Notas iniciais
Oiiee! Eu sei que demorei a posta, mas estava em uma maldita semana de prova que acabou comigo.
Então gente, eu andei criando historias originais, mas não sei se deveria posta, então quem quiser saber como é ou curioso sobre minhas ideias malucas, me manda um MP,então eu posso manda uma sinopse.
Enfim, vou deixar vocês lerem ;D

Os três, Nelly, Ryan e Mary andavam lado a lado pela calçada quase totalmente escura, de vez enquanto Nelly tropeçava em galhos ou montes de folhas secas acumuladas no inicio do outono, e em quase todas às vezes Ryan conseguia segurá-la a tempo antes que caísse de cara no chão. O vento soprava causando arrepios em sua pele. Ela havia oferecido seu casaco para a garota quase seminua, mas Mary recusou, mesmo que a cada passo os tremores de seu corpo se tornasse maior.

Perdidas em seus pensamentos, acabou se deixando lembrar-se da casa que desenhara, tinha bloqueado isso de sua mente rapidamente assim que soubera da morte de seu pai. Podia dizer pela riqueza de detalhes e pela arquitetura no desenho que aquilo poderia ser muito bem uma mansão. Tinha que encontrar essa maldita casa, mas claro que ela poderia muito bem ser localizada do outro lado do mundo.

– Então, você é a famosa Nelly – Mary disse de repente dispersando ela de seus pensamentos, chutando uma pilha de folhas a sua frente – sabe ouvi muita coisa sobre você, tanto pelo meu irmão, quanto pela boca dos outros...

– Mary... – Ryan repreendeu – por favor, agora não.

– O que foi?! Eu ainda não disse nada – respondeu indignada e voltou logo depois sua atenção para a morena – não ligue para ele, meu irmão só está tentando te proteger, você está junto com o Salvatore certo? Bom, então acho que você devia ser mais atenta – disse sem esperar qual quer resposta – me disseram que você é nova nessa cidade, então é bom você ficar sabendo de noticias que ouvi...

– Você também é nova na cidade – a morena retrucou calmamente enquanto se esquivava dos galhos traiçoeiros de uma arvore, apenas queria acabar com aquela conversa, cair em seus pensamentos de novo na esperança de conseguir uma solução para os seus problemas, e levantar um assunto sobre Damon no momento não era convidativo, ela sentiu uma pontada de desapontamento e decepção por ele não está aqui passando força para ela.

– Sim, mas tenho contatos, e se você está... – continuou a garota com seu humor um pouco afetado.

– Eu também tenho os meus – rebateu secamente.

– Realmente, não é o que parece – disse Mary parando abruptamente com os braços cruzados, e os olhos fulminando irritação, a Renard parou logo a frente dela, com Ryan ao seu lado que estava estranhamente desconfortável.

O mexicano passou as mãos pelo cabelo nervosamente, olhando ao redor para a escuridão, a única iluminação ali era a lua que em principal hoje era uma das mais brilhantes, e a iluminação longínqua da cidade, talvez agora percebesse que o atalho que ambos toparam em ir, não fosse uma boa opção. Nelly logo percebeu, mesmo que Ryan jamais admitisse, ele estava com medo, esperando a qual quer momento alguma coisa saltar da escuridão.

– Mary, não piore sua situação cale a boca e vamos para casa, está tarde e sinceramente creio que não seja um bom horário para nós estarmos na rua e ainda por cima nessa escuridão.

– Ryan, por favor, aguente seu medo de escuro ao menos por cinco minutos – a irmã disse e revirou os olhos frustrada por não ser ouvida – se você tivesse fontes tão boas assim, não estaria por aí andando com o Salvatore, afinal, qual foi a ultima namorada de Damon Salvatore? – disse pousando um dedo indicador em seu queixo — Ãhn, qual é o nome daquela vaca loira? Ah! Sim, claro, Caroline Forbes, sinceramente me disseram que ela nunca mais foi á mesma...

– Onde você quer chegar com isso? – Nelly interrompeu cética desviando seu olhar para qual quer lugar.

– Eu quero chegar ao fato em que você é tão burra a ponto de... – Mary continuou a falar diversas ofensas que era uma surpresa tudo vim de uma garota de 15 anos. Mas o foco de Nelly estava em outra coisa.

Do outro lado da rua havia uma mansão. Uma mansão brevemente familiar em alguns detalhes. Andou até lá, escapando por pouco no meio do caminho de ser atropelada por um carro. Assim que pisou na calçada em frente á velha casa, uma das lembranças encheu sua mente. Há algum tempo elas não vinham, e agora que estavam voltando, a força em que viera quase a deixou tonta, e uma maldita dor de cabeça veio juntamente, mas assim que tomou o lugar de Alicia na lembrança, tudo se entorpeceu.

Estava em frente á mesma casa, no entanto ela parecia mais... Viva. O sol brilhava esquentando seu rosto umedecido de lágrimas, os soluços se aglomeravam em seu peito, eram fortes e prontos a escapar. Braços a envolveram protetoramente, sua cabeça encostou-se no espartilho lilás da amiga, enquanto retribuía o abraço.

– Ei, o que foi? Estás chorando por Katerina? Não tenha pena dela Alicia, vê o que ela fizeste contigo – uma voz conhecida lhe dissera, um sentimento de afeto percorreu por ela.

– O que eu me tornei não foi culpa de Katerina – murmurou piscando para que as lágrimas descessem.

– Como não, Alice? Se não fosse por essa bastarda, tu não serias obrigada a virar um monstro – disse e afagou os cabelos da amiga tomando cuidado para não machucar o penteado de Alicia – se não fosse por ela estaríamos casadas com alguém que amassemos, teríamos filhos e veríamos os filhos de nossos filhos crescerem, e à uma hora dessas estaríamos deitadas em uma cama esperando a morte chegar – suspirou cansada – bem, não importa, em breve acabaremos com isso, você verá, anote isso no seu diário.

As duas riram se separando, finalmente Nelly pode ver o rosto de quem a abraçara, embora já soubesse reconhecer pela voz, mas ver ali era muito mais assustador, só provando o quão sem controle se tornou sua vida. Alicia deixou toda sua expressão chorosa derreter, retomando sua máscara de destemida em segundos.

– Loretta, tudo isso vai acabar – Alicia dissera sem sombra de duvida na voz – e enfim poderei ir.

A expressão da ruiva mudou, se transformando em dor e tristeza.

– Queria tanto que tu não tivesses que ir.

– Mas eu tenho, estou afetando uma ordem natural – sussurrou com um sorriso reconfortador – E alias — olhou para a linda mansão – casa nova, vida nova, minha amiga – piscou puxando a ruiva para dentro da casa ambas rindo e levantando seus vestidos para que não arrastassem no chão.

– Nelly! – Ryan gritara sacudindo os ombros dela, seus olhos focaram nele, enquanto processava tudo, sentiu também seu telefone vibrar no bolso, mas não tinha tempo para atendê-lo.

Empurrou Ryan, e se aproximou da antiga caixa de correio torta e enferrujada, coberta de poeira. Com as pontas dos dedos já trêmulos, passou na caixa livrando-a da sujeira, revelando um desgastado número 45.

– Ah meu Deus – Nelly sussurrou.

– O que foi? – Ryan perguntou confuso.

– Essa casa – apontou – eu... Quer saber? Não há tempo para isso, me ajude a entrar lá dentro – disse apressadamente.

Observou a casa em busca do melhor caminho para entrar, não havia percebido, mas ela tinha dois andares, uma macieira de folhas avermelhadas ficava do lado da casa, e seus galhos escorregavam para dentro por uma janela no segundo andar com seus vidros quebrados, a porta estava bloqueada por tábuas pregadas, e as demais janelas estavam no mesmo estado, era quase impossível. A melhor opção parecia ser subir pela macieira e enfrentar os galhos.

– Ok se tivesse um pé-de-cabra, isso seria com certeza mais fácil – Ryan disse apontando para a porta – parece uma missão impossível entrar lá dentro.

– Por que diabos vocês vão entrar nessa casa? Não há nada lá – Mary exclamou.

– Não, está vendo ali – a morena disse apontando para a macieira – se subirmos podemos entrar pela janela.

– Mas os vidros estão quebrados – disse observando uma serie de pontas afiadas que se dava para ver brevemente por detrás das tábuas pregadas

– Bem, nós quebraremos mais – respondeu dando de ombros.

– Ótimo, mas tem certeza que deveríamos fazer isso agora? – disse discretamente dando um aceno de cabeça para sua irmã birrenta de braços cruzados.

– Tem razão – assentiu – vamos deixar sua irmã em casa.

Ryan deu um pequeno sorriso aliviado, ela suspeitava que o problema não fosse sua irmã, e sim o fato de ele querer o mais rápido possível sair desse lugar, não o culpava, olhando bem, o lugar dava calafrios.

O trio andou até o outro lado da rua, com Mary reclamando do quão idiota eram os dois e como Ryan não sabia escolher suas amizades. Nelly sentiu seu celular vibrar no bolso novamente, e dessa vez atendeu assim que pisou na calçada e continuou a caminhada acompanhando o ritmo dos outros.

Ligação on*

– Nelly? – Elena exclamou do outro lado da ligação.

– Oi, Elena, aconteceu alguma coisa?

– Sim, quer dizer... Não sei, você esta com Damon?

– Não, por que?

– Eu já liguei para Stefan, mas ele não me atende, tentei te encontrar no enterro do seu pai, mas não te achei, você sabe se eles estão fazendo algum plano ou algo parecido?

– Na verdade não...

– Pensando bem, ninguém te viu no enterro. onde você estava?

– Tive algumas coisas para resolver, não se preocupe vou á casa dos Salvatore e te ligo.

– O quê?! Você é louca, e se Katherine... – a Gilbert gritou.

– Se Katherine estiver presente cuidarei para que ela não esteja mais, tchau Elena – disse e desligou sem esperar resposta.

Ligação off*

Alguns minutos de silencio se prolongaram entre eles, enquanto se aproximavam da cidade, Nelly suspirou, devia ser mais 1h da manhã, e talvez seu irmão estivesse tão ocupado se despedindo do pai, que nem notaria o desaparecimento dela, invejava ele por ter uma vida normal, mas ficava imensamente aliviada por ter seu único parente vivo em uma vida, embora monótona, feliz e sadia. Sentiu uma enorme raiva de si mesma por ter tirado essa segurança de Ryan.

– Vocês podem ir para casa– disse e acenou apressadamente para que um táxi parasse para eles — eu tenho algumas coisas a fazer.

Mary abriu a porta do carro com uma força demasiada, saltou para dentro rapidamente como se sua vida dependesse disso, ouviu-a suspirar em alivio. Mas Ryan parecia alheio a tudo isso, olhando para a porta aberta e logo depois para amiga, estava aparentemente em uma batalha interna, e como se a tivesse resolvido, mexeu nos bolsos e jogou um bolo de dinheiro para irmã e fechou a porta, acenando para a garota, enquanto o motorista acelerava rumo á cidade.

– O que está fazendo? – Nelly murmurou confusa.

– Protegendo duas pessoas que eu amo – respondeu dando de ombros – Mary vai pra casa em segurança e eu vou com você até a casa dos Salvatore, pelos gritos da Elena, não duvido que a coisa com essa Katherine deva ser no mínimo perigosas – deu um sorriso incentivando-a – vamos, antes que sejamos assaltados.

– Obrigada – sussurrou de volta. Os dois continuaram caminhando em silencio em direção à casa dos Salvatore, a distância era grande, mas nenhum dos dois se importou com isso.

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– Vadia! – Katherine gritou entredentes enquanto Loretta passava lentamente um galho pequeno de verbena no rosto da vampira – você deveria está morta desgraçada!

– Você também deveria – disse calmamente como se estivesse falando sobre o tempo lá fora – mas não se preocupe cuidarei para que isso aconteça.

Já estavam mais de meia hora nisso, Damon já havia bebido uns cinco copos de whisky, deveria está com Nelly uma hora dessas, teria que encará-la mais tarde. Não a culpava se ela ficasse irritada com ele por isso, suspirou.

– Ok, isso não está funcionando – se exaltou jogando um livro que não prendeu sua atenção nem por um segundo.

– E o que você sugere? – Loretta perguntou largando o pequeno galho no colo de Katherine, fazendo-a dar um leve urro.

– Não sei, acorde o companheiro dela e vamos tirar algo dele – sugeriu, Loretta pareceu analisa-lo, e em segundos, Michel estava acordado arfando como um humano a procura de ar.

O vampiro olhou ao redor confuso, passou pelo rosto de cada integrante na sala, olhando fixamente para o rosto de Katherine com um ódio mortal.

– Yeah, cara, isso que acontece quando você se mete com vadias como essa. Você aprende do pior jeito sempre – Damon disse afastando Loretta do par de vampiros rudemente – se afasta bruxinha vamos fazer do meu jeito agora.

– Já falei que não sou uma bruxa qual quer – disse irritada.

– Foda-se – encerrou a discussão, seu foco agora era o vampiro a sua frente e não em uma idosa com cara de 20 anos que estava em negação a sua aparente bruxaria – ok, o que estava fazendo na casa dos Lockwood?

– Estamos começando com as perguntas erradas Damon – argumentou Stefan que se mantinha calado elevando a voz apenas para dar palpites que na opinião de Damon eram inúteis e não deveriam ser escutados.

– O detetive aqui sou eu, seu trabalho é ficar quieto, enquanto eu ameaço o suspeito.

– Damon, vamos com calma, lembre o que Katherine disse, ele está aqui porque deve favores – Stefan disse tentando magicamente criar um pouco de paciência no irmão.

– E você é o quê agora? Advogado dele? – ironizou revirando os olhos.

Stefan ignorou levantando do sofá e indo até Michel que se mantinha de cabeça erguida.

– Quem é você? – perguntou firme.

– Meu nome é Michel Sanches Martínez– respondeu com um orgulho exagerado.

– Poderia fornecer alguma informação sobre você?

– Me deixem fora disso, por favor.

– Se você cooperar você pode sair daqui vivo – Stefan sugeriu.

– Eu não sou idiota –Michel revirou os olhos, entediado — eu sei que não saio daqui vivo, mas proponho em dizer tudo o que você quiser, desde que prometa ficar de olho em uma família para mim.

Stefan pareceu hesitar em prometer algo que talvez não pudesse cumprir.

– Por que você esta de olho nessa família?

– Eu protejo essa família há 20 anos, só preciso que a mantenha em segurança apenas isso, e eu direi qual quer coisa que você quiser – sua voz saiu quase com se suplicasse, quase...

– Ok – Stefan concordou meio incerto – que família devo proteger?

– Os Morellos.



Notas finais
Quem não sabe quem é o Morellos nessa historia, da uma olhadinha no capitulo 11 ou 12, que vocês vão entender.
Bjs :3
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