Love RB
12 Mãe e Pai
Notas iniciais
Gente é o seguinte falta só mais um capítulo além deste, e eu prometo ser breve.
Esta história, pela minha lógica inicial era dividida em 10 capítulos, mas depois a ideia Judy + Mass trocou-me as voltas e o final da Rachel também, por isso eu alarguei a coisa mais uns capítulos. Espero sinceramente eu gostem. Vou dizer uma coisa (e espero que esta coisa que eu vou dizer não faça nenhum leitor desistir de ler estes últimos capítulos, porque já que chegaram até aqui não têm nada a perder), ora aqui vai: esta é uma história para enaltecer o amor, o que significa que é apta para todas as idades. Com isto o que quero dizer é que não vão encontrar aqui nenhuma descrição mais detalhada do que aquela que neste capítulo existe acerca da relação íntima dos personagens.
Eu espero que ainda assim continuem a ler. (ou acabem de ler)
Vimo-nos lá em baixo
Os dias foram passando e Quinn não acreditava na rapidez com que Judy e Massimo se aproximaram. Enquanto Rachel ria da cara da sua esposa cada vez que os via juntos, a loira mostrava-se absolutamente surpresa com o rumo que aquela relação dos dois estava a tomar.
- Temos de ir ao médico. – disse Quinn sentada na bancada de inox da cozinha com Rachel entre as suas pernas a observar a imagem de Judy e Massimo no fundo da cozinha a conversar muito próximos.
- Fazer o quê? – perguntou a morena enquanto virava a cabeça para olhar para Quinn.
- Tenho de ir fazer análises. – respondeu Quinn séria. Rachel virou-se para ela preocupada.
-Sentes-te mal?
- Não é isso, são os meus níveis de glicémia, com este açúcar todo acho que estou a ficar com diabetes. – e fez um gesto em direção a Massimo e Judy. Rachel gargalhou e beijou Quinn.
- Assustaste-me. Deixa-os, eles ficam tão lindos os dois, fazem um casal perfeito. – e abriu um sorriso à Rachel Berry.
- Sim, mas a minha mãe quando é que se vai embora? – Quinn disse aquilo baixinho ao ouvido da morena que já estava novamente de costas para ela. Rachel virou a cabeça e depositou outro beijo, mas desta vez na bochecha de Quinn.
- Não sejas assim. A tua mãe está feliz e devias estar feliz por ela. Ainda para mais é o Mass, ele é de confiança.
- Oh, mas não é por ser o Mass, é por nós.
- A tua mãe a mim não me incomoda nada.
- Isso sei eu, vocês passam horas na conversa na sala.
- Ah, espera… — disse Rachel rapidamente voltando-se para Quinn de novo. — … tu estás com ciúmes da tua mãe? É por ela passar muito tempo comigo?
- Não, é por tu passares muito tempo com ela. – mas a loira não disse aquilo a sério e sorriu com ternura. Rachel olhou para Quinn com um sorriso infantil e a loira teve de respirar fundo para se recordar de onde estava. Quinn rodeou a cintura da morena com mais força de modo a aproximá-la mais do seu próprio corpo e Rachel abraçou o pescoço de Quinn no intuito de apertá-la num abraço. Mas a loira não tinha a mesma intenção, deixou-se abraçar pela morena e depositou vários beijos suaves no pescoço e colo da diva. Rachel arrepiou-se e desprendeu os braços levemente. O olhar de ambas encontrou-se e quando a diva viu os olhos de Quinn escurecerem percebeu naquele instante as intenções da sua esposa. Rachel sorriu e separou-se de Quinn que olhou para ela confusa, mas agarrou-lhe a mão que a morena estendeu. Ambas saíram do restaurante em silêncio e subiram para casa. Mal Rachel mete a chave à porta e a abre, Quinn abraça-a pela cintura e volta a beijá-la no mesmo sítio de há momentos atrás, e fecha a porta devagar com o pé. Ambas caminham em direção ao quarto sem pressa, e sem se largarem em nenhum momento. A certa altura do caminho, Rachel vira-se para Quinn, que a ajuda a caminhar de costas pois a morena encontra a boca da loira e funde-se num beijo molhado e cheio de amor. Desengane-se quem acha que elas precisam de oxigénio, Rachel por não querer separar-se da loira continua a respirar, ainda que com dificuldade, e Quinn, que não pretende ser ela a travar aquele ato que a diva lhe regalou, arranja maneira de respirar também. As línguas bailam ao ritmo do coração das duas e quando elas chegam perto da cama, os seus corpos como imanes caem juntos por cima do colchão. Não é preciso descrever o que aconteceu naquela tarde, porque para elas era só mais um vez, tendo em conta que os seus dias, ou noites, estavam sempre recheados de amor, e da partilha entre elas do mesmo.
Judy e Massimo perceberam a ausência das duas e riram pela ocorrência, no entanto, Massimo também aproveitou para falar com Judy acerca da sua estadia por Nova Iorque.
- Já sabes o que a Quinn está a preparar na antiga clinica dentária aqui do lado?
- Já. A minha filha é doida. Nunca me passaria pela cabeça uma coisa tão rebuscada. Aliás, e ela já foi tratar das autorizações e tudo. Está super empenhada.
- Aquele coração é demasiado grande, mas o mais engraçado é que com o tamanho que tem só lá cabe um nome.
- Mas sabes Mass, eu digo isto de ela ser louca, mas eu acho tão bem que ela o esteja a fazer. Só se vive uma vez, e elas já perderam tempo suficiente separadas.
- São umas jovens. Têm todo o tempo do mundo pela frente.
- Nunca se sabe o dia de amanhã. E é isso que eu mais admiro na postura da Quinnie, ela vive o hoje.
- Bom, isso é verdade, mas o certo é que demorou 5 longos anos para viver o hoje.
- Já viste o que ela conseguiu nestes 5 anos? – disse Judy orgulhosa. – Pouca gente, muito pouca gente, consegue fazer o que ela fez.
- A bambina é cheia de talento, e é bonita como a mãe, e tem sorte.
- Sorte por ter recebido a herança de um homem que nunca a tratou como filha dele. Sim, nisso ela teve sorte. Ao menos morto dá-lhe mais jeito.
- Ui, essa mágoa. Ele já morreu, deixa lá isso. Ele afinal era pai dela.
- Ele nunca foi pai dela. Aliás, a Quinn sempre que me fala de ti diz que tu foste mais pai dela do que ele algum dia tentou ser.
- Eu sei. Ela também é a filha que eu nunca tive. – o sorriso de ternura de Massimo não deixava ele esconder o carinho que nutria por Quinn. – Mas repara, agora está tudo bem, ela tem a mãe, tu, e o pai, eu… vês? Eu sabia! Quando eu te vi entrar com elas pela porta, eu sabia que o universo estava a conspirar a meu favor. – e gargalhou em coro com a mulher loira.
- E que universo.
- Judy, uma coisa… — disse Mass com um tom mais sério. — … tu já sabes quando voltas, ou se voltas para Lima?
- Eu não sei, mas suponho que tenha de me decidir, eu não posso simplesmente ficar a viver com elas, elas estão a começar uma vida juntas.
- Isso do viver não é problema, eu perguntava por o teu trabalho.
- É problema sim, temos de ir com calma, eu não quero fazer as coisas mal. Se eu vier viver para aqui, eu vou procurar um apartamento. Em relação ao meu trabalho, eu só trabalho para me distrair, eu podia bem, se a Quinn e a Rachel não se importassem, de ajudar aqui no restaurante. Afinal eu também recebi a herança, e não preciso propriamente de trabalhar. E tu precisas de ajuda. Mas eu não sei se a Quinn está para aí virada.
- Claro que está, e a Rachel também, elas adoram-te. Isso seria genial. Podias começar a procurar um apartamento aqui perto. – disse o italiano entusiasmado.
- Calma. – sorriu Judy. – Tenho de falar com elas primeiro.
As horas passaram e chegou a hora de jantar. Judy e Massimo estavam já um pouco atarefados com o restaurante, enquanto Quinn e Rachel acordavam abraçadas entre os lençóis.
Rachel mantinha a cabeça por cima do braço esquerdo da loira que a rodeava pela cintura com o braço direito, as duas estavam de frente uma para a outra com um sorriso perfeito nos lábios.
- Temos de descer, é hora de jantar. – disse a diva baixinho enquanto deixava um beijinho na ponta do nariz de Quinn.
- Não quero. – respondeu a loira enquanto o devolvia. – Quero ficar aqui para sempre. Ou pelo menos até quando a minha mãe voltar e me roubar a minha mulher. – disse Quinn enquanto ria.
- Tão tonta. – e a morena voltou a beijá-la, mas desta vez nos lábios. Rachel estava demasiado carinhosa e isso era o sinal perfeito para Quinn, pois permitia a loira perceber que a diva não estava infeliz. – E tão bonita. – e voltou a beijá-la novamente, mas desta vez demorou mais tempo. – Temos de ir. – Rachel levantou-se da cama rapidamente e Quinn cobriu a cara com a almofada que estava ao seu lado.
- Tem mesmo, mesmo, mesmo, mesmo de ser? – disse a loira largando a almofada.
- Tem, vamos, vamos tomar banho. – e o sorriso de Rachel fez Quinn levantar-se tão rápido como um furação.
O restaurante estava cheio de gente quando Rachel e Quinn desceram uma hora mais tarde. Massimo mal as viu sorriu, ao contrário de Judy que simplesmente olhou para elas com um ar cansado.
- Vocês deviam contratar alguém para ajudar o Mass, se eu não estivesse aqui ele não conseguia fazer tudo sozinho. – disse a loira mais velha.
- E chamava o primo, como faz das outras vezes. – disse Quinn com um sorriso. Ninguém ia estragar o humor da loira naquele dia.
- Temos de conversar, agora que falas nisso. – respondeu Judy.
- Ok, nós vamos jantar. – e olhou para Rachel para que a morena começasse a andar em direção ao salão. Rachel simplesmente perguntou:
- Não vamos ajudá-los?
- Não. Eles não precisam de ajuda, senão o Mass pedia. A minha mãe é que tem a mania que pode mandar e desmandar no que não é dela. Vamos?
- Não sejas assim. – respondeu a morena, mas dirigiu-se ao salão. Mass voltou a sorrir, e a após as duas desaparecerem, ele não poupou a crítica a Judy.
- Não é assim que vais conseguir convencer a tua filha a querer-te cá.
- Já sei. – a loira mais velha respondeu mas nem sequer olhou para Massimo, e mais uma vez ele comparou mentalmente as duas loiras e voltou a sorrir.
Após o jantar, e já quando o restaurante estava vazio, Judy sentou-se na mesa de Quinn e Rachel e cruzou as mãos encima da mesa. Ambas se surpreenderam pela atitude mas perceberam que a senhora tinha algo sério a conversar com elas. Mas as palavras não saiam da boca de Judy até Quinn a incentivar.
- Vais ficar aí a olhar para nós ou vais dizer o que te motivou a teres essa cara e mau humor a noite toda? – disse a loira enquanto recebia um beliscão na perna vindo de Rachel.
- Eu preciso de falar convosco.
- Já percebemos… — e mais um beliscão fez Quinn calar-se.
- Então Judy? – perguntou Rachel.
- Bom… como vocês sabem eu e o Mass estamos no início de uma coisa bonita… — a loira mais velha fez uma pausa.
- Sim, e estamos muito felizes por vocês, não é Quinn? – Quinn simplesmente abanou a cabeça em concordância.
- Então, mas eu não posso deixar de pensar que a minha estadia em Nova Iorque se está a prolongar por tempos que eu não estava à espera…
- Mas é muito bom tê-la cá Judy. – disse a morena já a perceber o que dali vinha.
- Eu sei Rachel, mas eu não posso continuar convosco, vocês estão no início da vossa vida juntas e eu não me sinto confortável em estar o tempo todo a atrapalhar a vossa privacidade como casal.
- Judy, não diga isso, eu não vejo problema nenhu… — mas a mulher interrompeu.
- Mas eu vejo, e eu própria não me sinto bem. Então eu pensei em falar convosco acerca de uma situação. – e novamente Judy voltou a fazer uma pausa.
- Mãe, eu não quero que te vás embora. – disse Quinn que até então se manteve calada, mas percebeu que seria pior se a sua mãe achasse que ela a queria fora dali.
- É sobre isso. Eu não quero voltar para Lima, e por isso decidi que amanhã vou à procura de um apartamento. – Quinn sorriu.
- Não há pressa, eu percebo que seja mais confortável para ti, mas não precisas de ir já amanhã. Vais quando quiseres. – disse Quinn.
- Na realidade eu queria falar também de outra coisa. – e quando olhou para a sua filha percebeu que ela não fazia ideia do que lhe ia propor. – Eu ao deixar Lima vou deixar o meu trabalho, que eu só tinha para me ocupar durante o dia, tu sabes que ainda tenho a herança que o teu pai deixou e não preciso de dinheiro, mas eu vir viver para Nova Iorque também gostava de estar ocupada, então pensei, se vocês não se importarem claro, e estão completamente à vontade para dizer que se importam, obviamente, que eu podia ajudar o Mass por aqui. Assim eu estava distraída e pronto. Eu sei que é impor a minha presença mas…
- Stop! Que parvoíce de conversa… — respondeu Quinn. – Mas é que isso nem se põe. É óbvio que podes fazer o que quiseres e acho muito bem que te mantenhas por aqui, não te quero perdida pelas ruas de Nova Iorque, que disparate. – Rachel gargalhou com a ocorrência de Quinn e Judy respirou fundo e sorriu aliviada. – Eu ouço com cada barbaridade que até tenho medo de saber o que vinha a seguir. Onde raios é que tu querias distrair-te? Oh santa paciência. – Rachel continuava a rir.
- Oh Judy, é tão bom tê-la aqui todos os dias, pelo menos posso vir para aqui conversar com alguém enquanto a Quinn está no estúdio. – Judy esboçou um sorriso gigante e olhou para Quinn de uma maneira cúmplice.
- Ainda bem meus amores, então pronto. Amanhã vou à procura de apartamento!
- Em relação a isso… — disse Rachel. — … acho que não precisa de procurar nada. Pode ficar no meu antigo apartamento, eu não o vendi, ele está num sítio muito bom e pelo menos está em casa e não precisa de se preocupar com mais nada. Aliás, eu até agradecia, porque é um desperdício tê-lo fechado.
- A sério? – disse Judy contente. – Ai Rachel, que feliz que eu fico. Então amanhã levas-me lá? Achas que me posso mudar rápido?
- Estás assim tão farta de nós que queres já voar para fora do ninho? – disse Quinn cómica.
- Vai voar para outro ninho. – disse Rachel enquanto dava um beijinho rápido em Quinn. – Amanhã levo-a lá e até a ajudo a mudar-se se quiser. Não tenho nada para fazer mesmo. – mas agora o sorriso da morena não era tão grande.
- Pois, eu amanhã não posso ajudar-vos, mas suponho que o Mass nas horas livres vá fazê-lo por mim.
Ficaram à conversa mais algum tempo e depois fecharam o restaurante e foram para casa.
Notas finais
Fico muito feliz por todas as pessoas que acompanham e gostam desta história, e mais feliz ainda por aqueles que a comentam. Nunca dei muito crédito aos autores que pediam comentários, achava que escrever sem comentários era a mesma coisa que com, mas quando comecei a escrever percebi que afinal os comentários são a via mais importante de inspiração.
Obrigada a todos.
Beijinho
Twitter: @R_Che
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