Love Drunk

73 Segunda temporada, Capítulo 26 – Epílogo


Notas iniciais
Oi gente! Quatro anos após a postagem do primeiro capitulo, cá estou eu postando o epílogo. Eu não sei muito bem como descrever o que estou sentindo, para falar a verdade, eu detesto finais. Ainda mais quando é relacionado a coisas que eu sou apaixonada. Love Drunk foi a história que me marcou como ficwriter, como autora, como pessoa também. Eu tive a oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas por meio dessa fic, como as minhas Cafetinas Drunkers lindas do grupo do whatsapp, como a Ray e outras pessoas que deixaram de ser apenas meus leitores e que tomaram um lugar muito maior no meu coração. Eu passei por muita coisa nesses últimos quatro anos e por muitas vezes essa fic foi meu refúgio, meu potinho de risos e eu espero que tenha sido assim para vocês também. Espero do fundo do meu coração que as quase 452 pessoas que acompanharam essa fic até aqui tenho se sentido, ao menos um pouco, do que eu senti. Apesar dos altos e baixos, essa fic sempre estará guardada como umas das melhores coisas que já escrevi, não pelo enredo maravilhoso, mas por tudo o que ela me proporcionou. Obrigada à todos vocês, isso só foi possível porque vocês me incentivaram, surtaram comigo, viveram tudo isso comigo. A fic toda é dedicada à vocês e especialmente para as minhas Cafetinas e para a Tamires, que vai fazer aniversário amanhâ ♥ E esse epilogo, uma das partes mais essenciais, não pode ser diferente. Por uma última vez, Boa leitura.

Eu estarei lá por você.

Sasuke estava sentado sobre o tapete e apoiava suas costas no sofá. Leon, o Golden Retriever que nós havíamos adotado estava imenso e pulava sobre ele, levando-o até o chão. Sasuke estava rindo alto e eu perdi a conta de quanto tempo tinha ficado ali os observando com um sorriso nos lábios.

— Vocês são tão bagunceiros. – Fingi que estava irritada e logo os dois se viraram para mim. Meu marido estava com o cabelo desgrenhado, o rosto vermelho e Leon balançava a cauda de um lado para o outro agitado. – Já consigo imaginar Sarada ai no chão junto com vocês. – Ri enquanto caminhava até o sofá e me sentava. Minha barriga de nove meses estava enorme, eu não sabia o que era ver meus pés há semanas. Fechei os olhos por um momento e passei a mão por minha barriga tentando acalmar a dor incomoda que eu estava sentindo.

— Está tudo bem? – Sasuke questionou-me preocupado. Respirei fundo antes de responder para ter certeza de que estava mesmo tudo bem. – Sakura...

— Estou. – Respondi dando um sorriso. Sasuke observou-me com o cenho franzido e parecia estar tentando decifrar se eu estava mentindo ou não. – Não foi nada demais, não precisa me encarar assim.

— Tem sorte que eu não sou o Itachi, Lily não está nem ao menos conseguindo sair sem que ele fique no pé dela. – Defendeu-se ele. Levantou do chão e se sentou ao meu lado, segurou a minha mão e depositou um beijo nela, fazendo com que eu sorrisse. – O que foi?

— Você foi irritante durante toda a minha gravidez. – Alfinetei e ele fez uma careta de indignação. – Agora está particularmente insuportável. – Sasuke revirou os olhos entediado.

— Me preocupo com vocês.

— Eu sei. – Inclinei meu rosto em sua direção e o beijei lentamente. Sasuke colocou uma mão em minha bochecha e a outra sobre minha barriga, sua língua entrelaçava-se junto da minha e um arrepio gostoso percorria minha coluna, como pequenas correntes de eletricidade. – Opa. – Murmurei sorrindo contra os lábios dele assim que a campainha tocou.

— Se ficarmos quietos, eles vão pensar que nós não estamos em casa. – Ele murmurou beijando-me novamente. A campainha soou de novo e mais uma vez. Leon já estava na porta e latia; Sasuke afastou-se resignado. – Já estou indo. – Exclamou marchando até a porta.

As únicas pessoas que estavam na porta eram minha mãe e Mikoto. Elas cumprimentaram Sasuke e disseram algo para ele, que assentiu e saiu de casa. Levantei-me enquanto elas vinham na minha direção.

— Eu não sei se meu coração agüenta. – Mikoto disse abraçando-me ternamente. Ela estava usando um vestido azul florido, os cabelos negros presos em um rabo de cavalo baixo. – Olhe só como ela está linda, Amaya. – Acrescentou para minha mãe que me observava admirada.

— Você cresceu tão rápido. – Minha mãe abraçou-me enquanto minha sogra ainda me abraçava. Ela sempre usava as mesmas palavras e eu revirei os olhos. – Minha menina, tão linda. – Sorri envergonhada e ela apertou minhas bochechas.

— Mãe! – Ralhei e nós acabamos rindo. – Vocês precisam de ajuda para trazer as coisas? – Perguntei tentando parecer proativa. Havia sido decidido que nós daríamos um almoço e cada um dos convidados ficara encarregado de trazer algo, embora nós (eu e Sasuke) estivéssemos cuidando da maioria das coisas. Sasuke tinha ficado com a maior parte do trabalho e me deixou fazer apenas uma salada, somente para que eu não ficasse reclamando de que não estava fazendo nada.

— Não se preocupe, eles estão levando tudo para o quintal. – Lily avisou passando pela porta enquanto carregava uma sacola. O cabelo ruivo estava preso em um coque e ela trajava um cropped preto com estampa florida e os dizeres “NEVER”, um short jeans azul escuro com tachas sobre um dos bolsos e rasgos, para completar, um sapatenis branco com o focinho e bigodes de gato. (http://www.polyvore.com/lily_ep%C3%ADlogo/set?id=197017745). – Como está? – Perguntou me dando um beijo no rosto, acariciou minha barriga e retirou os óculos de sol, os colocando sobre a cabeça.

— Estou bem e você?

— Enjôos matinais, nada de novo. – Ela respondeu-me entediada. – Eles demoram muito para passar?

— Um pouco. – Confidenciei fazendo uma careta. Mikoto e minha mãe que só observavam a cena deram risada. – Onde está Itachi? – Questionei lembrando-me do que Sasuke tinha dito há poucos instantes.

— Foi passear um pouco. – A ruiva falou em um tom aliviado. Olhou para a entrada por cima do ombro e virou-se para mim com uma expressão desgostosa em seu rosto. – Ele não larga do meu pé. – Sussurrou temendo que Mikoto a escutasse. – Vou até a cozinha, vocês vem? – Disse ela enquanto seguia para a minha cozinha. Mikoto e minha mãe a seguiram, entretidas em uma conversa paralela a nossa.

— Testuda! – No mesmo instante Ino, Hinata e Temari entraram. Elas estavam rindo de alguma coisa, que não fizeram questão de me contar o que era. – Que roupa maravilhosa, quem será que te deu? – Disse ela radiante vindo na minha direção. Radiante era a palavra certa para definir Ino. O vestido amarelo ia até um palmo acima do joelho, não possuía mangas e um cinto marrom marcava a cintura da Sabaku, o cabelo loiro estava ondulado e parcialmente preso por uma trança. (http://www.polyvore.com/ino_ep%C3%ADlogo/set?id=197018679).

— Uma vendedora me indicou, ela tem bom gosto. – Ino fez uma careta e me deu um leve tapa no braço. Fiz minha melhor expressão de indignação e ela revirou os olhos. – Bater em grávida é pecado, sabia?

— Não to nem aí! – Retrucou ela erguendo o queixo de forma displicente. – Eu entendo de roupa, não é?

— Estão vendo esse relógio? – Temari segurou meu pulso e o ergueu até que todas as meninas focassem no relógio rosado que eu estava usando. A Sabaku estava usando uma mini blusa branca que deixava parte de seu abdômen a mostra e um short preto com estampa florida, nos pés um tênis totalmente branco e na cabeça um chapéu preto. Os óculos dourados estavam em sua mão esquerda. (http://www.polyvore.com/temari_ep%C3%ADlogo/set?id=197207363). – Eu que dei para a Sakura, no último aniversário dela. – Gabou-se lançando um olhar desafiador à Ino.

— Está vendo as roupas da Hinata?

— O que tem elas?

— Eu quem escolhi! – Ino respondeu Temari com um sorrisinho presunçoso. – Quer desafiar? Não to te entendendo! – Temari parou em frente a ela e as duas se encararam de forma ridícula.

— Isso é verdade, Hinata? – Perguntei olhando para a Hyuga que estava rindo da discussão das duas loiras. Hinata estava usando um vestido vermelho de alcinha e folgado, seu cabelo preto estava preso em um coque apertado, deixando somente sua franja solta. Os olhos perolados estavam delineados e os lábios com um batom nude meio rosado. Ela como eu e Ino, tinha optado por uma rasteirinha. (http://www.polyvore.com/hinata_ep%C3%ADlogo/set?id=197205299). – Ino é maluca, não pode deixar que ela faça isso com você!

— HEY!

— Ela só deu uma pequena opinada nas minhas roupas. – Hinata disse como se a possibilidade de Ino escolher suas roupas fosse absurda. Ela ajeitou alguns fios da franja e deu um sorriso para Ino, que fez uma careta. – Se continuar fazendo caretas, vai precisar de mais cremes anti-rugas!

— Eu não uso esse tipo de coisa! – Ino replicou ficando vermelha. Estava cada vez mais difícil controlar a risada. – Minha pele é naturalmente assim, como um bumbum da Sarada!

— O bumbum da Sarada é macio! – Defendi a honra da minha filha e em seguida coloquei minhas mãos sobre a minha barriga protetoramente. – E eu irei agredir quem discordar de mim!

— Grávidas são tão temperamentais, não é? – Hinata murmurou para as meninas que aquiesceram concordando com o que a Hyuga tinha dito. – Fica calma, Sakura, nós sabemos que a Sarada é toda fofinha. – Ela piscou e colocou as mãos nos ombros de Ino e Temari. – Vamos lá para o quintal? Naruto disse que queria acender a churrasqueira, mas eu tenho medo de que ele coloque fogo na casa.

Primeiro, fui fechar a porta da entrada e depois segui as meninas pela cozinha até a porta que dava para os fundos da minha casa. Uma mesa imensa, emprestada pelos meus pais, estava debaixo da cobertura e posicionada estrategicamente longe da fumaça da churrasqueira. Gaara, que estava na piscina – folgado do jeito que é – acenou para mim e me fez um convite, dizendo que a água estava ótima. Lily estava na beirada da piscina e conversava com Gaara, chutando água sempre que podia nele.

— Quem sabe um outro dia, Naruto. – Fugaku disse impedindo que o Uzumaki tivesse sucesso em seu plano de cuidar da churrasqueira. – Por que não vai ajudar Sasuke e Itachi a trazerem as bebidas?

— Aqueles dois já deviam ter voltado. – Meu pai disse rindo enquanto balançava a cabeça negativamente. – Oi, querida. – Acrescentou estendendo a mão para mim e me puxando para um abraço. – Algum sinal do seu marido?

— Nenhum, capitão. – Respondi batendo uma pequena continência. Era algo que nós fazíamos quando eu era menor. – Como vai, Fugaku? – Aproximei-me do meu sogro e lhe dei um beijo no rosto. – E você, fique longe dessa churrasqueira! – Acrescentei ameaçadoramente para Naruto que ficou indignado.

— Eu não vou tacar fogo em nada! – Retrucou ele contrariado. – Quando é que eu vou ter um voto de confiança?

— Te dou até dois. – Falei seriamente e os olhos dele pareceram se iluminar. Ah, claro, até parece que eu vou deixar qualquer coisa inflamável perto do Naruto, principalmente na minha casa.

— Sério, Sakurinha?

— Daqui a vinte anos. – Tentei manter a expressão séria, mas acabei rindo. Senti uma pontada em minha barriga, por um momento ela ficou dura e franzi o cenho confusa. Coloquei a mão sobre ela e parei por um momento, alheia ao que os outros estavam falando.

— Está tudo bem? – Meu pai me perguntou preocupado. – Sakura, acho melhor você ir se sentar, filha...

— Não, eu to bem. – Afastei uma mecha do meu cabelo que havia caído em meu rosto e sorri confiante para ele. – Sarada às vezes fica muito agitada. – Menti esperando que ele acreditasse. – Vou procurar a dupla dinâmica, fiquem a vontade!

Não que fosse necessário dizer isso para qualquer um deles. Eles levavam ao pé da letra que minha casa, era deles também e eu fazia o mesmo quando estava em suas casas. Caminhando despreocupadamente passei pelo corredor que havia no jardim, indo para frente da casa. Sasuke, Itachi e Neji conversavam animados encostados no carro, enquanto as sacolas com as bebidas ficavam no chão, próximo de seus pés.

— Aleluia, uma alma feminina! – Tenten disse surgindo de trás do carro, ela estava segurando sua câmera. O Cabelo dela estava ondulado e seus lábios vermelhos abriram-se em um sorriso quando me viu. Tenten usava um cropped preto e um short jeans claro junto de seus inseparáveis all stars vermelhos. (http://www.polyvore.com/tenten_ep%C3%ADlogo/set?id=197210170). – Você está linda! – Disse animada e logo eu fui atingida por um flash. – Tentei contar para o Sasuke que trouxe algumas fotos do seu chá de bebe e daquele ensaio que nós fizemos, mas ele não quis saber. – Acusou olhando de esguelha para meu marido que parou de rir no mesmo instante.

— Isso é mentira, Sakura! – Ele replicou revezado seu olhar entre eu e Tenten. – Ela sequer disse alguma coisa! Não é Itachi? Neji?

— É verdade, cunhadinha! – Itachi entrou em defesa do irmão mais novo e como para enfatizar, passou um braço por cima dos ombros de Sasuke. – Estávamos conversando sobre o jogo que teve ontem e ela sequer tinha saído do carro.

— Não me lembro da Mitsashi ter comentado algo sobre essas fotos e...

— Nem ouse concordar com esse absurdo, Hyuga! – Tenten apontou ameaçadoramente para o namorado e fez uma expressão que me deu calafrios. – Onde posso guardar minha bolsa?

— Não acredito em nenhum de vocês. – Falei suspirando e cruzando os braços sobre minha barriga. Senti a mesma dor novamente, só que dessa vez um pouquinho mais forte. – Sasuke... O pessoal está esperando pelas bebidas, andem logo antes que elas esquentem. – Agitei a mão para dar ênfase de que aquilo era algo urgente. – Se quiser eu posso guardar pra você, preciso ir ao banheiro. – Estendi a mão para Tenten e ela me entregou a mochila marrom, agradecendo-me em seguida. – O restante do pessoal está lá no fundo, faltam só os pais do Naruto. – Avisei começando a seguir para a porta.

Coloquei a bolsa de Tenten sobre o sofá e caminhei até o banheiro do térreo. Eu não podia subir para o segundo andar sozinha, Sasuke havia feito que eu prometesse subir as escadas somente quando estivesse acompanhada. Até os meus seis, sete meses, achei que era besteira, porém, a barriga começou a pesar cada vez mais e eu fiquei preocupada que algo pudesse acontecer caso eu ficasse subindo e descendo as escadas toda hora. Não é segredo para ninguém que eu não tenho uma coordenação motora excelente, ainda mais quando não consigo ver meus pés.

Fechei a porta do banheiro e me observei no espelho procurando qualquer sinal de que eu não estava bem. O vestido que Ino tinha me dado ia até um palmo acima dos meus joelhos, ele era branco e com estampas de flores rosas, vermelhas e roxas; combinaria perfeitamente com um par de scarpins nudes que eu tinha, mas somente a possibilidade de usar salto fazia com que minhas pernas doessem, então optei por uma rasteirinha. Eu estava usando o colar que Sasuke tinha me dado há tantos anos e brincos, já fazia um mês que eu não sabia o que era usar a aliança. Meus dedos estavam inchados e eu optei por deixá-la guardada cuidadosamente dentro do meu porta-jóias. (http://www.polyvore.com/sakura_ep%C3%ADlogo/set?id=197204288).

— Sarada, por favor, não fique assustando a mamãe. – Murmurei acariciando minha barriga. Ela tinha endurecido mais uma vez e eu tive que me apoiar na pia por causa da dor. Arfei e respirei fundo enquanto a dor passava aos poucos.

— Sakura? – Levantei a cabeça ao ouvir a voz de Sasuke. Ele bateu na porta e tentou abri-la, agradeci mentalmente por a ter trancado quando entrei no banheiro. – Amor, está tudo bem?

— Está sim, amor. – Respondi fazendo com que minha voz soasse animada. – Sabe como é, eu não posso beber um pouco de água que quero fazer xixi. – Expliquei indo até o vaso e dando descarga para fingir que tinha realmente feito xixi. – Oi. – Sorri ao abrir a porta. Ignorei o olhar preocupado de Sasuke e fui lavar a mão.

— Tem certeza de que está bem? – Ele franziu o cenho e escorou-se no batente da porta. – Você está estranha, Sakura. Não me esconda nada.

Baixei os olhos e tive certeza de que isso me entregou. Mesmo que eu quisesse, nunca que conseguiria manter uma mentira para Sasuke. Ele me conhecia e nós mantínhamos uma relação baseada na verdade. Independente do que fosse.

— Estou com um pouco de dor. – Confessei em um murmúrio. Sasuke aproximou-se de mim e me segurou, com uma expressão preocupada.

— Onde?

— Na barriga. – Se possível sua expressão tinha se tornado ainda mais alarmante. Ele abriu a boca para dizer algo, mas eu o interrompi. – Já passou. – E era verdade, a dor realmente tinha passado.

— Com que freqüência? – Hesitei e ele respirou fundo tentando conter a irritação. Gritar comigo não o ajudaria em nada, e Sasuke sabia disso, porém, isso não significava que ele não o quisesse fazê-lo. – Porra Sakura, nós vamos ser pais. Não me esconda nada.

— Foram só duas ou três vezes. – Sussurrei temendo a reação dele. Sasuke tinha arregalado os olhos e eu temi por minha vida. – Sasuke, já passou!

— Nós vamos para o hospital. – Declarou ele segurando minha mão e começando a me puxar para fora do banheiro. Sequer parecia lembrar que nossa casa estava cheia de convidados. – Eu vou... Buscar a bolsa e você fica quietinha aqui. – Acrescentou passando a mão pelo cabelo em um gesto nervoso. – Sakura, não temos tempo para isso.

— Nossa casa está cheia de gente. – Segurei o pulso dele impedindo-o de ir até as escadas. – Não vamos nos precipitar. Se piorar nós vamos. – Garanti e ele estreitou os olhos analisando o que eu tinha dito. – Confia em mim.

Sasuke estava relutante em concordar com o que eu tinha dito. Por fim, colocou ambas as mãos em meu rosto e aproximou-se de mim, encostando nossas testas para que ele me olhasse diretamente nos olhos.

— Me promete que não vai mentir mais.

— Omitir é diferente de mentir, Sasuke.

— A possibilidade de te levar agora para o hospital me parece bem tentadora, Senhora Uchiha. – Ameaçou Sasuke fazendo com que eu arregalasse meus olhos e ficasse sem ter o que dizer. – O que me diz?

— Vou te contar absolutamente tudo, até mesmo se ficar com gases. – Falei rápido, mas falei bonito. Sasuke riu baixinho e encostou seu lábios nos meus em um selinho demorado. – Você é um ótimo marido. – Murmurei de olhos fechados e ele sorriu com os lábios grudados nos meus.

— Eu sei. – Concordou ele convencido e então me deu um beijo na testa. – Kushina e Minato chegaram, estavam procurando por você. – Esticou a mão para mim e eu entrelacei meus dedos nos dele.

— Nós realmente somos péssimos anfitriões.

X-X-X

Sasuke grudou em mim como chiclete gruda no cabelo de gente desatenta. E olha que chiclete no cabelo é uma das maiores provações quando se é uma garota.

Estávamos sentados na mesa e toda vez que eu ficava quieta demais ele me lançava um olhar inquisitivo.

— Então Sakura, quando está previsto o nascimento da Sarada? – Kushina perguntou durante o almoço. – Já sabem quem vão ser os padrinhos? – A resposta para a segunda pergunta era não, mas nós não queríamos que uma edição dos Jogos Vorazes se iniciasse enquanto estávamos comendo.

— O médico disse que até o começo da outra semana ela deveria nascer. – Respondi lembrando-me das palavras do médico. Ele tinha reforçado que a qualquer sinal, devíamos correr para o hospital. Opa.

— E nós ainda não decidimos. – Sasuke respondeu tranquilamente. – É uma coisa difícil de se fazer.

— Com tantas pessoas importantes. – Acrescentei aquiescendo. E era difícil mesmo. Todos eles eram próximos de nós, todos tinham participado da gravidez (até mesmo Tenten que estava em Nova Iorque), então seria injusto tomar essa decisão precipitadamente. – Fica difícil.

— Sua primeira opção deveria ser eu! – Ino bateu a mão contra a mesa fazendo com que nós a olhássemos espantados. – Sou a melhor amiga, hellou!

— Ino, eu...

— E daí? – Para minha surpresa, Hinata que tinha se manifestado. – Eu sou a pessoa mais sensata do nosso grupo! Eu é que devo dar bons exemplos para a Sarada!

— Vocês são loucas! – Lily retrucou entrando na discussão. – É claro que eu e o Itachi vamos ser os padrinhos. – A ruiva jogou o cabelo por cima do ombro displicentemente. Ino, Hinata, Temari e Tenten a encararam de forma assassina.

— Que absurdo!

— Está mais que óbvio que eu vou ser o padrinho! – Naruto disse apontando para si mesmo. Todos viraram para ele em câmera lenta. Ele parecia realmente convicto do que estava dizendo. – Conheço o Teme desde quando éramos crianças!

— Isso é verdade. – Kushina, que tinha começado com todo esse pandemônio, concordou. – Lembra-se de como eles corriam de cueca pelas nossas casas, Mikoto? – Ela juntou as mãos próximas do rosto e sorriu nostálgica.

— Eu acho que ainda tenho fotos disso! – Minha sogra disse fazendo a mesma expressão que Kushina. – Você já as viu, não é Amaya?

— Itachi também corria pela casa assim, lembro de ter visto uma foto dele junto dos meninos! – Minha mãe lembrou-se dando risada das expressões de Itachi.

— Eu quero ver essas fotos! – Falei animada e Sasuke me lançou um olhar de esguelha. – Me mande assim que possível, Mikoto!

— Não faça isso! – Itachi, Naruto e Sasuke falaram ao mesmo tempo. Revirei os olhos, tão previsíveis. – Ainda temos alguma reputação para manter, não é? – Sasuke acrescentou olhando para os outros dois.

— Mas é claro! – Itachi retrucou batendo a mão na mesa como Ino tinha feito. – Há muita coisa ainda que pode nos envergonhar.

— Nós temos uma caixa com esse nome lá no sótão. – Fugaku disse seriamente. Sasuke e Itachi trocaram olhares assustados. Eu estava me divertindo muito com o rumo que a conversa estava levando. – Nós a vimos essa semana, não foi Mikoto?

— É CLARO! – Mikoto bateu palmas animada. – Podemos trazer para que vocês vejam!

— NÃO!

— Sakura também tem uma dessas. – Meu pai disse pensativo enquanto usava o dedo indicador para coçar a barba que estava crescendo. Senti um frio percorrendo toda a minha espinha. – Vamos trazer também, Amaya!

— Mas é claro, querido.

— NÃO! – Dessa vez fui eu que gritei. – Deixe essa caixa fechada e bem longe de qualquer um que está nessa mesa. – Pedi fazendo minha melhor expressão de gatinho desolado para o meu pai, que me ignorou com maestria. – Por favooooooor!

— Vocês não estão fugindo do assunto principal? – Minato perguntou despreocupadamente enquanto bebia um pouco de suco. – O que foi?

E mais uma vez a discussão recomeçara. Eu e Sasuke permanecemos em silencio, olhando todos debaterem e usarem seus melhores argumentos, nossos rostos iam de um lado para o outro, como se houvesse uma bolinha de ping-pong invisível sobre a mesa.

A situação estava caótica e eu prendi a respiração ao sentir uma pontada mais forte em minha barriga. Procurei a mão de Sasuke e a apertei, enquanto ofegava. A dor estava aumentando e eu senti um liquido escorrendo por minhas pernas.

— Minha bolsa estourou. – Murmurei arregalando os olhos em choque. Minha bolsa havia realmente estourado. – Sasuke... Ai meu Deus. – Falei com a voz entrecortada enquanto o encarava. – O bebe vai nascer, ai meu Deus...

— Sua bolsa estourou? – Sasuke questionou-me levantando alarmado. A discussão na mesa havia parado e todos prestavam atenção em mim. – A NENÉM VAI NASCER, AI MEU DEUS! – Ele passou a mão pelo cabelo nervoso. – O que eu... O que...

— HOSPITAL, SASUKE! – Não faço idéia de quem gritou, mas aquilo pareceu direcionar meu marido. – Vamos levar Sakura para a sala. – Sasuke segurou meu braço e meu pai o outro, eles me conduziam devagar e eu tentava fazer o menor movimento possível.

— Ino, ligue para o hospital. – Sasuke ordenou assim que me acomodou no sofá. – O telefone está na gaveta da mesinha, em um caderno azul. – Ele olhou para Itachi e Naruto. – Vocês dois... Preparem meu carro, a chave está... Droga, onde...

— Atrás da porta. – Informei reprimindo um grito. A dor estava aumentando e vindo cada vez mais com freqüência.

— Fique calma, filha. – Minha mãe surgiu entregando-me um copo d’água. – Respire fundo, vai ajudar a suportar as dores. – Eu não fazia idéia do que ela estava falando, mas não aliviava em nada a dor que eu estava sentindo.

— Não está ajudando... Em nada, mãe. – Falei apertando as mãos contra a minha barriga na tentativa de aliviar as dores.

A dor era indescritível e os intervalos entre as contrações estavam diminuindo. Todos corriam de um lado para o outro, Ino praticamente gritava com o telefone grudado na orelha até o momento em que foi arrastada para fora de casa por Gaara. Sasuke desceu as escadas correndo com a bolsa de Sarada e saiu de casa, para depois lembrar que tinha que pegar a minha bolsa. Ele voltou desesperado e tropeçou enquanto subia as escadas novamente.

— Venha Amaya, vamos para o hospital! – Meu pai disse surgindo na porta. Ele estava com o rosto vermelho e eu tive a impressão de que ele estava chorando. – Ande logo!

— E a Sakura? – Minha mãe perguntou preocupada. Agradeci por ela ter feito isso, já que eu mal conseguia falar. Estava concentrada em controlar minha respiração e garantir que Sarada não nascesse no sofá da minha casa.

— Naruto e Itachi vão vir pega-la. – Hinata falou vindo da cozinha. As mãos dela estavam tremendo e ela parecia tão nervosa quanto eu. – Só estão terminando de arrumar o carro. – Avisou saindo da casa.

— Vai ficar tudo bem, querida. – Minha mãe me deu um beijo na testa e se afastou, seguindo meu pai pela porta.

Eu estava sozinha na sala e considerei por um momento a possibilidade de ter sido esquecida quando Sasuke desceu as escadas mais rápido do que um relâmpago e passou por mim em disparada pela porta. Reprimi um grito e apertei o estofado do sofá, enquanto mais uma das contrações fortes passava, ouvi o barulho de motor de carro e arregalei os olhos desesperada.

Aqueles filhos da puta não podiam ter me esquecido, não é?

— SAKURA! – Itachi gritou aparecendo na porta e correndo até mim com Naruto em seu encalço. – Graças a Deus que você está aqui! – Disse ele estendendo a mão para me ajudar a levantar.

— Achou que eu iria para onde? – Retruquei grosseira. A dor que eu estava sentindo não me deixava usar meus bons modos. – Para um hospital?

— Sasuke vai matar a gente, cara. – Naruto disse colocando uma mão na base das minhas costas, enquanto segurava uma das minhas mãos ajudando-me a caminhar. – Esquecemos a grávida, puta que pariu.

— Esqueceram a grávida, PUTA QUE PARIU! – Repeti o que Naruto tinha dito e apertei a mão dos dois tentando aliviar a dor que eu estava sentindo. – Andem logo, imbecis.

— Minha mão, eu acho que não tenho mais mão. – Itachi choramingava toda vez que eu apertava as mãos deles. Sasuke estava sentado no banco do motorista, o carro já estava ligado e iria sair em disparada assim que eu estivesse acomodada. – Anda logo! ACELERA ISSO! – Gritou Itachi assim que nós estávamos dentro do carro.

Sasuke ultrapassou todos os sinais vermelhos possíveis, foi xingado no transito e xingou também, cortou caminho e praguejou sobre como o hospital que nós tínhamos escolhido era longe. O que era mentira, já que ele era o mais próximo de nossa casa, cerca de vinte minutos (se nós estivéssemos em uma velocidade segura) para que chegássemos lá. Porém, como nós tínhamos Sasuke Toretto no volante, chegamos ao hospital em dez.

We all want someone there to hold

We just want somebody

We all want to be somebody's one and only

Todos queremos alguém para abraçar

Só queremos alguém

Todos queremos ser únicos e exclusivos de alguém

Fui colocada em uma cadeira de rodas e com Sasuke ao meu lado, fui levada para uma sala de pré parto, para que eu trocasse de roupa e afins. Ele permaneceu ao meu lado o tempo todo, em alguns momentos parecia mais aflito do que eu. Estávamos vivenciando um momento pelo qual tínhamos aguardado desde quando soubemos que eu estava grávida. Nós veríamos o rosto da nossa pequena Sarada.

Durante o parto, se possível, a dor triplicara. Enquanto o médico me pedia para empurrar com força e para não parar, uma parte minha queria que esse o tormento acabasse logo, eu quis desistir e Sasuke apertava minha mão e murmurava palavras de incentivo próximas ao meu ouvido. Ele dizia que me amava e que iria acabar logo, que eu precisava empurrar mais uma vez. Quando a dor cessou e segundos depois eu ouvi o choro de Sarada, meus olhos encheram-se de lágrimas e eu olhei para Sasuke enquanto chorava. Nós dois estávamos chorando como crianças, enquanto sorriamos um para o outro.

— Eu te amo tanto. – Ele disse me dando um selinho demorado. Eu conseguia sentir o gosto das lágrimas nos lábios dele. – Obrigado Sakura, obrigado, obrigado. – Murmurava ele beijando meu rosto demoradamente.

— Eu te amo, eu te amo. – Murmurei segurando o rosto dele próximo do meu. – Você é o melhor homem do mundo, Sasuke.

Uma das enfermeiras nos encarava com um sorriso nos lábios. Quando meus olhos pousaram no embrulhinho azul que ela carregava no colo, meu coração palpitou e eu recomecei a chorar. Ela o depositou cuidadosamente em meus braços e eu o segurei com medo de que qualquer movimento que eu fizesse a machucasse. Sarada era pequenina, o cabelo preto estava espetado e seus olhos estavam fechados, as mãozinhas próximas do rosto, enquanto ela ressonava como um anjinho.

— Pode tirar uma foto? – Ouvi Sasuke perguntar a enfermeira enquanto eu observava minha filha fascinada. – Eu amo muito vocês. – Ele murmurou próximo do meu ouvido e nós olhamos para a câmera.

Aquele era o primeiro de milhares momentos que nós registraríamos juntos.

Sorri maravilhada com a delicadeza que Sasuke amparou Sarada pela primeira vez. Ele não tentava conter sua emoção, não tentava disfarçar o quanto estava feliz com aquele momento. Eu não precisava de mais nada. Nada do que me oferecessem daquele dia em diante chegaria aos pés daquele momento, eu não precisaria e nem queria mais nada. Estava preenchida com o sentimento mais maravilhoso que somos capazes de ter, o amor que habitava em mim tinha se expandido, multiplicado e ascendido à níveis que eu nunca imaginei.

Eu estava repleta de amor e isso me bastava.

— Hey, é o papai. – Murmurou ele para o pequeno embrulhinho que estava em seus braços. – Você ainda não me conhece direito, mas nós vamos passar por muita coisa juntos. Eu, você e a mamãe, não se preocupa, você vai ter tempo o suficiente para nos conhecer melhor. – Ele olhou para mim por um momento e voltou a olhar para Sarada com um sorriso nos lábios. – Tudo o que você precisa saber agora, é que nós te amamos, Sarada. E vamos cuidar muito bem de você.

Everybody wants something

Gotta want something

Yeah, yeah

We all want love

Todos querem algo,

Devem querer algo

Yeah, yeah

Todos nós queremos amor

Oito anos depois...

Sarada jogou um travesseiro em mim e saiu correndo pela sala enquanto gargalhava alto. Esgueirou-se por baixo da mesa e passou por mim antes que eu tivesse chances de capturá-la.

— Isso não é justo! – Reclamei apoiando minhas mãos em meus joelhos e olhei para a menina com os olhos estreitos. O cabelo preto dela, que antes estava preso em um rabo de cavalo, estava totalmente desgrenhado. O pijama rosa estava todo torto e ela tinha um sorrisinho malandro nos lábios. – Achei que tínhamos combinado que debaixo da mesa não vale!

— Papai diz que vale tudo! – Defendeu-se ela erguendo os ombros em um gesto de descaso. – Tio Naruto também!

— Vale tudo no parque, querida. – Falei aproximando-me da sala sem que ela prestasse atenção. – Nós estamos em casa e mamãe não consegue entrar debaixo da mesa.

— Consegue sim, mamãe! – Sarada riu e apoiou-se no sofá. – Papai entrou debaixo da mesa, foi divertido.

— Até porque ele não conseguiu sair a tempo, não é, sua malandrinha? – Fingi que estava irritada e Sarada riu alto aquiescendo em concordância. Eu estava perto e em um movimento rápido a peguei pela cintura. Ela se debateu e eu dei a volta no sofá, a jogando sobre os colchões que estavam no meio da sala. – Esse é o seu castigo, prepare-se para sofrer – Avisei começando a fazer cócegas nela que se contorcia toda. O riso de Sarada era um dos sons mais bonitos que eu já tive o prazer de ouvir em minha vida. – Diga que eu venci.

— N-Não, eu venci – Ela replicava em meio aos risos. Seu rosto estava vermelho, o cabelo sequer parecia ter sido penteado quando ela saiu do banho. – Mamãe venceu, MAMÃE VENCEU! – Acrescentou desistindo e eu a torturei por mais alguns segundos antes de rolar para o lado dela e me deitar no colchão ao seu lado.

— Olha esse cabelo, menina. – Toquei no cabelo dela enquanto dava risada. – Seu pai já deve estar chegando, vai buscar o restante dos travesseiros. – Pedi e ela assentiu levantando-se do colchão em um pulo e correu até as escadas. – Não corra na escada, Sarada!

— Tá bom!

Era sábado à noite e nós tínhamos combinado de fazer uma sessão pipoca em casa mesmo. Sasuke, como sempre, tinha sido escolhido para ir buscar as pizzas e os filmes, ele resmungou um pouco à principio e disse que queria levar Sarada, mas a menina decidiu que iria ficar em casa com quem? Mamãe.

Ele revirou os olhos e tinha dito algo como “Ainda continuo sendo o favorito” e eu dei meu melhor sorriso convencido para ele. Era uma pequena competição que nós tínhamos, bem saudável na maioria das vezes.

— Amor?

Eu estava entretida assistindo um desenho que passava na TV e me limitei a esticar o braço e acenar para que Sasuke identificasse onde eu estava. Ele foi até a cozinha, jogou as chaves sobre a mesa e voltou para a sala.

— Olá. – Sorri para ele enquanto ele tirava os sapatos e se deitava ao meu lado. O cabelo dele estava mais curto, fora isso ele continuava o mesmo. Estava usando uma camiseta que Sarada tinha escolhido para ele (algo que ela tinha feito na escola para o dia dos pais) que tinha os dizeres MELHOR PAI DO MUNDO, eu tinha inveja daquela camiseta. Poderia muito bem ter MELHOR MÃE DO MUNDO nela e Sasuke fazia questão de me lembrar disso toda vez que a usava. – Tudo bem? – Murmurei quando ele inclinou seu rosto para me beijar.

— Melhor agora. – Ele respondeu sugando meu lábio inferior. Distribuiu beijos demorados pelo meu maxilar e mordiscou o lóbulo da minha orelha, fazendo com que um arrepio percorresse todo o meu corpo. – Quando Sarada dormir, nós vamos ter a nossa diversão particular. – Sasuke sorriu maliciosamente passando a mão pela minha cintura e em seguida apertou minha bunda. – Você está bonita hoje, sabia?

— Eu sei. – Murmurei convencida e ele sorriu. Fingi desenhar algo em seu peito enquanto tentava parecer desinteressada. – Mas eu gosto quando você diz. – Inclinei meu rosto para ele e o beijei lentamente, Sasuke apertou minha coxa e ficou por cima de mim, suas mãos passeavam pelo meu corpo demoradamente e eu coloquei as minhas por baixo da camiseta que ele estava usando, arranhando suas costas. Ele gemeu baixinho e quando nos faltou ar, beijou meu pescoço, deixando rastros de saliva até o meu busto. Sasuke estava pronto para puxar minha blusa quando ouvimos Sarada correndo no andar de cima. Ele rolou para o lado com uma expressão frustrada e eu acabei rindo. – Mais tarde, amor. – Pisquei marotamente e ele revirou os olhos.

— PAPAI! – Sarada gritou no topo das escadas e desceu correndo, equilibrando segurando seus travesseiros. Ela correu até Sasuke, que tinha aberto os braços assim que a viu e o abraçou. – Que bom que você voltou. – Disse ela animada.

— Oi Princesa. – Sasuke disse sorrindo e em seguida passou a mão pelo cabelo de Sarada com uma expressão confusa. – O que aconteceu com o seu cabelo? – A pergunta era para nossa filha, porém, ele ficou revezando seu olhar entre ela e eu.

Fiz minha melhor expressão de inocente enquanto Sarada dedurava o que nós tínhamos aprontado.

— Eu e mamãe brincamos de guerra de travesseiro, depois eu corri para debaixo da mesa e ela me fez cócegas! – Sarada mexia as mãos enquanto contava tudo e Sasuke reagia conforme o tom de voz dela mudava, fazendo expressões surpresas que fazia com que nós duas déssemos risada.

— Eu fiquei vinte minutos fora e é isso o que você faz com a nossa filha?

— Você deu sorte de que a casa ainda está inteira, meu bem. – Respondi erguendo os ombros em descaso. Houve uma vez que durante nossas brincadeiras, Sasuke também estava junto (só para constar), que nós acabamos quebrando a TV da sala. Sasuke quase teve um enfarto ao ver a tela da televisão completamente trincada, enquanto eu e Sarada rolávamos no chão de tanto rir.

Em uma votação, foi decidido que eu deveria buscar as pizzas na cozinha. Uma votação bem injusta, por sinal. Enquanto eu me levantava, Sasuke colocava o primeiro filme de Harry Potter e Sarada puxava o cobertor até o queixo, os olhos negros, iguais aos do pai, fixos na televisão. Quando voltei, coloquei as pizzas no espaço vago do colchão e cada um pegou um pedaço. Sarada estava entre eu e Sasuke, as vezes era necessário lembrá-la de que ela tinha que comer antes que a pizza ficasse gelada, pois ela estava completamente absorta no filme.

Na metade do segundo filme, nenhum de nós estava comendo mais. Sasuke usou o sofá como apoio e acariciava meu cabelo, tive que me manter atenta para não dormir. Olhei para ele e notei que ele estava me encarando com um sorriso nos lábios.

— O que foi? – Murmurei curiosa e ele indicou na direção da nossa filha com o queixo. – Não era ela que queria fazer maratona de Harry Potter? – Sarada estava dormindo, a cabeça apoiada no peito de Sasuke.

— Eu te amo, sabia? – Sasuke falou deixando de acariciar meu cabelo, para tocar em minha bochecha. – Quando te vi pela primeira vez, não imaginei que passaríamos por tanta coisa juntos.

— No primeiro jantar em que fomos juntos, pulamos a janela do meu quarto e fugimos pra uma boate. – Lembrei-me dando um sorriso nostálgico. – Já tem quase treze anos que nos conhecemos, como é que o tempo passou tão rápido?

— Minha mãe sempre disse que tempo é uma questão de números quando nós estamos ao lado das pessoas que amamos. – Citou virando-se para mim com cuidado para não acordar Sarada.

— O que é tempo perto do que nós temos? – Perguntei inclinando-me cuidadosamente sobre Sarada para ficar com meu rosto próximo do dele. – Nós temos a eternidade ao nosso favor. – Toda vez que eu beijava Sasuke era como se fosse à primeira vez. Havia um formigamento que percorria minha pele, meu coração palpitava rápido e nossos lábios conectavam-se como se tivessem sido feitos um para o outro, nossas línguas acariciavam-se e nosso amor dava um toque especial a tudo. – Eu também te amo muito. – Sorri com meus lábios colados nos dele e ele me deu mais um selinho. – Um casamento arranjado, em pleno século vinte e um? – Murmurei divertida lembrando-me do que eu costumava repetir ao descobrir que teria que me casar por conveniência.

— Eu costumava dizer que estava bêbado de amor. – Sasuke disse encarando-me fixamente nos olhos. Ele segurou meu rosto e acariciou minha bochecha antes de fazer com que seus lábios colassem nos meus. – E eu nunca irei ficar de ressaca.

Notas finais
FIM! E ai? O que acharam? Espero que tenham gostado, assim como eu! Fic finalizada com exatos 4 anos ♥ to muito feliz! Bem, espero ver vocês nos comentários e até a próxima! Beijão, Priy Taisho ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!