Love Me For Me
8 Waiting
Notas iniciais
Capitulo 7 – Waiting
O dia raiou lindo em Nova York naquela manhã. Annabeth acordou radiante e sentindo-se leve e bem. A tarde anterior havia sido incrível! Os amigos de Thalia eram muito simpáticos e pareciam tê-la aceitado muito bem. Todos pareciam dispostos a esquecer o passado da garota e só vê-la como ela era agora, não como era antes. E ela estava muito feliz com isso.
Levantou da cama animada e fez sua higiene matinal. Vestiu-se com uma de suas roupas novas e foi tomar seu café. Fez umas panquecas e comeu-as deliciada.Há quanto tempo não comia algo assim? Aproveitou cada mordida e depois de fazer umas ultimas coisas em casa, pegou suas coisas e foi para o seu carro. Estava muito confiante, até estacionar na escola. O que faria agora? Como agiria? Como os outros reagiriam? Como Percy reagiria? Pensou em desistir e voltar pra casa, mas depois pensou em Thalia e em seus novos amigos. Valia a pena continuar, pelo menos por eles.
Então, respirou fundo, saiu do carro e entrou no colégio. Ao contrario do de costume, ninguém ficou a observando. As pessoas lançavam-lhe um olhar de ‘’quem é essa?’’ e viravam a cara de novo. Era como se agora, ela não fosse importante. Como se ela fosse qualquer garota. E isso a fez sentir-se bem. Ninguém parecia reconhecê-la. Ninguém parecia ligar aquela menina de calça jeans reta e blusa estampada á a vulgar Annabeth Chase. E isso, de certa forma, era bom. Mostrava o quanto ela havia mudado, mudado pra melhor.
Chegou até o seu armário sem chamar atenção de ninguém. As pessoas não pareciam ver nada errado em uma garota estranha estar mexendo no armário de Annabeth, porem deixou pra lá. Logo o sinal tocou e ela dirigiu-se até sua sala. Por sorte, sua primeira aula seria com Percy e ela estava vibrando por isso. Só esperava que ele tivesse uma boa reação.
Percy havia chegado cedo naquela segunda-feira. Ele esperava não ter que sentar do lado de Annabeth, portanto, chegara cedo para arranjar um bom lugar na sala de aula e manter-se longe da loira. Ele admitia que a achava bonita, mas apreciaria mais sua beleza se ela se vestisse mais decentemente, usasse menos maquiagem e não fosse, bem, uma vadia. Com todos esses requisitos cumpridos, talvez ele até se interessasse por ela.
Mas agora as chances de interesse que ele poderia ter por ela eram mínimas. Afinal, ela não fazia seu tipo. Nenhum rapaz entendia sua repulsa por garotas como Annabeth, mas ele tinha bons motivos. Quando era mais jovem, havia se apaixonado perdidamente por uma líder de torcida ruiva, chamada Rachel. Ela era considerada a garota mais linda do colégio e ela cativara quase todos os meninos, tanto os mais jovens, quanto os mais velhos e os da sua idade, e Percy estava incluído. E, por sorte, ele havia sido sorteado para ser seu par em um trabalho de historia.
Isso o empolgara muito. Ele havia vestido sua melhor roupa, usado seu melhor par de óculos e feito de tudo para ficar atraente para quando se encontraram para fazer o tal trabalho. Eles haviam se dado bastante bem, para surpresa de Percy, e aos poucos eles foram se aproximando. E então começaram a namorar. De inicio, o rapaz não achava que havia algo errado em seu relacionamento. Ele estava feliz e a ruiva também parecia feliz. Mas, aos poucos ele foi reparando que havia algo errado. E estava certo, mas descobrira da pior forma. Ele pegara Rachel e seu suposto melhor amigo, Ethan Nakamura, se agarrando em um armário. E eles revelaram o jogo pra ele. Rachel só estava usando-o porque precisava de nota e ele vinha fazendo o seu dever de casa para ela. E isso partira seu coração.
Ele amava demais Rachel e confiara tudo a Ethan, e fora decepcionado pelos dois. Depois disso, ele julgava muito as meninas que pretendia namorar, por isso acabara não namorando muitas garotas depois disso e acabara se tornando meio fechado e frio. Tudo por causa de uma vadia qualquer.
Balançara a cabeça, tentando livrar-se desses pensamentos. Então o sinal tocara e seu olhar dirigiu-se para a porta, esperando ver Annabeth para poder chamar logo alguém para sentar-se ao seu lado, mas estranhamente, ele não a vira. Sabia que ela tinha vindo, porque da janela da porta era possível ver o carro dela estacionando. De repente, ele sentira alguém cutucando de leve suas costas e virou-se, deparando-se com uma menina de longos cabelos loiros ondulados, olhos cinzentos profundos, uma roupa simples (mas que caía muito bem em seu corpo), maquiagem fraca e um sorriso brilhante.
- Posso me sentar aqui? – ela disse.
Algo nela parecia-lhe familiar, mas ele não conseguia reconhecer. Aqueles olhos, aquele rosto, aquela voz, tudo lhe lembrava uma outra pessoa intensamente, mas ele não conseguia ligar a bonita e singela loira a qualquer outra garota que já havia conhecido. Ele parecia estar fazendo cara de bobo ou algo assim, porque a garota rira de leve. Então ele achou melhor responder.
- Ahn, claro, pode sentar-se. – disse.
- Obrigada. – agradeceu.
Mas antes que ele pudesse dizer algo, o professor entrou na sala. Como de costume, ele sentou-se em sua mesa, pegou sua pasta e começou a fazer a chamada. Nada de especial, bem nada de especial até ele ouvir o nome dela.
- Annabeth Chase. – disse o professor.
- Aqui. – a garota ao seu lado levantou a mão e todos os rostos da sala viraram-se para ela.
Parecia que todos haviam pensado do mesmo modo que Percy. Como aquela garota de aparência tão pura e sincera podia ser a vulgar Annabeth Chase. Não, era impossível! Mas bem que ele havia notado semelhanças entre elas, como por exemplo, os olhos cinzentos, o cabelo, a voz, o rosto, mas sem duvida algo havia mudado mais que suas roupas e sua maquiagem. Havia algo mais, um brilho nos olhos, um sorriso sincero, algo especial.
Naquele momento, Perseu não podia ter prestado muita atenção, mas aquele algo mais seria muito importante na vida de ambos e seria aquele algo mais que conquistá-lo-ia. E era isso que Annabeth esperava que não demorasse, mas bem que esperar nem sempre é tão ruim.
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