Love For Amateurs
1 Capítulo 1 - Sexta, Daisuke
Foi num dia ensolarado, e quente quando eu, Daisuke Souji, me formei. Logo depois, recebi uma proposta da Universidade de Tóquio, para jogar no time de baseball deles e em troca, me dariam uma bolsa integral para estudar lá.
Nesse mesmo dia, eu também perdi minha mãe num acidente de carro.
Meu pai morreu quando eu tinha 10 anos. Ele era bem sério e conservador, mas me ensinou a jogar baseball como ninguém. Às vezes eu percebia um brilho no olhar dele, mas depois ele abaixava a cabeça, como se tivesse se lembrado de algo ruim.
Bem, lá estava eu, formado, com exatos 17 anos e totalmente órfão de pai e mãe.
Foi assim que todo problema começou. Eu era menor de idade, filho único, e meus pais não tinham familiares vivos.
Bem, isso foi o que eu achei.
Depois de um milhão de visitas ao assistente social ele me chega e fala "Bem, aqui consta que o senhor Kaito Souji, o seu falecido pai, possui 4 irmãos vivendo em Tóquio. E que por acaso, já entramos em contato com eles, e já se prontificaram em te hospedar lá.Olha que felicidade!”
...
O QUÊ?
4 IRMÃOS VIVENDO EM TOQUIO??
Meu pai nunca me disse que tinha irmãos... muito menos minha mãe comentou depois do falecimento dele.
Foi mais que uma surpresa para mim, afinal, eu achava que teria que vender meu corpo nas ruas de Hokkaido pra conseguir sobreviver ou entrar numa gangue por aí.
A verdade era essa: Eu tinha achado parentes perdidos em uma hora em que eles realmente viriam a calhar.
~***~
Depois de empacotar todas as minhas coisas, pegar minha mala e entregar a chave da casa que eu passei 17 anos da minha vida para um velho, gordo, careca com cara de tarado que trabalhava numa imobiliária com a mesma cara do empregado, eu peguei um metrô direto pra Tóquio.
Enquanto eu estava no trem, a ficha finalmente caiu. Eu tinha perdido minha mãe, minha casa e ia passar a viver com pessoas que eu nunca tinha visto na vida. Isso era totalmente deprimente.
- Que merda de vida... — eu sussurrei.
Chegando a Tóquio, eu desci do trem e olhei para a estação.
Não havia ninguém esperando. Ou melhor: Não havia NINGUÉM estação.
Fui até um telefone público, e liguei para casa deles. Ninguém atendia.
Como sou uma pessoa muito mais inteligente do que eu pensava, eu peguei o mapa que eu fiz aquele assistente social idiota me desenhar e fui me guiando por ele.
Nem lembro quantas vezes fiquei perdido por causa de uma rua desenhada tortamente.
No final eu cheguei na casa amarela com telhas de madeira que ele havia escrito “Casa dos Souji”. O problema era que, não era aquela casa. Aquela casa era de uma velinha muito baixinha com problemas de surdez, por que eu bati um 300 vezes na porta e só depois de 13 minutos e 34 segundos (sim, eu contei), ela veio me atender.
Aí, eu fiz o que qualquer pessoa faria numa situação dessas:
Xinguei pra caralho.
-POOOOOOOOOOOORRAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Nem lembro quanto tempo eu fiquei gritando, rolando no chão, batendo na parede e enfim, comendo o mapinha fajuto.
Deixei minhas malas num canto e fui andando por aí pra ver se ninguém acabava gostando do meu rostinho e me levasse pra casa.
De repente, eu vejo umas garotas com o uniforme da Universidade de Tóquio e começo a segui-las descaradamente.
Elas me levaram para o lugar mais obvio possível, a UT.
Esgueirei-me até a portaria e fui tentar entrar para ver minha futura escola.
Quando deu meu primeiro passo, uma mão toca meu ombro, me segurando com a força do Goku no modo super sayajin e fala:
-O que você estava tentando fazer, jovem?
Minha reação foi de total confusão seguida de raiva súbita.
-Olha, primeiramente não sei o que você tem na cabeça pra se meter na vida dos outros, e segundament-
Assim que eu tive a visão periférica do estraga-prazeres, eu simplesmente parei.
Parei por dois motivos.
Havia um cara muito, muito grande e forte (e grande), com umas das mãos grudadas no meu ombro, as sobrancelhas franzidas e um olhar de morte, bem atrás de mim. Atrás do cara muito, muito forte e grande (e forte), tinha uma garota, hum... Bem...
Deixe-me descrever com palavras de respeito e carinho como era esta garota:
MMMMMMMMMMMMUITO GOSTOOOOOOOOOOSAAA!!!!!!
Era tão bonita que quando eu olhei pros olhos dela, eu até fiquei meio zonzo.
Enfim,eis o que aconteceu.
-Segundamente, O QUÊ, hum? Você sabe onde você está?? Isso é a Universidade de Tóquio. Malandrinhos não entram assim de boa.
-Ah... Hum... É que... Bem... Eu... Tecnicamente... Estudo aqui.
-Qual é seu nome?
-Por que eu te daria meu no-. –Sendo quase enforcado apenas por uma puxadinha na gola da camisa.
-Está negando falar o seu nome pra mim?
-Te-tecnicamente, são suas mãos que não me de-deixam falar a-agora
A gostosa, digo, a garota vira-se pro cara, e fala:
-Hei, espera Kohan... Ele me parece um pouco familiar...
-Familiar? Você o conhece?
Enquanto eles refletiam, eu fui lentamente me soltando das mãos do “hulk-desbotado” que estava me apertando sem esforço algum.
-Bem... Já que eu não sou bem vindo aqui, é melhor eu ir embora...
-Peraí espertinho, você vem comigo!
Eu corri tanto, mais tanto, que eu nem sei pra onde fui.
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