Love Never Gets Old - Season 2
6 Kraken.
Notas iniciais
— Bom dia, Peter!— Perguntou Pam ou ver o genro entrar em casa — Está tudo bem? Parece cansado…
— Estou bem, só estou um pouco exausto, talvez eu esteja passando tempo demais lá, mas vale o sacrifício.— Kurt disse num sorriso indo se sentar na cadeira mais próxima.
— Eu sei que você precisa dormir, mas poderia só dizer como está o meu filho? Eu estou com tanta saudade dele…
— Claro Pam!— Kurt disse segurando as mãos da mãe preocupada — Ele está bem, e o melhor é que está gostando das minhas histórias, acredito que estamos progredindo com ele, está tudo dando certo! E quanto ao Gancho? Algum progresso?
— Amanhã vamos dar início às buscas, Marina fez uma varredura pelos mares com as outras sereias e acham que viram o Kraken, então já passaram as coordenadas para o Barba Negra e sua tripulação.
— Ótimo! Precisamos do Gancho o quanto antes, sinto que Blaine está quase recuperando sua fé em contos de fadas!
— E eu te agradeço por isso! Rezo todos os dias que meu Blaine volte para casa.
— Ele vai voltar, Pam. Ele vai voltar.
Kurt deu um abraço na sogra e se retirou para dormir e recuperar suas forças enquanto Pam retornou aos seus bordados.
(…)
Na manhã seguinte, quando o sol estava prestes a nascer no horizonte, todos os meninos perdidos, Pam, Cooper, Peter Pan, Marina junto com as outras sereias, as fadas e os piratas sob o comando do Barba Negra, já estavam preparados para iniciar as buscas em alto mar. Todos da Terra do Nunca se mobilizaram para trazer Blaine para casa. Tirando Barba Negra, que estava ali para o seu filho.
Marina comandava as sereias para buscar embaixo d'água, ajudando à tripulação do Barba Negra que estavam a postos para capturar o Kraken com todas as armas que eles possuíam.
De cima, tendo uma vista panorâmica, Sininho comandava seu exército de fadas com a ajuda de Peter, que também fazia a conexão entre as fadas, os meninos perdidos e os piratas.
Apesar de tanta gente envolvida, o silêncio era absoluto esperando qualquer ruído que denunciasse o monstro.
— Ainda nada?— Cooper perguntou a mãe e ela negou com a cabeça triste — Droga!
Horas se passaram e quando estavam todos exaustos e prontos para se recolher, uma sereia saiu emergiu agitada.
— Capitão, nós vimos o Kraken!— anunciou a sereia.
— E ele está vindo agora para a superfície!— emergiu Marina, seguida pelas outras — Meninas, recuar! Protejam-se, nadem para o mais longe que puder! Boa sorte, Capitão!
— Obrigada sereia!
Todas as sereias fugiram do alcance do monstro enquanto as fadas observavam do alto uma movimentação estranha surgindo aos poucos no mar. Sininho disse algo no ouvido de Peter Pan e o mesmo voou em direção ao navio emprestado onde estavam Pam e os outros.
— Cooper, meus meninos perdidos, nadem para o mais longe que puderem, o Kraken é grande e violento, pode virar o barco de vocês e então seriam devorados!
— Sim senhor!
Os meninos disseram em coro e cada um pegou um remo e levaram o barco para bem longe. Barba Negra ordenou aos seus marujos que preparassem as suas armas e canhões e segurassem firme, pois o mar já estava agitado demais.
Poucos minutos depois, já era possível ver as pontas dos tentáculos do Kraken e sua cabeça gigantesca emergindo na água próximo ao navio do Barba.
— Venha besta! Hoje será o seu fim!
Barba gritou levantando os braços em direção ao céu e o Kraken urrou como se respondesse a ameaça.
— Tripulação, atirem!
Os piratas berraram e três tiros de canhão foram disparados em direção a besta. Mesmo que as bolas tenham pego no rosto do Kraken, não o machucou, apenas o irritou ainda mais batendo seus tentáculos sobre a água fazendo o mar se agitar e quase virar o navio dos piratas.
— Atirem no olho da fera, seus idiotas!
Ordenou mais uma vez o Capitão e mais tiros foram lançados, porém sem sucesso. Os canhões não estavam dando certo.
Kurt percebendo aquilo tudo, voou até os piratas e explicou seu plano que ele havia acabado de ter.
— Barba! Faça seus marujos prepararem os arpões, eu vou até o Kraken e tentar cega-lo com minha faca! Quando eu der o sinal, vocês atiram!
— Eu não acredito que estou aceitando ordens de um fedelho… Marujos, posicionem seus arpões!
Kurt voou determinado em direção ao monstro que se debatia irritado pelos tiros anteriores. Com destreza, Peter desviou de cada tentáculo até que conseguiu chegar aos olhos do Kraken e sem dó afundou sua pequena faca ali, rasgando o suficiente para cegar o monstro que agora urrava de dor e se debatia ainda mais.
— BARBA, AGORA!
— FOGO!
A tripulação lançou os arpões e cada lança acertou um ponto diferente na besta marinha fazendo-a sangrar e ficar cada vez mais raivosa.
Kurt, do alto, observou o Kraken se debatendo tentando descobrir um possível ponto fraco, até que teve uma ideia.
— Barba, me dê uma espada!
O garoto pediu e o velho pirata lhe deu uma brilhante Cimitarra(link) que com um pouco de dificuldade, Kurt empunhou e voou em direção a fera aquática.
Quando todos acharam que o Pan ia atingir o Kraken em cheio em sua cabeça, ele mergulhou e todos ficaram confusos.
— O que esse pirralho está arrumando?
Depois de um tempo o monstro deu um último urro e finalmente se aquietou causando ainda mais confusão em quem assistia.
— Cooper, você está vendo ele em algum lugar?
— Não mãe,— Cooper procurava pela luneta — Kurt sumiu…
— Não, eu não posso perder mais um! Kurt é como um filho pra mim, eu já perdi meu Blaine, ele também não…
Pam abraçou o filho mais velho e chorou em seu ombro, enquanto no navio do Barba Negra, todos já tiravam seus chapéus, colocando-os sobre o coração em sinal de respeito, pressentindo uma possível fatalidade já que ainda não havia nenhum sinal do jovem Peter Pan.
Sininho e as outras fadas mantinham os olhos presos ao mar, sem perder a fé de que Kurt voltaria com vida a qualquer momento.
De repente, quando sua visão já estava embaçada pelas lágrimas ainda por cair, Sininho viu uma agitação diferente no mar. Em seguida, algo iluminado parecia estar submergindo rapidamente e então, Kurt apareceu puxando Gancho pela gola da sua roupa.
— Me ajudem aqui!
Kurt pediu e a tripulação do Barba Negra jogou uma corda ao mar. James Gancho e Kurt subiram no navio e então o pirata mais velho recebeu seu filho de braços abertos.
— Meu filho!
— Pai, quando tempo não o vejo!
— Como sobreviveu a tanto tempo no estômago do Kraken?
— Eu me alimentei dos peixes que ele engolia e bebi… Bem, não importa! O que importa é que estou louco por uma boa dose de rum!
— Forte como o pai! Você me dá muito orgulho, James!
— Hey Barba, temos um acordo, certo?
— Acordo? Pai, como o senhor faz acordo com esse pirralho insolente?
— Ora James, eu também não queria, mas como eu o queria de volta, não tive outra escolha! Sim, Pan, temos o maldito acordo.— Barba se virou para um de seus marujos — Me passe uma faca!
O marujo entregou a pequena faca que possuía na cintura e o Capitão agarrou um chumaço do cabelo de Gancho que ficou assustado.
— Pai, o que o senhor…
— Aqui está, garoto.— Barba entregou o chumaço embaraçado de cabelo para Peter que abriu um breve sorriso — Odeio ter que dizer isso, mas… Obrigado por trazer meu filho de volta.
— Eu quem agradeço, foi um prazer negociar com você. Até mais ver!
Kurt voou até Sininho e lhe entregou os cabelos, indo até o navio onde estavam Pam e os outros meninos.
— Céus, pensei que tinha te perdido!
Pam abraçou Kurt como um de seus filhos e ali ele sentiu como se tivesse outra vez uma mãe.
— Nunca mais suma assim, Peter, por favor…
— Prometo.— ele sorriu — Agora eu preciso convencer Blaine o quanto antes! Já temos todos os ingredientes!
— Sei que você consegue e em breve teremos nosso menino de volta!
(…)
Já era noite e como todas as vezes, Blaine deixou a janela aberta como havia prometido ao misterioso garoto que vinha todas as noites lhe contar histórias encantadas.
O moreno se encostou na cabeceira da cama e pôs seus óculos se preparando para ler seu livro de cabeceira, mesmo que ele não estivesse prestando tanta atenção na leitura, pois seus olhos paravam mais na janela do que nas páginas amareladas do livro.
Era estranho um adulto como ele estar a espera de uma criança que aparecia voando pela sua janela todas noites, mas Blaine simplesmente não conseguia controlar sua ansiedade por ver outra vez aquele garoto que se iluminava toda vez que contava sobre as aventuras de alguma princesa ou herói como se ele tivesse presenciado tudo aquilo de perto.
As horas foram se passando e Blaine acabou adormecendo. Foi só então que Kurt apareceu atrasado pela janela e como o moreno estava dormindo, o castanho entrou e o cobriu com cuidado para não acorda-lo.
Kurt não resistiu e depositou um beijo de boa noite na testa de Blaine e depois foi embora deixando para trás um moreno com um pequeno sorriso no rosto.
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