Notas iniciais
Eu sei que esse tá curtinho, desculpa :( espero que os próximos fiquem maiores. Boa leitura!

Rose se arrumava para voltar a Hogwarts para o seu quinto ano. Suas férias tinham sido alegres e animadas, como sempre eram, já que ela tinha passado ela com seus primos. Ela estava na casa dos seus tios, Harry e Gina, que levariam ela e Hugo para a plataforma junto com Alvo, Thiago e Lily. Teddy estava passando o verão com eles também, pois Harry era seu padrinho, e consequentemente, Victoire, a filha mais velha de Gui e Fleur que namorava Teddy estava lá também.

A ruiva se arrumava enquanto conversava com a prima meio veela.

— Então, já decidiu o que vai fazer sobre Scorpius? – O leve acento francês na voz de Victoire fazia lembrar sua mãe, apesar de não ser tão marcado.

— Como assim o que eu vou fazer? Eu não vou fazer nada. Ele que queria alguma coisa, e eu dei a oportunidade, se Scorpius não quis aproveitar, a culpa não é minha. Além do mais, depois de ter passado esses meses só com vocês, só com a família, eu quero aproveitar. – Victoire riu da prima, mas sabia que aquilo não tinha terminado ali.

— Vamos, Rose, você vai atrasar todo mundo. – Hugo gritou da escada dos Potter.

— Eu tenho que ir. – A ruiva foi em direção a porta. Victoire estava nervosa, e Rose não entendia o porque.

— Vamos, vamos. – As duas descerão as escadas onde Thiago, Alvo, Lilly, Hugo, Teddy e os Potter estavam esperando. Victoire puxou Teddy para o canto e cochichou algo, e os dois balançaram a cabeça, sorrindo em confirmação.

— Esperem. – O cabelo de Teddy mudava de azul para violeta, demonstrando nervosismo. – Eu e Victoire temos uma coisa pra contar.

Todos olhavam, curiosos, o que era.

— Nós vamos nos casar! – A veela falava animada, pegando todos de surpresa. Depois do primeiro momento de choque, gritos animados de parabéns tomaram conta da sala.

— Como você não me contou antes? – Rose dizia para a prima, enquanto a abraçava.

— Me desculpa, nós não sabíamos se íamos contar ainda.

— Parabéns Teddy, eu estou muito orgulhoso de você. – Harry o parabenizava enquanto Lily batia palmas. – Eu sempre soube!

— Isso é maravilhoso, querida – Gina sorria para a sobrinha. – Mas precisamos ir, todos, se não vão chegar atrasados.

Animados, todos embarcaram a caminho de Hogwarts. Rose decidiu que não ia procurar Malfoy, e curtiu a viagem com seus colegas. Já na escola, a cerimonia de seleção das casas era cansativa. As mesas vibravam quando eram escolhidos jovens para juntar as suas casas, mas a festa começou mesmo quando a janta foi servida. Todos estavam ansiosos para contar sobre suas férias e fazer novas amizades, e ninguém percebeu quando Rose recebeu um bilhete, que voou até ela discretamente da mesa da Sonserina:

Precisamos conversar, me encontre no banheiro abandonado do segundo andar – S.

Rose revirou os olhos. Ele não falou com ela por todas as férias, e agora queria conversar? Ela ignorou o bilhete e continuou conversando com seus amigos até o fim da janta. Na hora de ir para seu dormitório, ela não resistiu a passar ao banheiro para ver o que Scorpius queria.

— Oi.

— Oi. – Ele ficou surpreso que ela apareceu.

— O que você quer?

— Ah... Pedir desculpa, eu acho.

— Porque? – Ela não entendia bem. Não era como se ela tivesse ido atrás dele e agora estivesse com o coração partido.

— Eu não escrevi e... eu queria ter escrito.

— Ei, você não era obrigado a escrever. Era só se continuasse a, bem, você sabe. Tá tudo bem. – ela deu de ombros

— Esse é o problema, Rose. Não passou. Eu ainda continuo... Eu continuo pensando em você.

— Então porque você não escreveu? Eu disse que podia.

— Eu sei, mas... – ele começou a andar de um lado para o outro – Eu não achei que fosse uma boa ideia. No primeiro mês, eu pensei muito sobre mandar, mas não consegui, e depois que passou todo esse tempo eu achei que era tarde demais.

— Scorpius, eu não tenho o que fazer. Eu disse pra você me escrever e você não escreveu.

— Eu não queria fazer por carta. Será que a gente não pode... sei lá, tentar aqui?

— Eu não sei. Olha, eu passei as férias inteiras com a minha família. E eu adoro eles, mas são todos meus primos e agora... eu quero aproveitar.

— Rose, eu não to pedindo pra você casar comigo, nem nada. Mas a gente mal se conhece, não custa nada.

— Scorpius, eu não sei...

— Por favor – ele puxou ela para perto dele, apesar dela apresentar certa relutância. – Uma chance só. – Scorpius sabia se persuasivo. Rose podia ser forte e decidida, mas ele também conseguia o que queria.

Ela olhou para ele sem muita certeza, mas decidiu que não tinha nada a perder.

— Tá bom, então – ela cedeu aos seus braços. – Mas tem que ser segredo, por enquanto. Se meus primos desconfiarem de alguma coisa, vai ser um inferno.

— Por mim tudo bem.

— Ok então. Mas, isso não quer dizer que nós estamos... nada. Eu vou continuar saindo com quem eu quiser, e isso não vai ser da sua conta.

— Tá bom, Rose. Sem compromissos.

— Isso.

Ele sorriu, enquanto eles se beijavam novamente.

Notas finais
O que acharam? Comentem, e até a proxima!