Love Drunk
1 Prólogo
Notas iniciais
Deixem reviews dizendo o que acharam.
Obrigada por lerem!
Giu-chan.
Love Drunk
Escrita por Giulietta
Prólogo
Lá estava ela. Mais uma vez.
Sentada no chão de seu quarto, abraçada em suas próprias pernas, enquanto as lágrimas escorriam por sua face. Encostou de leve a cabeça na parede, perguntando-se quando aquilo pararia, quando a dor teria um fim. Não... nem precisava de um fim, não estava exigindo muito, mas ela podia ao menos diminuir. Só o que queria era poder olhar-se no espelho e ver um sorriso.
Um sorriso verdadeiro.
Ah, como ela queria voltar no tempo. Voltar para a época onde não sabia que o amor machucava, que a vida era cruel, e que corações partidos não tem concerto. Mas principalmente, voltar para o dia que o conheceu e nunca ter olhado em seus olhos. Esse foi seu primeiro erro.
Aqueles malditos olhos ônix.
Seu segundo erro fora, talvez, deixar que ele se aproximasse. Na verdade, esperar ansiosamente por isso. Ele chegou de leve, indo aos poucos, e quando se deu conta, sua vida havia sido entregue de mãos beijadas para um ser que só pensava em si mesmo. Um ser que com apenas um sorriso de canto podia conseguir o que quiser dela. Qualquer coisa.
Lá, no canto daquele cômodo nada confortável, ela teve a certeza do que ela mais tinha medo. Estava presa a uma relação doentia, e nunca... Nunca se livraria dele. Não importa para onde fugisse, onde se escondesse, ele sempre estaria ali. Esperando-a. Envolvendo-a. Você é minha, ele dizia. E essas palavras, ela nunca esqueceria.
As palavras que marcaram todo seu destino.
* * *
Três anos antes.
Penteava delicadamente os longos fios róseos. Sorrindo confiante para seu reflexo no espelho — por mais que confiança não fosse uma de suas melhores características. Olhou-se pela ultima vez, dos pés a cabeça, não tão feliz com o resultado, mas era aceitável. Esse era o mal da adolescência... Nada era bom o suficiente.
E Sakura era assim. Uma adolescente típica. Com algumas vantagens a mais, mas mesmo assim, tentava encontrar seu lugar na sociedade. Bufou ao encarar o relógio em seu pulso. Estava atrasada, de novo. Agüentar os olhares mortais de Kakashi não estava nos seus planos. Pegou sua bolsa e correu para a sala principal. Na porta, ele já a aguardava.
Ele. Seu melhor amigo desde que se conhecera por gente. Eram grudados desde pequenos, ou como costumava dizer, unha e carne. Ele era a única pessoa que a entendia de verdade, que não via sua aparência, e sim sua personalidade. E era por isso que ela o amava tanto. O irmão que nunca teve.
— Está atrasada. — Disse ele com a face séria. — De novo.
— Me desculpe. — Murmurou ela, com a voz baixa. Encarou-o com o olhar triste, e ele sabia que não poderia discutir com olhos verdes tão... maravilhosos. — Quis caprichar hoje. — Disse com uma risada alegre.
— Tudo isso para Sasori? — Perguntou ironicamente, escondendo seus pulsos fechados dentro dos bolsos.
— Tudo isso pra mim. — Respondeu ela, pegando-o pelo braço e o arrastando para fora. — E talvez um pouquinho para ele. — Gargalhou. — Vamos. Sinto que terá algo de diferente nesse dia. Espero que seja bom.
O moreno sorriu de canto. Ela não perdia por esperar.
Ele já havia cansado de esperar.
* * *
Encarava o banco vazio a sua frente. Sasori não estava ali. Ela não gostava de ficar longe dele por tanto tempo assim. Não se viam a três dias. Ele disse que iria viajar com o pai para negócios, mas não respondia suas mensagens. Não desconfiava dele, só estava preocupada.
Sasori era o exemplo de garoto dos sonhos. Bonito, inteligente, rico. E principalmente, perdidamente apaixonado por sua namorada. Sua cerejinha. E ela, completamente apaixonada por ele. Seu ruivinho. Eram considerados o casal do momento. O casal perfeito. E a rosada não podia estar mais feliz.
— Senhorita Haruno. — A voz forte chamou sua atenção. — Já não basta chegar atrasada em minha aula? — A menina encarou-o confusa. — Está a meia hora encarando a carteira do Senhor Akasuna. Minha aula é tão entediante assim para a Senhorita?
— Na verdade... — Antes que pudesse finalizar sua fala, o sinal bateu. Salva pelo gongo, pensou. Kakashi não iria suportar mais uma falta de educação dela. Mas era ele que provocava. E a aula dele, era, de fato, a mais tediosa da manhã.
— Está tão caidinha assim Sakurinha? — Perguntou a menina alta, de cabelos loiros, sentada a sua frente. — Cuidado, que o herdeiro do motorista pode ficar com ciúmes. — Concluiu ela, sarcasticamente.
— Cale a boca, Ino. — Disse com a expressão magoada. — Sabe que não gosto que fale assim dele. Sasuke é como um irmão pra mim.
— Concordo com a Sakura-chan, Ino-chan. — Pronunciou-se a garota de olhos perolados, brincando com o lápis em sua mão. — Sasuke-san é uma boa pessoa. — A loira revirou os olhos.
— Não importa o quão bom ele é, querida Hinata. Ele sempre será o filho do motorista. — Disse encarando a rosada. — Já disse que ele é estranho Sakura, eu não gosto do jeito que ele te olha.
— Sasuke só me protege, Ino. — Sorriu. — Ele só quer o melhor pra mim. E já passou da hora desse seu preconceito parar. Não importa quem são os pais dele. Ele é um aluno como todos aqui.
— É um bolsista. — Disse com desdenho. Suspirando ao notar o olhar furioso da amiga. — Tudo bem, não está mais aqui quem falou. Mas acredite, tem algo de errado nele. — Virou-se para frente, esperando a entrada do outro professor.
— Não ligue pra ela, Sakura-chan, só está com ciúmes. — Comentou a azulada, aproximando-se dela. — Então, como está o relacionamento com Sasori?
— A cada dia que passa eu me apaixono mais Hina. — Disse com um sorriso de orelha a orelha, e as bochechas coradas. — Tenho certeza que ele é o certo pra mim.
De longe, ele a observava. Ouvindo atentamente cada palavra que saia de sua boca. Ignorando a conversa com os amigos, tentava diminuir a fúria que sentia. Sakura não sabia o que era amor. Não sabia mesmo. E não amava Sasori. Não poderia amar. Ninguém tiraria sua rosada dele. Só sua.
Já estava na hora do showzinho de “casal perfeito” chegar ao fim.
* * *
Presente.
Foi naquela época que começou. Aquele sentimento monstruoso. Ah, como ela era ingênua. Se soubesse no que havia se metido. Se ao menos tivesse escutado Ino. Talvez estivesse feliz agora. Talvez não precisasse se esconder até da própria sombra. Talvez ela não tivesse se apaixonada pelo própria demônio.
Era hora de fugir de novo.
Fugir dele.
Seu encantador pesadelo.
Notas finais
Beijos doces.
Giu-chan.
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