Love, My Great Love
2 Uchihas Não Choram
Notas iniciais
Rock, esse estilo de musica é o meu favorito, a guitarra tocando alto, a bateria ao fundo, isso realmente faz meu muito meu estilo. Agora deitado em minha cama, estou ouvindo Sulfur da banda Slipknot, uma das minhas favoritas.
A minha culpa e a minha vergonha
Sempre me menosprezam, sempre sinto o mesmo
E o meu rosto e a minha alma
Sempre me saturam, sempre sob controle
Mas as horas mais longas que você terá na sua vida
São as que você suportará, para saber se está certo
Então eu esperarei, mas eu rezo para estar errado
Porque eu acho que sei o que está acontecendo
Sempre fui popular na escola, por onde eu passo chamo atenção, principalmente das mulheres, porem eu odeio ter que chamar atenção. Pra que eu preciso de amigos se são todos falsos, para o que preciso de namorada se são todas putas e interesseiras, a única coisa que eu preciso é de mim mesmo.
Então me deixe esclarecer, a única vontade é a minha
Eu faço o que eu quiser e fico sozinho
Todas as minhas decisões fazem disso intocável e manchado
Eu irei sofrer pelo resto da minha vida
Mas eu sempre encontrarei uma maneira para sobreviver
Eu não sou uma falha, mas eu sei como é
Eu posso pegar, ou largar... ou morrer!
– Oh! Meu filho você ainda tá assim? – Fala minha mãe, Mikoto Uchiha.
Suspirei, e me levantei da cama.
FIQUE — Você nem sempre saberá aonde está
Até você descobrir que não pode fugir
Existe algo dentro mim que se sente
Como se estivesse respirando enxofre...
– Já vou começar a arrumar as coisas. – Falo pegando as malas e abrindo o guarda-roupas.
– Sasuke...- Parei de guarda as roupas na mala e a olhei. – eu sei que você não quer voltar lá por...
– está tudo bem mãe. – Falo a interrompendo.
Ela me olhou e começou a andar na minha direção, para logo me abraçar.
Minha vida é desfeita, eu sou um pecador para a maioria, mas um sábio para alguns
E os meus deuses são irreais, eu estou provavelmente errado, mas eu estou melhor que você
E as horas mais longas que tive em minha vida
Foram as que suportei para saber que eu estava certo
Então estou salvo, mas estou um pouco fora
Eu irei rir quando for enterrado vivo
– Todos nó sentimos falta dele meu bem. – Fala calmamente, enquanto me conforta em seus braços. – Agora... termine de arrumar as suas coisas e dessa lá para sala.
– Certo.- Falo.
Assim que ela sai, aperto forte minha mão em um punho fechado. Eu odeio falar sobre assunto, eu odeio ter que falar sobre ele. Terminei de arrumar todas as minhas coisas e desci lá para a sala, encontrando minha mãe a minha espera na escada, já logo na porta de entrada, meu pai estava no celular.
FIQUE — Você nem sempre saberá aonde está
Até você descobrir que não pode fugir
Existe algo dentro mim que se sente
Como se estivesse respirando enxofre...
COMO SE ESTIVESSE RESPIRANDO ENXOFRE
– Que bom terminou logo. – Falou minha mãe sorrindo pra mim.
– Já podemos ir?- Pergunto.
– Assim que seu pai acabar a conversa, nós vamos. – Falou.
– O que ele tanto fala?
– Ele está resolvendo alguns problemas da empresa.
– Como sempre.
Ela me olha e sorri. Depois de alguns minutos meu pai acaba a conversa, e nós seguimos para o carro, que já estava a nossa espera, e partimos direto para o aeroporto.
FIQUE — Você nem sempre saberá aonde está
Até você descobrir que não pode fugir
Existe algo dentro mim que se sente
Como se estivesse respirando enxofre...
COMO SE ESTIVESSE RESPIRANDO ENXOFRE
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Arranha-céus por todos os lados, muito transito, uma cidade tecnológica, uma das maiores cidades do Japão, essa é Konoha.
Foram algumas horas de voo até chegar em Tóquio a capital. Ao chegar lá mais voo, porém desta vez no jatinho particular da família, ate Konoha, para alguns minutos de carro, até nossa nova casa, que ficava bem em um bairro um pouco afastado do centro da cidade, que por este motivo era bem calmo.
– Ah! Ainda bem que já chegamos... eu já estava ficando toda dolorida. – Fala minha mãe.
– Bem vindos Sr. Uchiha e Sra. Uchiha. – Fala uma mulher com cabelos um pouco grisalhos e olhos azuis.
–Ah! Por favor senhor não, me sinto tão velha. –Fala minha mãe. – Pode me chamar de Mikoto.
– Sim dona Mikoto. – Minha a olhou feio por causa do dona, e eu me permitir sorrir de leve.
–Bom...como é seu nome? – Pergunta minha mãe.
– Maya. –Responde.
– Bom Maya, este é meu filho, Sasuke Uchiha. – Fala me puxando para perto dela.
– Bem vindo Sr. Sasuke.
– Hum.
– Sasuke não seja mal educado. – Fala minha mãe me dando um cascudo.
– Af
– Se me permitem, mas eu tenho meus afazeres, com licença. – Fala Maya.
– É claro querida. – Fala minha mãe.
Me soltei de minha mãe e peguei minhas malas, seguindo a dentro da casa.
Subi as escadas, e logo avistei uma porta negra, continuo andando e avisto uma porta preta quase azul. Sorri, minha mãe me conhecia bem isso eu tenho que admitir. Abri a porta, é estava totalmente igual ao meu antigo quarto, exceto pelos postas retratos que não estavam presente, ainda bem. Comecei a colocar as minhas roupas e objetos pessoais em seus devidos lugares. Não demorei muito, suspirei, eu estou precisando relaxar. Peguei minha toalha, e segui para o banheiro.
A água morna tocava meu corpo, deslizando por ele, tirando por completo a tensão dos meu músculos.
Meus pensamentos vagavam por aí, vagavam no meu passado, no qual que nunca poderei esquecer. Eu me lembro perfeitamente as sua musica favorita, de tudo ao seu respeito.
Eu realmente não sei quanto tempo passei ali dentro daquele banheiro, só sei que fui despertado dos meus pensamentos por Maya.
– Sr. Sasuke, está na hora da janta. – Falou Maya por fora da porta de meu quarto.
– Já desço. – Respondo.
Saio de dentro do banheiro enrolado da cintura para baixo pela toalha. Vou para o guarda-roupas e pego uma calça jeans preta, uma camisa cor de vinho com manga longa, eu a ajeito a fazendo ficar com as mangas em meus cotovelos, calço um all star negro. Pego meu perfume, passo um pouco e pronto. Desço as escadas até chegar na sala de jantar, onde meu pai estava sentada da ponta e minha mãe a sua direta, chego mais perto e sento-me a sua esquerda. Logo Maya trás o jantar. Minha mãe e Maya conversavam animadamente, meu pai estava calado e serio como sempre. Porém depois de alguns minutos o jantar se tornou silencioso, pois Maya avia saído pra cumprir com seus afazeres e minha mãe tinha se calado.
– Então... como vai a empresa? – Pergunta minha mãe ao meu pai.
– Vai bem...Sasuke eu preciso que amanhã de manhã você venha comigo pra empresa. – Fala meu pai.
– Pra quê?
– Para você ir aprendendo como se comanda a empresa.
Paro de comer e o olho, ele estava tranquilo, minha mãe estava com um brilho de felicidade em seus olhos. Fiquei um bom tempo, procurando onde estava a graça.
– Ótima a piada. – Falo.
– Estou com cara de quem fez piada.
– É engraçada.
– Eu não brincando Sasuke. – Fala meu pai. – Você vai comandar a empresa e precisa aprender como.
– Eu não preciso aprender nada, já que não vou comandar porcaria nenhuma. – Falo o encarando.
– Não discuta comigo rapaz. – Fala – Você vai comandar a empresa e pronto!
Me levanto com brutalidade e meto um soco na mesa. O olho nos olhos com raiva.
– Este era o dever, a obrigação e o sonho de Itachi, e não o meu! – Falo alto.
Antes de sair da sala de jantar, olho nos olhos de minha mãe e nele se refletia tristeza. Saio batendo a porta da frente com força.
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Eu estava sentado na cadeira de um bar qualquer, repleto de bêbados, vagabundas, e coisas de tipo.
Nunca fui desses de beber e se embriagar, mas esse é o único jeito que encontro de me acalmar.
Noite fria, vento gelado, um clima de chuva, foi exatamente em uma noite como esta, que eu me tornei um pouco mais frio.
Abri meus olhos, e me aconcheguei um pouco mais nos lençóis da minha cama, querendo voltar a dormi. Entretanto isso infelizmente não foi possível, pois um som ensurdecedor começou a tocar.
– Itachi. – Falo.
Me levanto da cama, arremessando o lençol longe. Abro a porta de meu quarto e saio pisando fundo. Fico enfrente a uma porta negro e tento a abrir, porém ela estava trancada.
– Itachi! – Grito.
– Fala maninho. – Responde.
– baixa esse porcaria!!
– Porcaria nada, Hip Hop é vida!
– Não quero saber. Abaixa logo!!!
– Você é chato, viu?! – Fala. E eu sorrio.
Escuto o barulho da porta sendo aberta, e logo meu adorável irmão gargalhar feito um louco. Fico olhando para ele tentando entender o motivo de tantos risos.
– O quê ?
– Cara eu tenho certeza que você não se olhou no espelho hoje. – Fala contendo o riso.
– Hum
– O que vocês dois estão aprontando, em? –Nós dois olhamos para o final da escada, onde nossa mãe nos observava.
– Nada. – Respondemos juntos.
– Okay. – Fala terminando de descer as escadas.
Nó nos olhamos e logo Itachi estava correndo escada abaixo e eu estava atrás dele. Ao chegarmos lá em baixo fomos para dos pelo nosso pai.
– Mas que correia é essa aqui, em?! – Fala nosso pai serio.
Nós dois ficamos em silencio, bom pelo menos eu.
– Não é nada pai. – Fala Itachi. – E o Sasuke apenas estávamos brincando.
– Brincando?!! – Grita.- itachi você já está terminando a faculdade. – Fala pro meu irmão. – E Sasuke, você já tem 17 anos, vocês dois não tem mais idade pra estarem brincando. – Fala subindo as escadas.
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Já estava de noite, e eu estava deitado em minha cama mexendo no celular e ouvindo musica. Quando escuto batidas em minha porto, retiro os fones de ouvido e vou abrir a porta.
– Que tal irmos pra uma festa? –Fala Itachi, entrando no meu quarto sem perguntar se pode.
– Que mal educado. – Falo sorrindo pra ele.
– Nossa que engraçado.- Fala – Então vai?
–É claro.
– Ótimo, então se arrume logo , pois já estou pronto.
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Já era madrugada, quando eu e Itachi estávamos voltando da festa. Nós dois estávamos muito bêbados, porém eu era o mais lucido, então eu vinha dirigindo o carro.
Itachi estava tão bêbado que não estava falando coisa com coisa, e eu, nem enxergava direito, por causa do álcool e da chuva intensa que caia.
– Me da logo um beijinho amor. – falou Itachi bêbado, me agarrando.
– Sai fora mano.
Em um momento de distração, eu não vi o carro que estava em contra mão. Sem tempo para pensar direito eu virei o carro para a direita, tentando salvar nossas vidas, porém eu esqueci que a nossa direita, avia um enorme desfiladeiro, e o nosso carro acaba capotando desfiladeiro a baixo.
Abri meus olhos de vagar e enxerguei fogo, muito fogo. Tentei me levantar, mas meu corpo não me respondia e minha cabeça doía muito. Meus olhos estavam pensando e eu me rendi a imensidão negra.
Acordo dos meus pensamentos, com o som horrível que tocava no bar. Me levantei e entreguei o dinheiro ao garçom.
Saio daquele lugar, com a esperança de esquecer o meu passado tão recente, saio querendo esquecer o que tanto me atormenta a noite, os meus piores pesadelos.
“ Uma pessoa pode ter uma infância triste e mesmo assim chegar a ser muito feliz na maturidade...Da mesma forma pode nascer em berço de ouro e sentir-se enjaulado pelo resto da vida.”
Charles Chaplin.
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