Love Me Until The Death
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Tudo bem?
Eu estou feliz hje, decidi ligar o foda-se e ser feliz! aliás estamos chegando quase nos 60 reviews!
Minha net está cm problemas, minha solução: lan house!
Enfim, vou deixar vcs lerem!
- Então, não ganho nem sequer um abraço? – seu pai disse dando um sorriso irônico.
Ela permaneceu imóvel. Não acreditava que havia mais alguma coisa que pudesse atormentá-la essa semana.
- Não, não ganha – Gabriel disse metendo-se protetoramente á frente da irmã – o que veio fazer aqui? Já não estragou nosso dia o bastante com seu pequeno recadinho, Felipe.
- Moleque, me respeite, eu ainda sou seu pai – ele repreendeu.
- Não, eu não respeito quem nunca na vida se deu ao trabalho de fazer algo por mim – rebateu, puxando a irmã para seus braços, enquanto ela olhava o pai fixamente e se confortava nos braços do irmão.
- Não vim aqui para brigar com você Gabriel, já tivemos essa conversa há muito tempo atrás, já não joguei o bastante na sua cara que você nunca vai ser nada na vida?
Nelly olhou para os pés. Chega de ser fraca, repetiu a frase mentalmente uma serie de vezes, e levantou a cabeça, colocando sua melhor máscara de destemida, estava na hora de mudar, na verdade, voltar a ser aquela garota destemida que sempre fora.
- Não fale com ele assim! – ela disse se exaltando — Ele fez muito mais por mim durante esses dias do que você em minha vida inteira!
De repente o olhar dos dois homens se voltou para ela. Ambos surpresos.
- Nelly – Felipe disse fazendo uma pausa, como ele sempre fazia quando queria explicar algo complicado – ele não pode te dar nada, ele mal pode se sustentar! O que você pretende? Comer todo dia em um restaurante empoeirado, ter uma péssima educação, e a faculdade? Já pensou que seu irmão não tem como pagar uma? – pequenos bips foram ouvidos, vindo do bolso de Felipe – eu só quero seu bem pense nisso – disse pegando o celular e atendendo, enquanto ia até a janela da cozinha.
Assim que Gabriel percebeu que o homem estava concentrado o bastante, se virou para a irmã.
- Acha que ele tem razão? – ele disse com seus olhos verdes se derretendo – quer dizer, se você for com ele terá uma boa vida – continuou, não olhando diretamente para a irmã, enquanto mexia nervosamente nos cabelos.
- Enquanto você me aturar, sinto em dizer, mas continuarei aqui – Nelly disse dando um pequeno sorriso de canto amargurado.
- Bem, eu sei que não é a melhor hora para lhe dar um presente de aniversário, mas bem, você verá, olhe lá fora, saia e esfrie a cabeça, e não estranhe se amanhã não vê a metade dos objetos que vê agora, porque provavelmente eu terei jogado eles na cabeça do nosso pai – disse enquanto empurrava a irmã para fora da casa, dando tempo apenas da ultima pegar um casaco cinza que havia deixado em um dos cabides perto da porta – vai, se quiser durma na casa dos Gilbert, não quero você por perto quando minha paciência esgotar.
- Ta bem – a morena disse arrastado.
Sentiu um arrepio e abraçou seu próprio corpo esfregando os braços nus, não havia planejado em hipótese alguma sair, já tivera aventuras de mais por hoje.
Estava apenas com uma regata branca, um jeans preto, e um all-star de caveiras nas laterais, que achara no meio das suas coisas, e estava um frio enorme, pelo menos para uma garota vinda direto da calorenta cidade de Los Angeles.
Vestiu o casaco, levantou o capuz, colocando as mãos nos bolsos, o sol já havia se posto, e o céu estava negro e nebuloso. Estava prestes a atravessar a rua, mas um veículo impedia a ação, uma linda moto negra estava estacionada bem em frente ao portão de entrada da casa, sobre o acento havia um laço vermelho, com uma pequena caixinha de veludo acompanhada de um cartão que dizia: “Feliz Aniversário Nelly” em uma caligrafia arredondada feita á mão, e logo ao lado um capacete totalmente preto e reluzente. Ela deu um pequeno sorriso amargurado, tirando a fita, guardando o cartão no bolso, tirando de dentro da caixa a chave da sua moto, e colocou o capacete sem se importar se bagunçaria ou não seu cabelo. Subiu na moto dando em seguida partida.
Queria fugir de tudo aquilo, acelerou, não conhecia muito da cidade, mas sabia como sair dela, graças ao pequeno passeio com Damon. Saiu pelas ruas como um borrão.
“Não podemos fugir do passado, você não pode fugir de seus problemas, você não pode fugir de si mesma, e muito menos de mim”
Algo sussurrou em sua mente, ela freou bruscamente, por pouco não batia em um caminhão que passava no cruzamento.
A morena suspirou, fechando os olhos, ainda ouvindo as palavras rodarem em sua cabeça. Deu meia volta indo até o bar mais próximo que achou, ainda sentia o dinheiro que Gabriel lhe dera no bolso esquerdo de sua calça, estava na hora de usá-lo.
Estacionou a moto na calçada cuidadosamente, afim de não arranhar a pintura negra reluzente, tirou o capacete indo até o balcão, colocando o mesmo ali, se sentou no banco.
- O que vai querer gata? – o balconista de avental branco enlaçado na cintura, cabelos e bigodes grisalhos.
- Me veja um Whisky – ela disse fazendo uma careta ao lembrar da bebida predileta de Damon.
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- Acha que ela superou bem? – a morena perguntou ao namorado.
- Acho que sim, mas devíamos esperar um pouco ela engolir, antes de despejar mais informações – ele respondeu, enquanto ela mexia nos cabelos curtos do vampiro.
Elena apenas concordou, estava sentada no colo do namorado, no sofá de sua casa, assistindo qual quer filme de comédia que não prendia a atenção de nenhum dos dois. Alguns minutos se passaram em silêncio, ambos olhavam a televisão, mas mergulhados em pensamentos.
- Eu não sei Stefan, acho que Damon não devia ter deixado Nelly participar de tudo isso – ela disse de uma vez.
- De um jeito ou de outro ela seria obrigada a participar, ela é igual Alicia, de um jeito ou de outro ela acabaria descobrindo.
- Eu sou a copia fiel de Katherine, e teoricamente sou descendente de Katherine, então quer dizer que Nelly também é descendente de Alicia? O que levaria Nelly a ser alguma parente minha, e...
- Eu pensei nisso também Elena – interrompeu — eu e Damon tentamos comprovar isso, analisei a árvore genealógica dos Renards e dos Petrova, mas não vejo nada compatível, não há nada em comum entre as famílias.
- E a parte materna da família de Nelly? – perguntou querendo ao máximo está á par de tudo.
- Esse é o mais curioso, não há qual quer registro da mãe de Nelly – disse com uma ruga se formando entre as sobrancelhas – e isso sinceramente, é espantoso, Elena.
- Não há possibilidade de ela ser adotada assim como eu?
- Não, eu até tive esperanças sobre essa possibilidade – ele suspirou pesadamente — mas o hospital Coronel Leopoldo tem tudo catalogado. Eliza Parker Renard teve Nelly exatamente hoje, dia 6 de outubro, faltando três minutos para meia noite.
- Ou seja, voltamos praticamente á estaca zero – disse e suspirou desanimada.
- Nós vamos descobrir. Não se preocupe – falou levantando o queixo da namorada, ela levemente assentiu.
Elena olhou para o relógio em seu pulso vendo que era 21h36, esforçou sua memória a lembrar se havia algum compromisso. Esqueceu que tinha uma pequena reunião de Caroline, na casa de Bonnie, sobre o baile de outono!
- Ah, meu deus, acabei de lembrar a reunião de Caroline! Estou totalmente atrasada! – disse se levantando rapidamente correndo escada acima, tropeçando em alguns degraus.
- Eu posso te levar se quiser – disse elevando a voz o bastante para que ela ouvisse do andar de cima.
- Não, precisa, vou com meu carro mesmo – ela gritou de volta.
Stefan riu enquanto ouvia a namorada deixar cair algumas coisas de sua penteadeira no chão. Alguns minutos depois ela desceu a escada ainda vestindo apressadamente sua jaqueta.
- Bem, Jeremy está na casa de uns amigos, Jenna está na casa de Rick, e não dá sinal de que vai dormir em casa, eu te chamaria para ir á casa de Bonnie, mas você sabe, ela se recusa a te convidar, então você vai ficar aqui sozinho? – Elena disse tudo em uma respiração só.
- Bom, entre ficar sozinho na sua casa, e aturar Damon, com certeza, vou ficar na sua casa – disse sorrindo de canto.
- Ótima escolha – disse dando um selinho no vampiro – agora tenho que ir!
Pegou as chaves de seu carro, abrindo a porta.
- Eu te amo – sussurrou para o Salvatore.
- Eu também te amo – respondeu enquanto a namorada saía.
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- Vai! Vai! Vai! Vai! – alguns garotos gritavam, enquanto ela virava um copinho de tequila garganta abaixo, juntamente com uns garotos que se diziam serem seus amigos, mas ela nem se importou em decorar seus nomes.
Não sabia quantos copos daquele havia engolido, parou de contar depois do vigésimo.
Alguns dos garotos lamentavam, outros comemoravam, era uma aposta em qual dos sete adolescentes bebia mais rápido, quem imaginaria que a única garota do grupo ganharia?
- Qual é gente? Vocês não estão nem tentando ganhar de mim! – Nelly disse se gabando com a voz rouca de bêbada.
Sentiu seu celular vibrar insistentemente no bolso, vendo a décima quarta ligação de Gabriel naquela noite, ela simplesmente ignorou, como todas as outras.
- E aí, garota, vai mais uma rodada? Acho que agora eu acabo com você – alguém disse do grupinho.
- Claro, manda a mais foda que tiver aí – gritou, sentindo seu celular vibrar novamente, revirou os olhos, mas antes de ignorar, observou o visor, era uma ligação de Damon, se ela estivesse devidamente consciente, relevaria pensar no caso, mas sua mente não estava funcionando devidamente. O álcool a embriagou de uma forma que não se lembrava de exatamente nada, mas esse fora o objetivo, esquecer de tudo. No quarto toque do celular ela simplesmente ignorou, em exato um minuto, uma mensagem chegou, era de Damon, abriu por curiosidade.
De> Damon S.
Para>Nelly
Se você não atender a porra do seu celular, vou te buscar aí, nem que seja nos quintos dos infernos.
Nelly revirou os olhos, sem sequer pensar mandou como resposta para o vampiro um: “Vai se fudê”. Logo após desligou o celular, guardand- o no bolso da jaqueta, enquanto ia dançando ao som de “Factory Girl” da banda “The Pretty Reckless” até o balcão, virando o resto da garrafa de vodca na boca.
- Galera, foi mal, eu tenho que ir, amanhã é segunda-feira – disse pegando seu capacete – quer dizer, eu acho – falou confusa, e balançou a cabeça – bem, não importa, tenho que ir – falou se despedindo de todos os bêbados que continuavam a brincadeira.
A morena caminhou até sua moto colocando seu capacete, felizmente sua cabeça não estava rodando ou sua vista estava embaçada, então poderia ir tranqüilamente para casa. Deu partida na moto negra.
Estava quase perto da rua de sua casa, mas lembrou que deveria ir dormir na casa de Elena. Deu meia volta seguindo para casa dos Gilbert.
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Stefan zapeava pelos canais, procurando qual quer canal que lhe deixasse ao menos com um leve interesse, acabou deixando em um canal que passava jornal 24h por dia, se ajeitou no sofá tentando prender sua atenção. E só conseguiu esse fato quando uma das noticias lhe chamou atenção.
“Assassinato na pequena cidade de Mystic Falls, um corpo encontrado sem um pingo de sangue em uma antiga fabrica abandonada de perfume...”
Mudou de canal colocando em um filme de ação, odiava quando ouvia essas noticias e sabia quem fora o real assassino, e que circunstância aquele corpo sofrerá para ficar daquela forma. Estava concentrado no filme, quando ouvira leves batidas na porta. Elena? Pensou primeiramente, mas não havia nem meia hora que ela havia saído, e geralmente reuniões que envolviam Caroline duravam mais de uma hora, outra batida.
- Já vai! – falou indo até a porta.
Abriu a porta se surpreendendo ao ver Nelly ali, a morena caiu em seus braços sem se conter em pé.
- Nelly? – ele sussurrou, enquanto tentava mantê-la equilibrada pela cintura.
- Stefan... Onde está Elena? – a morena disse limpando a garganta logo depois, empurrando o vampiro, não precisava de ajuda, assim que Stefan a largou ela deu alguns passos um tanto errantes, mas enfim conseguiu chegar ao sofá da sala, praticamente desabou em cima do mesmo.
- Ela teve que sair, mas o que houve com você? – disse se aproximando e se sentando na mesinha de centro que agüentava perfeitamente o peso dele, colocou as mãos no joelho, observando a garota que emanava puro álcool.
- Bom, se ela não está aqui, não há por que eu estar aqui vou dar uma volta, e depois venho aqui – disse ignorando a pergunta do vampiro, e fazendo menção para levantar.
- Espere – ele disse, empurrando levemente a garota de volta para o sofá.
- O que você quer? – a morena perguntou mal humorada.
- Fique aqui, daqui a pouco Elena estará aqui.
- Desculpe, mas não vou ficar aqui – Nelly disse pronta a levantar novamente, o que diabos Stefan quer com ela?
- Eu insisti que ficasse apenas por educação Minelly, por bem, ou por mal, você ficara aqui, não vou deixar que saia nesse estado – disse dando um pequeno sorriso de canto.
Ela riu pelo nariz, um riso sem-graça e irônico.
- Eu vim até aqui não vim? E ainda estou intacta.
- Eu vou te levar para casa – disse pronto a levantá-la em seu colo, mas ela apenas soltou uma risada histérica carregada de ironia.
- Casa? – disse rindo, mas aos poucos seu riso se transformava em soluços e lágrimas que transbordavam sem permissão pelos cantos dos olhos – me leve para qual quer lugar menos minha casa, eu estaria melhor dormindo em um balcão de bar, do que em minha casa, Stefan.
- O que aconteceu Nelly? – perguntou preocupado.
- Nada demais, fora o fato de eu ser a cópia de uma tal de Alicia, minha cabeça está uma confusão, Katherine ainda está a solta, vampiros existirem, e meu pai está na cidade para acabar com a minha vida – disse sem deixar sua voz abalar com o choro que aos poucos cessava.
- Eu sei que tudo o que você está passando é demais, mas tudo vai ficar...
- Não – ela interrompeu – não diga que vai ficar tudo bem, porque eu sei que não vai – disse sentando-se e apoiando os cotovelos nos joelhos, escondendo o rosto nas mãos – eu sei que pareço uma daquelas adolescentes histéricas, que vivem chorando, mas antes de me julgar, ou dizer que sou fraca, saiba que muitas das vezes chorar não significava que sou fraca, significa que passei tempo demais sendo forte.
Stefan se sentou ao lado dela observando-a.
- Eu entendo, é como se fosse a ultima gota d’água, não é mesmo? – Nelly encarou o vampiro assentindo – eu sei como é, mas beber como se não houvesse amanhã, não vai ajudar em nada Nelly.
- Eu sei, bebida alcoólica é um veneno – disse rindo levemente pelo nariz.
- Se é um veneno, por que continua tomando?
- Porque existem coisas dentro de mim que preciso matar – respondeu pegando o controle remoto de cima da mesinha e mudando de canal.
- Pretendi dormir aqui? – Stefan perguntou enquanto desviava o olhar para a TV.
- Sim, o que você está sentado agora será minha futura cama.
Ele deu uma gargalhada.
- Não se preocupe, Elena tem um quarto desocupado lá em cima, eu falo com ela – seu celular tocou no bolso de sua jaqueta – espere um instante – disse atendendo.
_Ligação_on_ (n\\a: então, eu vou passar a fazer dessa forma ligações, ok? Fica digamos mais organizado)
- O que você quer Damon?
- Oi para você também Stef... – o irmão mais novo apenas bufou em resposta – bem, vou direto ao assunto, tem idéia de onde Nelly está?
- Bom... – começou, deu uma leve espiada na morena que o olhava suplicante para que arranjasse uma mentira, ela não queria encarar Damon agora de forma alguma – maninho, se você não sabe onde está a sua namorada, o que diria eu?
- Olha, Stefan, eu até poderia ir aí dar uns bons socos em você, mas estou muito ocupado tentando localizar minha namorada, e descobrir o porquê de ela ter me mandado eu me fudê via SMS.
_Ligação_off
- Sabe, Stefan, esse é o inicio de longa amizade – ela disse colocando os braços atrás da cabeça, e colocando os pés sobre a mesinha de centro.
- Com certeza – disse guardando o celular no bolso — Você mandou ele se fudê por mensagem? – perguntou divertido.
- Ok, eu fiz isso meio sem pensar, não devia ter feito, ele tem sido tão legal comigo, pode não parecer, mas quando ele quer, ele consegue ser uma boa pessoa, acredite.
- Não se sinta culpada, encare como uma vingança para seu novo amigo.
Os dois riram comparsas.
(...)
Ela deixou a água escorrer por todo seu corpo, eliminando o cheiro de bebida vindo dela, seus pensamentos estavam mais claros, lembrou da frase que de alguma forma veio parar em sua mente: “Não podemos fugir do passado, você não pode fugir de seus problemas, você não pode fugir de si mesma, e muito menos de mim”. Seja lá o que for a voz não mentia, ela não podia fugir de seu passado, problemas ou do que ela é ou faz parte, mas fugir de quem exatamente? Estava na primeira pessoa a ultima parte. Alicia... Pensou. Tinha boas hipóteses. Perguntava-se se Elena passava pelos mesmos problemas que ela. Perguntaria a ela no café da manhã.
- Nelly, deixei suas coisas em cima da sua cama – a Gilbert gritou do lado de fora do banheiro.
- Obrigada Elena – gritou de volta.
- De nada – respondeu.
Ouviu Elena sair do quarto. Stefan já havia ido com a desculpa que de manhã teria aula e tinha dever de casa para fazer, e precisava descansar, falando assim ele parecia quase um adolescente normal. Quase...
Suspirou desligando o chuveiro, pegou a toalha do pequeno gancho e saiu do banheiro enxugando os cabelos, pegou uma das sacolas em cima da cama, havia pedido a Gabriel para que trouxesse algumas roupas e seu material escolar, claro que depois de alguns resmungos, uma breve discussão, e alguns ralhos, finalmente ele se dispões a trazer. Vasculhou algumas sacolas encontrando seu baby-doll lilás, vestindo-o. Sentou enlaçando suas pernas em uma quase posição de Lótus, e começou a fazer uma coisa que a um bom tempo não fazia: seu dever de casa. Não era muita coisa, breves questões de história sobre a Revolução Industrial, para seu azar terminou mais cedo que imaginava. Sempre fora boa em história, isso era fato. Algo bateu em sua janela, assustando-a.
Foi até a janela abrindo, sentiu o vento frio arrepiando-a, viu ali em meio a alguns galhos um corvo negro. Tinha lembranças do corvo que vira, qual era a chance de esse ser o mesmo daquela noite onde vira um na janela de sua cozinha?
- Oi, parece que começamos errado naquela noite – disse apoiando os cotovelos na janela, e logo após apoiando seu queixo nas mãos – meu nome é Nelly – falou, e observou o pequeno arco-íris que se formava nas penas iluminadas pelas lâmpadas da casa – gostei desse lance do arco-íris e... – começou antes de se tocar do que estava fazendo – ok – disse arrastado – estou conversando com um corvo, acho que deveria ter usado a grana que gastei com bebidas para me internar em um hospício – disse fechando a janela com uma força desnecessária fazendo um barulho que poderia ser evitado já que Elena estava dormindo.
Desligou as luzes do quarto de paredes salmão, logo após puxando as cobertas e dormindo instantaneamente.
Não importava para onde olhasse o escuro a rodeava, de repente como um refletor, algo acendeu a alguns metros dela, uma mulher de vestido de saia rodada e espartilho, ambos em tons de violeta, com uma capa negra com capuz sobre a cabeça, ela se aproximava da garota cada vez mais, quando a mulher estava apenas alguns passos dela, permaneceu ali, imóvel, enquanto Nelly olhava para si mesma, constatando que ela, era “ela mesma”, não a irmã de uma vampira sedenta por vingança. A mulher abaixou o capuz mostrando sua face, Nelly arregalou os olhos, tinha certeza que sua boca formava um pequeno “O”.
- Alicia...? – disse confusa.
A mulher idêntica a ela, com exceção dos longos cachos, deu um pequeno sorriso.
- A minha morte é a resposta – Alicia sussurrou.
- Resposta para quê? – Nelly perguntou confusa.
- A minha morte é a resposta – repetiu, e logo após a imagem de Alicia foi levada pelo vento.
Nelly se levantou em um rompante, sua cabeça doía, e tinha certeza que não tinha nada a ver com ressaca alguma.
Notas finais
Lembram da viborá do começo da fanfic? A Charlotte, essa coitada não aparesse há um bom tempo, mas eu decidi dar um papel a mais a ela...
Loretta... Essa vai ser um misterio por um bom tempo.
Nesse cap( que por acaso, confessem: ele ficou grande não ficou? Mereço parabéns!),bom eu mostrei uma nova amizade, a de Nelly com Stefan... Veio do nada na minha cabeça, e decidi limpar a barra dele.
Então gente, quem quiser me seguir no twitter aqui oh: miiss_ironia.
Aliás, eu gostaria de pedir um favorzinho, só mais uma recomendação de vcs! Umazinha vai!
Enfim, vou deixar vcs comentarem, hehehe...
Xawxaw...
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