Love Faberry
14 Capítulo 14
Notas iniciais
P.O.V Rachel
Eu não acreditei que ela tinha feito isso, ela me beijou foi um selinho tudo bem, mas ainda assim foi tão diferente, os lábios dela contra os meus tão suaves mais tão rápido.
Depois do episódio do ‘beijo’ e Santana e Brittany irem embora dizendo que eu estava muito estranha fui dormir, afinal teria aula e treinos no dia seguinte.
De manhã, acordei bem disposta fiz minha higiene matinal, coloquei o uniforme e desci para o café meus pais estavam viajando em uma conferencia médica e só voltariam no próximo mês, fizeram mil recomendações para que eu me cuidasse e pediu a Britt e Santana que ficassem comigo quando pudessem, o que eu achei melhor não ser sempre, já que as duas mais se agarravam do que me ‘cuidavam de mim’, depois de tomar café fui buscar Santana e Britt que iriam comigo e fomos para a universidade.
Assim que chegamos encontramos todos em uma das mesas do campus.
– Oi pessoal! – Falei.
– Oi! – Responderam em uníssono. — me aproximei de Puck.
– Cadê a Char, Puck? – perguntei.
– A Char foi resolver algo relacionado ao time de basquete e vai chegar um pouco atrasada para assistir à primeiras aula – respondeu-me.
– Obrigada Puck – disse agradecida, logo depois o sinal tocou e seguimos para nossas salas.
Eu estava na aula de Literatura, já havia passada uns 20 minutos de aula. Charlie entrou na sala, ela estava ainda mais linda usava uma calça jeans escura um pouco mais justa do que costumava usar, uma baby look azul clara dos Beatles por debaixo de sua jaqueta letterman, veio em minha direção com um sorriso lindo, que me fez sorrir também, sentou-se na cadeira a minha frente, eu estava distante após ver aquele sorriso e lembrar de ontem. Fui tirada dos meus devaneios pelo professor que pediu que retirasse um papel que ele tinha em mãos, no papel tinha uma palavra e o nome da pessoa com quem eu faria dupla, que no meu caso era Charlie. E a palavra? Bom, quando vi a palavra escrita no papel senti meu coração parar...
– Vocês receberam uma palavra e terão que criar uma poesia ou pequeno texto encená-lo e recitá-lo com suas respectivas duplas. – falou Mr. Random.
Virei para frente e observei Charlie por um tempo.
– Charlie?! – chamei timidamente, ela me olhou e sorriu acenando para que eu prosseguisse – Minha dupla nesse trabalho é você. – Avisei, balançando o papel que estava na minha mão.
– Aham, vamos marcar pra fazer, na minha casa ou na sua? – Charlie perguntou, ou aquilo soou muito ambíguo ou eu estou com a mente poluída demais, pois corei com o que ela disse, principalmente porque no momento e que ela falou a palavra fazer eu encarava a palavra amor no papel a minha frente. – Rach? Rach você está bem? – perguntou-me mexendo sua mão em frente ao meu rosto.
– Oh sim, é pode ser na minha casa, mas eu não sou muito boa em escrever, então se você puder... – falei.
– Sim, sem problemas eu faço a poesia e levo na sua casa para ensaiarmos – disse ela sorrindo. – Mas quando?
– Pode ser quinta – disse.
– Mas nós não tínhamos marcado de ver filme quinta? – perguntou. E realmente havíamos marcado quinta era à noite cinema lá em casa, mas essa semana fizemos mais de uma noite, mesmo assim resolvemos manter a quinta, pois sexta seria a competição e precisávamos relaxar.
– Eu sei, é só você chegar um pouco mais cedo se você puder é claro – falei.
– Tudo bem, então quinta às 16h10min, estarei lá. – disse sorrindo e piscou pra mim, abaixei a cabeça e me concentrei no resto da aula.
O dia passou corrido entre aulas chatas e treinos cansativos e estávamos dando graças que a competição seria sexta, por que ninguém aguentava mais as treinadoras.
Eu fui para casa após o término dos treinos e fiquei pensando no que fazer para o trabalho, já que praticamente a maior parte do mesmo ficou para Charlie fazer, então resolvi fazer algumas pesquisas sobre o assunto o que é ridículo, mas eu estava nervosa e precisava fazer algo. Fiquei fazendo pesquisas até tarde da noite e fui dormir antes que desmaiasse de sono em cima do meu notebook.
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Era quinta, graças aos céus os trabalhos haviam acabado e esse foi o último dia de treino, só faltava o trabalho de literatura ao qual Charlie se preparava para ir à casa de Rachel para ensaiar a apresentação do trabalho. Charlie havia escrito a poesia e ela se surpreendeu, não só por ter escrito o que escreveu, mas pela pessoa quem rondava seus pensamentos enquanto ela escrevia a poesia. Como o fim de tarde estava com um clima agradável, Charlie colocou um short não muito curto soltinho, uma blusa baby look branca e um all star vermelho, pegou suas chaves e capacete e seguiu em direção a casa de Rachel, o caminho foi feito enquanto Charlie cantarolava juntamente com seu rádio.
P.O.V Quinn (Charlie)
Chegando à casa da Berry, tocou a campainha.
A morena abriu a porta e eu me surpreendi, acostumada a ver Rachel de uniforme das cherrios, ela estava com um short curto que deixa suas belas pernas a mostra e uma blusa com certo decote e abraçava suas curvas perfeitamente, Charlie respirou fundo enquanto não conseguia desviar os olhos das pernas da morena.
– Charlie? Meus olhos são aqui em cima. – disse a morena se segurando para não rir de Charlie que ficou vermelha, algo encantador aos olhos de Rachel que nunca tinha visto ela corar.
– Eu... ah. Oi! – falei sem graça, não disfarcei nada, mas ela também não ajuda nada com essa roupa.
– Oi, entra Char. Ah Santy e a Britt chegarão mais tarde para assistirmos filmes – disse a morena fechando-a porta. – Você conseguiu fazer a poesia?
– Aham, eu fiz a poesia. Porque a palavra amor? – disse franzindo a teste e ela riu.
– Ele fez sorteio e disse que não mudaria nem a palavra e nem as duplas – Rachel disse sorrindo – Quer água ou alguma coisa Char?
– Não obrigada! – sorri agradecida.
– Vamos subir então, as coisas estão no meu quarto. – ela disse e foi na frente e eu a segui.
O quarto de Rachel é bem diferente do que imaginei, apesar de sermos amigas e eu já ter visitado sua casa essa é a primeira vez que venho a seu quarto que tem uma decoração Broadway, ela realmente ama musicais. Seu quarto tinha uma mesa de estudos do lado direito, uma cômoda, a cama com a cabeceira encostada na parede do lado esquerdo, uma porta ao lado da cama que é o banheiro e uma porta ao lado da mesa de estudos que é seu closet.
– Seu quarto é bonito. – falei.
– Obrigada. – ela falou. – Você trouxe o que escreveu?
– Oh, sim – peguei o papel dobrado em meu bolso e me lembrei do que eu havia escrito fiquei vermelha.
– Então acho que podemos começar. Como você escreveu você recita a poesia e eu só faço meu papel. – disse ela sorrindo, sorri de volta.
– Você não quer ler antes de começarmos? – perguntei meio nervosa com o que havia escrito.
– Não. Eu confio em você! – ela disse segurando minha mão e eu senti uma corrente elétrica passar por todo meu corpo. Engoli em seco e pela primeira vez olhei realmente em seus olhos e nossos olhares se prenderam um no outro, eu sentia algo estranho era como se ela pudesse ver tudo de mim, ter tudo de mim e eu conseguisse ver tudo dela. Então limpei a garganta ainda sustentando seu olhar intenso e comecei a recitar o que havia escrito.
"Amar é algo puro, é a essência do ser e do saber.
Amar é entender tudo e não compreender nada
É viver intensamente querendo sempre estar ao seu lado
É olhar em seus olhos e me encontrar... me sentir em casa.
É fechar os olhos e sentir o gosto dos seus lábios nos meus,
a textura de sua pele, o calor do teu abraço.
É ser quem eu sou sem medo de errar,
pois sei que não irás me julgar e sim me amar,
me levar e sustentar, esse é o amor o sentimento mas puro que a água,
que reflete o sentir, o viver, o agir e volta de onde veio do fundo de minh'alma".
Eu não sei em que momento nós nos aproximamos tanto, recitei a poesia olhando intensamente em seus olhos e agora eu estava tão perto que sentia sua respiração ofegante batendo em meus lábios e via seus olhos brilharem como nunca antes, apesar de estarmos em silêncio há certo tempo, nos aproximávamos cada vez mais, lentamente. Levantei minha mão e acariciei seu rosto traçando seu maxilar e bochecha, pude ver seus olhos se fecharem para sentir o carinho, passei minha mão até sua nuca e me...
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