Love Never Dies
3 Descobrindo o passado de Jacob Black - POV Nessie
Notas iniciais

Oi, meu nome é Renesmee. Tenho 17 anos, e diferente das adolescentes dessa idade, não tenho um corpo bonito, não namoro, não tenho vários e vários amigos, na verdade sou do tipo que, não tem amigos, sento no fundo da sala, minhas notas vão de mau á pior, sou uma completa estranha na minha escola. Sempre fui. E se você acha que minha vida não podia piorar ai que você se engana, essa vida escolar é um dos meus menores problemas. Meu pai e minha mãe vivem na guerra, meu pai bebe o tempo inteiro e quando ele chega em casa, já é tarde da noite e por isso ele e minha mãe brigam, ás vezes ele chega a agredir ela. Choro sempre que vejo cenas desse tipo.
Desde pequena convivo com isso, mas pelo menos eu tinha meu irmão mais velho para me ajudar a enfrentar... Matheus morreu faz 3 anos, ele foi vitima de um assalto e acabou reagindo. O bandido deu um tiro nele... Ele morreu no caminho para o hospital. E o que mais me deixa com sede de vingança é que o bandido não levou absolutamente NADA de meu irmão... Nunca o encontraram...
Fiquei deprimida por muito tempo, e não estou, meu irmão era o único que ligava para mim.
Mas... Mudando de assunto, faz alguns dias que eu salvei a vida de uma pessoal, um homem para ser mais exata.
Mais que ironia não é? Uma garota que se corta para aliviar a dor que a vida lhe traz, acaba salvando a vida de um desconhecido.
Tenho certeza que Matheus ficaria orgulhoso de mim.
Flash Black On
Eu estava no hospital... Tinha levado pontos á pouco tempo, e não é a primeira vez que venho aqui por isso. Estava na recepção sentada mexendo no celular.
Ouvi gritos do tipo... “Espere ai, aonde você vai indo?”. Olhei para frente e vi um homem correndo em direção a porta da frente do hospital, que dava acesso á rua.
Ele saiu correndo até lá fora, e como muitas pessoas fui atrás para ver o que ele iria fazer.
O vi correndo para o meio da pista. E percebi o que ele iria fazer, vinha um caminhão naquela mesma direção
Corri atrás dele na mesma hora. O segurei pelo braço com força, antes que o que eu temia acontecesse.
Consegui fazer isso a tempo e o salvei.
Flash Black Off
Hoje, uma quarta-feira, estava me arrumando para ir a minha terapia.
Tomei banho, coloquei uma roupa qualquer, não ligo para nada disso, acho as garotas que passam horas na frente do espelho muito fútil, elas só ligam para a aparência da pessoa. São umas idiotas.
Look ~> http://imagizer.imageshack.us/v2/800x600q90/22/djc5.jpg
Fui de ônibus até lá.
Cheguei lá, entrei no prédio e subi. Quando entrei na sala de espera, esbarrei em alguém.
Olhei para cima e vi quem era.
Eu não creio. É o cara que eu salvei.
Ótimo, agora eu vou saber o porquê dele tentar se suicidar. Era uma ótima hora.
– Não estou acreditando que eu encontrei você, agora você pode me dar a explicação de porque tentou fazer aquilo? — perguntei.
– O que? Eu não vou falar sobre a minha vida pessoal para uma estranha. — ele disse.
– “Sua vida”, irônia você falar isso, se não fosse por mim, hoje você estaria morando no cemitério. — ele revirou os olhos e suspirou.
– É... Eu realmente te devo algo por isso.
– Ótimo, e o que eu quero é saber o por que.
– Ta, que tal irmos para outro lugar? Aqui não é apropriado para conversar. — pensei na proposta, eu iria ter que faltar a consulta, e a Doutora Hale iria comunicar aos meus pais... Mas pensando bem, que se danem, eles não ligam mesmo.
– Nossa além de um quase suicida você também é seqüestrador? — ironizei.
– Você quer escutar ou não a explicação? — revirei os olhos, ele não tem senso de humor não?
– Vamos então. — respondi.
Chegamos até o local. Era um café, era simples, mas bem bonito. Tinham algumas mesinhas com cadeiras fora e pude ver pelo vidro que dentro também tinham. Entramos, dentro era mais lindo ainda, tinha um balcão com cadeiras, e uma jovem por trás dele.
– Vamos sentar. — disse ele já se endireitando na cadeira. Não me sentei, cruzei os braços e fiquei batendo o pé no chão, será que ele não tem bons modos?- O que você está esperando? Senta.
– Não vai puxar a cadeira para mim?
– Pra que? Não sabe sentar sozinha. — revirei os olhos e bufei.
– E então não vai falar? — perguntei fazendo círculos na mesa com a ponta do dedo.
– Bom... Tudo começou em uma... — ele começou a contar a história toda, eu pude sentir várias lágrimas sobre meu rosto, era inevitável não se emocionar com aquela história.
– Nossa... Desculpe-me por ter sido grossa com você... Eu não sabia... E para falar a verdade eu te entendo.
– Entende? — ele perguntou curioso.
– Sim, eu também perdi uma pessoa muito importante para mim... — respondi enquanto uma última lágrima caia dos meus olhos.
– Quem? — ele perguntou.
– Eu... Eu preciso ir para a escola. – respondi. Eu não iria sair contando sobre o Matheus pra ele. Apesar de que ele contou sobre a Katharine para mim... Mas... É diferente, então, não vou contar.
– Espera ai, qual o seu nome? — não respondi, saí correndo. Não sei ao certo por que fiz isso, mas acho que foi a coisa certa.
Peguei um ônibus até a escola. Cheguei em alguns minutos.
Dei uma rápida olhada nos grupos de alunos que estavam do lado de fora do prédio e entrei. Fui andando pelos corredores e cheguei até meu armário.
Coloquei os livros das próximas aulas e fiquei somente com o da aula que iria começar em poucos minutos. Encontrei-me com Mandy, minha melhor amiga... Quer dizer, a minha única amiga...
– Por que chegou tão tarde? — perguntou Mandy andando ao meu lado em direção a sala de aula.
– Ah, isso é uma longa história — disse para ela com um sorriso.
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