Love History
15 Capítulo 15
Notas iniciais
E mais uma coisa, o próximo capitulo será o penúltimo cap O.O sim o fic já está no fim T.T eu sempre fico triste nesses momentos, mas vamos aproveitar enquanto temos capitulo ^_^
Kagome deu uma ultima olhada no espelho, não se arrumará tanto quanto devia, afinal iria a um encontro, não é? Suspirou desanimada, na verdade não tinha nenhuma vontade de ir a esse jantar, sabia que só tinha aceitado em uma tentativa tola e falia para tirar Inuyasha da cabeça, mas não estava certo em fazer isso com Naraku, por isso depois desse jantar deixaria bem claro para ele que só poderiam ser bons amigos.
Durante o jantar só sentiu mais culpa, Naraku foi incrivelmente cavalheiro e gentil, lhe levou em um dos melhores restaurantes Italianos da cidade. Quando a pegou na mansão abriu a porta do carro para ela, puxou a cadeira para que ela pudesse se sentar e manteve uma conversa agradável durante todo jantar e ela não conseguiu sentir nada mais que incomodo perto dele e isso só a fazia se sentir mal, desde quanto tinha se tornado esse tipo tão ruim de pessoa.
-você está apaixonada pelo Inuyasha. –disse Sango enquanto ambas caminhavam em direção à sala de aula. –é claro que se sentiria assim com outro homem, ainda mais quando está tão obviu que ele esta afim de você.
-mas minha historia com Inuyasha já acabou... sem nem mesmo ter começado. –disse desanimada. –eu tenho que seguir com a minha vida.
-sua cabeça já entendeu isso. –disse apontando em sua direção. –mas essa parte aqui ainda não entendeu. –disse apontando para o peito onde fica o coração.
-o que eu faço Sango?
-não sei. –disse apenas.
-você não esta cumprindo com seus deveres de amiga. –disse cruzando os braços. –você devia me aconselhar.
-então deixa eu te dar um conselho. –ela parou em frente à Kagome e sorriu. –apenas deixe acontecer. –e depois entrou na sala deixando Kagome surpresa e confusa ao mesmo tempo.
Quando Kagome chegou e casa estava morrendo de dor de cabeça, tudo que queria era tomar um banho e cair na cama, mas quando passou em frente à porta do quarto de sua avó ouviu um barulho lá dentro, estranhou, pois sua avó nunca ficava no quarto àquela hora.
-vovó. –ela entrou no quarto e encontrou sua avó sentada em uma poltrona com uma xícara de chá nas mãos. –está tudo bem com a senhora?
-que bom que você chegou Kagome. –ela sorriu para a neta e indicou a poltrona a sua frente para Kagome se sentar. –estava querendo falar com você.
-qual o problema? –Kaede sorriu.
-não se preocupe, não é nada serio. –ela colocou a xícara na mesinha ao seu lado. –na verdade estava pensando em sair dessa casa. –Kagome ficou tão surpresa que pensou te ouvido errado. –vamos não precisa fazer essa cara. –disse Kaede rindo.
-mas a senhora... essa casa... esta falando serio?
-eu sei, trabalhei nessa casa minha vida inteira, mas agora eu sinto que não faz mais sentido eu ficar aqui, ainda mais agora.
-a senhora não gosta do Naraku, não é?
-quando o conheci tive uma impressão ruim sobre ele, lembro-me do falecido duque comentar que ele não era uma boa pessoa.
-a senhora sabia sobre ele.
-eu sei de tudo que acontece nessa casa. –Kagome teve a impressão que isso também estava relacionado a ela. –não só sabia que ele teve um filho como conheci sua mãe.
-então por que nunca disse nada?
-porque permiti a Eleonor, ela era uma boa pessoa, um pouco ingênua de mais, mas era uma boa moça. –Kaede recostou na poltrona se lembrando do passado. –ela era um pouco mais velha do que você quando ficou grávida, como eu disse ela era muito inocente e se deixou levar, o duque apesar de ser uma boa pessoa sempre teve uma queda por mulheres jovens. –Kagome não conseguiu deixar de rir. –quando descobriu que Eleonor estava grávida, disse que não poderia assumi-la ou a criança por causa de sua posição, mas prometeu cuidar dos dois pelo resto da vida.
-mas... –Kagome parecia surpresa com aquilo. –Naraku disse que o duque se negou a ajuda-los.
-esse jovem é muito ambicioso, ele queria mais do que uma ajuda. –sua expressão ficou seria. –ele queria tudo que lhe era de direito como filho. –Kaede suspirou e pegou a xícara tomando um longo gole do chá. –isso não importa mais, só sei que não faz mais sentido que eu fique aqui.
-e o que a senhora pensa em fazer?
-eu tenho minhas economias, estava pensando em ir morar perto do meu irmão.
-eu irei com a senhora.
-não Kagome, você tem a faculdade é melhor que vá morar na cidade ficará mais fácil pra você.
-mas... nós nunca nos separando.
-talvez esteja na hora de você começar a viver por você mesma.
Mas tarde deitada na cama Kagome não parava de pensar no que sua avó falará, eram muitas mudanças acontecendo ao mesmo tempo e apesar de tudo ela se pegava pensando em Inuyasha e em como queria que ele estivesse ali.
O voo parecia interminável, Inuyasha já estava se sentindo irritado, Kouga dormia tranquilamente ao seu lado e Ayame, quem Kouga insistira em levar também, ria sem parar de algum filme que estava passando na TV. Desde que tivera aquele sonho, na verdade bem antes disso ele tinha que admitir, estava ansioso para ver Kagome, se perguntava como seria sua reação quando ela o visse outra vez, afinal ela parecia muito calma quando ele foi embora, como se isso não a afetasse.
-droga! –resmungou se ajeitando na poltrona, isso era o que faltava, estava começando a agir como um adolescente apaixonado. Um sorriso surgiu em seus lábios, houve um tempo em que ele acreditava que nunca se apaixonaria, mas sabia que isso tinha mudado na primeira vez que virá Kagome, quando estava sentado naquele restaurante e a viu passar sorrindo, nesse instante ele se apaixonou, e se apaixonou ainda mais quando a viu no jardim toda mal arrumada e suja de terra, quando ele o encarou de cabeça erguida, quando ela correu em seu socorro quando ele caiu do cavalo, todas as vezes que ela ficava vermelha ou irritada quando ele a provocava ou perturbava, quando a beijou pela primeira vez, quando fizeram amor pela primeira vez, mas acima de tudo quando olhava em seus olhos e sabia que ela estava com ele não por interesse como tantas outras, mas sim porque era com ele que ela queria estar. –só espero que ela ainda quisesse.
Quando finalmente aterrissaram Inuyasha queria ir direto para a mansão, mas Kouga o aconselhou a ir primeiro ao escritório de Myouga, para sua surpresa e frustração Myouga não estava, foi informado que ele tinha ido até a mansão e Inuyasha não teve um bom pressentimento sobre isso.
-vamos agora. –e nem deu chance de Kouga discutir.
Kagome estava terminando de tomar seu café quando Kaede entrou na cozinha, pode notar que ela parecia preocupada.
-o que houve?
-Myouga acabou de ligar, parece que é hoje em que vão assinar os documentos em que passa a herança para o Sr.Flins. –ela parou a xícara de chocolate no meio do caminho, esse assunto já não devia perturbá-la tanto, Inuyasha já tinha ido embora há um mês, tinha que esquecer. –e parece que será aqui onde assinarão, um pedido do Sr.Flins.
-a senhora sabe que horas?
-depois do almoço. –Kaede parou hesitante antes de continuar. –você está bem com isso querida? –Kagome sabia ao que sua avó se referia, já fazia tempo que tinha descoberto que ela sabia sobre seu envolvimento com Inuyasha, mas nunca tocará no assunto.
-isso não é algo que me afeta na verdade, não é? –disse tentando parecer calma. –parece que as coisas finalmente estão entrando nos eixos. –disse deixando o resto do café na mesa e saindo, sabia que não poderia enganar sua avó e não queria que ela visse o quanto ainda estava abalado com toda essa historia.
-na verdade as coisas nunca pareceram tão fora do lugar como agora. –disse Kaede, mas Kagome já tinha saído e não a ouviu.
Quando Myouga chegou junto de Naraku Kagome estava no quarto tentando se concentrar nos livros, mas era uma tarefa impossível, o pensamento de que tudo acabaria quando Naraku assinasse aquele papel não saia de sua cabeça, até porque embora não quisesse admitir bem lá no fundo ela tinha esperanças.
-vamos Kagome se concentre. –dizia a si mesma. Voltou sua atenção ao livro a sua frente, mas uma batida na porta à fez desistir. –pode entrar.
-seu quarto parece muito confortável. –Kagome se levantou assustada ao reconhecer a voz de Naraku, ele estava parado na porta com um leve sorriso no rosto.
-o que esta fazendo aqui? –perguntou um pouco exaltada.
-viemos para assinar os documentos, pensei que você gostaria de estar presente. –desde a conversa que teve com soa avó Kagome decidiu ouvir mais sua consciência em relação à Naraku.
-eu tenho um trabalho da faculdade para terminar, além do mais você não precisa de mim por lá, não é?
-mas eu a quero lá. –ele avançou em sua direção e ela instintivamente recuou. –eu quero que você esteja presente. –Kagome engoliu em seco.
-está bem. –disse sorrindo nervoso, Naraku a estava assustando e talvez fosse melhor não contraria-lo.
Myouga os esperava no escritório e também parecia nervoso.
-é bom revê-la Sra.Higurashi. –Myouga a cumprimentou e ela sorriu em resposta.
-então Myouga onde estão os documentos. –Myouga pegou alguns papeis dentro de sua pasta e os entregou para Naraku. –assim que eu assinar tudo passará a ser meu, não é?
-oficialmente teremos que esperar a assinatura do Sr.Taisho, ainda hoje mesmo mandarei os documentos para ele, mas como ele deixou claro sua intenção de deixar tudo para você não vejo motivo para que tenha que esperar para assumir a casa. –Naraku sorriu satisfeito. Enquanto ele assinava os papeis Kagome sentiu um aperto no peito, sua avó estava certa, não via mais motivo para ficar naquela casa. Talvez Sango a ajudasse a encontrar um apartamento barato para ela em Londres.
-pronto. –disse Naraku fazendo Kagome despertar de seus pensamentos. –então agora essa casa como toda a herança é minha, não é? –disse entregando os papeis para Myouga, esse não parecia satisfeito, mas assentiu.
-acho que agora está tudo...
-eu não teria tanta pressa assim. –os três se viraram para a porta surpresos. Kagome sentiu seu coração parar por um momento e as pernas fraquejarem.
-Inuyasha. –sua voz não passou de um sussurro. Ele estava mesmo ali parado a sua frente e o que mais a surpreendeu foi a sua aparência. Barba para fazer e tinha uma expressão cansada como se não dormisse há dias. Ele olhou para ela por um momento e Kagome teve a impressão de ter visto algo em seu olhar, algo que ela não conseguiu identificar já que ele logo se virou para Myouga e se aproximou.
-Sr.Taisho que surpresa. –ele então olhou para os papeis em suas mãos. –já que está aqui talvez queira assinar os documentos para...
-eu não vou assinar nada. –ele pegou os papeis das mãos de Myouga e os rasgou.
-o que pensa que esta fazendo? –gritou Naraku furioso.
-eu mudei de ideia. -disse se virando para Naraku. –decidi ficar com a herança.
-você não pode fazer isso. –deu para perceber que ele tentava se controlar.
-claro que posso, originalmente é tudo meu.
-fizemos um acordo.
-como eu disse mudei de ideia. –ele disse seriamente e então voltou a olhar para Kagome. –finalmente percebi o que quero para minha vida. –Kagome ficou sem falas, será que aquilo era um sonho.
-maldito! –Naraku partiu para cima de Inuyasha lhe atingindo um soco certeiro. Sem nem pensar Kagome correu para o lado de Inuyasha, e se sentiu aliviada ao ver que ele não estava muito machucado, apenas um pouco de sangue saiu em seu lábio. –você arruinou tudo. –Myouga tentou seguro-lo, mas como Naraku era maior e mais forte que ele isso se mostrou um trabalho difícil. –todos os meus planos você arruinou tudo, era pra ser meu tudo isso era pra ser meu. –nesse momento Kouga entrou na sala, tinha ouvido os gritos no corredor e correu para ajudar o amigo.
-você sabe como fazer uma entrada, não é? –disse segurando Naraku e tendo mais sucesso que Myouga.
-ele só me pegou desprevenido. –disse se levantando ajudado por Kagome. Então encarou Naraku seriamente. –saia da minha casa... agora.
-você vai me pagar. –a raiva nos olhos de Naraku fizeram Kagome se arrepiar.
-nunca mais se aproxime desse lugar. –continuou Inuyasha sem se abalar. Naraku então se soltou e passou por eles como um raio. Myouga pegou um lenço no bolso e secou o suor do rosto.
-bom acho que meu trabalho aqui esta feito. –disse Myouga parecendo até um pouco feliz.
-me desculpe pelo transtorno Sr.Bennet. –disse limpando o sangue que ainda escorria pelo seu lábio.
-ora, não se preocupe comigo, devo dizer que até estou satisfeito com o desfecho de tudo, fico feliz que o senhor tenha pensado melhor.
-eu tive que quase perder tudo para perceber o quanto era importante para mim. –ela não a encarou, mas Kagome sentiu que o que ele falará era para ela, principalmente pelo modo como ele passou a mão pelo seu ombro, Myouga deu um pequeno sorriso satisfeito.
-bom nesse caso me despeço aqui. –depois de cumprimentar a todos saiu.
-nossa... –disse Kouga quebrando o silencio que se fez na sala. –isso sim que é uma chegada emocionante. –ele então se virou para Kagome com um largo sorriso nos lábios. –acho que não fomos devidamente apresentados. Sou Kouga sócio e melhor amigo de Inuyasha, prazer em conhecê-la. –Kagome ainda parecia um pouco atordoada com tudo que acabará de acontecer e levou um tempo para perceber que Kouga a cumprimentava.
-ah... me desculpe. –disse finalmente se recompondo. –seu Kagome Higurashi, prazer em conhecê-lo.
-nossa... agora posso entender o porque do estado dele. –disse apontando para Inuyasha. –você é realmente muito bonita. –Inuyasha o encarou irritado.
-você não tem uma noiva para tomar conta? –Kouga riu e levantou as mãos na defensiva.
-já entendi, vou deixar vocês sozinhos. –ele sorriu para Kagome e saiu. Foi então que ela foi tomada por um nervosismo que ela não sabia de onde via, parecia que anos haviam se passado desde que o virá pela ultima vez.
-o que esta fazendo aqui? –foi à única coisa que conseguiu pensar em dizer.
-acho que já disse isso. –ele a encarava intensamente e Kagome sentiu seu rosto corar, por que ele ainda conseguia causar esse efeito nela.
-que bom que você decidiu ficar com a casa tenho certeza que vai cuidar muito bem dela. –ela tentou sorrir e se afastou. –bom eu tenho que... –Inuyasha a segurou pelo braço a forçando a olhar para ele, a encarava com tanta intensidade e tinha algo naquele olhar, algo que ela sabia o que era, mas tinha medo de acreditar por pensar que era só sua imaginação.
-eu amo você Kagome. –ela abriu a boca em uma exclamação de surpresa. –casa comigo?
Notas finais
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