Love In Silence
2 O2
Notas iniciais
Ah eu fiquei tão feeliz com os reviews *-* Obrigada flores.
Espero que gostem do capítulo.
Enjoooy sz
Hoje é primeiro dia de aula, mas não pra mim. Só para o meu irmão que finalmente iria começar o terceiro ano. E como sempre, eu teria que acordá-lo.
Seu quarto fica ao lado do meu, era praticamente iguais. Se não fosse pela organização excessiva do dele.
Bati na porta ainda sonolento e ouvi apenas resmungos.
- Vamos logo seu preguiçoso, primeiro dia de aula.
Sabe o que eu ouvi? Nada.
Bati novamente, só que com mais força.
- Já estou indo Gerard.
É, já tinha acordado.
Voltei para o meu quarto, e abri a janela. O vento frio da manhã me fazia acordar mais rápido do que qualquer outra coisa.
Espreguicei-me e fui ao meu banheiro.
Tomei um banho rápido e fiz minha higiene. Peguei a camiseta branca do trabalho e uma calça jeans preta e meu inseparavel All Star.
Fui para a cozinha e minha mãe já estava preparando o café-da-manhã. Era muito raro isso, normalmente quem preprarava era a nossa empregada. Ignorei esse fato e sentei-me na mesa e ela abriu o seu belo sorriso.
- Bom dia querido.
- Bom dia — sorri de volta.
Tomei apenas uma xicará de café, enquanto esperava a lerdeza do pirralho.
- Onde está o Donald?
Ela suspirou e sentou-se na cadeira a minha frente.
- Como sempre foi cedo para o trabalho e por favor, não o chame-o assim. Ele é seu pai.
Ri sem humor.
- Desculpa mãe, mas ele não é mais meu pai. — levantei-me da cadeira — Vamos logo Mikey. — berrei e ouvi ele descendo às escadas.
- Já estou pronto — falou assim que entrou na cozinha. — Bom dia mamãe.
- Bom dia meu amor, meninos eu vou chegar tarde do trabalho e tem comida na geladeira. — ela deu um beijo na bochecha de Mikey e assim que chegou minha vez, ela beijou minha testa — Você não precisa ir a esse trabalho, sabe que é só implicancia do seu pai.
- Se eu quero fazer a faculdade da minha escolha preciso do dinheiro mãe, não se preocupe. Eu gosto de lá. — sorri e ela saiu.
- Sabe, acho que o que você está fazendo bem responsável, ele deveria levar isso em consideração.
- Eu nunca serei tão responsável como você Mikey — falei bagunçando seu cabelo.
Ele sorriu arrumando o seu óculos que caia.
Assim que terminou de comer, fomos até meu carro. Presente de aniversário, na verdade, foi suborno para eu entrar na faculdade de medicina. Aceitei o carro contra gosto, mas em troca não entrei em nenhuma faculdade.
A escola era até próxima da nossa casa, mas eu gostava de deixar o magricela, sempre viviamos juntos, e era estranho não ter que entrar com ele. Assim que cheguei no portão grandioso e exagerado Mikey praticamente pulou pra fora do carro.
- Vai querer carona pra voltar?
- Não precisa, o Frank ganhou um carro.
Iero, queria distância dele.
- Ah, tudo bem. Tchau. — acenei e sai.
Somente cinco letras pra fazer meu dia ser o pior de todos.
Cheguei a loja de doces, ela ainda estava fechada. Aberta apenas para os funcionários.
Estacionei o carro e fui até a lojinha rosa, assim que entrei tomei um susto com alguém pulando em cima de mim.
- Way seu grande filho da puta miserável.
Só então que eu percebi que era o Ray.
- O que você está fazendo aqui? Não deveria está começando a sua faculdade de direito em NY?
Ele abriu um largo sorriso e me abraçou pelos ombros.
- Meu querido, você achava mesmo que eu, Raymond Toro, iria para uma faculdade de riquinho sendo que já tive que aguentar minha vida inteira junto com eles? Não mesmo, e vim também saber se tem vaga na tua casa. Eu juro que vou arrumar emprego.
- É claro que tem vaga pra você seu infeliz. Você não sabe o quanto eu fiquei triste em saber que você ia me deixar aqui nesse fim de mundo.
Ele riu e bagunçou meu cabelo.
- Claro que não, você sabe que eu gosto de viver perigosamente.
- Aham, sei. — tateei o bolso da calça tirando a chave de casa — Olha está aqui a chave lá de casa, pode ir deixar as malas no meu quarto.
- Obrigado mesmo, nem sei como agradecer.
- Agradeça não deixando a tolha em cima da cama. Depois me conta a história toda e... É melhor eu ir trabalhar.
Ele assentiu e saiu de lá.
Parece que apenas três letras fizeram meu dia mais alegre.
[...]
Já era praticamente três horas da tarde quando sai do trabalho. Mikey estaria em casa com Ray. Aposto que devem está colocando fogo agora mesmo.
Estacionei o carro em frente da grande casa branca e vi um carro preto daqueles modelos caros estacionado perto da garagem. Malditos vizinhos folgados.
Abri a porta da sala e eu tomei um susto assim que entrei.
Não, ele não.
Poderia ser o meu primo idiota de Nevada, poderia ser o Donald que chegará mais cedo do trabalho. Qualquer um, menos ele.
- Way — ele pronunciou o meu sobrenome como se fosse nada.
- Olá Iero.
Ele estava sentado no sofá entre a palmeira ambulante e o nerd.
- Cara pensei que ia ficar sozinho aqui pra sempre, essa casa e grande demais e deprimente.
- Ficou com medo foi Ray? — Mikey como sempre sendo irritante, amo ele.
- Aposto que ele ficou na cama do Gee chorando com medinho.
Frank apenas ria de tudo, seu riso era como música. Tudo nele era perfeitamente perfeito. Acorde homem, acorde.
- Ah, eu vou tomar banho.
Subi as escadas praticamente correndo e entrei no banheiro e escorreguei pela parede até me sentar no chão.
Pensei que ficaria livre dele, já que tinha acabado a escola pra mim. Claro, como eu poderia me esquecer que ele é quase um melhor amigo para o Mikey?
Mas não, ele sempre aparecia nos sonhos, nos pensamentos, em tudo.
Admita, você sempre foi apaixonado por ele. Sempre.
- Okay, admito. — sussurei.
[...]
- Nossa Gee, o que estava acontecendo de tão bom no banheiro pra demorar tanto?
- Cale a boca Ray — rosnei e ele continuou jogando Zelda com Mikey.
Fui para a cozinha e sentei-me na mesa, fiquei fitando pela janela a árvore do quintal. Até que senti que não estava sozinho.
- Como é não ter que ir pra escola? — a pergunta me pegou desprevenido, ainda mais por quem havia feito. — Sabe, eu não vejo a hora de sair de lá. Odeio aquele lugar.
Agora ele estava na minha frente, não tinha mais como não olhar pra ele.
- Pensei que gostasse, quer dizer... Você é popular, tem vários amigos...
- Nenhum verdadeiro — ele completou — Apenas Mikey que é meu amigo, e até hoje não sei porque ele fala comigo.
Ele fitou a janela também, parecia cansado. Cansado de tudo e todos, talvez...
- Eu sempre achei o contrário, não sabia porque você falava com ele.
- Ele é divertido. — respondeu dando um meio sorriso.
- Mikey? Divertido? — perguntei segurando um riso.
- Do jeito dele.
Assim ficamos em silêncio. Eu estava me corroendo pra dizer tudo que sinto. Mas convenhamos, seria um tanto quanto trágico. " Olha, eu sou apaixonado por você desde que te conheço, quer dizer... Eu nunca conversei direito com você pelo fato de ter vergonha, mas isso não importa. Então tenho chances? ". Eu riria de mim mesmo só vendo essa cena.
Aquela era uma das maiores conversas que tivemos na nossa vida. As outras eram apenas cumprimentos quando nos esbarravamos nos corredores, mas somente quando ele estava na presença de Mikey. Ai que está o x da questão. Como eu poderia está apaixonado por alguém que nunca conversei? Simples, eu nunca cheguei a essa resposta.
- Você está bem? — perguntou me olhando meio incerto, assim que percebeu que eu o olhava sem piscar. Deveria está parecendo um doente mental.
- Ah, sim. — respondi me recuperando.
Ele suspirou e coçou a cabeça.
- Bom, er, acho que vou lá na sala. — levantou-se da mesa antes que pudesse responder algo.
Pois é, perdi uma oportunidade. Parabéns Gerard Way, você é um cara muito corajoso.
Notas finais
Entãoo reviews?? Pra fazer a minha pessoa feliz?
Beijos.
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