Love Faberry
37 Capítulo 37
Notas iniciais
– Amor você o que aconteceu? – pediu a loira chegando ao banheiro e segurando os cabelos castanhos enquanto a morena limpava a boca e escovava os dentes após mais uma crise de náuseas e vômitos.
– Eu estou... Não, não é nada amor só um enjoo – corrigiu-se assim que percebeu travar, ela não aguentava essa briga interna de falar ou não, queria tanto contar logo pra loira que seriam realmente uma família agora e toda vez que tentava nada saía de sua boca e ela simplesmente travava.
– Rach, amor, nós temos que ver isso, você tem sentido esses sintomas há tempos, estou ficando preocupada com você amor. – falou a loira preocupada.
– Não é nada amor pode ficar tranquila, está tudo bem. – a morena repetiu, começando a se irritar pela insistência.
– Mas Rach... – a loira tentou.
– Não tem “mas” Charlie eu estou bem! – reforçou a morena um pouco irritada pela pressão, a loira fez uma careta e franziu a testa meio ofendida com a reação (meio desnecessária de sua namorada) de sua namorada.
– Tudo bem, desculpa por perguntar demais e querer seu bem, só me preocupo com você, mas tudo bem, se você não quer isso eu não vou te incomodar mais, com licença. – retrucou a loira saindo do banheiro de cara fechada.
– Char, amor aonde você vai? – perguntou a morena com a voz baixa já se arrependendo por sua irritação sem motivo algum, na verdade seus sentimentos estavam uma montanha russa, assim como sua mente, e a gravidez e os enjoos também não a ajudavam nesse quesito.
– Eu vou deixar você em paz. – disse vestindo suas roupas e se direcionando a porta do quarto quando viu o olhar de desespero da morena. – pelo menos por agora. – disse e saiu do quarto.
Assim que saiu do quarto Charlie subiu na sua moto e se encaminhou para o descampado onde tinha feito o piquenique ela amava aquele lugar e sempre ia lá, seu telefone tocava, mas ela não se importava. No meio do caminho Puck que estava na praça conversando com alguma garota viu a loira passar pelas ruas em alta velocidade e logo em seguida seu telefone tocou, assim que arrumou o fone no ouvido e já falava com a pessoa no telefone, subiu na sua moto e acelerou de encontro a loira seguindo-a sem que esta percebesse, já que sua mente estava uma bagunça.
Chegando no descampado a loira desce da moto e se sentou em um tronco observando a vista da cidade, era manhã e o dia estava fresco e meio nublado, mas com alguns raios de sol, ela observava atentamente cada coisa sem realmente prestar atenção em nada, sua mente estava em transe, ela estava cansada, Dani, o bebê, seu pai, empresas, faculdade (pra onde iria voltar e teria muito o que fazer), Rachel... Rachel, esse de todos os tópicos é o que mais a preocupa, a morena estava um pouco distante, como se estivesse se escondendo e ela não entendia o porquê, tinha medo, medo de que a morena não a quisesse mais, medo de que pudesse perdê-la, a mulher que ela ama. O estado de Rachel a incomodava e muito ela sabia que tinha algo errado, mas o que seria? Ninguém passa mal à toa e isso a afligia e se a morena estivesse doente? E se fosse algo sério? Tantas perguntas rondavam sua mente e todas sem resposta até que ela sente alguém ao seu lado e se vira.
– O que você está fazendo aqui Puck? – perguntou com algumas lágrimas nos olhos.
– Você estava correndo muito pra quem estava apenas passeando de moto pela cidade e depois de te ligaram várias vezes a Rach e a Alex me perguntaram se eu sabia de você. – respondeu.
– A Alex?
– Sim a Rach ligou pra ela pra saber se você estava em casa, o que nos indica que vocês brigaram, você contou pra ela? – pediu lentamente.
– Não. – respondeu engolindo amargamente. – Eu ainda não consegui e sim nós brigamos por uma idiotice que eu nem entendo, mas a Rach anda tão estranha Puck e olha que eu voltei ontem. – falou cansada.
– O que aconteceu? – o moreno perguntou.
– Hoje eu acordei com ela passando mal, vomitando no banheiro e fui ajudá-la, só que ela está assim desde antes de viajar e eu pergunto o que ela tem e ela não me diz, quando eu estava em NY, parece que as coisas pioraram e ela foi no médico com a San, mas não me disse nada da consulta, só que está tudo bem. Mas como está tudo bem se ela continua passando mal Puck me responde? Eu to com medo, e se ela estiver realmente mal ou muito... muito doente? Eu... – não conseguiu terminar e as lágrimas escorreram por seu rosto, o moreno a abraçou e deixou que ela chorasse, ele sabia que esse não era o único problema que a loira estava enfrentando.
– Não pensa assim loira, tudo vai ficar bem. – disse ele confortando-a.
– Obrigada Puck, mas eu tenho medo. Eu amo a Rach, a amo demais pra conseguir viver sem ela.
– Não diga isso Char, vai ficar tudo bem, você devia ir pra casa tomar um banho e ir conversar com a Rach, a Santy ta lá cuidando dela, ela tava chorando no telefone e dizendo que foi uma idiota em ter falado o que falou e como falou pra você, pelo menos foi o que a Alex me disse. – disse Puck e a loira assentiu.
– Eu vou sim, obrigada Puck, pra um bad boy você é um ótimo brother. – disse cutucando as costelas do garoto e rindo.
– Não tem de quê, engraçadinha. – retrucou rindo.
A loira levantou e se despediu do moreno e indo pra casa tomar um banho, mas antes mandou uma mensagem para a morena dizendo que iria pra lá conversar.
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– Ela me mandou uma mensagem Santy disse que vai vir conversar – falou a morena se deitando na cama, seus olhos estavam molhados pelas lágrimas. Santana a confortou e disse que tudo ficaria bem e que elas precisavam conversar e se acertar.
– Sabe Rach, acho que você devia contar pra ela hoje, ela vai entender e não vai te abandonar, a Char te ama, é louca por você e não faria nada que te magoasse ou te ferisse Rach. – disse a latina sentando na beirada da cama.
– Mas eu travo Santy eu já tentei, não consigo – suspirou e se jogou de costas na cama o que não foi bom já que sua cabeça rodou, fechou os olhos e abriu de novo se sentindo melhor.
– O que você teria pra me contar Rach que não consegue? – perguntou uma Charlie séria na porta do quarto da morena.
– Er.. Hum, acho que vou lá embaixo, com licença – disse a latina dando um sorriso de conforto e incentivo a morena, saindo e fechando a porta atrás de si.
– Senta. – disse a morena – me desculpa por hoje. – pediu envergonhada.
– Tudo bem amor, eu só quero entender o porquê daquele estresse hoje de manhã e o que você tem que não consegue me contar e eu também tenho que te contar algo – a loira suspirou cansada.
– É... Tudo bem. Não quer falar primeiro não? – perguntou sem graça.
– Não, depois eu falo você pode falar primeiro – disse sua respiração havia engatado e ela percebeu que a da morena também, estavam bem próximas e a tensão que pairava sobre elas não era sexual, não era agradável, é como se ambas estivessem carregando o mundo nas costas sozinhas sendo que podiam dividir esse peso entre si...
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