Notas iniciais
Aí está o cap 8, que prometi postar hj x33 Amanha nao vai dar pra postar msm, pq vou passar o dia td fora da casa u-u E nesse cap vcs nao vao querer matar o Uruha D Outra pessoa tvz Aproveitem! espero q gostem x333~ kissuuuuuuus~ ps: Ah eh, amanha é meu aniversario /random

Cap 7

Já perdi as contas de quantas vezes levei minhas mãos até os cabelos, tentando me acalmar.

Eu e Ruki estávamos sentados no corredor da pequena escola onde Uruha dava aulas. E onde Ruki iria estudar.

Estávamos esperando Uruha terminar de falar com a diretora e vir buscar Ruki para aula.

Mas eu estava tão nervoso, que parecia ser o meu primeiro dia de aula.

Ruki estava sossegado, observando tudo a sua volta, enquanto eu estava aflito com a demora de Uruha.

Quando a porta da sala da diretora se abriu, me levantei com um salto, olhando ansioso para a figura sorridente que saía da sala da diretora.

- E então?? — Perguntei de imediato.

- Tudo certo! — Respondeu sorrindo, fazendo um "V" com os dedos. — Podemos ir ver sua turma nova, chibi? — Perguntou para Ruki, que assentiu calmamente.

Como ele conseguia ficar tão calmo, enquanto eu só faltava arrancar meus cabelos?

- Então se despeça do Rei-chan, e vamos! — Uruha falou, afagando os cabelos do menor.

Abaixei-me na frente do pequeno, ajeitando seu uniforme.

- Vai dar tudo certo, ok? — Falei nervoso, mais para mim mesmo do que para Ruki. — Não sei porquê estou dizendo isso, já que você está tão calmo, né? — Sorri sem graça, coçando a nuca.

- Reita... — Chamou e lhe dei toda minha atenção. — Você vem me buscar? — Sua voz soou tão delicada que senti que podia desmanchar ali mesmo.

- Claro, pequeno. — Respondi sorrindo, apertando sua bochecha de leve. — Eu estarei aqui quando você sair.

- Tá...Então...tenha um bom dia. — Murmurou, aproximando-se de mim, depositando um beijo em minha bochecha.

Em seguida, correu até onde Uruha estava.

O professor sorria com a cena, enquanto eu ainda estava baixado no chão, com a mão sobre o local onde ele havia beijado.

Senti que fui ao céu quando senti seus lábios em minha bochecha, num gesto carinhoso, e voltei a terra, quando o vi dando um último aceno, antes de entrar na sala.

RxR

Estranhamente, o professor havia nos liberado mais cedo.

Melhor para mim, que não teria de sair correndo como um louco da faculdade para buscar Ruki.

Pude ir tranqüilamente, caminhando com passos calmos até a pequena escolinha perto do meu prédio.

Ainda tive tempo para passar no mercadinho para fazer algumas compras para casa e comprar uma surpresa para Ruki.

Cheguei na porta da escola, no horário certo.

A turma de Ruki havia acabado de sair. E o loirinho estava ao lado de Uruha, conversando com o professor.

E senti um ciúme bobo com a cena.

- Rei-chan, chegou bem na hora, hein!? — Provocou, dando umas tapinhas em meu ombro.

- Fui liberado mais cedo. — Respondi, virando-me para Ruki. — E então, como foi a aula?

- Foi divertida. — Respondeu, sorrindo timidamente. — Uruha-san é um bom professor.

- Ora, que isso! Ruki-kun é que é um ótimo aluno, Rei-chan! — Falou animado. — Ele é o que menos dá trabalho!

- Que bom. — Falei sorrindo, fazendo carinho na cabeça do pequeno. — Vamos então? — Perguntei e ele confirmou.

- Só um minutinho, Rei-chan! — Ele pegou uma sacola que estava ao lado dele na parede e me entregou. — Isso são algumas roupas para o Ruki, afinal ele não pode ficar usando suas camisas pra sempre, certo? — Falou sorrindo.

- Nossa, muito obrigado Uruha! Estava mesmo pensando em comprar roupas para ele. — Agradeci com um sorriso e ele retribuiu o gesto.

- Disponha, Rei-chan! — Disse gentil e virou-se para Ruki. — Bom, pequenino, te vejo amanhã, ok? E faça os deveres de casa! — E Ruki assentiu.

- Obrigado novamente Uruha e mande lembranças ao Aoi-san! — Vi ele corar com minhas últimas palavras.

Com um último aceno, nos despedimos dele e tomamos o rumo de casa.

Ao chegarmos em casa, Ruki foi direto para o banho, enquanto eu arrumava as compras na cozinha.

Ruki saiu do banho, já vestindo uma das roupas que Uruha lhe havia dado.

E sou suspeito de dizer o quão lindo ele ficou, por mais que fossem simples roupas.

Fizemos o almoço juntos e enquanto comíamos, Ruki me contava timidamente tudo que havia feito no primeiro dia de aula.

Após comer fui até a geladeira, pedindo para que ele fechasse os olhos.

Ele não entendeu muito bem o porquê, mas me obedeceu.

De dentro do congelador, tirei um grande pote de sorvete de morango, colocado-o na frente de Ruki.

- Pode abrir.

E sorri abertamente, ao ver a surpresa no rostinho dele, logo dando lugar a um lindo sorriso.

Ele pareceu perdido, sem saber o que fazer. Seus olhos alternando entre mim e o pote à sua frente.

- Vá em frente, Ruki. — Falei, lhe dando uma colher. — Pode comer, é todo seu.

E sem pensar muito, ele pegou a colher, arrancando a tampa do pote com força e comendo duas colheradas seguidas do doce.

Fez uma careta engraçada, colocando os dedos em volta da cabeça — que devia estar doendo devido ao gelado.

Soltei uma risada, fazendo-o se envergonhar.

Ele pegou a colher, enchendo com mais do creme gelado e oferecendo a mim.

Sorri agradecido, pegando o doce da colher em suas mãos.

Ruki sorriu para mim, pegando mais sorvete no pote e comendo.

Depois de devorarmos metade do pote, resolvemos guardar o sorvete — também havia o fato de nossas cabeças estarem levemente doloridas pelo excesso de gelado.

O pequeno estava na sala, com a boca toda suja de sorvete de morango, quase dormindo sentado no sofá.

Sentei-me ao lado dele, dando-lhe um leve susto. Já que ele estava quase dormindo.

- Vá descansar um pouco, Ruki-chan, você acordou cedo. — Aconselhei, vendo-o coçar os olhos, com sono.

- Não...estou bem... — Suspirei fundo.

Às vezes o baixinho sabia ser teimoso.

Puxei uma almofada para o meu colo, para em seguida, deitar a cabeça de Ruki sobre a almofada.

- Reita.. o que...? — Tentou perguntar, mas o calei, colocando um dedo sobre seus lábios.

- Shhh, quietinho, descanse um pouco. — Falei, afagando seus cabelos, vendo-o suspirar baixinho.

- Já disse que não estou... — Parou de falar, soltando um pequeno bocejo. — com sono...

Sorri com aquela afirmação tão contraditória.

- Sei... — Ele encarou meus olhos, sem falar uma palavra.

Às vezes gostaria de poder ler pensamentos, para saber o que ele estava pensando, quando me observava daquele jeito.

Mas também queria que ele não me olhasse tão intensamente...Isso me tirava o fôlego.

Uma de minhas mãos desceu de seus cabelos para seu rosto, contornando cada traço, até parar nos lábios.

Aqueles lábios tão pequenos, encantadores, tímidos e tentadores ao mesmo tempo.

Macios e agora deviam estar mais doces ainda, devido ao sorvete.

E com gosto de morango.

Abaixei meu rosto até o dele, lentamente, vendo-o fechar os olhos e depositei um beijo suave sobre seus lábios.

Eu estava certo. Estavam com sabor do morango.

Juntei nossos lábios mais uma vez, pressionando-os levemente, sentindo as mãos de Ruki em meu rosto, segurando-o para não me afastar novamente.

Distribuí beijos carinhosos por toda sua boca suja de morango, deliciando-me com aquela sensação tão gostosa.

E só de ter as mãozinhas dele, segurando meu rosto, num pedido mudo para que não apartasse o beijo, já aquecia meu peito.

Mas tudo o que é bom sempre tem que acabar rápido.

O som do telefone soou irritantemente por todo o apartamento, assustando tanto a mim, quanto a Ruki, que soltara meu rosto, permitindo eu me afastar.

Droga, quem podia ligar e atrapalhar um momento tão bom?

Ruki levantou-se do sofá, falando que iria fazer o trabalho de casa e foi para o quarto, levando sua mochila.

Peguei o telefone, irritado, e atendi com mal-humor.

E para minha surpresa, era minha mãe.

Fazendo as mesmas perguntas de sempre. Perguntas que toda mãe fazia a um filho.

Respondi a todas, entediando, mentindo descaradamente sobre estar cozinhando melhor e ter aprendido a lavar a louça.

Mas eu não podia contar a ela que havia uma criança de dez anos morando comigo e me ajudando nessas tarefas.

Definitivamente não podia.

Pois ela me internaria numa clínica psiquiátrica, sem dúvidas.

Depois de uma meia hora ouvindo aquelas recomendações de mão, ela se despediu e pude desligar o telefone.

Suspirei frustrado, passando a mão pelos meus fios loiros.

Só a minha mãe para ligar bem naquela hora e estragar aquele momento tão bom com Ruki.

Parece até que as mães têm um radar que avisa as piores horas para elas ligarem.

Fui até o quarto, onde Ruki estava debruçado na cama, lendo um livro qualquer da escola e anotando algo em seu caderno.

Ele realmente era um garoto bem esforçado.

Entrei no quarto, só para pegar uma roupa e fui ao banheiro tomar um banho.

Gelado, de preferência.

Saí mais relaxado e levemente sonolento.

O relógio da sala ainda marcava 18h. Mas estava com uma grande vontade de dormir e só acordar no dia seguinte.

O calendário dizia que era sábado e agradeci muito por ser meu dia de folga.

Sábado.

Já fazia uma semana que o pequeno estava comigo.

Uma semana que aquele baixinho havia invadido minha vida de uma maneira inesperada e a mudou de maneira drástica.

Afinal, eu nunca me apaixonei por ninguém em uma semana.

E não sentia vergonha alguma, nem incerteza, ao dizer que aquilo que estava sentindo por Ruki era amor.

Caminhei até o quarto, onde Ruki terminava de fechar o último caderno guardá-lo na mochila.

- Gomen Ruki, não quero atrapalhar... — Falei entrando, e os olhos dele me fitaram novamente. — Mas eu estou muito cansado...Vou te atrapalhar se dormir aqui? — Perguntei sem graça.

- Não, já terminei os trabalhos. — Disse, colocando a mochila no canto do quarto. — E o quarto é seu, não precisa perguntar se pode dormir nele, né?

Sorri sem graça, assentindo de leve, indo me deitar em um dos lados da cama.

Ruki vasculhou a bolsa de roupas que Uruha havia dado e saiu com algumas peças na mão.

Encostei a cabeça no travesseiro, sentindo o peso do meu corpo tombar sobre a cama. Fechei os olhos, sentindo o cansaço sumir aos poucos e o sono chegar.

Ouvi o barulho da porta se fechando e percebi que a luz foi apagada.

Logo senti o peso de Ruki sobre a cama, ajeitando-se sob as cobertas, deitando na cama ao meu lado.

E quando ia me virar para lhe dar boa noite, senti seu corpo se aproximando do meu aos pouquinhos, até estarmos completamente juntos.

Sorri, com os olhos fechados, envolvendo seu corpo pequeno com meus braços.

- B-bons sonhos, Reita-chan... — Disse baixinho, contra o meu corpo.

E o apertei um pouco mais forte, sorrindo com o apelido.

Ele podia ter certeza de que seriam ótimos sonhos.

Continua...

Notas finais
Reviews ou ovadas?