandava mensagem privada?, esperava que fosse ela a escrever-lhe?, à ultima pergunta ela respondeu automaticamente. Rachel não iria escrever-lhe quando não tinha razões para tal, então decidiu-se pela segunda opção, a mensagem privada.
"Antes de mais já ganhei o dia! Obrigada pela tua resposta, afinal eu sou somente mais uma pessoa que te escreve. Quanto às tuas questões… romântica ou realista? Romântica sem dúvida nenhuma que é, mas só será realista para quem a aplicar com realismo, ou seja, eu concordo contigo, talvez um bocadinho das duas. Aplicável, porque quem tem coragem para achar realista tem coragem para aplicar. "Será fácil viver assim despreocupadamente quando a vida nos trás surpresas insólitas?" Queres mesmo que eu responda a isto? Pois bem, aqui vou eu… quando o teu coração acelera graças a alguém ou alguma coisa que te acontece, seja ela insólita ou não, seja ela maravilhosa ou não, o certo é que o teu dia se transforma. Agora eu pergunto: não são esses dias, essas coisas boas, insólitas, menos boas, que te fazem ter a certeza que ele realmente existe e bate dentro de ti? Qual é a piada de viver ao sabor do vento e não sentir o coração bater? Não, eu não falei em viver "despreocupadamente", eu falei em "viver". Viver que significa para uns viajar, para outros criar ou cantar… viver que significa para mim sentir! E hoje eu vivi porque tu sorriste com o meu comentário, e hoje eu viverei quando te ouvir cantar logo à noite, mas existem aqueles que viveram porque viram o amanhecer por mais um dia, e existem aqueles que viverão porque têm um encontro qualquer com aquela pessoa especial (e que por vezes só é especial desde há 3 dias para cá), não importa. É viver! E tu? Afinal o que é que te faz viver? Com amor, A.S"
Após tomar o pequeno-almoço Rachel decidiu ligar para o número que Mercedes lhe deu no dia anterior. Quando pegou no telemóvel as suas mãos começaram a tremer enquanto digitava os números, mas rapidamente a diva ergueu a cabeça, respirou fundo e clicou no botão de "chamar". Após alguns segundos de espera percebeu que ninguém lhe ia atender e tentou novamente, mas mais uma vez foi em vão. Decidiu então esperar mais algumas horas e voltaria a ligar.
Quinn entrou no restaurante com um sorriso na cara e o computador portátil debaixo do braço, Massimo olhou para ela e fez uma expressão de quem estava curioso com toda a felicidade que a mulher demonstrava.
- Vou-te mostrar.
- Vais me mostrar o quê? – disse ele curioso.
- Os primeiros frutos da tua brilhante ideia! – Quinn sorriu com mais ênfase e Massimo gargalhou.
- Estou, no mínimo, curioso!
A loira abriu o portátil e começou a mostrar cronologicamente os acontecimentos daquela noite/manhã. Massimo que não percebia nada de novas tecnologias, franziu o nariz em desagrado.
- O amor hoje em dia já não é como antigamente. Antes escrevíamos cartas e mandávamos flores. Oh bambina, é uma pena sabes porquê? Era muito mais romântico.
- Eu sei Mass, mas nestas circunstâncias eu não tenho outra alternativa, e além disso há que evoluir com os tempos. – Quinn deitou a língua de fora a Massimo e quando o homem ia a responder-lhe ela foi mais rápida. – Eu estou a brincar, esta última parte do "evoluir com os tempos" desagrada-me quase tanto quanto a ti.
Passaram algumas horas e Rachel tinha acabado de lavar a loiça do seu almoço, decidiu novamente tentar telefonar a Quinn, mas mais uma dupla de tentativas falhada, ninguém atendeu. A morena pensou que tudo estava contra ela e decidiu então ir arejar as ideias num passeio pelo Central Park. Por seu lado Quinn estava no estúdio fotográfico e pela enésima vez esse dia ligou o facebook, não havia qualquer resposta pela parte da diva, nem sequer havia sinais de que Rachel tivesse passado pelo facebook naquele dia.
Após duas horas de passeio Rachel voltou a casa. Estava aborrecida e sentou-se no sofá a fazer zapping. Ela não ligava muito à televisão, a não ser quando desse algum filme ou série que ela estava interessada em ver, no entanto mantinha-a ligada como companhia. O seu telefone vibrou ao seu lado e Rachel pegou nele e atendeu-o.
- Sim? – disse sem emoção.
- Olá, eu estou a ligar porque tinha algumas chamadas perdidas deste número. – o coração de Rachel disparou, aquela não parecia a voz de Quinn, no entanto ela arriscou.
- Quinn?
- Oh não, não. Daqui fala Judy Fabray, a mãe dela. Quem fala?
- Olá Judy, eu peço desculpa incomodá-la o meu nome é Rachel Berry e eu gostaria de falar com a sua filha, é possível?
- Ah, eu peço desculpa mas ela não vive comigo, aliás, ela não vive comigo há já uns anos, mas eu posso dar-lhe o contacto do estúdio de fotografia dela se quiser?
- Eu agradecia muito, eu peço desculpa, eu não sabia que ela tinha saído de Lima.
- Ah, Rachel Berry a filha dos Berry?
- Sim minha senhora.
- Oh querida, tu andaste com a Quinn na escola, não foi? No Glee Club, eras a menina que cantava melhor, eu recordo-me. Não me trates por senhora.
- Obrigada pelo elogio, então Judy a Quinn tem um estúdio de fotografia?
- Sim, ela tornou-se uma fotógrafa. Tirou o curso em Los Angeles, eu tenho muito orgulho nela.
- Eu acredito que sim. Fico contente por ela.
- Olha, tens onde apontar? – perguntou Judy.
- Sim diga. – Judy deu o contacto do estúdio de fotografia de Quinn e Rachel agradeceu. – Muito obrigada Judy, eu peço desculpa de novo por incomodá-la.
- Oh, tudo bem, não tem problema. Boa sorte para ti.
- Obrigada. – ambas despediram-se e desligaram.
Se Rachel estava nervosa quando tentava ligar para Quinn a primeira vez, então agora que tinha a certeza que conseguiria contactar a loira os nervos duplicaram. A morena decidiu relaxar antes de ligar a Quinn, aqueles nervos tinham de desaparecer para que ela tivesse controlo em si própria. Pegou no seu portátil e ligou o facebook. Ao perceber que A.S tinha aceitado o seu pedido de amizade e lhe tinha enviado uma mensagem privada sorriu. Abriu a mensagem e leu-a atentamente. Era curioso como o que A.S escrevia fazia todo o sentido para ela naquele momento, se havia momento em que ela sabia que tinha um coração era agora que ele batia com força devido aos nervos acumulados. Aquele personagem secreto sem dúvida nenhuma que era uma pessoa inteligente, ela não queria deixar de lhe responder mas pensou em fazê-lo somente à noite quando estivesse mais calma.
Quinn chegou ao teatro e mais uma vez sentou-se no seu lugar, a peça decorreu normalmente como todos os dias e Rachel estava como sempre maravilhosa. A morena conseguiu abstrair-se das suas preocupações e voltou a ser a mesma em palco, o que deixava Quinn muito mais tranquila. Após a peça terminar a loira saiu com alguma urgência.
Rachel estava no seu camarim a mudar de roupa, estava completamente distraída quando alguém bate na sua porta de camarim. A morena abre e depara-se com um rapaz jovem com um ramo de flores na mão esquerda e uma pastinha na mão direita.
- Rachel Berry? – diz ele com um sorriso simpático.
- A própria. – responde ela de igual modo.
- Tenho esta encomenda para si, preciso que me assine aqui. – ele apontou para o sitio onde Rachel tinha de assinar e a morena assim o fez.
Após o rapaz ir embora Rachel não conseguiu conter um gigantesco sorriso que se esboçou na sua cara. Eram muito raras as vezes que recebia flores, na realidade só as tinha recebido na estreia e tinham sido dos seus pais, mas o certo era que este era um ramo caro e bonito, uma coisa de verdade e como ela nunca tinha recebido. Notou um cartãozinho no meio do ramo e abriu-o.
"Obrigada por mais uma vez me fazeres VIVER. Com amor, A.S"
Embora o sorriso de Rachel não tivesse desaparecido em momento nenhum, a surpresa misturou-se com ele. Afinal quem seria aquele personagem? Rachel ficou intrigada mas feliz, e agora não tinha qualquer dúvida que mal chegasse a casa teria de ir responder-lhe.
Quinn voou até ao seu apartamento, não chegou sequer a passar pelo restaurante, parecia ridículo mas ela tinha medo de se cruzar com Rachel. Não havia qualquer motivo para aquele medo, na realidade aquele era um dia como qualquer outro mas o facto de ela lhe ter enviado flores fê-la sentir-se nervosa e insegura. Ligou o portátil e perdeu-se a ler e-mails que tinha por ler há já alguns dias. Respondeu a alguns e conectou-se no facebook. Embora Rachel já tivesse tido tempo para chegar a casa, Quinn pensou que ela poderia ter saído com o seu elenco ou com alguém após o teatro, nunca lhe tinha passado essa ideia pela cabeça mas com o pessimismo que a envolvia devido ao facto de ter agido pela primeira vez fisicamente, todas as hipóteses a envolviam. No entanto não demorou muito tempo até que Rachel aparecesse online no chat do facebook. A morena postara também um novo estado.
"Eu hoje também vivi! Obrigada!"
Ninguém além de Quinn poderia perceber claramente aquele estado e isso fez a loira sorrir, no entanto não perdeu muito tempo a sorrir e decidiu mostrar indirectamente à morena que estava também ela online respondendo com um simples smile. Quinn pousou o portátil ao seu lado no sofá foi à cozinha buscar um copo de leite. Ao sentar-se notou a janela do chat aberta com o nome de Rachel no topo, e curiosamente ela achou que o seu coração tinha parado e ela em vez de viver tinha morrido.
RB – 1º Olá, 2º obrigada pela tua mensagem privada, eu ia responder-te mas apanhei-te aqui, 3º muito gosto, 4º foste tu, certo?
A.S – 1º Olá de volta! 2º Fico feliz que ponderasses responder-me. 3º O prazer é todo meu. 4º Depende, tens de ser mais explicita :)
RB — O ramo de flores.
A.S – Gostaste?
RB – São lindas, sinto-me lisonjeada. Mas posso fazer uma pergunta?
A.S – Wow, estás a perguntar se me podes fazer uma pergunta? Nem parece teu. Claro que podes.
RB – Como assim não parece meu? Eu conheço-te?
Quinn atrapalhou-se naquele momento, mas decidiu disfarçar.
A.S – Eu vejo muitas entrevistas tuas. Mas era essa a pergunta?
RB – Ah. Não, mas já agora, antes da minha pergunta, tu não és daqueles doidos psicopatas obcecados, certo?
A.S – Daqueles que existem nos filmes? Não!
RB – E de outros?
A.S – Eu sou uma pessoa obcecada pelas coisas boas da vida, isso conta?
RB – Menos mal. Então a minha pergunta é a seguinte: porquê agora?
A.S – Porque não foi antes.
RB – Ok.
Passaram alguns minutos em que Quinn ficou especada a olhar para o portátil, ela não percebera aquele "ok", mas percebeu perfeitamente que foi ela quem deu uma resposta curta e cortante.
A.S – Eu não tive coragem.
Tentou remediar a situação como podia, mas ela sentia realmente medo que Rachel não lhe respondesse mais. No entanto isso não aconteceu.
RB – Para me enviar flores? Que pena :)
A.S – Não te preocupes, agora que a ganhei vou enviar todos os dias.
RB – Oh! Perfeito, estou para ver isso! :)
A.S – Hoje voltaste a estar natural. Eu notei que ontem algo te preocupava.
RB — Vieste ontem e hoje?
A.S – Sim :)
RB – Oh, que bom. Mas espera lá… ontem notou-se que eu estava preocupada? Mas então… isso é uma desgraça, como é que eu não consegui separar as águas? Deve ter sido um desastre, será que haviam críticos? Será que estava algum júri dos Tony? Mas notou-se muito?
Quinn sorriu com a resposta de Rachel, aquela preocupação tão típica da diva trouxe-lhe saudades. Decidiu que não a iria torturar e sim descansá-la.
A.S – Na realidade não se notou nada. :)
RB – Claro que se notou, senão como é que tu sabias que eu estava preocupada?
A.S – Por causa do teu estado aqui no facebook.
RB – Golpe baixo! Estava a ficar nervosa. Mas então e foste duas vezes porquê?
A.S — Porque gostei. E amanhã vou de novo! E vou enviar flores.
RB – Eu estava a brincar. Não precisas de enviar flores.
A.S – Mas eu não estava, e vou porque quero :)
RB – Então e porque é que não pediste para seres tu a entregar-me as flores? Foi um paquete.
A.S – Ok, apanhaste-me. Eu tenho vergonha de ir falar contigo. Mas eu juro que eu fui ao teatro.
RB – Eu acredito em ti. A. S é de quê? Como é que te chamas?
A.S – Admirador(a) Secreto(a), se eu disser o meu nome perde a piada.
RB – Não és mesmo um maníaco, certo?
A.S – Eu prometo que sou uma pessoa saudável. Posso ser eu a fazer a pergunta agora?
RB – Diz…
A.S – O que é que te faz viver?
RB – Ah pois, esqueci-me de te responder a isso… então, o que me faz viver… cantar, representar, ter o carinho das pessoas.
A.S – Previsível!
RB – Hey! Não acho graça nenhuma, parecias mais simpático nos comentários e nas mensagens privadas.
Quinn sentiu o seu estômago encolher e sorriu. Haviam três razoes que a faziam ter aqueles sintomas, a primeira era que Rachel achava que ela era um homem, ao contrario do que seria de esperar Quinn achou piada a esse facto, a segunda era que Rachel estava a começar a embirrar com ela, mas na realidade Quinn sabia que aquele era o seu karma, e a terceira era que no fundo só se tinha consciencializado de que estava a falar com Rachel de verdade quando ela lhe dissera a ultima frase.
A.S – Peço desculpa pelos meus modos. Eu admito os meus nervos, quando fico nervosa as frases saem-me curtas e cortantes. Nunca pensei falar contigo tão cedo.
RB – Tão cedo?
A.S – Talvez noutra vida…
RB – Ohhhh temos poeta! :)
A.S – Não é todos os dias que se fala com a maior diva da Broadway da actualidade, como é que tu te sentias se falasses com a Barbra?
RB – Isso quer dizer que eu sou para ti como a Barbra é para mim?
A.S – Ou mais…
RB – Mais é um exagero, aliás, é muito difícil alguém ser meu fã como eu sou fã da Barbra, mas fico lisonjeada, afinal o que conta é a intenção.
A.S – Eu não apostava nisso. No entanto sou "fã" da tua pessoa desde o primeiro dia em que te vi.
RB – Quando foi isso?
A.S – Há muito tempo já… mas curioso é que só agora é que eu admito isto.
RB – Não estou a perceber… explica-te.
A.S – Honestamente eu sei que me cativaste no primeiro dia, mas ganhei-te alguma mania que só desapareceu algum tempo depois. Talvez porque me estava a "fugir das mãos" tudo aquilo que eu sentia ao ver-te.
RB – Isso é interessante, então antes não gostavas de mim porque gostavas de mim, é isso?
A.S – É mais ou menos isso.
RB — E o que é que te fez mudar de ideias, ou admitir que afinal eu sou realmente boa e não é preciso ter vergonha de ser meu fã?
A.S – Essa tua modéstia não foi certamente!
RB – Não é falta de modéstia, é realismo. Eu sou boa e não vale a pena estar a enrolar.
A.S – Sim, de certeza que foi esse realismo, acertaste.
RB – Estás a gozar comigo?
A.S – Não Rach, tu és realmente boa. Se me permites e com todo o respeito, és boa a todos os níveis.
RB – Obrigada :) Embora eu me sinta feliz por isso, podemos cortar esse tema por aqui… não me apetece ter uma conversa masculina a esta hora.
A.S – Masculina? :)
RB – Tu percebeste!
A.S – O que é que te leva a crer que eu sou um homem?
RB – Dificilmente uma mulher perderia tempo comigo, ou seja, a mandar-me flores e fazer elogios. É mais coisa de homem.
A.S – E se eu te disser que eu sou uma mulher, ficas muito desiludida?
RB – Nada desiludida, mas não acredito em ti. Hahah
A.S – Ok então.
RB – O que é que tu fazes da vida?
A.S – Cozinho, tiro fotografias, trato de burocracias, aturo gente parva e graças a deus também aturo gente que vale a pena. É sempre bom a balança estar equilibrada.
RB – És cozinheiro?
A.S – Ou cozinheira! LOL Tenho um restaurante sim. Vegan!
RB – A sério? Onde?
A.S – Naaaa. Ainda não é hora de nos encontrarmos.
RB – E quem disse que eu lá ia?
A.S – Quem não te conheça que te compre! É lógico que a tua curiosidade falaria mais alto.
RB – Essa expressão não é adequada. Tu não me conheces, ou conheces?
A.S – Boa tentativa!
RB — Bom, mas seja como for é bom que seja Vegan! Parabéns por isso, embora toda a gente devesse ter consciencializado que matar animais inocentes é um acto bárbaro.
A.S – Posso perguntar uma coisa pessoal? Se não te sentires à vontade para responder eu entendo perfeitamente…
RB – Não és um psicopata, ou pelo menos dizes que não és, então és um jornalista "mascarado" online?
A.S – Não, eu sou mesmo alguém que gosta muito de ti, só isso.
RB – Hum, foi querido isso… pergunta lá.
A.S – É verdade aquilo que disseste na entrevista que deste à Marie Claire no mês passado? A parte da bissexualidade.
RB – És algum louco homofóbico? Aviso já que não acho que este tema tenha qualquer discussão.
A.S – Porque é que me arranjas um defeito qualquer ou um personagem diferente cada vez que eu digo qualquer coisa? Eu não sou apoiante da homofobia, podes ter a certeza que não. Mas peço desculpa se te ofendeu a pergunta.
RB – Não me ofendeu. É verdade sim, eu não gosto de me rotular, no entanto eu tenho dois pais gays e sempre fui criada com valores que não distinguem o ser humano por géneros e sim por personalidades. Aquela história do "gostar de pessoas" em vez de gostar de "homens ou mulheres", eu acredito nela com toda a força.
A.S – Eu já experimentei os dois lados e cheguei à conclusão que só gosto de mulheres, mas isso sou eu e é isso que distingue o ser humano. O que não invalida de maneira nenhuma as tuas crenças, que são tão válidas como qualquer outras.
RB – Eu gosto dos rapazes que admitem que já experimentaram os dois lados sem qualquer preconceito, toda a gente sabe que os homens têm mais tendências para o machismo e ocultar experiencias que possam "denegrir" a sua imagem perante os amigos.
A.S – E tu a dar-lhe que eu sou um homem!
RB – Escusas de tentar, se me queres provar que és uma mulher eu desafio-te a nos encontrar-mos?
A.S – Por muito que eu me sinta lisonjeada porque "Rachel Berry" se quer encontrar comigo, eu ainda não acho que tenha coragem para isso. No entanto já ganhei a noite. :)
RB – Boa tentativa, mas eu continuo a não acreditar que sejas uma mulher.
A.S – E depois falas de machismo!
RB – Não tem nada a ver, eu simplesmente conheço os comportamentos do ser humano, e enquanto não me provares o contrário eu não vou acreditar que tu és uma mulher. :)
A.S – Eu podia ofender-me com isso, mas até acho alguma piada!
RB – Tu não dormes? São quase cinco da manhã!
A.S – Desculpa ter-te feito perder as horas, nem sequer reparei que elas tinham passado. Acredito que estejas chateada pelas tuas 8 horas de sono terem encurtado esta noite! Desculpa de novo.
RB – Hey espera aí, como é que tu sabes que eu tenho de dormir 8 horas por noite?
A.S – Outra vez? Eu já disse que leio todas as tuas entrevistas! :)
RB – Eu não me lembro de ter dito isso em nenhuma entrevista!
A.S – Mas disseste, senão como é que eu sabia? :P
RB – Hum, ok. Eu vou dormir e tu devias fazer o mesmo.
A.S – Sim, eu vou tentar. :) Boa noite Rach, descansa bem.
RB – Podíamos arranjar um nome fictício para ti! Não era? Assim eu dava-te as boas noites como uma pessoa normal, e escusava de estar para aqui a tentar arranjar maneira de escrever frases para não ter de mencionar o teu "A.S" de "Admirador Secreto".
A.S – LOL tu podes chamar-me como quiseres.
A.S – Mas fico muito feliz que ponderes a hipótese de voltar a falar comigo. Eu gostei muito de falar contigo.
RB – Escusas de pensar em desaparecer! Agora eu quero saber quem tu és, leve o tempo que levar. Hum, o que achas de Elphab (sem o "a" no fim para poder ser usado nos dois géneros)?
A.S – A sério? Imaginas-me mesmo uma criatura verde? Que simpática!
RB – Tens alguma coisa contra o Wicked?
A.S – Pelo contrário, é um dos meus musicais favoritos, mas tu é que sabes. Elphab que seja então.
RB – Pronto, eu deixo-te escolher.
A.S – Eu não sei, não consigo pensar nisso agora.
RB – Então pensa e amanhã dizes-me! Até amanhã, boa noite.
A.S – Adeus Rach, e obrigada pela conversa. :)
RB está agora desligado.
Notas finais
Beijinho
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