Love, Fame And Lust

5 [Love Couple] Capítulo I


Notas iniciais
Obrigada por todos os reviews até agora, pessoal ^^

No dia seguinte, Helen estava mais nervosa e ansiosa que o normal. Meu Deus! Ela beijou seu professor! O que iria fazer se os outros descobrissem? Não ninguém poderia descobrir, não poderiam nem se quer imaginar que isso aconteceu! Ela teria seis aulas, destas apenas uma seria inglês. Uma hora. Passaria rápido e ela nem iria perceber a presença do professor. Ela sentou-se após ouvir o sinal e sua luta começou. Primeiro, Matemática; Segundo, Química; Terceiro, História; Quarto, Gramática; Quinto... Inglês. Tudo bem, tudo bem! O último horário seria Física. Ela podia dormir desde a aula de Inglês e tudo daria certo. Ela se encolheu contra a cadeira quando viu o professor entrar. Blake olhou para Helen despistadamente e logo começou a dar aula. Pelo que ela podia ver, daria tudo certo.

Quando estavam lendo uns textos, Blake pediu para que um aluno lesse o trecho e apontou para Helen.

- Mas... Por que eu? – ela disse com a voz baixa.

- Porque sua pronuncia me agrada. Gosto de ouvir você.

70% da sala ficaram indignados com o elogio. Ela era a melhor da sala e todo mundo sabia disso, não precisava ser elogiada ainda mais. E os outros 30% perceberam que havia algo errado com aqueles dois. Helen começou a ler o trecho, assim que terminou, Blake agradeceu e elogiou. Helen tentava não olhar nos olhos dele e não ruborizar com muita frequência. A aula acabou e ele simplesmente foi embora. Essa parte ela não entendeu. A aula de Física foi como o previsto, ela dormiu. Após ser acordada por uma amiga, ela pegou suas coisas e se dirigiu para a saída. Na porta da escola, um carro esporte vermelho parou em frente a ela.

- Quero que me acompanhe. – disse Blake com as mãos repousadas no volante.

- Está louco? Uma aluna entrando no carro de um professor.

- Preciso. Conversar. Com. Você. – as pausas dramáticas só a deixaram mais nervosa.

- Ahn... Mas... Bem... Ai...

- Por favor.

- Ande... Mais um pouco. Entrarei no carro na próxima quadra.

- Está bem. – Blake saiu com o carro e Helen continuou seu trajeto a pé.

Os alunos curiosos e intrometidos se decepcionaram quando viram que a aluna não entrou no carro do professor e ainda por cima seguiu um caminho contrário. Na próxima quadra, o carro de Blake apareceu. Ainda um pouco hesitante Helen foi até o carro, abriu a porta e entrou. Deixou a mochila sobre os pés e esqueceu o cinto. Blake olhou, balançou a cabeça e se debruçou sobre ela. Enquanto seu braço se estendia até o cinto e o prendia ao lado esquerdo do banco, seu rosto se mantinha colado ao dela, com as bocas a deliciosos centímetros de distância. Ele voltou para seu lugar sem perder o contato com os olhos verdes da jovem.

- Onde vamos? – ela perguntou para se livrar da tensão.

- Onde gostaria de ir?

- Por favor, não faça gracinhas. Sabe que não é certo.

- Hum. Você tem 16 anos e eu tenho 26. Não é, matematicamente falando, uma diferença muito grande.

- E sociologicamente falando, é uma diferença grande o suficiente para causar espanto e comprometer tanto ao seu trabalho como aos meus estudos.

- E fisiologicamente falando, existe atração suficiente entre nós dois para que possamos ficar juntos.

- E psicologicamente falando, você é louco. – ele riu da conversa de alto nível e com o desfecho imprevisível dela. Ligou novamente o carro e saiu.

- Novamente, onde vamos? – ela perguntou.

- Espere e verá. – Helen deu um suspiro com a ausência de resposta, pegou o celular e ligou para sua mãe.

- Alô, mãe. Vou sair com umas amigas, ok? Bianca, Caroline e Rebecca. É. Sim. Naquele shopping próximo do parque. Ok, então. Ah, mãe! Mais uma coisa. Vamos deixar nossas mochilas na casa da Bianca e como carregar celular na mão é muito chato, eles ficarão lá também. Mãe, não se preocupe, qualquer coisa a gente usa um telefone público. Os pais de todas elas estarão fora, por isso que iremos sair. Melhor que ficar em casa olhando pro teto. Hehe. Ok, mãe. Te amo, beijo. – desligou o telefone e deu um pesado suspiro.

- Você mente bem pra caramba.

- Só me prevenindo. Se minha mãe ligar para qualquer uma delas e elas não souberem onde estou, a polícia vai entrar na história.

- Já pensou em ser atriz, escritora ou vendedora de telemarketing? Esse seu dom para a mentira não pode ser desperdiçado.

- Muito engraçado. – ele riu da cara dela.

Depois 15 minutos de estrada e sem trocarem nenhuma palavra, o carro finalmente parou. Ao lado de uma mata fechada.

- Não pretende me enfiar ali dentro, não é? – ele riu.

- Seria uma boa ideia, não acha? – ele saiu do carro com um sorriso. Helen fez o mesmo – Venha comigo.

Eles contornaram a mata e descobriram uma escadinha. Surpresa, Helen seguiu às ordens dele e subiu a escada. Andaram em espiral por 45 segundos, até chegarem a um local plano, sem ninguém e com uma bela paisagem.

- Um mirante! Escondido assim?! – ela estava surpresa.

- Esse mirante é antigo. Depois que construíram o shopping lá embaixo, logo no início da serra, a mata cresceu e acabou escondendo isso aqui.

- Que. Incrível! – ela sorria maravilhosamente. Pegou a câmera dentro da mochila que levou consigo e começou a tirar várias fotos.

- Você tem esse hobby, não é? Fotografia...

- Uhum. Eu amo fazer isso. – disse batendo mais uma foto.

- Que bom. – Blake pensou um pouco e disse – Deixe-me tirar algumas suas.

- Como é?! Não! Nem pensar!

- Por que não?

- Eu gosto de fotografar, não de SER fotografada. Até porque, não tem como dá certo.

- Como não? Câmera boa, luz perfeita, local perfeito... – ele se aproximou dela e tirou a câmera de sua mão – Modelo perfeita.

Ela corou na mesma hora e ele, imediatamente, bateu uma foto. Ela ficou revoltada e ele tirava mais e mais fotos. Aproveitou-se de cada momento, de cada gesto, reação ou sentimento e registrou tudo em fotos. Ela, às vezes, até ajudava fazendo umas poses.

- Ficaram ótimas. – ele dizia passando as imagens no visor.

- Duvido!

- Venha ver, então. – Helen foi até ele e observou as fotos.

- É... Não ficou tão ruim... Não precisamos queimar a câmera. – Blake riu.

- Desde o início, eu sabia que ficariam perfeitas. – ao passar por uma foto, Blake congelou e Helen abriu a boca.

Uma foto perfeita. A coisa mais linda que ambos já tinham visto. Um close de Helen, com a luz do sol atravessando os olhos e iluminando o verde como se fosse uma peça de vidro. Os cabelos aleatoriamente afastados com a ajuda do vento e a boca entreaberta com um singelo e sutil sorriso. Helen se apaixonou por si mesma e Blake ficou ainda mais louco do que já estava.

- Que... Foto linda. – ela dizia.

Blake levantou o olhar para a garota que retribuiu. Então, ele fechou e lhe entregou a máquina. Ela pegou e foi até sua mochila, ajoelhou e guardou. Após passar uma mecha de cabelo para trás da orelha, ela disse:

- Bom. Então, vamos, né? – silêncio.

Ainda ajoelhada, meio hesitante, ela virou o rosto lentamente para Blake. Ele estava em pé, atrás dela. Helen subiu o olhar rapidamente e sentiu seu coração acelerar.

- Vamos?

Ele apenas ajoelhou, ficando de frente para ela, nada respondeu. Entranhou os dedos da mão direita no cabelo dela e fez com que eles percorressem o caminho até sua nuca. Helen não hesitou, estava completamente compenetrada nos olhos castanhos do professor. Os lábios dele foram de encontro aos dela e se tocaram delicadamente. Como um ímã, foram atraídos mais e mais, pouco a pouco, até que a língua dele pediu passagem e ela concedeu. O beijo não tinha pressa, explorava cada detalhe, analisando o sabor. Blake foi se inclinando contra Helen, que já não resistia mais e se deixou deitar. As mãos dele não percorriam furiosamente o corpo dela, com um corpo colado completamente ao outro, podia-se sentir tudo. A inteira e perfeita extensão do corpo de cada um. As mãos só analisavam os detalhes menores. Helen usava as mãos para brincar com o espaço do pescoço dele, com o cabelo, suas costas, mas apenas queria ficar daquele jeito, colada nele, sentindo o calor de seu corpo e o sabor de seu beijo. Após muitos minutos, cessaram o beijo e se entreolharam, calmamente.

- Você... – Blake se perdia nas palavras – O que você... Fez comigo?

- Nada. Você que está corrompendo uma menor. – ambos riram.

- Desde a primeira vez em que vi você... Eu me sinto tão estranho. Sei lá... Fora de mim.

- Você... Não se controla...

- Isso! Eu não tenho poder sobre o que faço, penso ou falo.

- E a culpa é minha?

- É a única explicação plausível.

- Não seja ridículo.

- Nossa, eu adoro quando você me xinga... Isso é normal?

- Não!

- Então estou louco.

- Assumir é sempre o melhor.

- Estou louco por você. De todas as maneiras possíveis.

- Eu mais você... ISSO não é algo possível.

- Não diga isso. Por favor. – ela pegou seu rosto entre as mãos e o beijou mais uma vez. O abraçou e juntamente com um suspiro, disse – Leve-me para casa.

Aquelas palavras corroeram Blake por dentro. Ele se levantou e se afastou dela.

- Está bem. – disse cabisbaixo e desceu as escadas.

Com os olhos marejados, ela pegou sua mochila e desceu o espiral até o carro de Blake. Onde ele já esperava com uma das mãos sobre o volante e a outra cobrindo a metade inferior do rosto, com o cotovelo apoiado na janela do carro.

Sem trocarem uma palavra, um olhar se quer, ele parou o carro em uma quadra próxima a do endereço que ela lhe forneceu.

- Para que não se meta em problemas. – dizia com a voz sem vida.

- Obrigada. – a voz dela estava igualmente morta.

Quando ela abriu a porta e saiu, sem fazer menção de cumprimenta-lo com um beijo, ele se sentiu a pior das criaturas. Ela fechou a porta e, por instinto, ele partiu com o carro. Não conseguia ficar mais lá. Helen caminhou até em casa.

- Mãe, cheguei.

- Olá, minha filha. Venha jantar.

- Comi algo na rua, estou sem fome. – ela subiu para seu quarto.

Que ela havia comido na rua, mentira. Mas quanto ao fato de ela estar sem fome, verdade. Ela adentrou o quarto, trancou a porta e recostou as costas contra a parede. Seu corpo deslizou até cair sentada no chão. As lágrimas fizeram o mesmo em seu rosto até caírem em seu colo. Um choro sem voz, sem vida. Apenas lágrima caindo incessantemente e uma dor absurda corroendo seu peito.

- O que está acontecendo comigo? Isso não é normal.

Notas finais
Obrigada por lerem e espero mais reviews *-*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.