Love Is A Losing Game
2 Desesperada
O sinal toca assim que deixo o banheiro, anunciando o inicio de mais um longo dia nas salas de aula e corredores do McKinley High School.
Corro para a sala da Srª Gilmore, sabendo que tiraria um B na prova de inglês, para a qual não estudara. Minhas notas sempre foram impecáveis, variavam entre A+ e A-, nunca nada abaixo do que isso. Mas eu também costumava ser a garota mais desejada do colégio, qualquer um morreria por apenas uma chance comigo. Pelo visto, as coisas mudam e nem sempre para melhor. Tenho cinco minutos de sobra até que a professora entre na sala, então vejo uma cabecinha na primeira carteira. Rachel Berry. Na noite anterior, eu pensara em conversar com a garota, dizer que pensara bem e no fim das contas Puck não valia a pena, mas... Sou Quinn Fabray, pode soar clichê mas eu não sou o tipo de garota que desiste. Muito menos de um cara como Puck.– Rachel, oi. Abro o meu sorriso mais amigável.– Quinn. Ela me cumprimenta de volta e sorri.– Eu pensei sobre aquilo... Eu tenho um plano. Olha, sinceramente, eu não pediria nada a você a não ser que fosse algo...Algo como isso.– Eu entendo, Quinn. Eu estou do seu lado.– Ok, mas nunca mais diga isso. – É...Tudo bem. Ela sorri, mais uma vez e percebo como sente pena de mim. A professora entra, seu rosto escondido por dezenas de livros. Seus cabelos brancos estão arrumados em um coque mal feito e seus olhos azuis estão escondidos pelas já costumeiras, olheiras. – Senhorita Fabray... Queira se sentar por favor? Sim, atrás da Senhorita Berry, perfeito.- Ela berra com a voz rouca e me vejo sem escolha, então sento-me atrás de Rachel, torcendo para que ela venha com mais um de seus momentos melhores amigas para sempre.– Quinn... Rachel sussurra enquanto a professora entrega as provas, mas eu a ignoro. Quinn... Ela torna a chamar e a ignoro novamente. Quinn...– O quê? Ela não fala nada. Mas que droga Rachel! Percebo que toda a classe está olhando para mim, inclusive a professora, com um olhar de raiva.– Senhorita Fabray... Senhorita Berry... Por favor, se dirijam a sala do Diretor Figgins.– Obrigada Rachel, muito obrigada.– É Quinn, não fui eu quem gritou para a sala inteira.– Você me chamou, que droga, não me culpe, droga! Só... Não fale comigo, não hoje, não agora. Sigo em silêncio, sem olhar para a garota ao meu lado. Após três anos a vendo todos os dias, era incrível como essa fora uma das mais longas conversas que já tivemos. É lógico que ela roubara meu ex-namorado, até já esteve um tempo com Puck, mas tirando o fato de ser extremamente irritante, ela parecia uma pessoa legal. Uma boa amiga. E não é disso que preciso?– Senhoritas, o que fazem por aqui? Figgins nos pergunta, com um sorriso nos lábios, porém seu sorriso murcha ao ver Puck entrar na sala. De novo por aqui Puckerman?– Bom dia para o senhor também. Puck tem aquele sorriso de deboche no rosto e aquilo me mata, então sento me na velha cadeira, que faz um estrondo. Quinn? Você por aqui? Ele me olha, ainda sorrindo.– A Srª Gilmore, mandou eu e Rachel... É... Falo, olhando para Figgins.– Não foi culpa dela, eu a chamei. Rachel fala e Figgins a manda sentar e diz que posso voltar a sala de aula. Deixo a sala murmurando um muito obrigada e me perguntando por que Rachel fizera aquilo.
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