Love In London
1 Oneshot
Hermione sentou-se confortavelmente na poltrona e olhou para a janela, logo aquele lindo sol e o calor que fazia em Miami seria abandonado pelo frio que fazia em Londres, ela detestava mais do que tudo em sua vida, Londres, por ser uma cidade fira e, para ela, sem graça. Mas ela precisava ir, por que? Porque era o casamento de seu pai com uma mulher metida a perua e Hermione fora obrigada a ir, aliás, se ela não fosse a dama de honra, quem seria? Com certeza aquele vestido apertado que realçava o corpo não caberia na sua prima Raquel, uma garota com excesso de gorduras que odiava Hermione e, é claro, o sentimento era recíproco.
A vida de Hermione estava de cabeça para baixo. Para começar seu ex-namorado, Ronald Weasley, estava namorando com uma garota de lindos cachos quase loiros chamada Lilá Brawn, aquela Lilá Brown que um dia fora amiga de Hermione. E, para piorar completamente, Hermione achava não o havia esquecido. Ela dizia que sim, mas no fundo, ela dizia para si mesma que amava Rony e ficar trancada em seu quarto escutando músicas da Adele não ajudaram em nada.
A verdade é que, nem mesmo ela sabia se o amava, é que ela estava tão apegada aos bons momentos que passara com Rony que não queria o esquecer e fazia de tudo para achar que ainda tinha jeito para os dois, queria ter esperança.
Então sua melhor amiga, Gina Weasley -sim, Weasley, irmã de seu querido ex-namorado. — dissera a Hermione que a culpa de terem terminado era toda dela por não saber cuidar do namorado como devia o que gerou uma enorme discursão e duas amigas sem se falar. E então, com Gina e Rony sem falar com ela, Harry -seu outro amigo- consequentemente deixou de falar com ela também preferindo estar do lado da namorada e do melhor amigo.
Como se não desse para ficar pior, naquela tarde ao chegar em casa, o correio trouxera o enorme convite marfim com letras douras escrito o nome de seu querido pai e da sua noiva Poliana Verona, Polly-Vadia, como Hermine chamava; e achava que chamá-la assim era um favor já que qualquer nome era melhor que o dela. O fato é que, ao receber o convite, sua mãe a obriga a ir e a proíbe de qualquer tentativa de acabar o casamento. Hermione lembrava com clareza das palavras da mãe:
_ E se você fizer qualquer coisa que seja para estragar esse casamento, Hermione Jean Granger, você irá morar em Londres com seu pai e a Poliana, quer você queria, ou não.
E agora tudo que lhe restava era estar naquele avião com o cinto de segurança apertado em sua cintura olhando para a janela e esperando o avião decolar. Sua vida não poderia ficar pior. E suspirando, ela desvia o olhar da janela para o lado onde algum passageiro iria sentar ao seu lado e esperava que não fosse aqueles velhinhos carecas irritantes que passavam a viagem resmungando. Era um garoto loiro de cabelos penteados para trás, usava um jeans cinzento e uma blusa negra com uma jaqueta da mesma cor por cima. “Tudo bem, não era um velho gordo careca, mas você não pode ficar babando por desconhecidos, Hermione.” Hermione pensou, repreendendo-se.
_ Algum problema? — O garoto perguntou e, só então, Hermione percebeu que não parou de encará-lo.
_ Não nenhum. — Ela resmungou, pegando a revista que caíra no chão.
_ Bom mesmo. — Ele murmurou. Hermione olhou em seus olhos, cinzentos como o céu de Londres e eram frios, distantes, Hermione odiava frio. Qualquer que fosse. — Espero que não me atrapalhe nessa viagem.
_ Com esse seu bom humor, nem se preocupe, não vou não. — Ela olha feio para o garoto.
Hermione simplesmente resolveu ignorar colocando em seu ouvido o enorme fone lilás enquanto passava os olhos pela revista. O avião decolou logo e até aí seu voo foi sem graça, Hermione tentava pensar em qualquer coisa além da altura que ela estava do chão. Se tinha alguma coisa que Hermione odiava mais que frio e sua prima Raquel era altura. E não foi nem necessário a primeira turbulência para Hermione largar a revista no chão, tremendo.
E o que a surpreendeu foi a página que havia aberto, era a foto de um homem de longos cabelos loiros e olhos cinzentos ao lado de uma mulher alta vestida de noiva. Ao lado dele, um garoto de pele extremamente pálida e olhos acinzentados sorria. Os olhos de Hermione não podiam estar mais arregalados e, em um puro ato de impulso ela retirou os fones e jogou a revista no colo do loiro ao seu lado.
_ É você! — Ela exclamou apontando para a revista.
Os olhos do menino arregalaram-se me surpresa, mas logo a expressão foi substituída por um sorriso irônico e frio no rosto pálido. Hermione simplesmente não conseguiu gostar dele.
_ Ah não me diga. — Ele murmurou.
_ Você parece ter uma família linda... — Ela murmurou sendo educada. — Queria que a minha fosse assim, sabe... Queria poder gostar da minha futura madrasta e da cidade onde eu vou, mas acho que é impossível e... Esquece, você não entende. Eu nem conheço você.
_ Eu não gosto da minha madrasta se é o que você quer saber. — Ele deu de ombros. — Eu preciso fingir que gosto e nem sei por que estou te dizendo isso, mas na minha casa as coisas não são perfeitas como parecem.
_ Nossa... — Hermione disse, olhando a foto. — Formam uma família linda.
_ Você diz por que não conhece a Mandy, ela tem compulsão e mania de limpeza, é terrível. — Ele fez uma careta. — Prefiro minha mãe.
_ E onde ela está? — Hermione perguntou-se se tinha ido longe demais, mordeu o lábio inferior, em dúvida.
_ Ela está morta. — Ele disse. — Faz alguns anos.
_ Ah, eu sinto muito. — Hermione disse. — Mas olha... Minha vida está se acabando, minha mãe me obrigou a vir a Londres para o casamento do meu pai, bom, ele precisava de uma daminha, mas Raquel não poderia ir porque ela sair rolando no tapete, então não tinham outra para ir no lugar dela, só eu e também não posso entrar lá cantando Speak Now igual a Taylor Swift se não vou ter que morar lá e... — Hermione falara muito rápido, então ela parou e suspirou. — Eu odeio Londres.
Draco riu.
_ Você é engraçada. — Ele disse. — E por que odeia Londres? É uma cidade legal...
_ É uma cidade fria. — Hermione explicou. — Prefiro Miami e fica até mais emocionante de acabar um casamento lá, sabe? Dá mais emoção no calor... — Draco deu um sorriso, não era frio ou irônico e foi aquele lado que fez Hermione gostar dele.
_ Por que ela te obrigou a ir? Só por causa da Raquel?
_ Nossa, você prestou atenção! — Hermione exclamou. — Ela me fez ir porque Miami estava me fazendo mal, eu terminei a pouco tempo com meu ex-namorado e briguei com meus amigos e minha mãe disse que ficar trancada no quarto e escutar músicas depressiva não vai adiantar de nada. — Hermione falou. — Bom, se eu tiver que ir para Londres de novo eu acho que me jogo do Big Ben.
_ Onde vai ser o casamento? — Ele perguntou somente para não deixar o assunto morrer.
_ Nesse endereço aqui... — Hermione pegou um papelzinho do bolso da blusa e escreveu nele. — Daqui a duas semanas, você pode ir? Vai me fazer companhia...
_ Isso não vai irritar seu pai? — Ele perguntou cauteloso.
_ Sim. — Hermione sorriu. — É um dos propósitos.
Draco sorriu de lado.
_ Então me fala mais sobre a noiva do seu pai...
[...]
Duas semanas depois...
Hermione estava vestida em seu vestido cor-de-rosa e seu cabelo estava preso em um coque alto, Ela andava na frente da igreja esperando a noiva entrar e também esperava que seus saltos cavassem um buraco no piso para que ela pudesse se enterrar dentro. Do outro lado estava Raquel, vestia um vestido verde que a deixava parecendo grande bolo de aniversário com muito fermento.
Hermione não esperava que ele viesse, ela nem sabia seu nome ou ele o dela, a única coisa que ela sabia era que ela era impulsiva e provavelmente acharia que ela era uma doida. Normal, era o que as pessoas pensavam sempre.
Não demorou muito para que Polly-Vadia chegasse, ela usava um vestido branco que provavelmente compraria o apartamento que Hermione morava com a mãe e uma maquiagem que faria qualquer sono de circo demitir um palhaço por ela. Os cabelos loiros estavam mais esticados que o normal, se possível, e caía sobre o rosto sem emoldura-lo ou qualquer coisa do tipo.
Entrando atrás dela na igreja, Hermione percebeu que apesar dela ser uma perua horrorosa e sem senso de moda, Poliana fazia seu pai feliz e ela se sentia mal por não aprovar aquele casamento. E, não importaria o preço que ela tinha de pagar, deixaria seu pai ser feliz com quem ele quisesse. Até mesmo com uma perua horrorosa feita a Polly-Vadia.
[...]
Hermione ria ao jogar mais daquelas pétalas de rosa sobre o casal que saia da igreja, rindo alegremente. Até mesmo Raquel, que não tirava aquela expressão séria do rosto, sorria para o casal ao jogar flores neles. E tudo na vida de Hermione voltou-se a se encaixar perfeitamente, então ela se virou para ver o carro dos noivos que iam longe rumo a festa e deu de cara com um lindo loiro de olhos cinzentos e terno escuro.
_ Espero que não tenha chegado tarde para impedir o casamento. — Ele disse, ao se aproximar dela.
_ Chegou para uma hora melhor... — Ela sorriu. — Quer me acompanhar até a festa?
_ Você quer mesmo ir para uma festa onde terá milhares de Babuínos Bobocas Balbuciando em Bando? — Ele sorriu, ironicamente.
_ Achei que eu fosse a única que conhecia essa frase. — Hermione corou e balançou a cabeça negativamente. — Que tal você me mostrar o quanto Londres pode ser legal?
_ Vou adorar fazer isso.
Draco encaixou seus lábios nos de Hermione gentilmente e abraçou sua cintura de forma protetora a puxando para perto de si. Hermione sorriu dando livre espaço para que a língua experiente de Draco pudesse explorar sua boca e sorriu entre o beijo. Enquanto puxava a nuca do garoto para mais perto de si. Separaram-se apenas quando não era mais encontrado ar.
_ Vamos começar de novo. — Ele sugeriu ao beijar-lhe a palma da mão. — Meu nome é Draco. Draco Malfoy.
_ Sou Hermione Granger. — Ela sorriu. — O cavalheiro daria a honra de me acompanhar a um passeio?
_ A honra seria toda minha, senhorita. — Draco brincou.
E, a partir daquele momento, Hermione nunca amou outra cidade mais do que ela amava Londres e apesar de não ser Paris, Londres seria para ela, sempre, a cidade do amor.
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