Love Me For Me
5 True Friend
Notas iniciais
Capitulo 5 – True Friend
Sábado amanheceu triste e chuvosa, mas isso não abalou Annabeth. Ela levantou sorrindo e completamente decidida. Passara a noite toda pensando em como mudaria e por onde começar. Por fim decidira-se que o melhor a fazer era mudar por dentro primeiro. Sim, isso era o mias importante, afinal, não era o seu exterior que lhe incomodava e sim o seu interior. E para mudar lá teria que começar pelo passo mais difícil. Suspirou tristemente ao lembrar-se disso.
Levantou da cama e foi até o banheiro, fez sua higiene pessoal, penteou os cabelos e foi tomar café. Ao contrario do de costume comeu de verdade naquele café da manhã. Não ‘so uma fruta ou uma barra de cereal, mas cereais e leite. E aproveitou cada colherada. Ao terminar, subiu ao quarto, escovou os dentes e foi procurar uma roupa decente. Tirou roupas e roupas dos armários e das gavetas até achar uma roupa na qual se sentisse bem, por fim, encontrou um jeans reto e uma blusa branca com uma das varias estampas de sua banda favorita, Panic! At The Disco (n/a: não pude me conter). Calçou um par velho de Allstars preto, enfiou o celular no bolso e saiu de casa.
Pegou seu carro e dirigiu durante vinte minutos em direção da casa que procurava. Torceu para que a garota ainda morasse na mesma casa. Por fim, achou-a casa e sorriu ao ver o nome da família na caixa de correio, porem logo essa alegria foi trocada por nervosismo. Fazia anos que não visitava aquela casa ou falava com a garota que morava lá. Mas a loira iria fazer isso. Ela iria falar, depois de muitos anos, com a garota que mais a odiava, sua ex-melhor amiga, Thalia Grace.
Annabeth respirou fundo e saiu do carro. Sorriu ao ver que a grande casa dos Grace não havia mudado quase nada. Ainda chique, com paredes brancas, o teto mais moderno que estava a venda, cortinas azuis claras e um jardim impecável. Era exatamente assim que ela sempre descrevera a casa da família de Thalia. A loira costumava ir lá muito. Era quase a sua segunda casa, bem, era.
A jovem Grace fora a primeira a saber das mudanças que a Chase queria fazer em si mesma. A loira estava irritada com o jeito que a tratavam e acabara de ter seu coração partido pelo garoto que era apaixonada. E decidira mudar. Como Thalia era sua melhor amiga decidira contar para ela e as duas acabaram discutindo, acabando com a amizade que tinham há anos. Lembrar disso a fez se sentir mal. Fazia dois anos que não se falavam. Como seria que Thalia reagiria? Nunca descobriria se não fosse adiante. Então, em um surto de coragem, apertou a campainha.
Esperou um tempo até a porta ser aberta e ela se deparar com um garoto loiro de olhos azuis elétricos. Rapidamente Annie o reconheceu. Era Jason Grace, irmão de Thalia. Era um garoto muito simpático e bonito. Porem, nunca fora uma das ‘’presas’’ da loira por ser mais novo e agora, estar namorando e ser fiel a namorada. Ela o olhou da cabeça aos pés. Ele não havia mudado muito desde que ela parara de falar com Thalia. Tinha os mesmos olhos azuis elétricos, que agora a encaravam surpresos, o mesmo cabelo loiro bagunçado, o mesmo sorriso e a mesma cicatriz em cima da boca.
— Chase? O que faz aqui? – ele perguntou surpreso.
— Jay? Quem é? – ela ouviu uma voz feminina vindo da sala.
Então uma figura apareceu atrás de Jason. Era uma garota. Mas não era Thalia. Levou um tempo, mas logo a reconheceu. Era uma menina morena, de cabelo cortado irregularmente, olhos multicoloridos e de uma beleza exótica. Seu nome era Piper Mclean e ela era namorada de Jason. Assim que ela viu Annabeth segurou a mão do loiro, fazendo-o encará-la.
— Eu vim falar com Thalia. – ela disse.
O rapaz a olhou e começou a rir. Depois de se recuperar a olhou como se ela estivesse brincando, mas ao perceber o olhar seria da loira arregalou os olhos.
— É serio? – ele perguntou e a garota assentiu – Bem, eu não deveria deixar, mas como você veio aqui acho que é algo importante. – ele saiu da frente da porta – Pode subir, acho que você ainda lembra a direção.
A garota assentiu e seguiu em direção as escadas. O quarto da menina Grace sempre pareceu deslocado no meio daquela casa. A porta estava coberta de avisos de não entre e uns adesivos de bandas de rock e heavy metal. Sorriu ao lembrar do estranho estilo musical da amiga. E bateu na porta. Ouviu Thalia resmungar algo e então abriu a porta. E empacou assim que viu a loira.
— O que faz aqui? – disse entre dentes.
Annabeth logo percebeu que, assim como o irmão, a garota não tinha mudado muito. Continuava com os mesmos cabelos negros rebeldes, os mesmos olhos azuis elétricos, a mesma camisa do Slipknot que costumava usar e a mesma maquiagem pesada. Ela só parecia ter envelhecido e ficado mais madura.
— Eu vim... Eu preciso conversar com você. – ela disse meio insegura.
— Sobre o que?
— Posso entrar?
A morena a olhou desconfiada, mas a deixou passar. Quando a loira entrou, fechou a porta.
— E então? – perguntou a Grace.
Annabeth nunca soube porque, mas quando Thalia a olhou naquele momento com aqueles olhos azuis elétricos que a tempos ela já havia confiado mais do que a si mesma, a loira sentiu que podia despejar tudo e assim o fez. Disse para ela tudo o que sentia, como se arrependia, como queria mudar, como estava apaixonada por Percy e como queria, e precisava, de seu perdão e ajuda. A morena ouviu tudo atentamente. No final, Annabeth estava se debulhando em lagrimas e Thalia fez uma coisa que a surpreendeu a loira: ela a abraçou.
A Chase não precisava de mais do que isso. Um abraço de amigo. Naquele momento, mais do que em todos os outros, ela percebeu o quanto sentira falta de Thalia na sua vida. Mas também percebeu o quanto, por mais que tivessem brigado, sua amizade, no fundo, continuava intacta. E isso a fez feliz. Mais feliz do que havia se sentido nos últimos dois anos.
Fale com o autor