Love Me For Me
18 Catatonie
Notas iniciais
Capitulo 18 – Catatonie
O encontro estava sendo incrível. Percy e Annabeth viviam a rir e brincar um com o outro. Tudo parecia perfeito, o lugar, o clima, o jeito que os dois se olhavam, enfim, tudo mesmo. Não só eles pensavam assim, mas todos que os olhavam pensavam o mesmo. Era lindo ver um casal como os dois tendo um encontro. Por mais que não soubessem direito, os dois tinham uma química inegável. Era estranho como os dois, mesmo sendo tão diferentes fisicamente, pareciam tão perfeitos juntos. Era como aquele lance de ‘’os opostos se atraem’’, o que na verdade, descrevia perfeitamente o casal.
Mas tudo o que é bom dura pouco e logo eles acabaram o jantar e tiveram que ir embora. Mas, por algum motivo, eles não se abateram. Eles estavam tão felizes que seria impossível se magoar por algo como esse. Porém, mais rápido que eles imaginaram, eles já haviam chegado na frente da casa de Annabeth. E então a ficha dos dois caiu: eles teriam que ir, se separar, o encontro acabara. Sua noite de contos de fadas acabara. A magia entre os dois parecia estar cessando. E Percy percebeu isso.
O rapaz, logo após parar o carro, esperou uns minutos antes de ter alguma reação. Estava tão confuso, tão perdido. Parecia que ele estava sob o poder de um feitiço e este estava se esvaindo. Annabeth sentia o mesmo. Mas antes que pudessem falar algo sobre isso, Percy abriu a porta do carro e saiu. Logo depois, atravessou o carro e abriu a porta para Annabeth e a ajudou a se levantar. Como nos filmes, ele pegou sua mão delicadamente e lhe deu apoio para que ela pudesse erguer-se. Eles andaram em silencio até a porta. Nenhum dos dois sabia o que falar. Nenhum dos dois jamais fora para um encontro tão perfeito como aquele. Nenhum dos dois jamais sentira nada parecido com o que eles sentiram naquela noite.
Finalmente os dois chegaram na frente da porta da loira. Ambos coraram e abaixaram a cabeça, completamente tímidos. Eles não sabiam o que falar, eles não tinham coragem de falar algo, muito menos de se olhar. Então quando Annabeth se atreveu a olhá-lo, ele fazia o mesmo. E no mesmo instante, seus olhos se encontraram. O cinza no verde, o verde no cinza. A estranha combinação mais perfeita que jamais poderia existir.
Aos poucos, eles começaram a se aproximar. A mão de Percy, inconscientemente, veio parar na cintura de Annabeth e a mão dela veio parar no meio de seus cabelos negros. E então, seus lábios se encontraram num beijo. No beijo. O melhor beijo de suas vidas. Os lábios de Annabeth tinham gosto de morango, enquanto os de Percy tinham um peculiar gosto de menta. Seus lábios se mexiam num ritmo perfeito, num ritmo mágico, num ritmo que só poderia pertencer aos dois. Borboletas voavam em seus estômagos. Seus corações batiam rápido e os mandavam aproveitar o momento, os mandavam apreciar cada segundo e clamavam por mais. E era isso que Annabeth fazia.
Mas Percy não. Por mais que seu coração implorasse por isso, sua cabeça não permitia. Sua cabeça o alertava que havia chances demais de seu coração se quebrar de novo. Sua cabeça o obrigava a se afastar dela. E forçadamente, foi isso que ele fez. Ele, delicadamente (pois não queria ser grosso ou machucá-la) se afastou e tirou a mão de sua cintura. Ela o olhou surpresa.
— Não podemos fazer isso, Annabeth. – ele disse e os olhos dela o encararam surpresos.
— Por que não? – ela perguntou, contendo o choro que estava por vir.
A boca de Percy se abriu, mas as palavras não saiam dela. Como ele poderia lhe contar a verdade? Como ele poderia contar pra ela que apenas não queria ter o coração partido novamente? Ele não poderia. Mas ele tinha que lhe responder algo. E precisava pensar rápido em o que seria. Mas logo tivera uma idéia.
— Nós não podemos fazer isso, Annabeth, porque nós somos amigos. Eu fui um tolo em chamá-la para sair. Nós devemos ser apenas amigos. – ele disse.
As lagrimas quase transbordavam dos olhos da loira. Ela sentia seu coração ser massacrado e pisado, ela sentia-se quebrando em pedaços.
— Ah é? Então por que você me chamou, afinal? Por que preparou tudo aquilo? – ela perguntou, sentindo uma mistura de raiva e tristeza.
— Porque eu queria ver se dava certo! Mas aparentemente não dá. – ele disse, sentindo seu próprio coração se apertar enquanto a via chorar. Era a pior sensação do universo mentir para ela. Era obvio que davam certo, aquele beijo fora a prova disso, mas ele não podia arriscar. Não novamente, não com ela.
— Ah, é? E como você chegou a esse resultado? – Annie perguntou, soluçando.
— Foi o beijo. – ele mentiu – O beijo me provou que nós não combinamos. Somos diferentes demais, opostos demais para ter algo além da amizade. Simplesmente não daria certo. Acredite, Annabeth, eu estou te poupando de uma decepção maior ainda no futuro. – ‘’Te poupando e me poupando’’, Percy acrescentou mentalmente.
O coração dos dois doía. As lagrimas caiam incessantemente dos olhos cinzentos de Annabeth. Ambos se sentiam acabados. Tudo estava dando errado. O perfeito encontro que tiveram e o clima mágico que pairava no ar há apenas alguns minutos, praticamente sumira. Tudo que pareciam tão perfeito, derretera e quebrara como uma estatua de gelo.
— Se é assim, Percy, acho melhor nem sermos amigos. Afinal, amigos tem que ter algo em comum, certo? – ela disse, sentindo o coração quebrar a cada palavra – Adeus, Perseu.
E após dizer isso, abriu a porta de casa, entrou e a bateu, deixando o moreno ali sozinho, pasmo e com o coração caindo em pedaços. Mas de nada ele poderia reclamar. A culpa fora inteiramente dele. E ele sabia.
Notas finais
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Lembrando que só postarei se tiver no minimo 15 reviews!
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