Notas iniciais
Olá! Estão gostando do andamento da história? Continuo aberta pra sugestões, ok? Boa leitura!

Rose Weasley andava de um lado para o outro no lado de fora da sala da diretora McGonagall, nervosa e sem saber porque estava ali. Sua mãe – a Ministra da Magia — viera até Hogwarts falar com ela, então devia ser importante. Fazia meia hora que ela fora chamada, mas ninguém veio falar com a ruiva ainda. Quando a porta se abriu, a menina surpreendeu-se quando, ao invés de sair sua mãe e a diretora, saíra sua mãe e... Neville. De repente, ela sabia do que se tratava todo aquele mistério. Scorpius.

— Obrigada por me contar, Neville. – Hermione sorria para o antigo amigo enquanto sinalizava para a filha entrar. Rose respirou fundo, deu um olhar raivoso para o professor e entrou na sala.

— O que diabos...? – Hermione estava furiosa.

— Desculpa, mãe. Não era pra você descobrir assim, eu...

— Atrasada pra aula? Por causa de um garoto? Por causa de um... Malfoy?

— Nossa, mãe, você tá realmente julgando Scorpius pela sua família?

— Essa não é a questão aqui. Eu só não esperava isso de você. Vocês tão...

— Não, mãe. Eu acho que não. Não sei. Olha, Scorpius é um cara legal, mesmo. Ele não parece nenhum pouco com Draco, ou pelo menos com o que você dizia, porque ele também não aparenta ser ruim. As coisas mudaram desde que você esteve em Hogwarts, mãe. Eles não são tão... babacas. Scorpius não se acha melhor que ninguém. Ele é legal, interessante e... ele gosta de mim. E eu gosto dele também.

— Desculpa , eu sei que eu não deveria julgar ele pelas minhas experiências. Se você diz... Tudo bem. Eu confio em você e no seu julgamento, filha, mas...

— A gente se atrasou porque ninguém sabe ainda. Eu não queria contar porque eu sabia que você descobriria na hora, e eu queria evitar isso. Desculpa, eu sei que foi errado. Eu ia te contar no casamento, porque eu achei que uma carta não ia ser o suficiente.

— Tudo bem então. – Ela abraçou a filha. – Quando Neville me contou, eu não acreditei, sabe. Foi um choque... Meu deus, seu pai vai pirar.

— Nem me fale. Eu tenho pena de Scorpius.

— Tudo bem, eu me responsabilizo pelo seu pai. Mas não faça mais isso, das aulas. Esse é o ano dos NOMs, você não pode arriscar.

— Sim, mãe, eu sei. Eu me garanto na prova, mesmo, não se preocupe.

Hermione beijou a cabeça da filha e se dirigiu para a lareira, para voltar ao ministério.

— Tchau, querida.

— Tchau mãe. – A Granger mais nova sorriu enquanto a mãe voltava ao trabalho, e então, voltou para a aula. No corredor, ela encontrou Neville novamente.

— Ei, Rose, me desculpa por ter chamado sua mãe assim, mas ela deveria saber.

— Tudo bem, eu já falei com ela. Eu não sabia como contar e... Bom, ia acontecer, alguma hora.

— Malfoy, então? Ela deve ter ficado bem chocada.

— Você não pode nem imaginar. Se eu tivesse cometido um assassinato ela não teria ficado tão chocada quanto isso.

— É, bom, nossas experiências com aquela família não são muito boas, então...

— Eles não são mais daquele jeito, tio Neville, serio... Lucio continua sendo horrível, mas Draco mudou, e Scorpius é um cara legal.

— Bom, se você diz... Agora vá, você já perdeu muita aula.

— Tudo bem, tchau.

— Tchau.

A ruiva voltou para a aula de poções e começou a escrever um carta de resposta para sua prima, Victoire. Sua mãe estava certa, ela não estava estudando tanto quanto deveria.

Victoire,

Dois meses? Vocês são loucas, mas eu sei que vai ser uma bela festa. Desculpa não ter escrito antes, as coisas estavam meio agitadas por aqui. Eu mostrei o convite para todos, e estamos muito animados. Eu ia adorar ser sua madrinha, Vic, obrigada pelo convite. Por favor, que meu vestido não combine com a decoração, tenha piedade da minha alma. E, bem... Eu e Scorp somos... Eu não sei o que a gente é. Neville pegou a gente nos beijando entre as aulas e contou para mamãe. Ela acabou de vir aqui, então acho que não é mais segredo. Meu pai vai pirar completamente, os primos também. Eu gosto dele, eu acho, é confuso. Nós não estamos namorando, oficialmente, não sei o que a gente é. Mas agora que não precisa mais ser segredo... Bom, vamos ver como as coisas se desenrolam. Estou com saudade. Até o casamento! Por favor, lembre-se do que eu disse sobre o vestido.

Beijos,

Rose

No fim da aula, Rose aproveitou o tempo até o almoço e foi até o corujal. Enquanto ela mandava a carta, Scorpius chegou.

— Ei, eu tava te procurando, me disseram que sua mãe estava aqui, tá tudo bem?

— Ah, sim... Neville contou para ela sobre... Você sabe.

— Ah. – Scorpius parecia surpreso. – E ai?

— Bom, nós conversamos e... Tá tudo bem.

— O que você disse pra ela?

Rose virou e fingiu mexer na coruja com a sua carta. — Ah, você sabe. Que nós viramos amigos, e que você é legal, e tudo mais... Que ela não precisava se preocupar, estava tudo bem e etc. Eu disse pra ela que eu gostava de você... E que você gostava de mim.

— Ah. Então, sem segredo?

— É, acho que sim. – Rose deu de ombros. Scorpius puxou-a e virou para ele.

— Então, você gosta de mim? – Ele sorriu, presunçoso. Rose revirou os olhos.

— Claro que sim, idiota. Você acha que eu tava ficando com você por pena?

— Então, vamos ver – ele pôs as mãos na cintura dela, falando. – Você gosta de mim. Eu, bom, eu devo gostar de você também. – Ele sorriu, brincando. – Sua mãe já sabe, e tá ok. Seu pai provavelmente vai saber por ela. – Rose fez uma careta pensando na reação de Rony. – Agora só falta uma coisa, certo?

— O que?

— Bom... Nós não estamos oficialmente namorando, né?

— Ah, isso... É, acho que não.

— Então, o que você acha? Quer namorar comigo, Rose Weasley?

Eles sorriram, olhando nos olhos um do outro. Rose desviou o olhar e deu de ombros. – É, eu acho que eu posso fazer isso. Eu vou namorar você, Scorpius Malfoy, você não consegue viver sem mim de qualquer jeito.

Scorpius revirou os olhos – Convencida. – Eles se beijaram, dessa vez, sem nenhuma interrupção.

Notas finais
Obrigada por ler, qualquer coisa, deixe um comentário, e até a próxima!