Love In One Day
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Acho que tenho amor demais por essa fic XD Tvz seja por ser minha unica envolvendo shotacon, lolicon, anywaycon XDDDD /Q Divirtam-se e deixem reviews, onegaaaaai
Cap3
Se não fosse pelo maldito sol no meu rosto, eu teria continuado dormindo.
Mal, mas estaria dormindo.
Eu havia dormido sentado na cama, ao lado de Ruki, que dormia profundamente.
Ele demorara um pouco a dormir, ainda triste com a conversa.
E durante a noite, pude ouvir claramente um choro baixinho e lágrimas escorrendo do canto de seus olhinhos.
Depois daquela conversa, eu pude entender o porquê dele ser daquele jeito.
Tímido, delicado, triste...vazio.
Qualquer um se sentiria vazio se a própria mãe renunciasse seu amor. E pior, ficar do lado da pessoa que expulsou o próprio filho de casa.
Mulher louca.
Como pôde deixar uma criança tão frágil sair de casa?
Fiz um carinho leve em seus cabelos loiros, não querendo acordá-lo.
Os olhinhos ainda avermelhados pelo choro, as marcas das lágrimas ainda em suas bochechas levemente rosadas.
Ninguém humano, ou em sã consciência poderia ter feito algo tão cruel.
Levantei da cama, sem fazer muito barulho, esticando meu corpo dolorido. Peguei minhas roupas no armário e segui para o banheiro.
Debaixo do chuveiro, com a água morna relaxando cada músculo dolorido, eu comecei a pensar em como seria daqui para frente.
Afinal, ele era só uma criança, e eu era um estudante de vinte anos que mal sabia fazer torradas.
Como eu cuidaria dele? E se ele ficasse doente, ou se machucasse?
Ou se alguém o encontrasse, como eu iria explicar um garoto de dez anos na minha casa?
Joguei uma grande quantidade de água no rosto, tentando me acalmar.
Eram coisas demais para se pensar e ainda não eram nem oito horas.
Saí do banheiro, secando os cabelos, e encontrei Ruki parado na porta do quarto, abraçado ao travesseiro, encarando-me.
Corei de leve, com a intensidade do olhar do pequeno sobre mim.
Como se me analisasse por dentro.
- Você deveria descansar um pouco mais, Ruki. — Falei, aproximando-me dele, tocando seus cabelos claros.
E era quase doentia a vontade que sentia de sempre ter ele por perto, tocando-o com carinho.
- Perdi o sono...- Murmurou, coçando os olhos, ainda visivelmente com sono.
- Sei... — Sorri. — — Vá se recostar no sofá então, vou ver arrumo algo para comermos.
- Você vai...cozinhar? — Perguntou desconfiado, no caminho para sala.
- Vou tentar, pelo menos. — Respondi sem graça, coçando a nuca.
Ele acompanhou-me até a cozinha, sentando-se à mesa, fitando-me com curiosidade.
E aquilo me deixou meio...nervoso.
E me senti estúpido por ficar nervoso de uma criança me encarar enquanto eu cozinhava.
Mas senti-me mais estúpido quando comecei a estragar tudo e Ruki olhava-me assustado.
- É... — Olhei para as torradas escuras como carvão que havia feito. — Não saiu bem como eu queria...
Ruki mordeu os lábios, numa tentativa frustrada de segurar o riso.
Minhas bochechas queimaram de vergonha, mas ao mesmo tempo era bom vê-lo sorrir depois de ter derramado tantas lágrimas.
Levantou-se, pegando a frigideira no fogão e ligando o fogo. Abriu a geladeira, retirando dois ovos e quebrou-os na frigideira, mexendo-os agilmente na panela.
Eu o observava surpreso, enquanto ele cozinhava como um especialista.
E eu me senti a criança de dez anos.
Despejou os ovos mexidos em dois pratos e colocou na mesa, arrumada por ele, junto com dois copos de suco.
Sentou-se e ficou esperando-me fazer o mesmo, me observando.
Após o breve choque, sentei-me ao seu lado, saboreando o delicioso café da manhã que Ruki havia feito para nós.
Humilhado na cozinha por um garoto de dez anos. Muito bom, Reita!
Depois de terminando o café, Ruki lavou a louça, enquanto eu terminava de arrumar minhas coisas para faculdade.
- Bom, Ruki-kun, eu já vou indo. — Anunciei, já na porta. — Comporte-se, ok?! — Assentiu e eu sorri. — Itekimasu, Ruki!
- Iterashai...Reita... — Murmurou corado e meu peito se encheu de uma felicidade gostosa.
E fui para a aula com um sorriso bobo nos lábios.
RxR
Na volta da faculdade, parei num restaurante e comprei meu almoço e o de Ruki.
Afinal, não me arriscaria a tentar cozinhar nada e não estava a fim de ser humilhado novamente pelos dotes do pequeno.
Entrei pela cozinha, já deixando a comida sobre a mesa e a arrumando para nós.
Coloquei tudo em uma bandeja e levei para sala, onde o pequeno estava deitado no sofá, assistindo desenhos animados.
- Almoço! — Falei sorrindo, deixando a bandeja sobre a mesa, enquanto ele sentava-se rapidamente no sofá.
E ele olhou chocado para a comida na bandeja e virou rapidamente seus olhos para mim.
- Não, não fui eu quem fez isso. — Confessei e ele acreditou na mesma hora. — Comprei para termos uma refeição descente hoje.
Sentei-me no chão e ele fez o mesmo.
- Cuidado, está... — Sem me esperar terminar de avisar, pegou os hashis e colocou a comida na boca. — ...quente.
O baixinho soltou um murmúrio dolorido, deixando a comida de lado e colocando os dedos sobre o lábio inferior, que estava avermelhado.
- Aiaiai, pequeno. — Suspirei, aproximando meu rosto do dele, para ver a queimadura.
- Gomen...- Desculpou-se triste, abaixando de leve o rosto.
- Está tudo bem. — Sorri, erguendo seu rosto. — Eu devia ter avisado antes também. — Ele olhou-me, ainda pedindo desculpas com os orbes escuros. -
Queimou um pouquinho... — Falei, passando o dedo de leve pelo local, fazendo o soltar um suspiro dolorido.
E novamente meu coração falhou uma batida.
- V-vou pegar um pouco de gelo.
Levantei-me e corri até a cozinha, apanhando um cubo de gelo.
Voltei a sala, sentando-me ao lado de Ruki.
- Isso é gelo. — Disse, aproximando o gelo do lábio dele. — Vai aliviar um pouquinho.
Ele assentiu e passei o gelo por seu lábio inferior machucado.
Ruki suspirou com o contato frio do gelo em sua pele e fez meu coração acelerar.
Eu estava com o rosto perto demais e podia sentir sua respiração levemente acelerada contra meus lábios.
E aquilo estava me deixando louco.
Afastei o gelo de seu lábio, fazendo-o soltar um baixo gemido de dor.
E aquilo foi demais para mim.
Encarei seus olhos e Ruki fez o mesmo.
Aquele olhar tão profundo, me tirando o fôlego.
E num ato impensado, aproximei meu rosto do seu, juntando nossos lábios de leve.
Não podia explicar a felicidade que me invadiu, só de colar meus lábios com os dele.
E quando suas mãozinhas pousaram em meus ombros, apertando-os de leve, minha razão voltou e me atingiu como um soco.
Afastei bruscamente meu rosto do dele, não acreditando no que havia feito.
Seus olhinhos estavam fechados, mas com meu movimento brusco, ele os arregalou de leve.
E agora? O que ele estava pensando de mim?
No mínimo, que eu era algum tarado pedófilo.
Eu próprio estava me achando um.
- Ruki...eu... — Tentei me explicar, mas as palavras morriam na garganta.
Ruki apenas me olhava, esperando pacientemente o que eu tinha para falar.
- Desculpe-me...eu...não sei o que deu em mim... — Meu rosto estava em ebulição.
O pequeno abaixou o rostinho, envergonhado.
As bochechas vermelhas meio escondidas pelos fios loiros da franja.
- Não...peça desculpas... — Sussurrou baixinho, mas pude ouvir. — Eu não...fiquei chateado...
Encarei-o, espantado com a reação dele.
Pensei que ele ia sair correndo, sem querer olhar na minha cara e se trancar no quarto, com medo de mim.
Mas ele apenas corou e nem estava irritado comigo.
E eu só pude pensar o quanto mais adorável e fofo aquele garoto podia ser.
E sem pensar se ele se assustaria, puxei-o contra meu corpo, abraçando-o gentilmente.
Seu corpo ficou meio tenso sobre o meu, mas logo relaxou. E suas pequenas mãos pousaram sobre meu peito, agarrando minha blusa de leve.
Com um dos braços abraçando seus ombros e o outro livre para afagar seus cabelos, ficamos assim por algum tempo.
Apenas aproveitando a presença dele em meus braços.
E um sentimento desconhecido surgiu em mim.
Uma paz tomou conta de mim. E aquele contato me parecia tão certo.
Mesmo eu sendo dez anos mais velho que ele.
E naquele momento, eu me peguei perguntando como aquele pequeno conseguiu que eu me apaixonasse tão rápido por ele.
Continua...
Notas finais
Suki desuka? Reviews onegaishimashu!
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