Notas iniciais
Minha primeira tentativa de escrever, espero que gostem.

Prólogo

Eu corria sem parar floresta adentro. Arbustos espinhentos arranhavam meus braços e pernas, e eu podia sentir o sangue escorrendo. Meus pés estavam cançados, sangrando de tanto correr descalça, pisando em pedras, espinhos, galhos e pequenos animais. Mas nada disso importava. Eles estavam chegando cada vez mais perto, quanto mais eu corria, mais eles se aproximavam de mim. Eu podia ouvi-los, grunhindo, rosnando e babando. Eu corria e corria, mas já não estava aguentando mais. Minha respiração estava falhando, meus longos cabelos vermelhos estavam para todos os lados, e eu estava pálida feito um fantasma. Meu longo vestido branco já não era mais longo, estava cortado irregularmente na altura dos meus joelhos, manchado de terra e sangue. Derrepente, senti uma dor alucinante no meu pé esquerdo, e cai de cara nas folhas secas que tanto me esperaram no chão. Eu tinha terra e pequenos galhinhos na minha boca, entre meus dentes, mas isso não tinha a menor importancia. Eles estavam muito perto agora. Eu não me atrevi a olhar para trás, fitei o chão, desamparada, ouvindo os grunhidos se aproximando cada vez mais e mais de mim. Enquanto eles se aproximavam, pisando nas folhas secas ferozmente, eu comecei a me lembrar da minha vida em Sunsent Valley. Com a minha mãe drogada e alcólatra, um pai que desapareceu do mapa assim que eu nasci, sem irmãos, tios, primos. Completamente sozinha. Talvez eu quisesse que aqueles montros — ou oque quer que fossem — me alcançassem. No fundo, talvez minha vida realmente não valesse a pena. Em um segundo, eu estava tendo pena de mim mesma, e no outro eu estava no colo de alguém, correndo tão rápido que tudo a minha volta era um imenso borrão. Eu estava meio grogue aquela altura, mas olhei pra cima e vi o menino mais bonito que eu já tinha visto, não que eu tivesse visto muitos meninos bonitos, mas era meio que sobrenatural. Ele era muito branco, seus cabelos eram negros e voavam no vento que aquela velocidade nos proporcionava. Ele tinha incrivéis olhos de um azul muito claro, mas oque chamava mesmo a atenção era o rosto por um todo. Era lindo, a boca, o nariz, os olhos... Cada detalhe dele era perfeito. Ele parecia ter uma média de 19 anos, me carregava no colo com uma facilidade que eu julgaria impossivél. Continuavamos correndo, mas sua boca permanecia fechada e ele não estava sequer ofegante. Ele olhou pra mim, com aqueles olhos perfeitos, e eu comecei a ficar tonta. Agora pareciamos estar em camera lenta, o borrão verde e marrom a nossa volta, e o rosto perfeito daquele estranho garoto tomou conta da minha visão, e tudo ficou escuro.

Notas finais
Espero que tenham curtido!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.