Love Me Until The Death
22 Capítulo 22
Notas iniciais
Eu quero agradecer a cada um que comentou, eu queria poder citar todos, mas me limito a dizer: vc que está lendo isso agora, obrigada mesmo.
Mas eu quero agradecer a alguem em particular, uma pessoa de personalidade incrivel, e de um talento espetacular. Beatriz Queiroz, esse capitulo é dedicado totalmente a você, My Lady rsrsrsrs
Leiam aí galera, não esqueçam de comentar.
Outros policiais apareceram pelos flancos, enquanto a presença de Nelly distraia os três vampiros que ainda seguravam Loretta e Ryan. Mas ela sabia que o trio de vampiros estava abalado e confuso sem um líder. Viu brevemente Liz acertar um tiro nas costas de um dos vampiros que segurava Loretta com hostilidade, os outros cinco policiais agiram com eficiência o bastante para atira nos outros dois, antes que eles atacassem.
- Muito bem policial Renard – disse um dos policiais com admiração, o resto enfiava estacas no coração dos vampiros por precaução – desse jeito daqui a alguns meses você estará pegando os vampiros grandões sem nossa ajuda.
Liz passou por Nelly lhe dando um pequeno sorriso encorajador.
- Policial Renard, está indo muito bem, vamos circular o perímetro para verificar se há mais desses sanguessugas, algo esta errado aqui – ela falou de forma profissional, franzindo a testa, ela lançou um olhar para Nelly – mas creio que precise falar com sua irmã.
- Creio que sim, xerife – respondeu Gabriel com um sorriso tímido.
Aos poucos os policiais se retiravam seguindo a xerife. Nelly observa seu irmão, incrédula, quando passara pela sua cabeça que Gabriel estaria por traz daquele tiro? Um leque de emoções passou por ela, surpresa, medo, alivio, e por ultimo magoa. Como ele pode se submeter a um perigo desses? Falou mentalmente a si mesma. Ele olhava-a com a mesma incredulidade, seus olhos estampavam preocupação, mas quando notou a raiva nos olhos da irmã, ruborizou levemente. Pigarreou desviando o olhar, ela conhecia essa reação, era um claro sinal de que estava desconfortável. Ele parecia uma criança sendo pega roubando biscoitos.
- Eu vou levar você para casa – murmurou enquanto limpava a terra da farda policial.
Loretta se aproximou discretamente puxando o diário das mãos de Nelly delicadamente, para que não chamasse atenção.
- Temos que ir – sussurrou a ruiva, baixo o bastante para que apenas ela ouvisse.
- Espera que eu vá tranquilamente para casa com você, depois de presenciar tudo isso? – perguntou com os olhos semicerrados, ignorando totalmente Loretta.
- Nelly, esqueça isso – o irmão falou apertando a ponte do nariz com impaciência – para o seu bem, por favor.
- Eu não vou ignorar tudo isso! – ela elevou a voz incrédula, conhecia muito bem esse discurso, era quase um djavú – eu não sou mais uma criança!
- Eu sei que você cresceu, mas me ouça, venha comigo, vamos para casa, e mais tarde conversamos.
- Que tal fazermos o seguinte – disse a garota cruzando os braços com autoridade – você vai para casa, e quando estiver disposto a me contar como diabos se enfiou nessa confusão, eu penso se volto para casa.
Girou sobre seus calcanhares e fez um aceno rápido para que Ryan e Loretta a seguisse. Todos os três iniciaram uma corrida. No fundo, Nelly não sabia por que estava com tanta raiva do seu irmão. Talvez ela apenas gostasse de tudo sobre controle, sem surpresas, um mundo nítido e previsível. Talvez esse seja o grande motivo de às vezes ela se enfurecer com Damon, ele a controlava de certa forma, e tudo nele era imprevisível. E isso era... Excitante de certa forma.
- Qual é o plano agora? – Ryan perguntou quando estavam chegando perto dos portões.
- Vamos para casa da Elena, podemos traduzir isso lá – Loretta respondeu com uma pontada de alivio na voz, quase diversão – o pior já passou, o resto resolvemos depois. Isso aqui é mais importante – bateu os dedos contra o velho diário.
- Tem mais vampiros na cidade? – Nelly perguntou atribulada.
- Na verdade sim, mas os outros vão se da bem – a ruiva parou abruptamente por um instante quando estavam a centímetros do carro, ela olhava fixamente para um ponto qual quer, sem realmente vê-lo – droga, parece que o seu sanguessuga entrou em uma briga com outro vampiro, Nelly, creio que seja o ultimo.
- Merda – a morena sussurrou angustiada – vamos até ele.
- O quê?! – Ryan exclamou – nem pensar, Damon pode se virar sozinho, nós somos humanos, talvez haja mais deles por aí, Loretta se enganou com o numero uma vez, pode se enganar e novo. Você não acha estupido dois adolescentes irem ajudar um vampiro de praticamente um século de vida?
- Não importa, vou até lá – Nelly murmurou entrando no lado do motorista do conversível, sem pensar, no momento a imagem de Damon com uma estaca no coração dançava em sua mente. Seu subconsciente alertava que aquilo era uma burrice monumental, mas no momento ela o ignorava, e o estava ignorando desde o dia em que sentou naquele banco do Mystic Grill e subordinou um garçom, desde o momento em que falou com um estranho de olhos azuis, e que queira ressaltar, terrivelmente irritante, idiota... E sedutor, imbecil, insensível, implacável... Às vezes vulnerável, compreensivo, condescendente e protetor.
Ela tinha sua decisão tomada, ligou a ignição e deu partida no carro, quase atropelou Ryan que pretendia embarcar junto com ela ou apenas para-la. Mas não tinha certeza, sua mente estava focada em Damon, depois de alguns quilômetros, veio se preocupar com a enorme idiotice que fez, não tinha ideia de onde Damon estava. Sentia uma terrível vontade de dar um tapa na própria testa por uma burrice tão grande. Se ligasse para Loretta com toda certeza ela iria persuadi-la a voltar, Ryan faria o mesmo. Talvez a aula de direção que Damon deu a ela, havia verdadeiramente servido de algo.
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Will andou vagarosamente pela casa dos Lockwood, a madeira sobre seus pés rangia, mas ele não se importava. Caminhava com graça e tranquilidade, como se frequentasse aquela casa constantemente. Chegou até o escritório, do qual um garoto forte e musculoso remexia alguns papéis sobre uma escrivaninha, uma energia tão familiar vinha dele. Ele não era humano, era um lobisomem. Perguntava-se se o garoto tinha conhecimento da maldição sobre ele.
De repente o garoto levantou a cabeça, com todos os músculos de seu corpo se contraindo com a tensão. Virou repentinamente, mas Will pôs um feitiço em si mesmo para que não fosse visto. Aparentemente Lobisomens são sensíveis a feitiços muito fortes.
- Tem alguém ai? – o Lockwood perguntou alarmado – mãe?
Hum... O quão divertido seria, se ele me visse? Ashford pensou consigo mesmo, ele tem andado tão entediado esses dias, passou parte da semana trancado em um quarto a espera das ordens de Klaus. Mas ele descartou a ideia, sabia que isso tomaria tempo, era melhor não arriscar. Parou a circulação sanguínea do Lockwood por alguns segundos, fazendo o desmaia. Nunca se cansava desse feitiço, embora fosse tão inofensivo. Imaginava que as folhas estivessem no cofre, à visão que teve há alguns dias atrás apontava isso. Agachou-se até onde era o cofre no chão e arrancou a tabua que o camuflava. Assim que tocou no cofre sua visão escureceu, uma sensação tão familiar o preencheu.
- Tyler não suje a sala com essas roupas sujas de lama – uma mulher que podia chutar ser Carol Lockwood disse ao grupo de adolescentes que se atrevia a entrar mesmo assim. Rapidamente Will localizou Ryan Morellos no pequeno grupo, ele parecia inquieto, e ao mesmo tempo distante, não se encachava no grupo de forma alguma.
- Relaxa mãe, qual quer coisa o Morellos limpa – o garoto Tyler respondeu, era o mesmo garoto que estava deitado inconsciente no escritório. O grupo gargalhou dando empurrões brincalhões em Ryan.
- Muito engraçado Lockwood – Ryan falou com uma falsa animação.
De repente sua visão escureceu novamente, e voltou. Estava meio embaçado, mas podia perceber que era Ryan no meio do mesmo escritório que se encontrava nesse exato momento, ele procurava por todo o cômodo. O que ele esta procurando? Ele pensou, mas no fundo sabia. Chegou o momento em que o mexicano parou e enxugou o suor da testa, olhava para todos os lados, como se magicamente aparecesse o que ele tinha em mente, e quando finalmente desistiu, deu dois passos à frente, mas seu pé esquerdo pisou em falso em algo, ele franziu a testa, afastou o tapete. Seu rosto pareceu se iluminar, o cofre estava aberto, dentro havia ervas de verbena, pequenos galhos, algumas joias de família, e uma pequena quantia em dólares, mas era obvio que não era isso que ele procurava, rapidamente ele percebeu o fundo falso, e retirou um pacote com folhas amareladas dentro... Sua visão escureceu e voltou.
- Merda – ele sussurrou.
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Nelly dirigia rapidamente sorteando mentalmente as avenidas em que virava. Castigava-se mentalmente, mas não ligava, ela não estava no modo racional. A única que poderia ajudar era Alicia, seu apelo por ela se tornava maior, e crescia... Até que um puxão em sua mente a levou a algo.
No fundo da imagem Damon brigava com um vampiro, suas mãos estavam no pescoço do homem, e por sua vez as mãos do homem estavam no pescoço de Damon. Ela podia observar há exatas duas quadras a frente havia um hospital. E só havia um hospital em Mystic Falls. Em um flash sua visão voltou, e quase bateu o carro contra um hidrante, não tinha nem sequer percebido que entrou em uma calçada, dava graças a Deus por ser quase madrugada e todos estarem dormindo ou na festa de outono na escola. Deu marcha ré, voltando á estrada. Ela sabia muito pouco onde era o hospital, mas tinha ideia de um bom atalho.
(...)
Estava tão perto de chegar, seu estomago estava embrulhado, e a adrenalina fluía pelo seu corpo. Ainda podia ouvir a musica feliz ao fundo que tocava em um bar perto, Lisztomania do Phoenix definitivamente não era a musica nesse momento. Acelerou e passou a frente do hospital, e bem mais a frente estava Damon, sem vantagens e nem desvantagens na luta, mas parecia terrivelmente cansado. Estacionou entre um carro e outro no final da quadra anterior tentando não chamar a atenção, formulou um plano mentalmente, tentou sair pela porta do passageiro obviamente porque estacionou em um local não muito propicio para que saísse pelas portas da esquerda. Seu quadril bateu no porta-luvas, fazendo-o abrir, ela praguejou mentalmente.
Algo pesado e mais ou menos em forma de uma garrafa térmica caiu no tapete, tinha uma cor negra, ela pegou na mão, era mais pesada do que parecia. Logo se deu conta do que era: uma granada. Estava lacrada e o cheiro que vinha dela era familiar...
- Granada de verbena – ela sussurrou.
Nelly sabia que aquela era sua única salvação. Com uma mão agarrou a granada e com a outra puxou a arma com balas de madeira, que permanecia em sua cintura mesmo depois de toda aquela correria. Empurrou a porta com o pé e saiu correndo em direção á briga, Damon foi o primeiro a perceber a presença dela, ele tinha um misto de raiva e surpresa no olhar.
- Ei – Nelly gritou chamando a atenção do vampiro que estava em cima de Damon.
Funcionou, o homem saiu correndo até ela. A morena arrancou a argola acima da granada e jogou em direção ao vampiro, ele estava a apenas alguns metros dela. A granada explodiu a alguns centímetros dele, o mesmo soltou um grito abafado, ela puxou a arma e deu um tiro cego em meio á turva nuvem de fumaça. Não sabia ao certo em que local do corpo acertou, mas Damon aproveitou a chance e quebrou o pescoço do vampiro antes mesmo da fumaça se dispersar. Correu em sua velocidade vampírica até um carvalho podado a margem da rua e arrancou um galho grosso com facilidade e enfiou no peito do vampiro, soltando um longo suspiro após.
- Você esta bem? – Nelly murmurou com a respiração acelerada.
Ele lançou um olhar ameaçador para ela. Essa não... Ele esta com raiva, ela pensou.
- Se eu estou bem? – disse exaltado com os olhos semicerrados andando até ela apressadamente até parar bem a sua frente com os olhos azuis queimando em chamas – na verdade não, uma garota da qual dedico certa importância e ainda insisto em proteger, fugiu do único lugar onde ela realmente estaria fora desse confronto, mas aparentemente ela não estava dando a mínima importância e preferiu fugir com um mexicano – disse cínico.
Ela estava surpresa por ele ver dessa forma. Mas o que ela esperava? Esse era o Damon. No entanto ele não tinha direito de falar com ela desse modo.
- Damon... – ela tentou explicar.
- Acho que você já fez de mais por hoje, Minelly – ele falou puxando a morena pelo braço.
Seu aperto era bruto, e apertava sua pressão sanguínea, enquanto ele bufava e a puxava para o carro.
- Damon, você esta me machucando – ela reclamou.
Ele permaneceu calado e largou bruscamente o braço seu braço quando chegou à porta do passageiro. Ele não estava em seu melhor humor, abriu a porta e entrou indo para o lado do motorista, Nelly entrou no lugar do passageiro um tanto assustada, nunca o vira com tanta raiva nos olhos. O azul gelo parecia um mar em meio a uma tempestade tortuosa. Damon manobrou o carro e seguiu estrada à frente.
- O pior já passou – ela disse tentando quebrar o silêncio, mas ele permaneceu calado, mas alguns minutos se passaram até ela elevar sua voz novamente – desculpe ok? – ela disse observando-o, será que ele tinha alguma ideia de quão importante ele era para ela? Do quão ficou preocupada? – eu sei que não deveria ter saído da casa da Elena daquela forma, e sei que deveria ter ido para casa há alguns minutos atrás junto com os outros... Mas eu fiquei preocupada – falou fitando os dedos das próprias mãos – e com razão, aquele vampiro podia ter matado você...
- Você esta esquecendo um fato importante nessa luta – ele interrompeu – de que eu sou tão vampiro quanto o cara que você jogou uma granada de verbena em cima.
- Não importa – ela sussurrou – eu já perdi pessoas demais – a morena arriscou um olhar para o vampiro, e se surpreendeu por ele esta olhando para ela também, seus olhos pareceram descongelar, mostravam certo afeto – se você se for, eu não sei se vou ficar inteira novamente – rapidamente mudou seu olhar para a estrada a frente. Damon colocou uma mão em cima da coxa dela.
- Eu não vou a lugar nenhum – o vampiro sussurrou acariciando-a – essa é uma promessa que eu faço questão de cumprir.
Puxou-a pelo ombro direito para que ela escorasse a cabeça em seu peito. A morena se permitiu por alguns minutos descansar ali. Talvez o pior realmente já houvesse passado. Aconchegou-se mais um pouco, até seus sentidos se entorpecerem e mergulhar em um sono profundo.
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Loretta e Ryan já estavam perto da casa dos Gilbert. Ryan ainda se gabava por conseguir arrombar um carro e fazer ligação direta. A ruiva preferiu fica no banco de carona, as suas visões estavam vindo e indo a uma velocidade maior. Algo estava atrás deles, mas toda vez que tentava se focar nisso, algo a bloqueava, algo muito forte. Ryan estacionou em frente à casa dos Gilbert, enquanto Loretta tentava se concentrar.
- Conseguiu? – o mexicano perguntou puxando o freio de mão.
- Não – respondeu abrindo os olhos – eu nunca vi algo tão grande me bloquear, nem mesmo uma outra bruxa conseguiria me bloquear com tanta intensidade.
Ele suspirou saindo do carro, Loretta fez o mesmo. O vento varreu o rosto dela, folhas amareladas agitava-se no chão, algo estalou em sua mente. O bloqueio estava em menor intensidade, mas ainda estava lá.
- Eu já sei – ela sussurrou.
- O que? – perguntou confuso.
- Vem vamos entrar – ela puxou Ryan pelo braço saltitando como uma criança em plena festa de natal.
(...)
- Vamos dorminhoca, temos que entrar – Damon disse sacudindo levemente o braço da garota, ela balbuciou algo incoerente e aconchegou-se mais – eu não acredito que a garota que jogou uma granada de verbena em um vampiro, esta babando na minha camisa agora.
- Eu não babo – ela murmurou fazendo uma careta.
- Não, você não baba – admitiu – mas fala enquanto dorme – disse saindo do carro.
Ela olhou para fora e avistou a casa da Elena, podia ver Ryan observando através da janela fechada, mas não tinha certeza. Damon abriu a porta da garota, a mesma o seguiu atravessando a rua e indo a caminho da entrada, Stefan abriu a porta dando espaço para que os dois entrassem.
Elena estava sentada na cozinha observando Loretta e Bonnie de mãos dadas, ambas de olhos fechados, havia velas ao seu redor, as janelas estavam abertas e o vento soprava livremente pelo cômodo, gotículas d’agua flutuavam, pareciam dançar ao redor juntamente com grãos minúsculos de areia.
- O que elas estão fazendo? – a Renard perguntou entrando na cozinha.
- Algo estava impedindo Loretta de saber o que estava nos perseguindo, pelo o que eu entendi, ela acha que se ficar em contato com os elementos naturais como as bruxas originais, poderá manter seja lá o que for, longe – Elena respondeu, ela parecia cansada.
- Aparentemente esta funcionando – Ryan disse surgindo com uma bandeja com quatro xícaras de chocolate quente – querem um?
- Por favor – Elena pediu.
- E você Nelly? – perguntou incerto, ele a olhava dos pés a cabeça procurando algum arranhão ou machucado, talvez.
- Não, valeu – ela respondeu lhe dando um sorriso tranquilizador, levantou do banco, indo até a sala.
Damon estava sentado no sofá discutindo algo com Stefan, tomava alguns goles de Bourbon. Jeremy parecia curioso observando o diário de Alicia.
- Como você sabia onde encontrar o diário de Alicia? – Stefan perguntou.
Ela se aproximou se sentando ao lado de Damon.
- Como assim? – se fez de desentendida, talvez agora ela devesse dizer o que estava assombrando ela esse tempo todo, de que em quase todos os sonhos era diretamente ligados a Alicia desde o momento que ela pôs os pés nessa cidade.
- Como vocês sabiam que o diário estava no caixão de Alicia? Na verdade, o tumulo nem estava lapidado com o nome dela, estava como Alexandra, foi o que Ryan contou ao menos.
Nelly sentiu uma terrível vontade de lançar um olhar ameaçador para seu amigo, mas estava mais concentrada na sua decisão. Lembrava-se do primeiro sonho que teve com Alicia. O sonho que dizia para não confiar em Damon de forma alguma, lembrava que foi o próprio pai de Damon na época a avisando (n/a: e então? Vocês se lembram? Caso não se lembrem, podem voltar ao capítulo 4 se quiserem, obviamente ;D). Ela deveria arriscar?
- Bom... É um pouco complicado – ela murmurou. Damon a observava desconfiado, e Stefan curioso – eu sou a copia de Alicia, e isso já é uma informação velha, obviamente – revirou os olhos – mas antes mesmo de saber algo sobre o assunto com vocês, na primeira noite que passei em Mystic Falls, eu passei a ter acesso a lembranças da Alicia através dos meus sonhos, e eles sempre me avisavam de algo, ou sediam alguma informação, eles me levaram a uma casa antiga, da qual Loretta e Alicia moraram em 1884, e depois ao cemitério no tumulo dela, eu tinha uma estatua como ponto de referencia, eu queria poder dizer em detalhes tudo isso, mas como eu falei... É complicado.
- Por que nunca me contou isso? – Damon exclamou com raiva, já era a segunda vez nessa madrugada – podíamos ter te ajudado e poupado de tudo isso.
- Eu não podia! – ela falou como se estivesse pedindo desculpas.
- Por que não?! – elevou a voz.
- Porque ela deu a entender em sonho que eu não podia confiar em você – disse abrindo o jogo de uma vez.
- E você preferiu acreditar em um maldito sonho, ao invés de dizer a mim sobre tudo isso?! – ele parecia desapontado e com muita raiva, e isso a deixava assustada, não porque tinha medo necessariamente do que ele era, mas porque tinha medo de ele voltar atrás em sua promessa.
Ela ficou silencio, não havia o que dizer. Ambos tinham esquecido a presença de Stefan e Jeremy na sala.
- Ok... Eu acho que você explicou bem essa parte – Stefan murmurou pensativo, talvez estivesse processando ou lembrando-se de algo – Nelly, como sua mãe morreu afinal?
A pergunta veio como um soco no estomago, nunca esperou que alguém tocasse nesse assunto. Geralmente as pessoas evitavam com medo de tocar em alguma parte dela quebrada.
- Aquele dia foi terrível... – ela sussurrou – foi há dois anos, mais ou menos, eu tinha saído, Gabriel já morava em Mystic Falls, e meu pai estava trabalhando, minha mãe odiava empregados, dispensava todos quando ficava sozinha, e bem... A casa incendiou, ela estava lá dentro... – uma minúscula lágrima caiu pelo canto do olho sem permissão, esperava que nenhum deles houvesse reparado – os bombeiros disseram não ser um incêndio criminal, ninguém nunca achou realmente a causa.
- Por que nenhum dos documentos consta que ela foi vitima de um incêndio? – Damon perguntou confuso, sua raiva pareceu esvair um pouco – na verdade ninguém não tem sequer documentos dela, sabia?
- Não faço ideia, ela nunca me contou nada sobre os parentes dela, nunca ousamos tocar no assunto também, nunca conheci sequer um parente materno, talvez Gabriel tenha conhecido, deveríamos perguntar a ele mais tarde – falou meio entorpecida. Por que sua mãe não tinha registros sobre sua morte? Deveria tentar se aprofundar nisso mais tarde.
- Conseguimos! – Loretta gritou saindo de dentro da cozinha junto a Bonnie – Querida, você é ótima, eu tenho alguns livros bem antigos, as bruxas de hoje usam feitiços muito bons, mas não tem a eficiência dos feitiços antigos.
- Vocês podem trocar porções depois – Damon falou impaciente – podem dizer o que exatamente encontraram?
Loretta lançou um olhar ameaçador.
- Não seja apressado, enquanto nós duas trabalhávamos ali dentro, você estava com seu traseiro nesse sofá e tomando tranquilamente seu maldito whisky – falou fazendo uma careta.
- Loretta acha que conhece quem estava nos perseguindo, mas ela não tem certeza – Bonnie proferiu, antes que isso virasse uma confusão.
- E então...? – Ryan incentivou uma das duas a continuar, ele havia acabado de sair da cozinha juntamente a Elena.
- Nelly, lembra-se da historia de que lhe contei? Como surgiu a minha espécie? – a morena acenou como resposta – Eu lhe falei sobre Will Ashford, aparentemente ele não morreu como pensei, ele esta vivo, e esta do lado de Katherine, estamos em uma espécie de caça gato e rato, Ryan roubou as folhas do diário de Alicia, e eles a queriam para acharem o diário, nós temos as folhas e o diário, estamos a um passo a frente – deu um sorriso vitorioso – eu bloquei a magia de Will por um tempo, quer dizer... Bonnie bloqueou, seja lá onde ele esteja, esta desmaiado em algum lugar – ela lançou um olhar orgulhoso para Bonnie – ele estava indo contatar Katherine sobre nós estarmos com o diário, e Michel aproveitou a oportunidade para fugir, ele reconheci uma luta perdida quando vê uma. A bruxa que criou Will esta com muita raiva provavelmente – falou pensativa.
- Então... Esta tudo bem? – Elena perguntou.
- Por enquanto – Bonnie avisou. A tensão na sala parecia bem menor agora.
- Eu não sei vocês, mas depois dessa eu preciso de um bom sono – Ryan disse espreguiçando-se.
(...)
Todos pareciam um pouco mais aliviados. Stefan trouxe Caroline para a casa dos Gilbert, ela parecia bem, e só precisou de algumas bolsas de sangue para melhorar. Bonnie foi para casa, Jeremy a acompanhou, eles estavam muito próximos ultimamente, isso era bom para os dois. Loretta foi atrás de Will prometendo voltar amanhã de manhã. Elena persuadiu Ryan a dormir no sofá. E permitiu que Nelly dormisse no quarto da Jenna até que as coisas se resolvessem com Gabriel. A tia estava com Alaric na festa de outono, e não frequentava muito a casa pela noite ultimamente. Elena se preocupava se conseguiria fazer a tia ficar fora dessa loucura por muito tempo.
- Não adianta me expulsar, eu vou ficar aqui – Damon disse, quando Ryan subiu para tomar banho, Elena e Stefan foram para o quarto, e Caroline foi para casa dos Lockwood ver se Tyler estava bem.
- Eu não quero discutir nada agora – a morena avisou, subindo as escadas, o Salvatore a acompanhou – eu estou cansada.
Ela entrou no quarto da Jenna, com Damon a seguindo, ele parecia com uma pontada de diversão no rosto. Ele tinha que decidir! Se estava com raiva, se estava aliviado, feliz, ou magoado. Esse é o Damon imprevisível, ela pensou amarga.
- Ótimo, discuti o relacionamento é ultima coisa que eu quero fazer agora – sussurrou de forma sensual a puxando pela nuca para um beijo.
Por que ele tinha que ser tão malditamente sexy? Por que ele tinha que resolver tudo a agarrando? E agora com sexo? Grrr... Ele dava nos nervos. No começo ela tentou pará-lo. Mas depois... Foda-se , ela pensou, Carpe Diem.
Envolveu o pescoço dele com os braços, deu passagem para sua língua. Ele deslizava uma das mãos para suas costas, acariciando seus cabelos, afagando suas costas, e por ultima apertando sua bunda. Nelly puxou de leve os cabelos dele fazendo-o gemer. A boca dele foi para seu pescoço, e foi a vez dela de soltar um grande gemido.
- É melhor controlar os gemidos e gritos, não queremos que o seu amigo pense que estou matando você aqui em cima – o moreno sussurrou no ouvido dela.
- É melhor você controlar os seus – cochichou ficando as unhas nas costas do vampiro e se esfregando na ereção dele – para alguém que tem mais de um século de idade você está muito bem conservado, vovô.
- Vou te mostrar o vovô – disse com uma voz ameaçadora falsa.
Ele a pegou no colo e a jogou na cama de forma indelicada, mas que arrancou gargalhadas de ambos. Em poucos minutos já não se sabia onde um começava e o outro terminava.
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Ryan saiu do banheiro enxugando os cabelos. Elena emprestou algumas roupas de Rick, elas ficaram meio folgadas, mas não importava. As dele estavam horríveis. De um lado do corredor podia-se ouvir Nelly gargalha, e do outro lado Elena gemendo o nome de Stefan, bufou. Malditos vampiros, ele pensou amargo fazendo uma careta. Agora entendia porque só ele se deixou levar com a ideia de dormir aqui. Desceu as escadas e pegou o telefone na sala, precisava apenas de duas ligações.
Ligação*on
- Hospital Público Mystic Falls – uma secretaria falou com uma voz robótica.
- Gostaria de saber informações sobre uma paciente, o nome dela é Maria Teresa Morellos – disse com um sotaque acentuado, às vezes era impossível controlar.
- Qual é seu grau de parentesco com a paciente?
- Sou filho dela, Ryan Morellos.
- Ok, aqui esta, Maria Teresa Morellos, internada por causa de uma overdose intensa.
- Exatamente – confirmou amargo – poderia colocar na linha o medico que esta tomando conta dela?
- Bom, o Dr.McCourtney, está um pouco ocupado, mas posso transferir você para linha dele, espere um minuto – disse toda eficiente.
Uma música de caixinha de musica tocava, era enjoativa e fazia-o querer jogar o telefone na parede.
-Aqui é o Dr.McCourtney, o que posso ajudar? – perguntou simpático.
- Olá, meu nome é Ryan Morellos, eu gostaria de saber sobre o estado de Maria Teresa Morellos – foi direto ao assunto.
- Sim, claro, ela se recupera bem, esta sobre o efeito de alguns remédios, ela estava muito agitada, perguntou sobre você nas raras vezes que estava sóbria.
- Quando ela vai poder voltar para casa?
- Em pouco tempo Sr.Morellos, ela esta em boas mãos, eu garanto que ela saíra bem melhor quando o tratamento acabar.
- Obrigado, doutor.
- Não por isso garoto.
Ligação*off
Agora ele estava tão aliviado quanto os outros. Angustiava-o ver todo mundo com certa felicidade, enquanto ele tinha suas duvidas martelando na cabeça. Agora, só tinha uma pessoa no mundo que precisava contatar. Sua irmã mais nova. Ele tem sido um péssimo irmão ultimamente, mas ele fazia tudo pelo bem dela. Talvez agora ele entendesse o porquê de Nelly esconder tudo isso dele, ele tinha o mesmo sentimento com Mary. Ele precisava protegê-la, e precisava proteger sua mãe também. Discou o numero da irmã no telefone, tocou três vezes, até finalmente atenderem.
Ligação*on
- Alô? – Mary disse em uma voz sonolenta, ele ficava aliviado por sua irmã esta em casa.
- Mary! Dios Mio, você esta bem?
- Estou... – ela falou confusa – e você?
- Estou sim, Mary, ao menos fisicamente – disse dando um sorriso triste.
- O que aconteceu? A mamãe esta bem?
- Sim, vai ter alta logo.
- Onde você esta? – ela parecia mais atenta agora, até um tanto preocupada, sinal de que estava sóbria.
- Estou na casa dos Gilbert, Elena me importunou até eu ficar.
- Talvez você deva ficar por aí mesmo, esta tarde; sabe... Ainda bem que você me convenceu a ir para o baile de outono, foi legal.
- Legal do tipo, legal, ou legal do tipo: “vou ficar doidona!”.
Ela deu uma pequena gargalhada.
- Legal do tipo: legal. Eu jurei nunca mais fazer aquelas festas, eu vou tentar mudar, por você.
- É claro que vai – falou confiante – você pode tudo, eu acredito em você, hermana. Eu tenho que desligar, é quase duas e meia da madrugada.
- Esta bem... Mas volta logo, esse lugar fica estranho sem você e seus ataques histéricos.
- Tudo bem... Tchau, eu te adora pirralha – falou com afeto.
- Eu também marica.
Ligação*off
Colocou o telefone no gancho, com um sorriso bobo no rosto. Pegou a manta verde musgo de cima da poltrona, ela emanava um impecável cheiro de limpeza, puxou um travesseiro lavanda e apoiou no braço do sofá. Um vento frio vinha da janela da cozinha, andou até lá e fechou. Quando voltou para sala, pulou no sofá puxando a coberta, mas reparou que um envelope branco descansava na mesa. Isso estava aqui antes? , ele se perguntava. Pegou meio temoroso, e no verso havia seu nome, sem qual quer emissário. Rasgou o envelope tirando uma folha dobrada em quatro com uma caligrafia impecável.
“Ryan,
Eu sei que esses últimos dias você não tem guardado um bom conceito de mim. Também quisera... Minhas ações não têm sido muito lisonjeiras. Eu sei que para você eu sou um grande vilão em tudo. No passado eu me descontrolei, eu amava a sua mãe naqueles tempos.
E bem... Eu tinha uma grande divida com aquela vampira, ela protegeu você dos que quiseram te machucar, dos que concluíram quem você era, o que você era.
Eu gostaria que eu pudesse lhe contar por essa carta o que tanto tenho medo que as pessoas tenham conhecimento. Eu quero que entenda que você deveria ouvir tudo isso de mim pessoalmente, mas eu sei que na primeira oportunidade você ira me ferrar. Então, como constatei recentemente você é bom em pistas.
Eu conhecia seu pai, seu pai de verdade, biológico. De longe, parecia normal, mas de perto... Mortal. Esse era o lema dele.
Seu pai se chamava Theodoro Santiago Saltzman (o ultimo nome te lembra de alguém?). Ele morava em Vera Cruz, mas se mudou ha muito tempo.
Boa Sorte... Agora você vai poder traçar seu próprio destino, suas próprias glórias.
Ass. Michel”
- Já chega de bobagens por hoje – sussurrou amassando a folha e empurrando no bolso da calça de moletom. Deixou seu corpo desabar, e entrou no mais profundo sono.
Notas finais
obg, e tenham um feliz 2013 *---*
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