Por Violetta

Eu estava muito nervosa e Léon estava tentando me acalmar mas não conseguia. Os nervos estavam me dominando o que me deixava preocupada porque podia acontecer alguma coisa ao bebé mas também não conseguia evitar. Por falar em bebé acabei por ainda não falar nada para Francesca e a arrastei para longe.

–Fran tenho que te falar uma coisa. -falei feliz.

–Deixa adivinhar! Você está gravida! -assenti e ela me abraçou. -Ainda bem que vou ser tia!

–Quem falou que era você? -perguntei séria e ela ficou triste. -Claro que vai ser você. -nos abraçamos de novo.

–E Léon? Já sabe?

–Sim. Ele reagiu muito bem. Melhor do que eu esperava.

Nos reunimos com o grupo e depois o patricionador se aproximou sem expressão no rosto o que fez que me sentisse mal e meu estômago desse voltas como um carrossel. A cada passo que ele dava me sentia cada vez pior até que ele finalmente parou e abriu a boca. Se acharam que isso melhorou se enganaram porque assim que ele abriu eu fui correndo até o banheiro. Acabei vomitando e depois Caroline aparece preocupada.

–Violetta está tudo bem?

–O que você quer?

–Violetta! -ela me repreendeu. -Só por não gostar de Francesca não quer dizer que não possamos ser amigas certo? -assenti um pouco duvidosa. -Você está muito preocupada... Precisa de calmantes.

–Tem razão eu vou pedir para as garotas e... -ia em direção a porta mas ela me impede.

–Não precisa de ir. Eu tenho aqui. -ela pegou alguns medicamentos brancos e depois me entregou. -Eu sempre tenho para quando preciso.

–Obrigada. -forçei um sorriso e ela sorri também. Tomei os medicamentos com água que eu tinha comigo e depois de um tempo me sentia melhor.

–Agora vamos? -assenti e depois fomos ter com o resto do grupo.

–Vilu, está tudo bem? -Fran pergunta preocupada por eu ter saído do banheiro com Caroline.

–Está tudo bem. Não se preocupe. -sorri e ela suspira aliviada.

–Ainda bem. -ela me abraça forte e depois sinto uma ligeira dor de cabeça e cansaço. De repente já não tenho forças para nada e acabo por ver tudo negro.

POV Léon

Depois de ver Vilu desmaiada eu me desesperei e a levei para o hospital. Tudo bem que desmaio na gravidez é normal mas aquele desmaio não parecia nada normal.

Depois de mais ou menos 2 horas de espera finalmente o médico apareceu.

–Doutor, está tudo bem com ela? -perguntei preocupado porque ele estava sério.

–Preciso de saber ela sabia que estava grávida. -assenti. -A paciente Violetta Vargas -não pude evitar de sorrir ao ouvir seu nome com meu sobrenome. Sei que ela foi adotada mas agora que ela é minha noiva parecia que o sobrenome tinha ganho mais brilho. -Tomou a pílula o que fez que ela tivesse o desmaio. -assenti ainda preocupado.

–Mas ela já está bem?

–Sim e ela acabou por não perder o bebé felizmente. -sorri e depois ele me indicou o quarto e eu fui até lá. Bati a porta e ela pronunciou um "Entre!" e obedeci.

–Vilu porque você tomou a pílula se tinha a consciência que estava grávida?

–Léon não estou te entendendo.

–O que você tomou. -esclareci ainda sério.

–O que eu tomei foram calmantes que a Caroline me deu.

–Você e sua ingenuidade... -sorri torto com uma certa ironia.

–O que você está insinuando Leonard? -ela fala com raiva.

–Será que você ainda não entendeu a estratégia dela? Ela não conseguiu fazer Fran infeliz usando Diego. Recorreu em te atacar porque sabia que isso ia afetar Fran. -falei meio como um sermão e ela ficou pensativa. -Me perdoe meu amor. Eu não queria brigar assim com você.

–Não! Você tem razão eu fui idiota em não ter pensado nisso antes. -vi a cara tristonha dela e a abraçei. -Me perdoe.

–Você não teve culpa. -beijei sua testa e depois a deixei descansar já que ela só teria alta amanhã. Decidi contar a novidade para nossos pais e no meio do caminho vi Caroline.

–Caroline! -ela se aproximou preocupada.

–Léon! Como está Vilu?

–Você é tão falsa! -falei cínico e ela se fez de ofendida.

–Léon eu não estou te entendendo. -fiquei com tanta raiva dela que nem me importei com a lei de um homem não atacar uma mulher e agarrei com uma certa força seu pescoço. -Léon... Está me machucando.

–Que pena... Mas de certeza que não chega a dor que eu senti por quase perder meu filho! Sabe acho que esse provérbio caracteriza bem o que vai acontecer em alguns segundos: quem com ferros mata, com ferros morre. -depois de um tempo ela já não conseguia respirar e acabou desmaiando. Vi sua pulsação: lenta. Em momentos ela deve morrer por minha sorte e todos. -Tenha um bom futuro no inferno Caroline.

Depois disso eu fui até casa de meus pais e eles me atenderam com um sorriso.

–Tenho uma notícia para dar para vocês. -falei sorridente.

–O que aconteceu? -eles perguntam também com um sorriso.

–Eu... Vou ser pai! -eles se entreolharam e depois me vieram que abraçar.

–Que bom meu amor! -minha mãe fala. -Me confirme só que a mãe é Vilu e não mais uma que você pegou. -ela diz com um tom de brincadeira e todos nos rimos.

–Sim é da Vilu não se preocupe.

Fiquei mais um pouco e depois decidi ir para casa.