Love Is Dead - Ascensão
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Desembarcamos e eu estava ainda um pouco inquieta, peguei minha mala e Vincent pegou a dele. Soltei o cabelo para que caísse no rosto, Vincent colocou um boné e saímos do aeroporto. Ele ia em direção a um taxi, me deixando sozinha parada.
— Não precisa pedir um taxi, Will e Tay virão nos buscar. – disse, fazendo um sinal para o taxista que não precisaríamos.
— Como você sabe?
Apontei para a BMW prata de Will, onde ele e Tay estavam encostados, sorrindo para mim. Vincent pegou minha mala e a dele, atravessou a rua enquanto eu procurava meu celular no bolso do casaco dele. Quando fui atravessar, olhei para o lado e lá estava ele. Do outro lado da rua, não muito distante onde o carro de Will estava, mas escondido o bastante para que eles o vissem, Casper estava olhando diretamente pra mim e eu pude ver o sorriso de escarnio dele.
— Susan, eu estava com muitas saudades! – Tay me abraçou, desviando minha atenção pra ela.
— Eu também estava. – respondi.
— Todos nós estávamos. – Will me abraçou e olhou depois para onde eu estava olhando. William Klein percebia tudo em apenas chegar perto ou ver você e aquilo me irritava bastante.
— Quem é esse, Su? – Tay olhou pra mim e depois para Vincent.
— Vincent Cross. – Vicent estendeu a mão para Tay que sorriu simpática para ele.
— O Caçador? Hans falou dele. Sou Taylor Foster, mas pode me chamar de Tay e esse é meu noivo, Will Klein.
Vincent estendeu a mão para Will que não retribuiu o gesto. Entendi que para Will era difícil aceitar que eu não era mais sua cunhada, apenas uma amiga de infância.
— Tom está com saudades. – Will disse abrindo a porta malas e colocando as malas dentro, olhei pra ele reprovando e ele deu um sorrisinho maldoso em resposta.
Entrei no carro e Vicent também, fomos sentados atrás. O silencio dentro do carro estava me esmagando e sabia também que estava incomodando Tay, olhei a paisagem, vendo a cidade sendo substituída por arvores verdes e um céu brilhante.
— Will e eu vamos casar, mas você já sabia disso por que é madrinha. – ela disse virou para trás para me ver.
— É. Noivos há quase três anos. Não é todo dia que um vampiro fica noivo de uma humana. – falei sorrindo.
— O tempo em que a madrinha passou fora, impedindo que eu me casasse. – ela disse e depois sorriu para Vincent.
— Eu teria vindo. Will é que tem medo de se amarrar, está no DNA Klein. – provoquei e Will olhou pelo retrovisor.
— Iremos nos casar daqui a duas semanas, Susan. Não culpe DNA Klein pela falta de compaixão do DNA Denk. – Will fez uma curva que fez me colar em Vincent, que estava vermelho e com maxilar travado. Will estava falando coisas para provocar Vincent, pois ele havia percebido que eu e ele estávamos juntos.
— Vincent fique tranquilo, a família Klein e a família Denk sempre se provocam, chega a ser irritante as vezes. – Tay disse – E ninguém vai atacar você também, já teve muitos humanos mortos.
— Obrigado, Tay. – Vincent disse um pouco sufocado, coloquei a minha mão na dele e segurei. Percebi-o relaxando, voltando a cor normal e sorri pra ele.
O portão imenso se abriu e o jardim enorme estava a vista, o peso no peito estava mais leve por saber que estava em casa. Vincent olhava pela janela, de olhos arregalados.
A mansão apareceu grande e acolhedora.
— Bem vinda de volta em casa. – Will disse quando parou de frente a porta. Saímos do carro, deixei Will e Tay irem à frente, queria falar com Vincent antes de entrar.
— Você está bem? – perguntei segurando a mão dele.
— Não sei. – ele me olhou com aquela mesma expressão de decepção e magoa.
— Eu sei que é difícil pra você, mas aqui também é seguro pra você.
— Será? – ele suspirou.
— Estou com você, lembra? Will falou aquelas coisas porque ele ainda achava que eu voltaria com o irmão dele.
— Devo me preocupar com isso?
— Não. Quero ser um clichê com você. – respondi.
Entrei em casa e Vincent estava logo atrás, sorri quando Hans veio até mim sorrindo para me abraçar.
— Ainda bem que você chegou, eu estava muito preocupado com você. – ele segurava meu rosto e beijou minha testa.
— Obrigada por ligar todos dias, Hans. – respondi me entrelaçando meus braços em sua cintura.
— Su, você chegou! – era Jeremy com o entusiasmo de sempre, me abraçou a ponto de levantar-me do chão.
Vincent estava atrás de mim, sorrindo de mãos no bolso. Hans deu um abraço nele.
— Obrigado por cuidar dela. Eu devo muito a você.
— Você faria o mesmo.
— Vamos entrar, estão todos lá na varanda de trás. – Jeremy disse me puxando pela mão.
Passamos pela sala de estar, pela sala de jantar e pela escada enorme que dava acesso aos quartos. Nada havia mudado as paredes ainda eram brancas e repletas de quadros, os moveis eram cheios de porta retratos com fotos de todos juntos. O sofá ainda era o vermelho com almofadas brancas, haviam as cinco poltronas de cores diferentes.
— Quando éramos menores, meu pai comprou uma poltrona de cada cor para representar o humor dele. Então todo dia de manhã quando a gente acordava, a gente vinha ver em qual cor ele estaria sentado, só assim sabíamos como iriamos agir no decorrer do dia.
— E ele sempre sentava na preta. – Jeremy comentou.
— O que fazia a gente ficar comportado. – Hans completou.
E então rimos. Estavam todos sentados conversando na varando, Will e Tay estavam em uma espreguiçadeira juntos, Evy saltou da cadeira ao me ver.
— Susan, finalmente. – ela me abraçou.
— Essa é a namorada do Hans. – falei para Vicent.
— Evelyn Ramlow. – ela disse sem graça.
— Vicent Cross.
— Ah, O Caçador. – ela arregalou os olhos para mim.
Segurei a mão dele para encoraja-lo, parecia aquelas apresentação de namorado para família. Will olhava pra mim, parecendo se divertir com a situação.
— Will e Tay você já conheceu. Aquele é Tom Klein, irmão do Will. – falei e olhei para o Tom, que estava sentado de cara fechada em uma cadeira ao lado da que Evy estava.
Sabe quando você não sabe mais como agir em certa situação e só espera que alguém te ajude? Eu estava assim. Tom olhou para minha mão entrelaçada na de Vicent, olhou pro casaco que eu vestia. Will estava com um sorriso de pura satisfação, todos olhavam para mim e depois para Tom.
— Bem vinda de volta, Denk. – ele disse e se levantou passando por mim e Vincent sem ao menos olhar.
Olhei para Will que faz uma cara de ‘’boa sorte’’. Suspirei e sabia que não ia ser fácil.
— Ainda tenho meu quarto? – perguntei pra Tay.
— Sim e separei um pro Vincent, é aquele de hospedes. – ela disse e eu sai puxando Vincent comigo.
Fomos pegar nossas malas, levei a minha para o meu quarto e depois fui mostrar onde era o quarto de Vincent pra ele.
— Pensei que ficaríamos juntos. – ele disse quando entrou e olhou o quarto em volta. – Mas aqui parece ser muito bom de dormir também.
Sorri e fechei a porta.
— Eu iria preferir ficar com você. – falei colocando minhas pela sua cintura e ele beijou minha testa.
— Sua família não parece me aprovar.
— Hans e Jeremy gostam de você. Tay também gostou. – respondi enquanto dava beijinhos em seu pescoço. – Evy também vai gostar.
— Menos os donos da casa. – ele falou e eu me afastei.
— Eu também sou dona da casa, Vincent. – falei – Você anda preocupado demais com o que Will e Tom vão achar de você.
— Eu estou em território de inimigo, namorando com uma inimiga. Preciso que gostem de mim. – ele pegou a mala do chão e colocou na cama.
— Você não é mais. Vou tomar banho, te vejo no jantar. – sai do quarto de Vincent e fui para o meu, que ficava ao lado do quarto do Tom.
Meu quarto continuava o mesmo. A colcha de cama lavanda, as paredes beges com flores desenhadas, uma cortina listrada de azul e branco. Meu criado mudo ao lado da cama, com fotos, um banheiro com chuveiro e banheira. Era bom estar em casa. Joguei-me na cama e acabei adormecendo sem ao menos tomar banho.
Acordei com a porta do meu quarto sendo aberta, fechada e trancada.
— Vin? – falei sonolenta.
— Você não muda mesmo, Denk. – era a voz de Tom. Me apoiei na cama para enxergar ele melhor.
— Tom? O que você quer? Eu vou ter ir jantar. – falei me levantado da cama e Tom estava na minha frente.
— Já é madrugada, Susan. Todos já estão dormindo. – ele disse se aproximando mais de mim.
Eu conhecia Tom e sabia o motivo de ele ter ido até o meu quarto no meio da noite, ele já havia feito aquilo várias vezes. Notei que ele estava só de camiseta e calça de moletom.
— Como você pode está com um humano? Ainda mais um Caçador? – ele disse segurando colocando a mão na minha nuca.
— Eu gosto dele. Ele é melhor do que você nunca mais foi. – falei e me soltei. Tom já havia ascendido, então ele era bem mais rápido que eu. Quando percebi, já estava na cama com ele por cima de mim.
— Nunca mais diga isso. – e ele me beijou.
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