Notas iniciais
Oi gente, aqui estou eu de novo postando, por que eu tinha cometido um erro e agora irei arrumar, prometo fazer certo agora okay?

Agradeçam ao Vitor Matheus e a Chery Melo, por que foram eles que me "ajudaram" a começar essa fic.

Como dito antes, essa historia é para nosso eterno Grandão. Eu te amo Cory!

Uma família feliz, era tudo o que eu queria poder ter, uma família onde na frente da sociedade não fingisse ser uma família como aqueles comerciais de televisão, perfeitos, isso essa minha família nunca seria. Muitos acham que somos o exemplo de família feliz, pobres coitados enganados, não é só por que temos um bendito sorriso no rosto que tudo é perfeito.

Tudo começou quando eu completei 10 anos e descobri que minha mãe estava grávida, no começo senti ciúmes sim, confesso, mas depois percebendo a felicidade em que meus pais se encontravam eu acabei deixando o ciúmes de lado e aproveitando a gravidez da minha mãe, eu iria ter um irmãozinho.

Foram os 9 meses mais perfeitos de nossas vidas, saiamos juntos para comprar as coisinhas para o bebê, fazíamos tudo juntos, até que um dia, meu pai pediu para que eu olhasse minha mãe, enquanto ele fosse buscar o carro que estava na rua de trás, fiquei sentada naquele banco acariciando a enorme barrida de mamãe, quando ela do nada deu um grito alto me assustando, não sei bem o que aconteceu a partir daquele momento, só me lembro do meu pai chegando com o carro, pegando minha mãe no colo e a colocando no carro junto a mim, lembro-me que assim que chegamos no hospital ela foi para um lugar onde eu não poderia entrar, enquanto eu e meu pai apenas esperávamos ali, sentados naquela enorme sala de espera.

Horas se passaram, e nada daquele bendito medico vir nos dar noticias, meu pai andava de um lado para o outro nervoso, ansioso, não sabia ao certo seu estado emocional, depois de incontáveis 14 horas, um medico apareceu, ainda lembro bem daquelas suas palavras, sinto que nunca as esquecerei.

“ Eu sinto muito senhor Berry, sua mulher e seu filho não aguentaram o parto, nós fizemos de tudo para salva-los, eu sinto muito”

Dizendo isso, o medico saiu, deixando eu e meu pai aos prantos, não podia acreditar no que havia acontecido eu uma criança de 10 anos acabara de perder sua mãe e seu irmão em uma sala de parto. Depois daquele dia tudo mudou.

Minha vida se tornou um inferno, meu pai começou a chegar bêbado em casa, as vezes me batia falando que eu era a culpada pela morte da minha mãe, dizendo que se eu tivesse olhado ela direito enquanto ele ia somente buscar o carro, nada disso teria acontecido. Mas depois de algum tempo essa fase de chegar bêbado acabou, mas ele ainda descontava sua raiva me batendo, até que um dia ele parou e chegou em casa dizendo que iria se casar, eu tinha somente 13 anos quando recebi aquela noticia, no começo achei que talvez assim seria bom para mim, pois assim ele não faria o que estava fazendo desde a morte da minha mãe, mas eu estava enganada.

Hoje com 17 anos eu digo, eu vivo um completo inferno dentro de casa, essa vadia de mulher que meu pai colocou dentro dessa casa só serve para gastar o nosso dinheiro, as vezes chega querendo me bater, mas ela sabe que em mim ela não encosta, agora meu pai, continua descontando sua raiva em cima de mim, mas agora com menos frequência.

Queria poder ter aquela família que tinha até meus 10 anos, a mãe perfeita, um pai maravilhoso, uma família dos sonhos, mas tudo aquilo acabou, e agora eu tenho que fingir sermos uma família feliz perante essa sociedade de merda em que vivemos, e sempre ter um lindo sorriso no rosto, para mostrarmos o quanto somos felizes.

Meus amigos não sabem o que se passa em minha vida, e nem na minha casa, todos acham que somos o exemplo de família, alguns ainda tem ate inveja dessa fantasia. Todos uns ridículos, sem escrúpulos, odeio essas pessoas da alta sociedade, odeio essa minha vida de merda, odeio o fato de minha mãe ter me deixado com esse verme que eu chamo de pai. ODEIO.

Mais um dia normal naquela escola horrorosa, que eu só aturo por que tem meus amigos aqui e pelo que estavam dizendo, hoje chegaria um novo professor de biologia, estávamos mesmo precisando de um novo professor, essa velha que esta aqui já passou da hora de se aposentar.

- Será que esse novo professor é um velho babão igual essa múmia que chamamos de professora? – perguntou Puck durante nossa conversa no intervalo.

- Não, eu preciso de um professor gostosão para animar um pouco o animo dessa escola, só tem terceira idade nessa espelunca – Santana falou fazendo eu revirar os olhos rindo e Puck a olhar indignado.

- Pra que outro gostosão se já existe eu aqui, todinho para você? – ele perguntou fazendo agora todos rirem.

- Precisamos de outro para que assim, as assanhadas dessa escola não fiquem mais olhando para você amor – ela falou dando um selinho no namorado.

- Nossa que casal mais meloso – falei e fiz sinal de que iria vomitar.

- Como você é chata Rachel, quando você arranjar um namorado, vai ser pior do que eu – Santana falou me fazendo rir.

- Não quero arranjar namorado tão cedo – assim que terminei de falar o sinal soou dizendo já ser hora de voltar para a sala.

Caminhamos fazendo palhaçadas e assim que entramos na sala o vi, aqueles olhos castanhos e sorriso com covinhas, fiquei sem reação, não podia ser, o que ele estava fazendo aqui?

- Ola Senhorita Berry.

Notas finais
Bom gente, é isso.

Espero que tenham gostado e me desculpe pelo erro.

Comentem para deixar essa escritora feliz.

Bejinhos.