Love Is All You Need
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Eu não tenho o que falar, sou só sem noção mesmo...
POV Percy
Só faz um dia que eu estou indo para a escola com a Silena e já quero atirar ela pela janela. Essa garota não se cansa de falar sobre os sapatos da nova coleção da Gucci, ou de como a nova música do Justin Bieber é demais. Sinceramente, que tipo de pozinho ela anda cheirando? Justin Bieber? Minha testa. A Piper fala menos comigo, mas ela é legal, não que a Silena seja chata, é só que ela tem que parar de falar besteira. Eu achava que sem minha ajuda elas ficariam perdidas naquela escola, mas a Silena já fala com os garotos e garotas mais populares da escola, já a Piper é mais na dela.
Hoje o dia seria uma merda. Só tem aula chata e prova difícil, a única coisa que iria animar meu dia seria o nosso ''passeio'', mas até isso foi por água abaixo. Pelo ao menos eu vou atentar na casa do Nico. Professora particular, ele é um mané. Silena ainda falava sozinha. Chegamos na escola atrasados e o professor não me deixou entrar, ou seja, fiquei preso por dois horários na sala dos professores com o pirado do treinador Hedge assistindo a campeonatos de artes marciais da década de 70. Depois de ter aprendido o que é um golpe voador da morte eu tive um monte de prova chata e recebi a nota da minha prova de inglês, onde o professor escreveu ao lado da minha nota: AC- Aquela Cagada. No final do meu lindo dia eu fui para o portão encontrar com o Nico.
− E aí cara, como foi seu dia? − perguntei com sarcasmo.
− Terrível. Sabe aquela professora de artes surda que já tá com os dois pés na cova? − Assenti com a cabeça enquanto começávamos a andar, a casa do Nico é bem perto da escola − Pois é, essa velha pensou que ainda era os tempos da brilhantina e pensou que eu era um tal de Tomas, provavelmente o amor da vida dela, pois ela começou a falar para toda a classe sobre a paixão ardente que sentia por mim.
Depois dessa eu não aguentei e comecei a rir da cara dele.
− O que foi?
− Nada − respondi − continue Tomas.
− Haha. Ainda por cima eu fiz uma prova que parecia estar escrita em latim.
− Prova de quê?
− Latim.
Eu iria bater nele por ser tão babaca, mas já tínhamos chegado na casa dos Di Ângelo. Escute uma coisa [n/a: ou leia, né?], se eu não conhecesse o Nico, eu nunca passaria perto dessa casa. A casa do garoto parece uma daquelas mansões mal-assombrada em que um grupo de sem noção entram lá e aparece algo bizarro. Sei lá. É estranha, e o tio Hades é estranho, ele comprou uma máquina de gelo seco para fazer um tipo de névoa no jardim da casa. Ele cheira pó. O bom é que eles não precisam gastar dinheiro com a decoração de halloween.
Depois de atravessar o jardim de névoa, entramos e arremessamos nossas mochilas, literalmente, rezando para não ter quebrado nada. Acontece que por dentro da casa dos Di Ângelo, tudo é muito sofisticado, tecnológico e nada assustador. Com certeza o tio Hades cheira pó. Eu e o Nico fomos jogar videogame na sala. Jogamos apenas duas partidas de futebol (que com toda a minha versatilidade, dei uma taca nele) e quando ele se cansou de perder foi lá para cima pegar uns livros, pois a tal professorinha dele tava quase para chegar. Idiota, vai ter que aturar uma garota, provavelmente, chata e nerd toda semana. Fiquei jogando sozinho por um tempo até que a campainha toca. A governanta abriu a porta e uma linda garota loira entrou.
− Você deve ser a professora particular do Nico, certo? − Não pode ser...
− Sim, sou eu − Uat?
− Espere na sala, ele já deve estar vindo.
A garota sentou-se em um sofá e começou a analisar a capa do próprio caderno, que aliás, era bem estranha e toda riscada e cheia de adesivos. Cara, esqueça Afrodite, esta é bem melhor.
− É... − eu disse tentando puxar assunto, o que foi difícil, pois ela começou a me analisar com seus incríveis olhos cinzentos, que pareciam captar todos os meus pensamentos. Eu iria jogar uma cantada idiota nela, mas fiquei com medo. − O Nico foi lá em cima. Ele já já volta.
Eu disse e comecei a encarar o chão. Quando voltei a olhá-la, ela ainda estava me encarando, acho que tentando decidir se eu sou idiota ou o quê [n/a: Eu sou o quê! Via Tumblr].
− Mas... Se você quiser fazer outra coisa... − Eu disse cheio de segundas intenções enquanto passava a mão no cabelo, ninguém resiste a isso. Porém ela se limitou a revirar os olhos e respirar fundo contando até três, provavelmente se controlando para não sacar uma arma da mochila e me dar um tiro. Cara, eu nunca ficava sem jeito perto de uma garota, e eu nunca, levava um fora. Cadê o Nico para me tirar dessa? Agora, a garota prestava atenção na minha partida futebol no videogame, que por eu ter me esquecido de pausar o jogo quando ela entrou, eu estava perdendo de 6x0. Ela olhou para mim e riu, como se eu fosse o pior jogador do mundo.
− Eu... Eu... Eu não estava jogando... Tava sozinho e... − disse eu do jeito mais idiota possível. Qual é o meu problema?
Ela ria disfarçadamente da minha cara e da minha maneira inútil de tentar me justificar. O silêncio se instalou entre nós novamente. Puxa, eu não dei uma dentro.
− Cheguei − disse o Nico descendo as escadas. Foi impressão minha ou ela murmurou um "graças a Deus"? − E Percy, você vai ficar aqui?
− É, vou sim.
Eles foram lá para cima estudar e eu continuei a jogar videogame pensando no meu fracasso. Cara, isso nunca aconteceu comigo, eu geralmente não preciso fazer muito esforço para conquistar uma garota, qualquer uma já estaria na minha. Mas aí é que tá, ela não é qualquer uma. Tentei esquecer disso e me concentrar no jogo. Mas como eu disse, eu tentei. Eu não conseguia tirá-la da minha cabeça, principalmente o fato de eu ter bancado papel de idiota. Isso não vai ficar assim, eu vou conquistá-la e para isso precisarei de um esforço diferente, uma coisa que eu nunca fiz. Mas o quê? Já sei, comprar um macaco. Não, acho que não vai adiantar muita coisa. A não ser que eu faça uma coisa que eu nunca pensei que faria. Peguei minhas coisas e nem me preocupei em me despedir do Nico, saí da residência dos Di Ângelo e peguei um taxi para casa. Porém passei pela minha casa e fui direto para a casa da Silena, que não mudou muita coisa, só pelo fato de estar completamente rosa. Bati na porta e não demorou muito e a Silena abriu e pareceu bem surpresa com a minha visita.
− Preciso da sua ajuda.
− Oi para você também Percy, você quer uma xícara de chá? − Ela perguntou no maior sarcasmo.
− É sério.
− Vem, entra.
Entramos e fomos até a sala onde a Piper assistia um programa qualquer de televisão. Eu tava com vergonha de falar com elas e pensei até em desistir, afinal ela era só uma garota. Uma linda garota de olhos cinzentos... Que riu da minha cara, era só isso que eu sabia sobre ela.
− Bem, é que... Eu preciso, quer dizer, vocês poderiam me ajudar, mas só se vocês quiserem, porque sei lá vai que vocês estão ocupadas com coisas de garotas e... − Não era só falar com ela que me atrapalhava, falar sobre ela também me atrapalhava − esqueçam − Eu disse e me virei e fui caminhando em direção a porta.
− Espere aí senhor Jackson, já que você veio até aqui é melhor terminar − falou a Piper, o que me fez girar sobre os calcanhares e voltar para a sala.
− É que eu preciso de ajuda para conquistar uma garota − falei e comecei a encarar meus tênis.
− Hahahaha Percy Jackson, O pegador quer ajuda? É isso mesmo produção? − disse a Silena se matando de rir.
− Vai fazendo piada. Vão me ajudar ou não?
− É pode ser − disse a Piper depois de olhar para a irmã − quem é a garota?
− É... Meio complicado.
− Qual o nome dela? − perguntou a Silena.
− Não sei.
− Ela estuda lá na escola? − disse a Piper
− Acho que sim. É, estuda.
− E porque só agora você foi notar ela?
− Não sei.
− Você sabe alguma coisa sobre ela? − perguntou a Silena.
− Sei que ela é loira, tem olhos cinzentos lindos que me dão um pouco de medo, ela estuda lá na escola, é bonita... É loira, tem olhos cinzentos..
− Tá chega. Você sabe alguma coisa útil sobre ela? − insistiu a Silena.
− Ela é professora particular do Nico, foi lá que eu vi ela, hoje mesmo.
− Nossa, você viu ela hoje, não sabe nem o nome dela e já quer conquistá-la?
− É.
− Bocó.
− Espera − interrompeu a Piper − Eu conheço uma garota loira dos olhos cinzentos da aula de história!
− Agora estamos progredindo.
− O nome dela é Annabeth, ela não fala muito com ninguém, ela é muito tímida.
− Eu sei quem é ela − disse a Silena − Tem certeza de que quer ela?
− Ela não parece ser seu tipo, e pelo que eu falei com ela, parece que ela não gosta muito de caras como você.
− Em primeiro lugar é sim ela que eu quero. Segundo lugar, como assim caras como eu?
− Ah... Você sabe, caras metidos a pegador que se acham e acham que são o centro do mundo, mais ou menos isso.
− Eu, eu não... Eu não sou assim... É eu sou assim.
− Aceitação é o primeiro passo para a mudança − disse a Silena.
− Espera que mudança?
− Você acha que vai conquistar uma garota inteligente e respeitável sendo babaca desse jeito? − respondeu Silena com outra pergunta.
− Eu não vou mudar!
− Então vai embora da minha casa e esquece a garota.
Jamais. Derrotado e com só uma opção me rendi ao poder das garotas.
− Tá, o que eu vou ter que fazer?
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