Love In School
4 Capítulo 3- Garoto Vampiro.
Notas iniciais
No ultimo capitulo- Conhecendo melhor.
Eu ficava imaginando os meus livros caindo e ele me ajudando a pegar, ai nós nos olhamos profundamente, e nos beijamos, mas é claro que aquilo era muito clichê, e só acontece em contos de fadas, mas só para testar, larguei meus livros no chão, ele olhou, fechou o armário e saio andando, caramba! Eu sou uma tremenda idiota! Peguei meus livros do chão enquanto aquela garota loira, que tinha o apelido de Jujuba, dava risada de mim, guardei os livros, peguei uma maçã no armário e sai andando em direção ao refeitório tentando esquecer a enorme tolice que tinha acabado de fazer.
Inicio do capitulo 3- Garoto Vampiro.
O refeitório era um lugar enorme, cheio de mesas e cadeiras, olhei por todos os lados, mas não vi a Cake, entrei, e procurei mais, então a vi em uma fila enorme com uma bandeja na mão, parecia impaciente, e resmungava alguns palavrões, caminhei até ela.
- Cake...
- Fionna! Entre na minha frente, essa fila está enorme! Mas geralmente não é assim, não se assuste, a fila só está assim por que hoje tem macarrão com almondega...
Eu sorri e me virei para frente, tomei um susto quando vi que a pessoa que estava na minha frente era Marshall lee, o garoto vampiro, engoli seco. Cake não parava de tagarelar coisas inúteis, e eu apenas assentia, sem prestar atenção em uma só palavra. Quando chegou minha vez de pegar a comida, peguei um prato e escolhi o que queria, decidi que iria colocar primeiro o macarrão, quando fui pegar a concha, uma mão pálida tocou a minha, eu me surpreendi quando vi que era Marshall.
- Me desculpe.
- Não, pode pegar, eu espero.
- As damas primeiro.
Ele sorrio para mim.
- Está bem então...
Eu corei.
- Eu me chamo Marshall.
-Me chamo Fionna, prazer.
- O prazer é todo meu, bem, como você já deve ter percebido, meu armário é do lado do seu, conversamos mais lá, por que tem uma fila de pessoas esperando para pegar a comida.
- É, você tem rasão.
Eu estava tremula e corada, eu acho que ele percebeu, porque dava uma meia risada quando olhava para o meu rosto.
- Terminei, pode pegar agora.
- Obrigado.
- Agente se vê.
- É...
Eu sai e fiquei esperando Cake sentada em uma mesa, eu não conseguia nem comer, só conseguia pensar nele.
- Garota! A vadia da Iris estava dando em cima do meu mono! A mas ela vai se ver comigo!
- Humrrum...
- Fionna? Fionnaa? Você está prestando atenção no que eu digo?
- Humrrum...
Ela bateu na minha cabeça, me tirando do meus devaneios.
- Aai Cake!
- Hunf!
- Eu sei muito bem do que você estava falando!
- Oque é então?
- Ah.. ah... você estava reclamando da comida que esta fria?
Ela caio na gargalhada e sentou do meu lado.
- Não, mas eu te perdoou, eu vi você falando com Marshall, quer que eu arranje um esquema para os dois?
- Oque? Não! Não preciso de esquemas... e além do mais, eu nem conheço ele direito.
- Mas você gosta dele!
- Eu sei!
- Quer saber, vamos comer.
Ela deu uma garfada no macarrão e comeu, fez uma careta e engoliu.
-Credo! Aquela cantineira nova não sabe cozinhar! Que pena que a antiga está no hospital com uma almondega congelada entalada na garganta.
- Oque? Sério?
- Brincadeira, mas ela está no hospital...
Caímos na gargalhada. O sinal tocou, e ela se levantou empurrando o prato na mesa.
- Vamos! Agora é aula de física, e eu não sei se sou da mesma sala que você nessa aula, você é da sala 10 na aula de física?
Peguei um papel amassado no bolso da blusa. Dei uma lida.
- Não... que pena..
- É...
Ela fez um bico e entrou em uma sala sem se despedir. Fui andando sozinha no corredor, quando ouvi um grito
- Fionna!
Me virei para traz, e quem gritava meu nome enquanto corria em minha direção era Marshall Lee.
- Fionna! Eu sou da mesma sala que você, e já que você não conhece o colégio, e a Cake não é da nossa sala, resolvi lhe acompanhar até lá.
- Claro! Obrigado, mas acho estranho, você me ignorou na sala de aula e no armário, quando meus livros caíram...
- Me desculpe, eu estava concentrado na musica, e nem te vi, e no armário, bem, eu estava... com um pouco de vergonha.
Eu sorri discretamente.
- Vergonha? Por que?
- Por que... eu sou meio tímido.
- Eu também.
Andamos pelo corredor enorme, até que chegamos á uma sala.
- É aqui.
- Obrigado...
- Disponha.
Ele entrou e sentou em uma cadeira no fim de uma fileira.
- Olá senhorita, pode nos dizer o seu nome?
Disse o professor me deixando corada, eu não queria chamar a atenção.
- He..e..
- Diga...
Uma voz gritou lá do fundo "Fionna".
- Obrigado Marshall.
Eu gritei enfurecida.
- Olá Fionna, seja bem vinda! Pode se sentar ao lado de Marshall Lee etá bem?
- Claro...
Marshall sorrio e deu dois tapinhas na cadeira ao lado dele.
- Hunf!
- Sente-se.
- Porque você falou meu nome? Eu tenho boca!
- Calma, só quis ajudar.
Ele disse tirando sarro.
- Aff.
- Desculpe...
- Está bem.
O professor explicava a matéria na frente,maseu não estava interessada, eu queria saber mais sobre aquele garoto sentado ao meu lado.
- Então... Como veio para San Diego?
Perguntei curiosa.
- Bem... foi em uma guerra que houve no meu país natal, eu me perdi dos meus pais em meio ao caos, e um senhor me ajudou, me trouxe para os EUA, me tirou daquele inferno. Fui criado por um casal de japoneses que me encontraram na estação de trem, onde fui d eixado pelo senhor que me ajudou. Quando minha mãe adotiva morreu, meu pai ficou depressivo, e para não me prejudicar, me matriculou aqui , estou aqui á 3 anos...Entrei aqui com 15 anos.
- Nossa, lamento pela sua mãe adotiva e seus pais verdadeiros.
- Não lamente.
Agora ele estava sério, e encarava a parede.
- Me desculpe seu eu o fiz lembrar de algo que não queria...
- Não, está tudo bem. E você, como veio para San Diego?
Contei minha história para ele, contamos algumas piadas, e conversamos sobre nós, o professor nem percebeu que nós não estávamos nem ai para a aula dele. Quando o sinal bateu, já era fim de tarde, e era hora de ir para os dormitórios.
- Tchau Fionna, nos vemos amanha.
- Tchau Marshall Lee
- Me chame apenas de Marshall, agora é minha amiga, eu gosto de você.
Eu corei.
- Está bem.
- Por que você cora toda vez que falo com você?
- Ha.. é... está tarde não? Tenho que ir, tchau, nos vemos amanha.
- Está bem então...
Eu andei em direção á grande escada que levava para os dormitórios, ele ficou parado me olhando até eu sair de vista.
Continua...
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