Love Faberry
45 Capítulo 45
Notas iniciais
Sentaram-se em frente aos senhores Berrys. Q nervosamente batia os dedos em seu joelho, Rachel vendo o nervosismo de sua namorada agarrou sua mão e apertou de leve como se disse "eu também estou aqui e to com você". Os pais de Rachel observavam a cena, curiosos. Leroy achou melhor intervir, pois não aguentava mais esperar.
– Sem querer atrapalhar, mas gostaríamos de saber o que vocês têm a nos dizer. — reclamou o homem, impaciente.
– Bom pai e papai, o que temos a falar é sério, por isso resolvemos fazer logo.Os homens balançaram a cabeça para que ela prosseguisse.
A morena baixinha olhou para sua namorada que tinha olhos bem abertos e uma expressão um tanto engraçada e desesperadora. Acariciou a mão de Q. Rachel inspirou e...
– O que temos a falar é que e-eu... — a morena travou, Quinn abraçou-a de lado e disse para q ficasse calma, talvez tentando convencer a si mesma.
– Senhores, o que a Rachel ia dizer é que... que. Ela está grávida! — ao terminar de falar Q sentiu como se um fardo tivesse saído de seus ombros. A sala ficou quieta de tal forma que Quinn ficou mais nervosa, não sabia dizer se o silêncio em que o cômodo se encontrava era ou não bom. Levantou o olhar e constatou que não era um bom sinal, ambos os homens estavam atônitos e incrédulos. Leroy tinha o rosto vermelho e Hiram estava boquiaberto.
– RACHEL BERRY! COMO VOCÊ DEIXOU ISSO ACONTECER?! EU NÃO ACREDITO... E SEU FUTURO? SEUS SONHOS? VOCÊ TEM NOÇÃO DO QUANTO ESTÁ PERDENDO? — Leroy esbravejou, estava muito irritado, Rachel se encolheu e agarrou-se a Quinn, seus olhos lacrimejaram.
– ACONTECEU SENHOR BERRY E O SENHOR NÃO DEVERIA GRITAR DESTA FORMA COM SUA FILHA. Ela está grávida e sensível, deveria tomar cuidado com ela e com o que fala. — soltou Quinn ao ver a situação e Rachel se agarrar a ela como um bebê indefeso.
– QUEM É VOCÊ PRA ME DIZER O QUE FAZER OU NÃO GAROTA? NÃO SEI NEM O QUE ESTÁ FAZENDO AQUI. — retrucou Leroy, gritando.
– Leroy querido, não precisa disso tudo. — Hiram tentou acalmar seu esposo, após recuperar-se razoavelmente da notícia.
– NÃO PRECISA HIRAM? É A NOSSA FILHA, A NOSSA MENINA QUE SONHAVA COM A BROADWAY, COM OS PALCOS, A MÚSICA...
– EU NÃO ESTOU MORTA! NÃO DESISTI DOS MEUS SONHOS. SÓ ESTOU GRÁVIDA E A Q ESTÁ AQUI PORQUE ALÉM DE ME APOIAR E SER MINHA NAMORADA E PÃE DESSE BEBÊ. — gritou Rachel já cansada, sua cabeça doía e seu bebê estava inquieto dentro da barriga.
– COMO? — perguntou Leroy e Hiram
– O filho é meu! — disse Q, abraçando Rachel. Leroy gargalhou e Hiram ainda tentava entender.
– Ohh é uma novidade no mercado? Se for me diga por que tem vários casais gays querendo filhos e na hora certa. — retrucou debochado, o homem.
– Não. Não somos um casal gay normal. — Rachel começou.
– Só falta me dizer que você traiu sua namorada ou ela é um cara. — debochou irritado Leroy. Q ficou brava e abismada por Leroy insinuar que Rachel a teria traído e a morena, apenas baixou a cabeça.
– Quase isso senhor. Eu sou intersex e totalmente fértil, ou seja, o filho é meu legitimamente e Rach não me trairia. — desabafou Q, apertando Rachel em um abraço. Os homens se entreolharam e olharam para as meninas, Leroy suspirou e deixou sua cabeça cair contra o encosto do sofá. Hiram mesmo atordoado, então se pronunciou.
– Sei como deve ter sido difícil pra você Charlie, já ajudei alguns pacientes com o mesmo caso, te respeito e admiro pela força que teve. Mas o que quero saber é o que vocês pretendem fazer? — perguntou o homem mais alto.
– E onde vão morar ou onde o bebê vai ficar?... — interrogou Leroy, Hiram o olhou de cara feia e o homem se calou.
– Nós vamos cuidar do bebê, eu irei sustentar tanto a filha de vocês, quanto o nosso filho e iremos morar na minha casa, tenho quartos vazios e já estou providenciando a decoração e mobília. — Q disse firme. Isso fez Hiram a admirar mais um pouco e seus olhos brilharem, mas o homem tentou se manter impassível. Leroy continuava emburrado e Rachel olhou para Quinn completamente surpresa.
– É... Eu acho que é isso mesmo.- Rach balançou a cabeça concordando, ainda surpresa com as palavras de sua namorada que não havia lhe contado nada ainda.
– Como vai sustentar seu filho e minha filha senhorita Fabray? — Leroy perguntou sem sair do lugar.
– Tenho uma condição financeira estável senhor Berry, dá para nos sustentar
– falou Q para Leroy que a olhava desconfiado e Hiram curioso. Rachel prendeu o riso.
– Você não é da máfia ou coisa do tipo não é Fabray? — indagou Leroy semicerrando os olhos.
– Não senhor. Sou uma quase empresária. — respondeu Q desconfortavelmente, evitando falar de sua família.
– Tudo bem. Acho que já está bom de interrogatório Leroy! — constatou Hiram percebendo o desconforto da menina e Quinn agradeceu mentalmente.
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– Não gostei nada dessa idéia de Rachel ir pra casa da namorada, não depois do que elas nos falaram. — resmungou Leroy com seu esposo.
– Roy não seja rabugento. As meninas precisam de um tempo e nós precisamos absorver a notícia. Além do mais, Rachel ficou muito chateada com você, pela forma a qual agiu com a Charlie e como falou certas coisas. — Comentou Hiram e a expressão dura do esposo caiu.
– Talvez eu possa ter exagerado um pouco, mas é nossa única filha e eu não quero perdê-la e também não confio muito na Fabray! — respondeu Leroy emburrado e Hiram riu.
– Só você Roy, a nossa menina está em boas mãos. A Charlie me parece ser uma boa menina. — comentou Hiram, sincero.
– Hm! Tão boas mãos e boa menina, que engravidou minha filha. — resmungou baixo. Hiram balançou a cabeça em negativo e se levantou.
– Você devia observar mais nossa filha, ela não é mais um bebê, mas sim uma mulher linda e está começando sua vida, por mais que não tenha sido planejado, vejo que Rach está feliz, principalmente por ter Charlie ao seu lado. — Hiram disse, saindo da sala em seguida deixando um Leroy pensativo para trás.
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– Eu não acredito que conseguimos — disse Quinn se jogando em sua cama.
– Nem eu, pensei que eu ia ter o bebê naquela hora. — concordou Rachel se deitando no peito da loira e suspirou.
– Você está bem amor? — perguntou a loira beijando topo de sua cabeça.
– Tudo sim. Só um pouco de dor nas costas — resmungou a morena. Q levantou e sentou mais ao meio da cama.
– Senta aqui amor de costas pra mim, vou te fazer uma massagem. — Q se esticou e pegou o óleo na mesinha de cabeceira e se ajeitou novamente.
– Eu te amo sabia? E você toda atenciosa assim, faz apaixonar-me ainda mais. — disse Rachel, virando e dando um selinho na namorada que sorriu.
Q tirou a blusa da namorada com cuidado e em seguida o sutiã, seus dedos deslizando sob a pele morena deixavam Rachel arrepiada, a loira derramou um pouco de óleo nas costas de Rach e espalhou com suas mãos pressionando os polegares na nuca e descendo até a base dos ombros subia e descia novamente, repetiu o gesto algumas vezes, depois massageou os ombros delicadamente, Rach gemia baixinho ao se sentir cada vez mais relaxada. A loira desceu a massagem para as costas e se demorou por elas, desfazendo os nós tensos dos músculos de sua namorada.
– Sabe, na verdade não é só a dor nas costas que está me incomodando. — Rachel explicou devagar.
– Então o que foi meu amor? — Q perguntou, mantendo a pressão de seus dedos sob a pele morena.
– Eu, fiquei chateada com meu pai, o Leroy. Não gostei de como ele tratou você, nem das coisas que ele falou, foi totalmente arrogante, ignorante e-e me machucou — suspirou desabafando.
– Fica calma amor, ele só estava nervoso, é normal que ele tenha agido de tal forma, tudo bem que ele falou coisas que não deveria, mas ele tava de cabeça quente. Em breve vocês se acertam. Mas agora relaxa e descansa, já foram muitas emoções por hoje. — a loira falou, deitando a morena e abraçando-a acariciando seus cabelos e rosto.
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