Love In School
2 Capítulo 1- Nova
Notas iniciais
A viagem foi calma, meus pais não paravam de tagarelar sobre a empresa deles e de como conseguir mais dinheiro investindo em novos projetos, meus pais eram empresários ricos, e algumas pessoas me chamavam de "patricinha" por isso, eu odiava esse apelido, nunca fui uma patricinha mimada, eu gostava de aventuras! Enquanto meu pai dirigia o nosso Volvo, eu ia no banco traseiro escutando minha banda preferida no meu Mp4 enquanto observava a estrada pela janela.
- Fionna querida, tem certeza de que não esqueceu nada?
- Não mãe, fique tranquila.
Ela se virou e suspirou.
- Vou sentir saudades filha, e seu pai também.
Eu suspirei.
A viagem durou algumas horas, mas logo chegamos ao colégio San Diego, os portões eram de ferro preto, e grades pretas com lanças no topo,câmeras e cercas elétricas, atras, uma enorme construção com várias janelas, era o colégio, credo, aquilo parecia uma prisão!
Meu pai abriu o porta-malas e pegou minhas malas com uma cara horrível, ou ele não queria que eu foce, ou ele estava louco para se ver livre de mim.
- Obrigada pai.
- De nada filha.
Ele beijou minha testa e me abraçou com força.
- Vou sentir saudades pai.
-Eu também vou filha, nós vamos vir te visitar todos os finais de semana está certo.
- Está pai.
Peguei minhas malas e fui me despedir de minha mãe.
- Tchau filha, se cuida e tome juízo.
- Não se preocupe mãe, não vou fugir do colégio.
Ela sorrio e me abraçou.
Eu andei, abri os portões e entrei, meu pais ficaram do lado de fora acenando. A entrada era enorme, com um caminho ladrilhado e dos lados grama com algumas flores, mais adiante havia uma fonte de água, e os portões da enorme construção eram enormes e de madeira, as maçanetas eram douradas. Quando entrei, havia muita gente andando de um lado para o outro, todos uniformizados, garotas com uma saia preta, uma meia branca até o meio da canela, sapatilhas pretas, uma camisa branca com uma gravata vermelha e um casaco preto. Garotos com uma calça preta, sapatos pretos, camisas brancas com gravata vermelha e um casaco preto, todos muito bonitos. Fui andando quando fui surpreendida por uma senhora de saia, cabelos grisalhos e um óculos na ponta do nariz.
- Oque faz aqui mocinha?!
- Ah, eu sou uma nova aluna, me chamo Fionna.
-Ah claro! Mas... aonde está o seu uniforme? Já era para você chegar vestida com ele!
- Eu não recebi senhora.
- Senhorita! Me chame de senhorita!
-Ah, me desculpe.
- Vou leva-la até o seu quarto, o seu uniforme estará na cama, vista-se com ele assim que entrar lá.
- Está bem senhorita.
Andamos e subimos muitas escadas, até chegarmos á um quarto com uma porta preta.
- Aqui está.
- Obrigado!
- De nada, assim que se vestir, dessa até a direção que eu lhe informarei a sua sala.
- Ok.
Entrei no quarto sem bater,provavelmente não teria ninguem lá dentro.
- Ah!
Eu corei e fechei os olhos assim que ouvi o grito e vi aquilo, uma garota pálida de cabelos loiros com mechas castanhas nua. Assim que ela me viu, se cobriu com uma toalha e se sentou na cama.
- Me desculpe, me desculpe!
-Não tem nada a ver.
- Ah, obrigado.
- Você deve ser a nova aluna, Fi..fi...fi..
- Fionna.
- Isso! Prazer, eu me chamo Caterine, mas todos me chamam de Cake!
- Ah, prazer Cake.
- O prazer é todo meu Fionna, eu sou sua colega de quarto! E estou feliz por finalmente ter uma companhia!
Eu sorri e me sentei na cama, peguei meu uniforme e me observei.
- Então, quer me contar sua história?
Ela falou com os olhos brilhantes, enquanto colocava a roupa sem receio de eu a ver nua.
-Ah... bem... claro..
Eu contei minha história para ela, ela ficou animada e me contou a sua. Cake era uma garota órfân, que foi matriculada no colégio pelo governo dos estados unidos, pois morava nas ruas e foi mandada para San Diego em um recrutamento para tirar adolescentes das ruas.
Eu vesti meu uniforme, eu e ela fomos para a sala de aula, não precisei passar na diretoria, Cake me levou até a sala de aula. Lá tinha muitas pessoas, que me encaravam como se eu foce uma bandida procurada. Uma pessoa me chamou a atenção, e meu coração bateu mais forte quando olhei para ele.
Continua...
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