Love Me Harder
1 Capitulo 1
Notas iniciais
Pov Narrador
Ouviam os gritos por todo o corredor. Alunos que passavam olhavam assustado para a sala 10 da escola Pentágono II.
Alunos se amontoaram na porta para saber o que acontecia, e não se surpreenderam ao ver quem brigava no meio da aula.
Havia um garoto de 1,88 de altura, cabelos loiros estilo surfista, olhos verdes e um sorriso sacana no rosto.
Discutia veemente com uma garota morena em todo seu 1,65 de altura, cabelos longos e escuros, olhos incrivelmente dourados para surpresa de muitos.
Discutiam em meio a aula, se encarando frente a frente raivosamente.
O que fazia o garoto rir, pois ela era realmente pequena perto dele, mau chegava ao seu ombro, conseguia disfarçar o riso, mas não esconder o sorriso, o que acabava deixando a morena muita mais irritada.
Nenhum dos dois se lembravam mais o motivo inicial da discussão só que estavam ali a algum tempo lançando xingamentos um ao outro.
– Vai tomar n... — ela começou a dizer
– Opa olha a boca coisinha — o garoto a interrompeu — crianças não devem falar palavrões sabia? — o garoto disse com um sorriso sacana no rosto, enquanto à via estreitar os olhos, fechar as mãos em punhos e soltar um suspiro.
– É por isso que você não fala palavrões não é? — a morena disse com um sorriso debochado, vendo o loiro semicerrar os olhos, sem esperar uma resposta a morena deu as costas pegando a mochila jogada no chão ao mesmo tempo em que o sinal tocava.
Se virando para o loiro que ainda a encarava com os braços cruzados, deu de ombros o chutando na canela dele.
– Filha da p... — o loiro começou a xingar enquanto puxava a perna pra cima
– Crianças não devem falar palavrões — disse a morena saindo da sala, sendo seguida pela amiga que ria enquanto ouvia os gritos e xingamentos do loiro dentro da sala.
Pov Cassandra
– Garoto cretino, cachorro, filho da puta, desgra...
– por que estavam discutindo? — Giovanna perguntou interrompendo minha serie de xingamentos, a encarei enquanto ajeitava minha mochila nos ombros
– Não me lembro mais, foi algo que eu disse que ele retrucou, ai você já imagina
– Eu tava dormindo, não vi quando a discussão começou, acordei com os gritos
– Eu vi você levantando de supetão
– Mas eu imagino como começou, ja disse que isso é amor reprimido
– Reprimido vai ser minha mão em você
Saímos para o estacionamento da escola. Não haveria os últimos horários por causa do jogo, motivo pelo qual eu não ficaria na escola.
– Eu vou para casa
Me encaminhando para o portão parei ao me sentir ser puxada, pela mochila,me virei para Giovanna que sorria
–Não vai não, vai ficar comigo vendo os garotos jogarem, Bruno e Miguel jogam hoje
– Não vou não, vou pegar Charlotte. A creche não abriu hoje. Ela ta na casa da avó
– ah sim, busco Charlie com você, depois do jogo. Você precisa sair um pouco
Suspirei enquanto caminhávamos pra o campo ouvindo as maluquices da minha amiga, que agora havia cismado que eu deveria arranjar um namorado
O ginásio já estava lotado, pro meu azar, só achamos lugares atrás do banco dos jogadores do pentágono.
– Não apronte nada
Encarei Giovanna ofendida, ela somente riu e saiu em meio a multidão de torcedores, bufei jogando minha mochila no banco marcando um lugar pra ela e sentando contrariada atrás dos jogadores.
Pov Nathan
Minha canela doía a onde aquela garota maluca tinha chutado.
Não me lembrava do porque estávamos brigando na aula, só que era engraçado ver a nerd maluca começar a xingar.
Era como ver um gato tentando ser um tigre.
Enquanto discutíamos eu me segurava para não rir, pois a maluca dava alguns pulinhos no mesmo lugar tentando me encarar, e começava a me empurrar no peito. Era engraçado ate a nerd usar as minhas palavras contra mim, me chutando, e ainda saindo como se não tivesse feito nada, estivesse com a razão.
Hoje ainda havia o jogo contra o Manuel Alfradique, me sentei no banco colocando um pouco de gelo na canela. Miguel ao me ver caminhou até se sentar ao meu lado.
– Vai conseguir jogar?
– Claro, não vai ser o chute daquela maluca que vai me impedir — resmunguei jogando o pacote para trás.
Não ouvi baque do pacote no chão, mas sim um "ai"
– Ai cacete, pô cê ta m.....
Havia começado a xingar ao sentir o pacote batendo em mim, mas comecei a rir, a pessoa que eu havia acertada era nerd que me encarava puta da vida e segurando a blusa molhada.
Miguel segurou o riso me dando um tapa na cabeça.
– Ta tudo bem ai Cassy?
– Tirando a blusa molhada tudo sim
A blusa da nerd começava a ficar transparente, mostrando a beirada de um sutiã preto e uma blusa amarela. Cassandra tirou a blusa de uniforme, ficando somente com a camiseta que vestia por baixo, antes que ela pudesse ajeitar totalmente a blusa pude ver algumas tatuagens em seu corpo.Ela sorriu agradecendo Miguel que havia segurado as coisas dela,e me fulminando com o olhar.
– Porque ta me encarando? – pergunta ela
– Pensando em um modo de te matar sem parecer muito suspeito
– Você não é inteligente a esse ponto – ri sarcástica
– Não comecem – falou Miguel parando uma possível discussão
O encaramos irritado e ele se encolheu um pouco no banco.
– Nath, técnico quer falar contigo – Bruno fala aparecendo ao meu lado
– Já vou
Me levantei do banco, atravessando o campo para encontra o técnico que encarava as costas do diretor que havia acabado de sair do campo,
– Diga técnico
– Vamos andar um pouco Nath
– Suas notas estão péssimas, o diretor veio conversa comigo e com os outros professores. Você tem que melhorar suas notas ou arranja alguém para te ajudar ou você ta fora do time.
– oh senhor cê ta falando serio? — pergunto incrédulo
– Desculpe Nath, foi ordem do diretor. Você é o capitão. Não posso fazer mais nada. Ou melhor as notas ou sai do time.
Encarei suas costas ao vê-lo voltar para o campo junto ao grupo de jogadores que treinavam.
Pov Cassy
Aquele filho da mãe havia encharcado minha blusa, mandando o pacote aberto para trás. Nathan saiu, me deixando com Bruno e Miguel
Eles eram irmão, mas não se pareciam em nada. Bruno era moreno claro, de olhos castanho, porte atlético e alto. Já Miguel era loiro, de olhos azuis, porte atlético e já era bem mais baixo que o irmão.
Miguel me encarou sorrindo.
– Vai ver o jogo todo?
– Não sei tenho que pegar a Charlie na casa da avô
– Hmm. A gente vai com você, o jogo vai acabar no horário de aula normal
Suspirei os encarando vi Gi se aproximar segurando algumas bandejas, Bruno automaticamente se levantou para ajuda-la. Ele era apaixonado por ela, e ela tinha uma paixonite por ele. Só que nenhum dos dois assumia e ficavam em uma rasgarão de calcinha.
Ela se sentou ao meu lado jogando uma bandeja em mim.
Garota maluca.
Não demorou muito para o jogo começar. A cada metro corrido pelos jogadores do pentágono só se ouvia gritos de garotas revirei os olhos para isso. Na maior parte das vezes só se ouvia o nome de Nathan.
– PORRA NATHAN
Sobressaltei ao ouvir Gi, que até então estava quieta, dar um berro ao meu lado, xingando Nathan, fazendo com que ele nos encarasse.
Nossos olhos se encontram e senti um calafrio ao vê-lo concordar com Miguel que me encarava no meio do campo.
Ouvimos o árbitro apitar, fazendo os garotos voltarem ao jogo.
Eu já não prestava mais atenção, aquela sensação ruim me incomodava, peguei minha mochila puxando um caderno de capa preta, comecei a desenhar os jogadores, todo o sentimento que eu podia passar para o papel sobre o jogo, estava imortalizado em meu caderno.
– PORRA, ISSO, VAI NATHAN EEE GOOOOLLL
Gi gritou me fazendo sobressaltar novamente e encarar o campo.
Nathan era parabenizando pelos amigos de time, e sorria ao ver algumas garotas mandando beijos.
Ao percorrer a arquibancada seus olhos pararam em mim novamente, Nathan deu um sorriso debochado, se abaixou fazendo uma reverência para mim.
Muitos alunos começaram a gritar, enquanto eu mostrava o dedo do meio para ele, e voltava a desenhar, escondendo um sorriso.
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