Love RB
6 Love RB
Notas iniciais
Lima, Ohio
- Minha menina! Que saudades tão grandes que nós tínhamos tuas!
- Ai pai, nem me fales! Mas vocês bem que podiam ir visitar-me a Nova Iorque.
-Tu sabes que é difícil, com o hospital nunca temos tempo para parar em casa quanto mais para viajar. É tão bom ter-te aqui. Como estás? Novidades? – Perguntou Hiram ao ligar o carro a caminho de casa. Estavam a sair do aeroporto e só Hiram tinha ido buscar Rachel, Leroy, o outro pai de Rachel estava de banco no hospital até à hora de jantar.
- Eu estou óptima, admito que estava com vontade de entrar de férias, estava a perder o interesse tantas noites seguidas de peça. Estava a tornar-lhe monótono.
- Não me digas que conheceste alguém?! – disse Hiram entusiasmado.
- Hã? Não entendo. A que propósito é que me estás a fazer essa pergunta?
- Rach, e existe alguém no mundo que te conheça melhor do que eu? Achas mesmo que eu acredito que tu estivesses a sentir que a Broadway é um tédio se não tivesses nada mais interessante para fazer fora dela?
- Pai, és um exagero. Eu disse que a Broadway era um tédio? Eu só disse que precisava de uma pausa, ainda que seja de uma semana. É cansativo, sim, é compensador também, mas é cansativo.
- Isso quer dizer que não existe ninguém? E eu todo contente que a minha menina finalmente estava a ganhar vida social… — disse Hiram com uma fingida expressão de desilusão. Rachel ao olhar para ele gargalhou.
- Tu não existes!
- O que é que isso quer dizer?
- Pai, não sei se é boa ideia falarmos nisto, na realidade não é nada concreto, aliás, eu nem sei se é real.
- Não estou a perceber.
- Esse “alguém”.
- Ah! Então há realmente alguém. Conta-me tudo, quem é ele?
- Ou ela. – Rachel soltou uma gargalhada engraçada.
- Ela? – Hiram franziu a sobrancelha.
- Estou-me a rir porque essa seria a resposta que ele te daria. Enfim, uma piada privada, deixa lá. Na realidade eu não o conheço pessoalmente.
- Como assim?
- Digamos que temos longas conversas no Facebook.
- O quê? Mas agora que estás crescida é que deste para fazer parvoíces? Tu não sabes que esse tipo de coisas são perigosas? Pode ser um psicopata, ou alguém que planeia assassinar-te de uma maneira cruel… — começou Hiram, mas Rachel interrompeu-o.
- Um psicopata que vai a todas as noites ver a peça, que me envia flores, que tem um perfume doce, que não se queria encontrar comigo por nada deste mundo e foram precisas semanas para que aceitasse fazê-lo, um psicopata que conseguiu convencer-me que está apaixonado por mim. Mas acima de tudo, um psicopata que sabe cozinhar, tem um restaurante Vegan, que é um excelente fotografo e que tem um talento natural para a escrita! Sabes pai… acho que se ele for um psicopata eu quase que não me importo, com estas qualidades todas.
-Rachel tu tem cuidado, tu não te encontres com essa pessoa num lugar privado, se tu realmente lhe queres dar o beneficio da duvida, então pelo menos encontra-te com ele num local publico e avisa alguém que vais.
- Pai, eu já não sou uma criança, eu sei disso tudo.
- E se for um fã obcecado por ti?
- Não sei, só sei que ele me lê todas as noites da melhor maneira possível. É estranho, todas as conversas, parece que ele me conhece.
- Já viste alguma fotografia?
- Não pai, nem sei o nome dele.
- Como não?
- Ele assina como AS, que significa aparentemente “Admirador Secreto”.
- Estou verdadeiramente preocupado com isso.
- Bom, mas eu por enquanto não. Há qualquer coisa nele que me deixa confortável.
- Nunca é demais ter cuidado!
- Já sei. Mas mudando de assunto, o pai?
- O pai volta à hora de jantar. E tu? Mais novidades? Eu quero saber tudo.
- Bom, se eu te contasse tudo havíamos de sair daqui só para a semana, e eu só fico duas noites.
- Não sejas assim, conta-me tudo!
- Não podemos desfrutar um do outro um bocadinho? – disse a morena com cara de anjo.
Rachel não queria contar a Hiram a historia de Quinn, na realidade ela própria não queria tratar desse assunto antes de conhecer AS. Não sabia porquê, mas a verdade é que ela achava que a historia com Quinn iria dar pano para mangas quando ela a encontrasse e portanto, ela queria adiar todos os problemas que daí derivassem. A atenção da diva estava concentrada noutras coisas que a deixavam mais feliz no momento.
Quinn está novamente sentada numa das bancadas de inox da cozinha do restaurante, enquanto Massimo está a experimentar uma nova receita para o restaurante.
- Devias meter pesto nisso. – disse a loira enquanto trincava um breadstick.
- O pesto vai deixar isto muito condimentado, e essa não é a ideia.
- Então mete orégãos. Alguma coisa isso tem de levar.
- Orégãos é uma boa ideia! – disse Massimo com um sorriso. O homem pegou nos orégãos e começou a desfazê-los com os dedos para dentro da receita. – Queres provar?
- Sim. – respondeu Quinn enquanto levantava os ombros em sinal de indiferença. Mass levou o garfo à boca da loira e Quinn provou o resultado final. – Pesto seria ideal, assim parece que não sabe a nada de especial.
- Tu e a mania de apurar a comida. Eu gosto assim.
- Está bem, mas não foi por isso que eu vim aqui.
- Eu logo vi. Estavas aí muito sossegadinha, vi logo que vinha daí qualquer coisa. Do que é que precisas?
- Preciso que me ajudes a decidir.
- Decidir o quê Bambina?
- Domingo, Segunda ou Terça? Qual é o dia mais calmo?
- Segunda. Porquê?
- Segunda preciso que tu peças ao teu primo para te vir ajudar.
- Mas se é o dia mais calmo para que é que vem ele ajudar-me? Não estás a fazer sentido.
- Mass, a sério. Faz como te digo. Achas que ele pode?
- Talvez, ele só costuma vir aos fins-de-semana, porque é quando eu preciso de ajuda, mas posso tentar falar com ele. Mas podes contar-me? Não me vais levar outra vez aos musicais, não é?
- Não Mass.
- Pois, claro que não, à segunda não há disso. Então é o quê?
- Vou convidar a Rachel para vir cá jantar. – disse Quinn muito rápido enquanto corava. Massimo por seu lado abriu os olhos e não poupou no volume da voz.
- FINALMENTE! Bambina estou tão feliz com essa noticia. – o homem abraçou Quinn. – O que é que te fez mudar de ideias?
- Ela foi a Lima, volta na sexta-feira, e eu acho que ela vai encontrar-se com algumas pessoas do passado dela, pelo menos há esse risco, e quando estávamos a conversar ela pediu de novo e eu achei que já não podia fugir mais. – Quinn disse tudo isto num tom cansado.
- Eu acho que tu fazes muito bem. Só espero que tenhas uma postura mais feliz quando a vires.
- Mass pára! Eu nem faço sequer ideia de como lhe aparecer.
- Bambina, aqui o Massimo vai ajudar-te!
Quinn sabia que precisava da ajuda de Massimo, afinal ele era o seu maior e único apoio naquela cidade, e respirou fundo quando o homem esboçou um sorriso tranquilizador.
Em Lima, Rachel jantava com os pais enquanto os três se divertiam a contar peripécias das duas vidas. A morena era o centro das atenções e após Hiram ter contado a Leroy a história de AS que Rachel lhe contara, a diva teve de aturar um sermão duplo de meia hora acerca dos cuidados que devia ter acerca dessa situação. No entanto, nada daquilo que lhe disseram os seus pais a fez mudar de ideias em relação a AS. Aquilo que a morena mais estranhara acerca de toda esta historia, foi a repentina confiança que ela ganhara em AS.
Após o jantar e uma sessão dupla de cinema em casa, Rachel subiu com o seu portátil para o seu antigo quarto. Ela tinha saudades daquele ambiente familiar, em Nova Iorque vivia sozinha e era sozinha que se sentia a maior parte das vezes. Ultimamente a sua companhia era o seu computador portátil e quem ela encontrava “do outro lado” do ecrã. Ligou-o e conectou-se, e lá estava ele, AS estava online.
RB – Tiveste saudades minhas? :)
AS – Sim. Olá! :) Chegaste bem? Correu bem a viagem?
RB – Sim, não é muito longa, passou bem. :) E tu? Muita gente no restaurante hoje?
AS – Hoje é o dia que fechamos, estive lá com o Mass a experimentar novas receitas, mas ele embirrou em não seguir o meu conselho. :)
RB – E já pensaste no dia?
AS – Não era suposto eu te dar a confirmação só depois de amanhã? :)
RB – Sim, eu sei. Só pensei que pudesses ter decidido mais cedo. :P
AS – Por acaso já decidi sim, se estiver tudo bem para ti, claro.
RB – Já??? Quando???
AS – Isso é tudo ansiedade?
RB – E podes me culpar por isso? :)
AS – Não, eu sei que tu estás curiosa.
RB – Não me pareces muito animado.
AS – Mas estou, eu só estou uma pilha de nervos e ainda nem chegou o dia. :O
RB – E qual é o dia? :O
AS — :) Segunda-feira? Pode ser?
RB – Perfeito! Onde?
AS – No restaurante. O Massimo está ansioso para cozinhar para ti. Ele até me levantou do chão com a felicidade.
RB – Eu também tenho curiosidade em conhecer o Massimo. Mas não sabes da melhor…
AS – Conta-me…
RB – Contei aos meus pais e eles ficaram com medo que tu fosses um psicopata. Estive meia hora a ouvi-los a dar-me um sermão de como ter cuidado. :/
AS – Rachel agora fora de brincadeiras, eu quero que tu saibas uma coisa, eu não quero que tu andes a conhecer pessoas na internet e a encontrar-te com elas, pode ser perigoso. Neste caso eu estou descansado/a porque sou eu e eu não te vou fazer mal nenhum, mas podes ter azar. Muita gente é tua fã, e muita gente é completamente inconsciente.
RB – Estás a tentar arranjar uma maneira de desmarcar isto?
AS – Não, claro que não, só estou a avisar-te dos perigos que corres. Mas não são comigo que os corres.
RB – Óptimo, porque eu sei disso tudo, mas eu não quero desmarcar nada.
AS — Não vamos desmarcar nada.
RB – E qual é o nome do restaurante?
AS – Isso eu na segunda-feira digo-te. Juntamente com a morada, pode ser?
RB – A sério? Estás com medo de me dizer o nome do restaurante? Eu não vou aparecer aí.
AS – Tu és a pessoa mais curiosa que eu conheço, vais logo pesquisar à net e o restaurante tem Website. Eu prefiro que seja surpresa, pode ser?
RB – E se eu prometer que não pesquiso?
AS – Eu não acredito nisso, e nem tu. :)
RB – És um cortes!
AS – Que gosta muito de ti e está uma pilha de nervos só de pensar que se vai encontrar contigo. :)
RB – Eu não estou nervosa.
AS – Pois, mas tu não sentes aquilo que eu sinto. :P
RB – Quem disse?
AS – Não digas essas coisas, tu não sabes quem sou, quando souberes podes apanhar uma grande desilusão.
RB – Eu não sei, efectivamente, mas tu às vezes falas como se nós já nos conhecêssemos.
AS – Eu conheço-te! :)
RB – Isso não vale, não é justo.
AS – Como está Lima?
RB – Tu não és nada subtil a mudar de assunto. :(
AS — :P está no mesmos sitio da última vez que foste?
RB – LOL, não. Acho que se deslocou um bocadinho para a esquerda, não tarda muito mudamos para o estado de Indiana.
AS – Não por favor!
RB – LOL isso era o que eu diria!
AS – E tu? Viste alguns amigos, alguns sítios dos quais tivesses saudades?
RB – Não, vim do aeroporto para casa e ainda não saí. Também não tenho muitos sítios a onde ir. Amanhã vou tratar de um assunto mas não é nada importante, devo voltar logo para casa. Amanhã estás aqui de tarde?
AS – Amanhã não posso, tenho de ir trabalhar, aliás, era uma das coisas que te queria dizer. Amanhã não devo conseguir mesmo vir aqui. De dia tenho de ir dar uma série de voltas e à noite vou ser eu a fechar o restaurante, devo chegar a morrer a casa.
RB – Hum, tudo bem então. Aproveito para estar com os meus pais mais um bocadinho.
AS – Fazes bem, se só os vês duas ou três vezes por ano, é bom que desfrutes deles. :)
A conversa entre elas continuou noite dentro. Rachel não queria acabar aquela conversa, mas o sono a certa altura venceu-a. O dia seguinte para Quinn passou rápido, ela estava ocupada e não tinha tempo para parar e pensar, já Rachel tinha saído de casa e tinha ido visitar alguns amigos dos seus pais. A morena passou pela antiga escola e a adrenalina correu-lhe nas veias, mas desviou o olhar e seguiu em frente. Sexta-feira chegou rápido e ela tinha as malas já dentro do carro do seu pai Hiram para voltar a Nova Iorque. Ele levou-a ao aeroporto e Rachel embarcou directa à Big Apple. Quando desembarcou a nostalgia fez-se sentir. Mais uma vez estava a sair de Lima, e ao fazer uma introspecção de tudo o que vivera na sua cidade natal, Rachel sorriu ao notar que afinal os seus objectivos profissionais tinham sido cumpridos.
Aterrou em Nova Iorque e distraidamente caminhou pela saída. Nunca ninguém a esperava e aquele não devia ser um dia diferente, mas era. Ao passar pelas portas de saída alguém pousou a mão no seu ombro. Ao virar-se Rachel viu um rapaz alto e fardado com um traje de uma empresa qualquer de paquetes. A morena chegou a pôr a hipótese mentalmente de que fora algum fã seu que queria um autografo, mas ao reparar na caixa de papel que o senhor tinha na mão, rapidamente descartou essa opção.
- Sra. Rachel Berry? – disse o homem enquanto olhava para a sua pasta de mão onde tinha apontados os nomes.
- Srta. na verdade eu n… — Rachel arrependeu-se rapidamente do que ia dizer ao lembrar-se de Quinn. – Sou eu.
- Tenho uma encomenda para si. Pode assinar aqui? – disse o senhor simpático.
- Não é um bocado estranho eu receber uma encomenda no aeroporto? – a diva perguntou desconfiada.
- Disseram-me que a senhora ia dizer isso, e mandaram-me dizer-lhe, caso a senhora o dissesse, que vem da parte de AS. – a morena surpreendeu-se e esboçou um sorriso gigante.
- Onde é que assino?
Rachel entrou no táxi e foi directamente para casa. Era já hora de jantar e a morena além de estar cheia de fome estava também com uma curiosidade extrema em saber o que tinha aquela caixa que não era assim tão pequena.
Quinn ainda estava no estúdio, o facto de ficar afastada de lá algumas vezes durante a semana, tinha de ser compensado com horas extra. A loira no entanto tinha o facebook ligado e não parava de olhar para o relógio. Ela queria saber a reacção de Rachel ao conteúdo da caixa, mas a morena nunca mais chegava.
Rachel entrou em casa, largou as malas e sentou-se no sofá com a caixa no colo. Ela tinha de admitir que AS sem dúvida que conseguia surpreendê-la. Abriu o pacote e dentro encontrava-se um pequeno baú fechado com chave. Colado ao baú trazia um cartão, e estranhamente o cartão estava mais perfumado que das outras vezes, ela sorriu ao imaginar que AS tinha perfumado o cartão. O conteúdo do cartão dizia: “Como eu sei que tu és curiosa, vou fazer-te sofrer um bocadinho. Só se vieres a um segundo encontro é que te darei a chave para abrires esse segredo. (Não vale partir, sejam quais forem as circunstancias) Com Amor, AS” Ela ia matá-lo. Rachel abanou a caixa e pareceu-lhe que o que estava dentro eram papeis, mas não fazia ideia do que seriam esses papeis. A morena ligou rapidamente o portátil e conectou-se no facebook. Quando viu AS online, não foi de meias medidas e entrou em modo de ataque.
RB – Eu odeio-te!
RB – Não podias ter feito isto!!! Não é justo!!!
RB – Eu quero saber o que é!!!
Quinn sorriu e respondeu.
AS – Olá meu amor! :) Vejo que já recebeste a minha encomenda! Mas sabes? Fico feliz que o “eu odeio-te!” só tenha um ponto de exclamação, é sinal que é menos verdade que o resto que disseste. :P
RB – Estás a gozar comigo? Não tem piada! O que é??? Conta-me!
AS – Não sejas assim Rach, nem me disseste se tinha corrido bem a viagem?
RB – Vês? É por isso que eu me vou encontrar contigo, porque ninguém que seja um psicopata está sempre tão preocupado comigo. :P
AS – Seja como for, para além de mim não arrisques! :)
RB – Tu queres-me é só para ti.
AS – Querer quero, ter é que são outros 500.
RB – Se me deres a chave hoje ainda, podemos pensar sobre isso… :P
AS – Não te vendas por tão pouco, assim não tem piada. :)
RB – O que fizeste ontem? Tive saudades tuas!
AS – E eu tuas! :P Estava desejoso/a que chegasses.
RB – Não pode ser já amanhã? E depois na Segunda outra vez, e assim dás-me as chaves!
AS – LOL, não inventes.
Mas não demorou assim tanto para que chegasse a segunda-feira. A morena, ao contrário do que tinha previsto, acordou nervosa e foi o dia que mais lhe custou a passar. Já Quinn não pensava da mesma maneira. Para ela tudo estava a passar demasiado depressa. Era hora de almoço e a loira andava como uma barata tonta pela cozinha do restaurante, despertando algumas gargalhadas em Massimo.
- Queres parar quieta Bambina?! – disse o homem a rir-se.
- Não consigo. Hoje é o último dia do resto da minha vida.
- Não bambina! Hoje é o primeiro, não é o último.
- Se fosse o primeiro era bom sinal, mas ela vai ficar desiludida, muito desiludida.
- Quinn, anda cá. – disse Mass enquanto limpava as mãos a um pano e abria os braços para abraçar a loira. O homem rodeou-a fortemente pelos ombros e enquanto ela tinha a cabeça encostada ao peito dele ele perguntou – porque é que isto é tão importante para ti? — Quinn não hesitou em responder.
- Porque ela é o amor da minha vida.
- E como sabes tu isso?
- Eu sei Mass, essas coisas sabem-se.
- Sim bambina, mas porque é que ela é o amor da tua vida?
- Porque foi por ela que eu saí de Lima, foi por ela que eu investi todo o dinheiro da herança do meu pai, assim podia dar-lhe uma vida boa, foi por ela que eu abri este restaurante e virei Vegan, porque isto é contribuir para uma boa causa e ela gosta disso, e porque ela podia gostar mais de mim se eu seguisse essa mudança também, porque eu não consigo deixar de estar em todos os seus momentos profissionais e que a fazem feliz, porque eu fico feliz quando ela sorri, porque eu penso nela todos os dias, porque eu sonho com ela todas as noites, porque o sonho da minha vida é que ela fique comigo e… — Massimo interrompeu ao perceber que Quinn estava com dificuldade em respirar com o choro compulsivo que se instalara.
- Já chega… o que eu quero que tu te lembres é disso mesmo. Tu és uma afortunada por conseguir sentir alguma coisa tão real e forte por alguém, e aquela menina é a menina mais sortuda do mundo por ter alguém que a ame mais do que tudo no mundo, alguém que tenha feito tudo para preservar esse sentimento bom mesmo quando ela não fez parte da sua vida. Eu acredito que a Rachel é uma menina inteligente e vai perceber isso.
- Pode-se morrer de amor? – Massimo sorriu com a pergunta de Quinn.
- Não querida. Pode-se morrer com uma depressão, e a depressão pode surgir do amor, mas não se morre de amor. E eu admito que tenho medo desta noite, mas também tenho fé.
- Tu tens medo porquê? Eu é que tenho de ter medo.
- Muito amor pode te deprimir, mas deprime-te lentamente. Um coração partido com essa quantidade toda de amor, deprime muito mais rápido.
- Vês? No fundo tu sabes que isto não é boa ideia.
- Pelo contrário. Eu acho que isto é muito boa ideia, eu só tenho medo que tu não tomes a atitude correcta.
- Como assim? – disse Quinn enquanto se separava dele e se sentada novamente na bancada de inox.
- Porque se as coisas não correrem como tu queres esta noite, então tu vais achar que o mundo acabou e não estás a ser realista, porque a Rachel tem de ter tempo para interiorizar toda a informação que vai receber. Por isso… promete-me só uma coisa. Não te vais deixar ir abaixo nem desistir à primeira se achares que ela reagiu mal. – a loira baixou a cabeça.
- Não sei se consigo prometer-te isso. – Massimo pousou os dedos no queixo dela e levantou-o.
- Tens de conseguir. Promete!
- Vou tentar Mass. – disse ela com um sorriso forçado.
Passadas duas horas Rachel liga o facebook, dentro de meia hora ela tem como objectivo começar a despachar-se. No entanto, faltava-lhe o nome do restaurante e o endereço. AS estava online e não lhe deu tempo para perguntar.
AS – Morada: Esquina Sul do Central Park com a 5th Avenida. Eu não preciso de te dizer o nome do restaurante, só existe esse e tu vais reconhecê-lo pelo nome.
RB – Olá! Isso não é justo.
AS – Rach, os meus nervos consomem-me, por isso eu pedia-te por favor para não complicares. Se achares que não é seguro, não saias do táxi. :)
RB – E se eu for de metro?
AS – Porque é que estás a fazer isto? Se viesses de metro é mesmo à saída, podes voltar para trás. E não me venhas com a teoria de que te podem raptar…
RB — :) Como sabes que eu ia dizer isso?
AS – Porque eu conheço-te muito bem.
RB – Ok. Então vimo-nos em duas horas e meia. :) Estou ansiosa!
O táxi já estava parado na porta do prédio de Rachel, ela saiu do prédio nervosa, no entanto confiante. Tinha o cabelo num apanhado alto e uma fita preta à volta da cabeça, vestia um macaco preto elegante e uns sapatos com meio salto dourados não demasiado brilhantes que condiziam com a sua pochette. Entrou no táxi e deu o endereço ao taxista.
-Boa Noite, é para a esquina sul do Central Park com a 5th Avenida. Por favor.
- Com certeza Sra.
- Acho que existe ali um restaurante, é aí.
- Sim, sim. Existe. É o melhor restaurante Vegan de Nova Iorque, é novo. Tem aí uns 6 meses. A minha mulher é Vegan e nós vamos lá uma vez por mês. É muito boa escolha.
- A sério? – Rachel sorriu ao perceber que afinal não havia grande razão para ter medo. – Como se chama o restaurante?
- Love RB. – respondeu o taxista sorridente.
O senhor continuou a falar mas Rachel deixou de o ouvir, aquela era sem dúvida a sua maior surpresa. Os nervos começaram a apoderar-se dela com mais força, e a morena rezou para que não se notassem. Afinal AS podia ser o caminho para a sua felicidade.
Quinn estava muito bonita e Massimo não lhe poupava elogios, estava tudo pronto para receber Rachel, mas Quinn não saia da cozinha.
O táxi parou à porta do restaurante e a morena ficou espantada com a aparência do restaurante. Saiu e dirigiu-se à entrada.
Notas finais
Beijinho e espero que tenham gostado, e espero que comentem! :)
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