Love In The Kitchen

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Apenas uma idéia louca e uma tentativa de comédia

Em um dia em que o sol olhava de maneira abrasadora para Magnólia, Gray e Erza caminhavam por suas ruas.

– Nesses dias eu sinto falta do Continente Norte – disse Gray em um tom rabugento – Porque precisamos visitar a Lucy mesmo?

– Ela ficou doente e perdeu o Hanami – disse Erza com convicção – Precisa ser consolada.

– Achei que o Natsu já estivesse fazendo isso – disse Gray enquanto tentava acompanhar os passos rápidos da Erza – Eu não o vejo desde o bingo.

– Ele pode estar tentando, a sua maneira – admitiu Erza – Mas você acha que ele tem habilidades do tipo?

– Tem razão – admitiu Gray – Ele não a capacidade intelectual para confortar alguém.

– Então ande logo – disse Erza o arrastando pela gola.

Encontraram a porta da casa da maga celestial destrancada, mas isso não era nenhuma novidade, sendo que por causa das constantes invasões que sua casa recebia do Dragon Slayer, Lucy já havia até desistido de meios de segurança corriqueiros.

Mas para a grande surpresa do mago de gelo e da maga de armadura, encontraram a porta da cozinha fechada, e os ruídos de uma atividade frenética vindo de lá.

– Ei! Não seja bruto! – eles ouviram a voz de uma Lucy irritada vinda da cozinha, fazendo ambos congelar.

– Mas agora, o que foi que eu fiz? – dessa vez era a voz de Natsu, fazendo com que Gray e Erza se encarassem com perplexidade.

– Você está usando as mãos da maneira errada – disse Lucy com a voz exasperada – Viu? Eu já estou com a umidade necessária, então me deixe te ajudar, assim terminamos mais rápido.

De dentro da cozinha vieram os sons de objetos macios batendo uns contra os outros.

Do lado de fora estavam uma Erza vermelha como um tomate e um Gray com os olhos esbugalhados, pois só agora seu cérebro havia formulado uma idéia plausível sobre o que estava acontecendo, mas também havia exagerado na imaginação.

– Causa uma sensação agradável massagear, não é? – era voz de Lucy novamente, mas dessa vez já estava calma – Veja, você conseguiu! O seu já endureceu, e eu já estou quase no ponto certo.

– Huum, é verdade – disse a voz de Natsu soando animada – O que fazemos agora?

– Agora apimentamos um pouco – disse Lucy em um tom casual.

Do lado de fora, Erza e Gray puderam ouvir uma série dos sons que podiam ser interpretados como o de uma mesa raspando o chão ao ser sacudida.

Erza se preparava para sair em silencio, antes de perceber que Gray encostara o ouvido na porta.

– Gray! Que diabos...? – perguntou ela em um sussurro urgente e exasperado.

– Eu quero ouvir isso – respondeu Gray divertido – Pode ser útil para futuras chantagens.

– Pervertido... – resmungou Erza, mas também apurou os ouvidos.

– Hey Lucy, você está bem – perguntou Natsu, a voz soando incerta – Seus olhos estão úmidos.

– E estou legal, é só que isso arde um pouco – ouviu-se a voz da Lucy, antes de soltar um suspiro – Terminei, que dar uma olhada mais de perto nessa coisa linda?

Alguns ruídos inexplicáveis foram ouvidos.

– Vendo mais de perto – era a voz de Natsu – Não parece muito bonita, e nem o cheiro é dos melhores.

O próximo ruído era inconfundível: Lucy batendo no Natsu.

– Fale com mais respeito – disse Lucy em um tom indignado – Isso é algo de rara beleza, poderia ser declarado Patrimônio da Humanidade!

– Eu não acho – disse Natsu em seu tom de inocente teimosia –Quando Mirajane e eu fizemos isso, e a dela tinha uma aparência bem melhor – Nesse momento, Gray e Erza já haviam caído para trás, mas a voz da Lucy não se alterou:

– Você quer colocar logo, antes que eu me arrependa? – perguntou Lucy, parecendo um pouco estressada.

– Wow, é bem quente aqui dentro – disse Natsu, e alguns segundos depois soltou um sonoro “Ai!!”.

– Eu falei para você tomar cuidado com esses dedos – disse Lucy com uma risada.

Do lado de fora, Gray e Erza ainda tentavam assimilar tudo o que haviam escutado, e uma grande quantidade de fumaça subia da cabeça da Erza.

Eles ficaram naquele estado de perplexidade por um longo tempo, até que se pode ouvir da cozinha novamente.

– Terminamos – disse Lucy em um tom feliz – O que você achou, Natsu?

– Foi mais divertido que eu pensei – admitiu Natsu – Mas meu colete ficou cheio de machas dessa coisa branca!

– Relaxe, isso é natural, não acido, então pode ser lavado – disse Lucy rindo – O que você acha de chamarmos a Erza e o Gray da próxima vez?

Nesse momento, do outro lado da porta, esses mesmos caíram de costa novamente, ambos com o rosto em um tom escarlate.

E para total desespero desses dois, um certo gato azul hiperativo alado resolveu escolher esse exato momento para entrar voando pela janela, atravessar a sala como se fosse normal ver dois visitantes jogados no carpete, e abriu a porta com sua pequenas patas.

Ambos se levantaram com um salto, esperando ver uma cena traumatizante do outro lado da porta, mas ainda sim ficaram atônitos.

A cozinha estava um caos: Havia tigelas abandonadas nas bancadas, legumes for cortar espalhados pela mesa e cascas no chão, além de farinha para todos os lados.

– Erza! Gray! A quanto tempo vocês chegaram? – disse Lucy em um tom alegre, enquanto limpava as mãos, sujas de farinha úmida até os cotovelos, em uma toalha.

– Há um tempo – disse Gray atônito – Vocês estavam...Cozinhando?

– Sim – disse Natsu animadamente, enquanto apontava com triunfo para duas pizzas que repousavam sobre o forno – É mais divertido do que parece, e a Lucy até que não é uma professora ruim, afinal, uma vez a Mira tentou me ensinar, mais não de muito certo.

– Aye! – concordou Happy pousando na cabeça de Natsu – O cheiro da pizza do Natsu ainda assombra a cozinha nas noites sem lua.

– Você não deveria falar assim – disse Natsu carrancudo – Você não sabe como é difícil: Massagear até a massa endurecer, deixá-la com a umidade correta, e eu até coloquei peixe para você na minha.

– Peixe! — exclamou Happy, pegando um pedaço do recheio.

– Você não ficaria tão animado se tivese visto a aparência e o cheiro disso antes de ser assado — disse Natsu, mas foi completamente ignorado pelo gato.

– E quase não ocorreram acidentes – Lucy estava curiosa em porque seus visitantes estavam tão encabulados, mas fingiu não notar isso, assim como Natsu estava fazendo (mas ela não descartou a possibilidade dele não ter realmente notado – Um pouco de pimenta dos olhos, alguns cortes e um dedo preso no forno.

E eles continuaram a tagarelar, enquanto Gray e Erza tentavam mentalmente arranjar um desculpa por não ter deduzido a verdade antes.

Notas finais
Reviews?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!