Love Me Harder
3 Capitulo 3
Notas iniciais
Pov Cassy
– Quer dizer então que o puto do Nathan vai ter aulas particulares com você?
Suspirei abrindo os olhos e encarando Giovanna ( Nana,Anna, ( Gio,) Jô para os íntimos)
– É. Você já entendeu
– E por que você concordou?
Fechei os olhos, me deitando no banco onde estávamos.
– Não sei. Bom o dinheiro vai ser bem vindo, e as aulas podem ir pro meu histórico
– Só acredito na parte do histórico
Ri ao ouvi lá sussurrar. Estávamos no pátio, tínhamos duas aulas livres.
Anna repentinamente ficou quieta apenas murmurando pedaços de música.
Com o repentino silêncio abri os olhos, me assustando ao encarar diretamente um par de olhos verdes.
– Puta que pariu Nathan. Que porra você tá fazendo?
O desgraçado somente riu. Saindo de cima de mim.
Giovanna disfarçava o riso, fingindo encarar o celular.
– Porque seus olhos são âmbares?
– Que?
– Que o que?
– Que que cê disse ue!
– Que eu disse?
– É
– Mas eu não disse nada.
– Disse sim mas o que você quer?
– Nada só preciso saber que horas você vai me dar aula
– Eu não vou te dar nada porra, eu somente vou te ajudar. Ontem você não disse que seria depois da aula animal?
– Disse?
– Disse
Nathan coçou a cabeça suspirando.
– Olha morena no final da aula tenho treinos ...
– E o que eu tenho com isso?
– Só vou depois do treino.
– Olha quem tá precisando de ajuda é você.
– Mas eu...
– Você ir ou não, tanto faz..
– Da pra você me deixar completar a frase
– Completa eu to te impedindo?
– Tá, mas eu..
– Mas você o que menino fala logo.
– Eu ia dizer...
– Então diga gente.
Anna começou a rir,ao mesmo tempo que Nathan tampou minha boca.
– Cala a boca mulher, depois do treino eu vou pra sua casa. Tá beleza?!
Mordi sua mão, fazendo com que me soltasse. Ele semicerrou os olhos.
– Fala comigo direito que eu não sou sua nega. Você só não aparecendo tarde...
Pov Nathan.
Ela me encarava brava, me fazendo sorrir. Era uma gata tentando ser um tigre.
– Relaxe eu não vou dormir la
– Você não ia dormir la nem se quisesse.
Ela revirou os olhos, resmungando pra mim, semicerrei os olhos a encarando e sorri.
– Um dia eu durmo morena.
Ela me encarou docemente sorrindo,Gio que ainda ria como uma louca ficou quieta também a encarando.
– Vou pedi pra cavar uma cova no quintal ai você dorme.
E sorriu mais uma vez,colocando os fones,me ignorando. Jô a encarava com um sorriso.
Balancei a cabeça e sorri.
– Ela pelos menos falou que vou dormir lá
Disse piscando pra Giovanna, sai ouvindo suas risadas atrás mim.
Muitas me cumprimentavam pelo caminho, várias garotas passaram por mim com melosos " Ois"
– Nathan
– Iai Miguel
– Já conseguiu?
– Calma cara, ainda não.
– Vai demorar?
– Acho que sim.
– Olha Miguel, eu concordei e vou cumprir
– Beleza quanto conseguir me avisa.
Enquanto ele se afastava, Beatriz se aproximou me abraçando pela cintura
Beatriz era aquele tipo de garota fútil, que gostava de atenção a todo custo. E bom eu a pegava de vez enquanto
– Oi amor
– Iai Bia
– Que tal você ir comigo ali?
Ela me encarava com um sorriso sacana no rosto. Mas pela primeira vez eu não estava empolgado em ir com ela para qualquer canto.
– Olha Bia,to meio ocupado a gente se fala depois
Sai a deixando parada em meio ao corredor. Não sabia o por que eu só não sentia a vontade se sempre em ir com ela.
Suspirei sentando em meu lugar na sala 10.
Vi pelo canto do olho a nerd, entrar na sala acompanhada de Gio. Ela se sentou no lugar de sempre perto da janela. Ao perceber que eu a encarava, me mostrou o dedo,me fazendo rir. Giovanna nos encarou revirando os olhos. " Doidos" a ouvi murmurar
Pov Cassy.
Eu sentia seus olhos fixos em mim a aula toda. Os horários não demoraram muito a passar e logo eu estava em casa.
Da porta eu já podia ouvir as risadas que enchiam a casa.
Ao entrar deixei minha mochila na sala,cheguei na cozinha vendo Charlotte sentada a mesa, e Verônica ou Roni terminando o almoço.
Verônica era uma senhora de 30 anos,morava na casa dos fundos, havia sempre feito parte da família,depois da morte dos meus pais cuidou de mim e do meu irmão.
Era praticamente uma mãe.
– Oie gatas
Cumprimentei, me encaminhando para a geladeira, passei por Charlie dando um beijo em sua cabeça.
– Vou ajudar um aluno em algumas matérias.
– Que bom querida,isso vai ser ótimo para o seu histórico
Sorri me sentando há mesa para almoçamos.
Enquanto dava comida pra Charlie conversa com Roni.
Após o almoço Roni, foi pra casa, enquanto eu e Charlie íamos pra sala ver algum filme.
– Hotel Transilvânia?
Charlotte sorriu e pulou no sofá,se acomodando enquanto eu colocava o filme, logo se ouvia suas risadas.
O filme ainda não tinha começado quando a companhia soou,deixando Charlie no sofá sozinha fui em direção a porta,mas fiquei estática ao abri lá
– Oi amor
Christian me abraçou, era meu ex e pai da Charlotte. Havíamos terminado logo após o nascimento dela
– Como estão as princesas da minha vida?
– O que você tá fazendo aqui?
O empurrei para fora, enquanto fechava a porta para Charlotte não vê-lo.
– Voltei pra casa meu anjo
– Vá embora Christian
– Não posso ir, eu moro aqui com vocês. Você sabe disso
– Sai fora Christian. Sai logo porra. Você não vai entrar.
Christian perdeu o sorriso, me olhava com a mesma raiva do passado. Antes que eu pudesse evitar,suas mãos se fecharam ao redor do meu braço, me machucando.
– Eu vou entrar quando quiser. Vocês são minhas entendeu?
– Tira suas mãos de mim.
– Por acaso você já arranjou outro?
– Não é da sua conta. Me solta Christian
– Você é minha Cassy, minha. Você e Charlotte.
Suas mãos me apertavam cada vez mais, eu podia escutar o tom de possessão e a raiva em sua voz, sem pensar muito bati fortemente meu calcanhar em seu pé, surpreso ele soltou um dos braços,aproveitando bati a palma da minha mão em seu nariz, fazendo com que seu nariz sangrasse,e ele me soltasse completamente. Em meus braços tinha a marca do seus dedos provavelmente ficaria roxo.
Pelo canto do olho, vi Bruno e Nathan se aproximando. Antes que eu pudesse sair, Christian me puxou pelos cabelos, dando um tapa em meu rosto. Sua mão levantou mais uma vez para me dar outro tapa, mas foi parado no ar por Nathan que havia entrado na frente.
– Acho que já passo da hora de ir embora camarada
Christian somente o encarou, depois encarou Bruno que se encontrava perto de mim. Mas foi embora me encarando uma última vez.
– Tá tudo bem Cassy?
Encarei Nathan que nos olhava.
– To, foi só uma surpresa vê-lo novamente
– Achei que ele estivesse preso
– Eu também
– Vamos entrar
Bruno se despediu de nos falando que não entraria,que iria. Encontrar Giovanna.
Nathan entrou reparando em todos os cantos.
Charlotte ainda assistia o filme, alheia ao que havia acontecido.
Nos sentamos na sala no chão perto dela. Nathan sorriu ao vê-la
– Oi bonequinha
– Oi
Charlotte sorriu pra ele, mas não tirou os olhos do filme.
– Viciada em filmes? — me perguntou
– Um pouquinho – sorri
Começamos a estudar as matérias que ele tinha mais dificuldade como Cálculo. Por incrível que pareça ele sabia as matérias,único problema era que Nathan não se concentrava, não conseguia focar e então não conseguia fazer o que precisava
– Acho que já esta bom por hoje Nathan, amanha a gente vai olhando aos poucos pra você conseguir pegar de vez
– Beleza
Começamos a pegar os matérias em silencio, Charlotte havia dormido no sofá. Nathan parou a encarando
– Quem era o cara de mais cedo?
Nos encaramos por um momento eu estava em duvida se era necessário contar ou não, mas uma hora ele saberia.
– É o pai dela – disse apontando Charlie com a cabeça, Nathan me encarou por um momento, levantou caminhando em minha direção
Ao chegar perto, seus olhos se fixaram nas marcas em meus braços, eu já sabia que onde Christian havia me segurado começava a ficar roxo. Seus dedos levantaram e passaram suavemente onde estavam as marcas, e depois se dirigiram ao meu rosto, onde provavelmente ainda estava vermelho pelo tapa.
Seus dedos param em meus lábios
– Você cortou aqui
Sussurrou passando o dedo no local, ainda me encarando, seus olhos se encontravam escuros pelas emoções que passavam. Nathan deu mais um passo em minha direção.
Seu telefone soou chamando nossa atenção, ainda me encarando Nathan sacudiu a cabeça saindo de perto.
Suspirei, pegando Charlie no colo e a levando para o quarto, ao descer as escadas pude perceber que ele já havia colocado tudo no lugar, mas que não se encontrava em nenhum lugar da casa. Ao passar pela sala novamente, reparei em um pequeno bilhete pregado há televisão
“ Ate amanha no mesmo horário nerd ”
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