Por Tomás

Se a Vilu pensa que eu vou desistir dela assim tão fácil está enganada. Eu sempre a amei desde pequenos e nada vai mudar isso agora. Depois de perguntar a Federico onde ela morava fui até lá e ouvi a voz de uma garota dizendo "Já vai!" e sorri. Em breves momentos ia ter Vilu comigo e ninguém ia impedir. A porta se abriu e eu entrei de repente e a beijei. Segundos depois levei um tapa. Olhei e não era Vilu.

–Quem é você?

–Quem devia perguntar isso sou eu garoto! O que está fazendo aqui! Vá embora!

O Federico deve ter se enganado mas depois falo com Violetta.

Por Léon

–Ele... morreu!

Me choquei com as palavras dela e Vilu viu isso.

–Meu amor que aconteceu? -ia deixar cair o celular mas ela o apanhou e falou com a Fran e depois ficou branca.

–Vilu calma... Lembra-te que tem alguém aí dentro.

–Quero lá saber do filho Leonard! -ela confessou e eu entendi mas não precisava de falar assim de um dos seres que tanto amo.

–Vou sair daqui! -falei bravo e depois ela viu o que falou e abriu a boca.

–Me perdoe. -olhei e ela estava com cara de choro e a abraçei.

–Eu entendi a situação. Agora vamos para o hospital ver a Fran que ela deve estar muito abalada com isto do Diego. -ela assentiu e fomos.

Por Fran

Depois de o médico dizer que Diego morreu meu mundo desabou. Depois de tudo o que aconteceu? Todas as lutas, todos os momentos... Isso foi tudo em vão?

–Não! Vocês têm de fazer alguma coisa.

–Fizemos tudo o que podiamos e ainda continuamos fazendo. Mas ele não tem muita chance de sobreviver. Assenti e saí do hospital e me sentei em um banco de um jardim perto.

Me lembrei que tinha o revólver de Tobias ainda na bolsa e a abri e peguei. Começei analisando a arma.

–Fran?

Por Tobias

Olhei pela janela e vi Fran se aproximando do jardim e aquilo me deu dó. Decidi fugir do quarto e fui até ela.

–Fran? -ela me olhou e sorriu. Sorri de volta e senti pena por saber o que ela está sentindo. Ela não merece sofrer mas também não é a altura certa para fazer algo para a ajudar já que ela está sofrendo. Me aproximei e vi ela com a minha arma. -O que faz com isso? Não devia segurar isso. Pode ser perigoso!

–Tem razão. -ela forçou um sorriso e me entregou a arma. -Faça você. -olhei para ela confuso e me sentei. Ela segurou no braço que tinha a arma e levantou para que estivesse aprontada na sua cabeça. -Por favor. Eu não posso viver assim.

–Fran eu entendo o que está passando mas se matar não é solução. -abaixei o braço e limpei as lágrimas que escorriam. -Você tem que viver a vida... Veja do seguinte ponto: sua vida é um livro mas Diego foi só um capítulo. -ela assentiu.

–Obrigada Tobias. Você desde que falou que mudou tá sendo muito legal. -sorri e começei acariciando sua bochecha. Tive uma vontade incontrável de me aproximar mais dela e foi isso que fiz...

–To... -a beijei involuntariamente e depois ela me empurrou.

–Faço de tudo para sobreviver e quando vou me encontrar com você vejo outro te beijando?