Love Is A Killer
3 Sofrimento e Indecisão
Notas iniciais
Mas será que Vegeta está arrependido e quer voltar pra casa logo? E Bulma? Ela é capaz de admitir o que sente por Vegeta?!
E é com isso que vamos para mais um capitulo em Love is a Killer!
Boa leitura!!
Três dias haviam se passado. Exatamente três dias e nada, nenhuma noticia do Príncipe dos saiyajins.
Ela queria tentar esquecer, mas parecia que a cada dia que se passava ficava cada vez mais e mais difícil.
Ela tentava trabalhar, mas lhe faltava concentração, ânimo, vontade.
E ela chegava a se perguntar em alguns momentos, se fosse capaz um dia de voltar a ser como era antes, se ela poderia viver normalmente sem Vegeta.
Havia se acostumado tanto com a presença dele ali, que agora era tão difícil ter aquela casa calma, em silencio.
O simples fato da presença dele naquele lugar parecia trazer novos ares. Bulma se sentia mais viva com suas brigas, e agora... Bem, agora ela não tinha com quem passar o dia discutindo pra depois durante a noite, fazer as pazes da melhor forma possível.
Mas talvez ela devesse sair, encontrar e conhecer pessoas novas, mudar um pouco sua rotina, sua vida, fazendo coisas que não lembrasse ele.
Talvez ela precisasse viajar por um tempo e ficar longe de seus pais que insistiam em fazê-la lembrar-se mais ainda de Vegeta.
Só ela e Trunks, sua única alegria nesses últimos dias.
Bulma achava que Vegeta foi útil pelo menos por ter lhe dado sua maior felicidade, que era seu filho. Se ela não tivesse ele pelo menos nesses momentos, não saberia responder se ela conseguiria ainda sorrir.
Mas havia ainda algo que Trunks, apesar de trazer um pouco de felicidade a ela, não poderia ajudar.
Algo que pouco a pouco começou a fazer efeito em Bulma.
Ela naquela noite, depois de já ter colocado o pequeno Trunks pra dormir, tomava mais um gole de seu café preto, quente, que a manteria acordada por mais algumas horas.
Olhava fixamente para a tela do computador a sua frente, quase sem piscar.
E assim que tomou o ultimo gole de seu café, ela desligou o computador, e se dirigiu ao seu quarto, extremamente exausta.
E isso era uma das coisas que a atingia cada vez mais a cada dia que passava. A exaustão, e seguido disso, a insônia.
Ela não conseguia mais dormir direito, dormia apenas algumas poucas horas por noite.
Quando descansava seu corpo na sua cama, ficava de um lado para outro tentando dormir, pegando no sono apenas quando os primeiros raios de sol começavam a aparecer no horizonte.
E logo tinha que levantar para cuidar de Trunks, que era algo que ela não abria mão de forma alguma.
Nem que ela tivesse que não dormir, mas ela não iria deixar Trunks sendo criado por uma babá, ou algo do tipo.
E essa noite não foi diferente.
Bulma entrou no seu quarto e caminhou até o banheiro.
Olhou-se por alguns instantes no espelho, com sua aparência visivelmente cansada, e olheiras profundas marcando o seu rosto que outrora fora sempre vivo e bonito.
Mas estava tão desanimada que não ligava pra isso.
Lavou seu rosto com agua fria, e tudo o que ela queria em seguida era conseguir dormir por algumas horas a mais.
Quase sem escolhas, a herdeira da corporação capsula abriu um armarinho no banheiro e pegou um pequeno frasco de vidro com capsulas dentro.
Escolheu três e as tomou sem hesitar.
Se ela não conseguia dormir naturalmente, teria que usar esse tipo de “droga” pra tentar descansar um pouco mais. Justo ela que sempre foi contra tomar medicamentos pra conseguir dormir.
Bulma então se trocou para dormir e finalmente deitou seu corpo na sua cama, tentando relaxar cada musculo tenso de seu corpo.
Com um suspiro cansado e profundo, fechou os olhos que já estavam ficando pesados, e sem conseguir pensar em nada, apagou completamente.
Bulma abriu os olhos lentamente, despertando com um som que rompia o silencio de seu quarto.
Tum. Tum. Tum.
_ Bulma, querida, você está bem?! – falou uma voz feminina com um tom um pouco preocupado do outro lado da porta. – Posso entrar?!
Bulma não sabia muito bem o que estava acontecendo. Sua cabeça girava e ela estava confusa.
_ O que? – ela perguntou com a voz fraca.
E já que não houve resposta, sua mãe entrou no quarto da filha.
_ Oh, Bulminha! O que aconteceu querida? Você está bem?! – ela perguntou se aproximando da cama e sentando na beira.
_ Por que está me perguntando isso? É claro que eu estou bem! – ela disse tentando parecer firme em sua resposta.
_ Oh filha! Eu fiquei preocupada, você não costuma deixar de acordar cedo pra ir ver o Trunks. – ela comentou, foi então que Bulma arregalou seus olhos e olhou para o relógio ao lado de sua cama.
_ Ah não! – ela exclamou colocando a mão na cabeça. – Já é quase meio dia!! Como isso pode acontecer?! – se perguntou, lembrando-se imediatamente dos três comprimidos que havia tomado para dormir. – Droga!
_ Calme querida, o Trunks está bem! Ele já comeu, está arrumado, e agora está com seu pai brincando no jardim! Não tem com o que se preocupar!
Bulma olhou para a cama na sua frente, e franziu levemente a testa.
_ Desculpe mamãe. – ela falou com a voz rouca. – Minha vida não está nada legal nesses últimos dias, e a sensação que eu tenho é que eu vou perder o controle de tudo a qualquer momento. Eu realmente precisava repor algumas horas de sono. Não tenho conseguido dormir direito ultimamente.
Sra. Briefs sorriu calmamente para sua filha tentando dar um pouco de conforto a ela.
_ Tudo bem querida, você não tem que se desculpar. É bom mesmo que você descanse bem. – ela simplesmente disse e levantou-se. – Vamos, arrume-se e venha tomar um café, o almoço ainda vai demorar uma hora pra ficar pronto.
Bulma forçou um sorriso antes de sua mãe sair, e assim que a porta se fechou ela jogou seu corpo para trás caindo contra a cama.
A verdade era que não sentia nenhum pouco de fome. Novamente.
Vegeta acordou com os primeiros raios de sol, como todos os dias, já que não tinha um teto sobre ele pra impedir que os raios solares pudessem chegar até seus olhos, que mesmo fechados, conseguia sentir a claridade.
Ele acordou naquele dia tentando pensar no que faria dali em diante.
Já se fazia um pouco mais de uma semana que estava naquela vida, e ele precisava decidir o que faria afinal?
Sabia que não podia viver daquela forma pra sempre, mas decidir o que fazer, pra onde ir, estava sendo mais difícil do que ele imaginava.
Ele não tinha dinheiro pra sobreviver naquele planeta onde tudo girava em torno de capital. E não, ele não iria trabalhar. Mas também não pensava em fazer mais nada. Não queria lutar, então resumindo, sua vida parecia que tinha acabado, e ele não tinha mais animo pra viver.
Mas e o que lhe prendia ainda ali?
Ele sabia. Sim ele sabia.
Mas e como concertar seus erros?! Como voltar para aquela vida de antes?
Ele já havia entendido que o que sentia por Trunks e também Bulma, era algo maior do que ele queria sentir. E ele percebeu isso quando viu Trunks morrer na sua frente e ele não podia fazer nada.
Foi difícil, muito difícil pra ele, principalmente por ter agido tão precipitadamente quase sem pensar nas consequências.
Mas e então a confusão tomou conta de sua cabeça. E perguntas e mais perguntas começaram a atormentá-lo.
Por que se sentiu tão mal com isso?! Ele que até então dizia não sentir nada por Bulma e seu filho. Será que ele estava ficando maluco?
Não. Ele percebeu isso. Não era loucura ou algo do tipo. Eles eram sua família agora.
Sim eles eram, assim como Bulma havia dito. E nesses dias que ficou sozinho pode entender claramente isso.
E sabe? Ele estava sentindo falta de sua família.
Por mais que ele e Bulma haviam dito que Trunks não mudaria nada entre eles, não era bem assim, por que Trunks mudou muito entre eles.
Mudou a forma como se desejavam e ficavam juntos.
E ele sabia. O vazio que sentia dentro de si, não era apenas por que Kakarotto havia se sacrificado e nunca mais o veria para ter sua revanche, mas por que Bulma e Trunks haviam entrado na sua vida mais do que ele gostaria, e agora, ficar longe o deixava vazio.
Talvez ele só fosse se sentir melhor se voltasse para aquela casa.
E foi em passos lentos que Vegeta se aproximou de um pequeno rio ali perto, e se abaixando na beira dele ele esticou os braços fazendo uma concha com suas mãos para pegar um pouco de agua e a jogou no seu rosto.
Ele apenas se permitiu sentir aquela agua fria espantar seu sono e cansaço, e assim que a agua abaixo dele se acalmou ele olhou para o seu reflexo.
_ O que eu me tornei? – ele perguntou com a voz baixa olhando para si mesmo.
E com um soco na agua atingindo o seu reflexo, ele se afastou.
_ Droga. Droga. O que eu tenho que fazer afinal?! – perguntou a si mesmo olhando para o céu azul que não tinha quase nenhuma nuvem naquele dia.
E do céu, passou a olhar seus próprios pés, se sentindo confuso com o que devia fazer.
E se ele voltasse agora, do nada, para casa? Como Bulma iria reagir??
Com certeza, conhecendo ela como ele conhecia, ela iria receber ele da pior forma possível por ter “abandonado” ela daquela forma.
Mas droga. Será que ela não poderia entender e compreender ele?
E ele não estava errado, Bulma não iria recebê-lo de braços abertos se voltasse agora. Talvez ele devesse pensar em uma forma melhor pra voltar. Mas como?
Eles com certeza brigariam mais do que qualquer outra vez que haviam brigado, e que não eram poucas.
Mas ele não poderia culpa-la por isso. Ele sabia que ele foi o culpado por isso, tendo sido tão estourado naquele momento.
Droga. Ela só queria ajudar! Se ele não tivesse explodido quando ela tentou se meter na “sua vida” talvez agora ele estivesse acordando ao lado dela depois de uma longa noite juntos, e ele estaria muito mais feliz do que naquele momento.
Feliz? Ele já estava ligando pra “felicidade”. Realmente, não era mais a mesma pessoa, que não se importava de estar sozinho e só tinha maldade no coração.
Por mais não admitisse isso aos outros, ele sentia que seu coração já não era mais puro de maldade como foi um dia.
Ele passou as mãos no seu cabelo pensando em algo, mas pensar de barriga vazia era algo que um Saiyajin definitivamente não sabia fazer.
E foi assim que ele saiu dali para procurar algo para comer.
Bulma, depois de um longo banho saiu do seu quarto e encontrou Trunks.
Ela ainda se condenava por não ter acordado na hora certa naquele dia e se esquecido do seu filho, por isso, prometeu a si mesma que nunca mais tomaria nenhum tipo de remédio pra dormir enquanto Trunks fosse pequeno.
Não importava se ela não conseguia dormir direito.
Naquele dia, ela estava se sentindo esgotada, e não estava nenhum pouco a fim de tentar trabalhar.
Seu pai não se importou de ela tirar o dia de folga, afinal sabia o quanto Bulma estava sofrendo por dentro. E se preocupava com a saúde dela, já que Bulma não se alimentava direito e agora, nem dormir bem conseguia.
Do jeito que ia ela não conseguiria manter-se em pé por muito tempo.
E não adiantava quantas vezes seus pais falavam, Bulma não queria ouvir. Parecia uma criança teimosa quando ela queria.
Bulma pegou Trunks e decidiu sair naquele dia e ir a algum lugar calmo na cidade. Ela precisava sair um pouco da rotina. Talvez só assim ela melhorasse e colocasse sua vida nos trilhos novamente.
Preparou uma bolsa com alguns assessórios pro Trunks e pegando um aero carro saiu com seu filho até um pequeno parque na cidade, onde não era muito movimentado.
Respirando ar puro sentiu-se melhor, e então caminhou com Trunks sob as arvores que formavam sombras gostosas, os livrando do forte sol que fazia naquele dia.
Ela sentou-se sobre a relva verde com Trunks no seu colo de frente para um pequeno lago que tinha ali.
Ela virou Trunks de frente pra ela e tirou uma pequena mecha de cabelo dele da sua testa e sorriu pra ele ao ver que ele estava aparentemente feliz e despreocupado.
_ É tão bom ver você assim! Pelo menos não entende o que está acontecendo, não é mesmo?! – ela comentou com ele.
E Trunks parecia se divertir com a mão de Bulma que soltou um leve suspiro.
_ Onde será seu pai esta? Será que ele está conseguindo viver sozinho sem ninguém pra servi-lo? — perguntou com um sorriso singelo nos lábios.
E então, percebeu que Trunks não parecia mais tão interessado em brincar com sua mão e passou a mexer seus pequenos bracinhos para outro lado.
_ Papa! – ele exclamou olhando adiante de Bulma.
Ela franziu um pouco a testa, enquanto olhava pra ele, Trunks só tinha costume de falar “papa” quando Vegeta estava por perto, o que não era o caso naquele momento. Mas deixando isso de lado, apenas falou:
_ Você sente a falta dele também, Trunks?!
E pra sua surpresa de Bulma, ouviu uma voz muito conhecia falar às suas costas.
_ Então você sente minha falta, Bulma?!
Ela sem pensar duas vezes levantou-se com Trunks no seu colo, que parecia muito mais feliz agora ao ver o dono daquela voz.
_ O que está fazendo aqui Vegeta? – ela perguntou fechando a cara pra ele sentindo seu coração quase pular do seu peito, batendo forte, e deu um passo para trás, como se procurasse um modo de se defender do homem na sua frente.
Notas finais
Será que ela é capaz de esquecer tudo o que ele disse pra ela antes de ir embora e ficar com ele como se nada tivesse acontecido?!
Vamos descobrir as respostas apenas no próximo capitulo!
Fale com o autor