Love History
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Estava espirada esses dias e terminei o capitulo, espero que gostem ^_^
Ela não sabia o que fazer, pensou em levanta-lo, mas talvez fosse melhor não mexê-lo.
-o que eu faço? –perguntava a si mesma.
-ficar parada me olhando não ajudará em nada. –disse sem abrir os olhos.
-você não esta inconsciente? –ela não acreditava que tinha sido feito de idiota.
-se eu não tivesse feito isso você teria me deixado, não é? –Kagome bufou irritava e fez menção de se levantar, mas Inuyasha a segurou pelo braço. –espera, eu posso não estar inconsciente, mas isso não significa que não tenha me machucado.
-e onde se machucou?
-além do meu orgulho? –ele estendeu a mão pra que Kagome o ajudasse a se levantar.
-pensei que soubesse se virar sozinho. –ela sorria enquanto o ajudava a se levantar. –acho melhor voltarmos.
-espera. –Inuyasha pediu colocando as mãos nas costas. –quero salvar o pouco de orgulho que me resta, não vou chegar em casa todo curvado como um velho. –Kagome tentava segurar o riso.
-então espere aqui, eu vou tentar achar o seu cavalo. –alguns minutos depois Kagome voltou trazendo o cavalo. –tivemos sorte que ele não foi muito longe, estava parado perto do riacho. –Kagome o prendeu junto do seu. –então já esta se sentindo melhor.
-você deve estar adorando toda essa situação, não é?
-não costumo rir da desgraça alheia, mas confesso que foi engraçado.
-não lembro de ter passado por uma situação constrangedora como essa antes.
-pra tudo se tem uma primeira vez Sr.Taisho. –estavam sentado um ao lado do outro embora afastado. –tenho certeza que seus pais tem historias engraçadas sobre você, os pais sempre tem.
-mesmo que tivessem, seria meio difícil você perguntar para eles. –disse sem encara-la. –eles morreram já faz alguns anos.
-sinto muito. –ela se sentiu culpada, por experiência própria sabia como podia ser doloroso. –não devia ter tocado nesse assunto.
-não tem importância, isso foi há muitos anos atrás eu já tenho quase trinta anos, não posso mais ficar chorando pela morte deles, não é?
-e por que não? –ele o encarou. –ainda hoje eu choro pelos meus.
-imagino que para você tenha sido difícil já que ainda era uma criança.
-como você sabe disso?
-sua avô me contou. –Kagome o encarou por uns minutos e sorriu. –quem diria que teríamos algo em comum.
-isso quer dizer que temos que nos dar bem?
-não necessariamente.
-ótimo. –disse Inuyasha e sorriu sedutor. –gosto de provoca-la. –Kagome sentiu o rosto ficar vermelho. –e você fica bonitinha com o rosto vermelho.
-você não tem jeito. –disse virando o rosto. –mas se eu fosse você não perderia meu tempo, não vou cair no seu papo Sr.Taisho.
-Inuyasha.
-hã?
-me chame de Inuyasha, não gosto dessa historia de Senhor pra cá senhor pra lá, prefiro me que chame de Inuyasha.
-como preferir... Inuyasha. –ele sorriu, era como se estivesse ouvindo seu nome pela primeira vez. –acho melhor voltarmos, você precisa colocar gelo no seu... orgulho. –disse segurando o riso.
-certo, mas vamos andando não estou pronto para montar esse cavalo outra vez. –depois de voltarem Kagome explicou o pequeno acidente a Kaede e ela mandou que levassem gelo ao quarto de Inuyasha.
-espero que você tenha um bom motivo para me fazer vim aqui há essa hora. –eles estavam em um doa bares da periferia de Londres, já passavam de duas da manhã alguns homens ainda bebiam e outras estavam caídos bêbados pelo canto.
-tenho ótimas noticias para você. –disse o outro, ele parecia nervoso de estar ali afinal era um dos piores bairros de toda Londres.
-duvido, a única noticia boa que você já me deu foi sobre a morte do velho. –disse sem esconder a raiva, virou toda a dose de uísque dentro da boca e bateu com o copo na mesa. –e mesmo assim ele fez questão de deixar tudo pra outra pessoa, foi uma perda de tempo adiantar a ida dele dessa pra melhor.
-por favor, mantenha seus atos em segredo. –disse olhando para os lados. –não quero ser seu cúmplice, por isso prefiro não ouvir.
-tanto faz. –voltou a encher o copo. –então que noticia é essa que você tem pra mim.
-parece que o herdeiro do seu pa... –parou a ver o olhar de ódio do outro. –parece que o novo dono da casa não quer a herança, ele esta disposto a passar tudo para o filho do antigo duque, inclusive já mandou procura-lo.
-isso é verdade? –um sorriso sinistro surgiu em seus lábios. –quem diria que as coisas acabariam assim. –ele começou a rir, um riso que fez seu acompanhante tremer.
-o que o senhor pretende fazer agora?
-o que mais. –esvaziou o copo outra vez. –dar a eles o que eles querem.
-e você acha que vai conseguir acha-lo? –perguntou Kouga, Inuyasha ligou para ele para informar sobre sua situação.
-eu espero que sim, senão ficarei preso com essa casa sem poder vendê-la.
-e por que você não fica com ela, eu vi as fotos que você me mandou e é um lugar incrível. –Inuyasha não queria admitir que também tinha gostado do lugar, aquela era a primeira vez desde a morte dos seus pais que relaxava e se sentia em casa. –se Ayame visse as fotos concerteza iria querer que o casamento fosse lá.
-ca-casamento? –Inuyasha não tinha acreditado no que ouviu. –como assim, vocês vão se casar, desde quando?
-é uma longa história, eu pretendia te contar quando você voltasse. –Inuyasha notou a alegria na voz de Kouga o que era uma surpresa, desde que o conheceu Kouga era o tipo de pessoa focada que não via mais nada sem ser seus objetivos e eles eram parecidos nisso, talvez por isso sua sociedade tenha sido tão produtiva, mas desde que ele conhecera Ayame Inuyasha vinha notando a mudança em seu amigo. –inclusive queria convida-lo para ser meu padrinho, o que acha? –ouve um silencio Inuyasha não sabia o que dizer, ele não acreditava em amor, pra ele isso era só algo que servia para iludir e machucar as pessoas e agora ali estava Kouga completamente apaixonado. –eu sei que você deve estar surpreso. –disse Kouga com o silencio de Inuyasha. –eu também não achava isso possível, mas Ayame me mostrou o contrario, quando eu a conheci era como se tivesse encontrado algo que estava faltando em mim.
-você realmente foi pego não é? –disse Inuyasha o interrompendo. –mas se essa é sua escolha só me resta te desejar sorte.
-então, vai aceitar ser meu padrinho? –Inuyasha não pode deixar de sorrir.
-mas é claro, quem mais aceitaria ser seu padrinho. –eles ficaram conversando por mais algum tempo até Inuyasha decidir desligar.
-que tédio. –disse Kagome jogada na cama, olhava pela janela de onde dava para ver a forte chuva caindo. –quando chove assim não da pra fazer nada, Sango me convidou para uma festa, mas assim não vai dar. –se lamentava. Ou viu uma batida na porta. –pode entrar. -com certeza era sua avô, ela ficou deitada com os olhos fechados, mas começou a estranham o silencio.
-isso por acaso é um convite para eu me deitar com você. –ela abriu os olhos assustada se virou e viu Inuyasha parado ao lado da cama com os braços cruzados e um largo sorriso nos lábios, ela então olhou como estava vestida, o short que usava deixava uma boa parte da sua perna de fora e por estar deitada a blusa deixa sua barriga a mostra. –o que você esta fazendo aqui? –disse se sentando rapidamente. –agora deu pra invadir meu quarto.
-eu bati. –disse se defendendo. –você disse que podia entrar.
-devia ter perguntado quem era.
-devia mesmo. –ela o encarou sem entender, mas ele parecia irritado. –qualquer um podia entrar aqui e ver você assim.
-ok, mas o que você quer aqui?
-preciso de você. –Kagome sentiu seu coração acelerar.
-como?
-eu estava dando uma volta pela casa e encontrei uma porta trancada, preciso de você para abri-la.
-mas é a minha avô que tem as chaves da casa.
-ela me parecia bastante ocupada, não quis incomodá-la. –ele sorriu para Kagome. –você por outro lado parecia bem desocupada agora pouco. –Kagome sentiu seu rosto esquentar, por que ele sempre conseguia fazer com que ela se sentisse uma idiota.
-está bem, só me de uns minutos pra mim me trocar. –disse se levantando. –ou quer que eu ande pela casa assim? –Inuyasha a olhou de cima a baixo.
-estarei esperando lá fora. –e saiu sem dizer mais nada.
Alguns minutos depois ambos caminhavam pelo corredor que levava a parte de trás da casa.
-hum...
-o que houve Kagome? –perguntou Inuyasha curioso.
-eu não venho muito aqui, se não estou enganada esse corredor leva a ala original da mansão.
-ala original.
-sim, pelo que sei essa parte da mansão nunca foi mexida nem na reforma, ela se mantém igual ao que era desde o século dezenove. –ela o encarou com um brilho nos olhos, aquela era sua chance de conhecer uma parte da mansão que era proibida desde que ela era criança. –foi um pedido do duque na época, ele queria que essa parte se mantivesse intacta, e o seu tio mantinha esse lugar trancado por isso não conheço essa parte da casa.
-então pelo visto você não vai servi como guia não é? –ele suspirou. –se eu soubesse tinha vindo sozinho.
-espera. –pediu Kagome parando a sua frente. –desde que eu vim para esta casa sempre quis vim para esse lugar, mas minha avô dizia que era não era permitido e o lugar estava sempre trancado, esse é minha chance. –os olhos dela brilhavam de ansiedade e Inuyasha não pode deixar de sorrir, ela estava encantadora. –por isso eu faço qualquer coisa... qualquer coisa pra você me deixar ir com você.
-e desde quando você virou criança. –ele não pode deixar de rir, mas então seus olhos brilharam com a ideia que teve. –você disse qualquer coisa?
-er... –ela sentiu um arrepio na espinha.
-e o que você estaria disposta a fazer? –perguntou segurando o queixo de Kagome aproximando seu rosto do seu. Ela pensou que seu coração fosse explodir de tão rápido que batia e em vez de empurra-lo, para-lo, mas ela queria que ele continuasse. Ele não disse nada, só olhava para aqueles profundos olhos azuis, ele esqueceu onde estavam sobre o que estavam falando, então com esforço ele afastou esses pensamentos. –eu vou pensar em algo. –disse e se afastou Kagome ainda ficou um tempo parada ofegante. –você vem ou não?
-e-eu já vou. –ela se esforçou a se recompor e foi atrás dele. –ela tinha que se acalmar, afinal com certeza foi um engano aquilo que ela viu refletido nos olhos dele não poderia ser desejo, não é? Não que ela tivesse alguma experiência nisso, afinal em seus vinte e quatro anos nunca tivera um namorado, sua experiência amorosa era completamente zero. Ela suspirou desanimada, com certeza tinha se enganado.
Eles andaram mais um pouco até chegarem a uma enorme porta dupla, ela perecia ser antiga.
-acho que temos um problema. –disse Kagome.
-e qual seria? –disse Inuyasha sem encara-la, ainda estava perturbado pelo que tinha acontecido alguns minutos atrás.
-nenhuma das chaves que temos serve para essa porta, olha a fechadura é antiga.
-você não disse que sua avô tinha todas as chaves da casa.
-e tem, mas eu disse que essa parte da casa é especial, nem mesmo os empregados viam aqui. –Inuyasha olhava a porta pensativo, o que será que tem de tão importante ali que ninguém podia entrar.
-eu não acredito nisso. –lamentava Kagome. –eu pensei que finalmente ia poder ver o que tem atrás dessa porta.
-não se preocupe Kagome. –Inuyasha tinha um sorriso convencido nos lábios. –nós vamos entrar ou eu não me chamo Inuyasha Taisho.
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