Notas iniciais
Gente, aqui estou eu novamente *0*
Obrigada pelas reviews *O*
Duas coisas, o tempo passou porque eu tive de adiantar um pouco, ou não poderia começar um romance mais profundo .__. Mas isso não afetará em nada Ok? ^^
Essa Yoko Haruno é uma víbora... Mas infelizmente existem avós assim... Não que seja o meu caso. KKK'
Os pedacinhos da musica, que aparece no capitulo é Bubbly, da Colbie Caillat.
IStars, capitulo dedicado à você sua linda, obrigada pela recomendação.
Espero que gostem.
Boa Leitura.

Dois meses depois...

Joguei-me em minha cama, liguei o som e deixei um Reggae tocar. Peguei algumas coisas, como um short e uma regata preta e fui tomar um banho. Quando terminei calcei os sapatos e fiz uma trança embutida. (http://www.polyvore.com/sakura_capitulo_07/set?id=49051749).

Comecei a acompanhar a melodia com a guitarra, quando minha mãe bateu à porta e disse:

- Temos visita.

- Quem é? – perguntei estranhando.

- Añh... Prometa não se irritar – avisou-a saindo.

Desliguei o som, coloquei a guitarra em cima da cama e a segui. Desci as escadas e tive uma surpresa. ELA estava ali. Yoko Haruno tinha as mesmas feições da filha, só que mais amadurecidas. Os cabelos grisalhos e olhos verdes que me fitavam incredulamente... Senhoras e Senhores apresento a vocês, Minha avó.

- Não vai me cumprimentar, Sakura? – perguntou ela reprovadora mente.

- Er... Oi vovó – foi tudo o que consegui dizer.

- Amaya, essa foi a educação que você deu a minha neta? – ralhou ela – E Sakura, você devia se vestir como uma moça decente e não uma garota qualquer.

- O que há de errado com as minhas roupas? – perguntei.

- Você parece uma vadia. – falou minha avó.

Serio, tive que me segurar no corrimão para não cair de costas.

- Mamãe. – repreendeu minha mãe.

- Amaya, Sakura devia usar vestidos a baixo do joelho, claros de preferencia, sapatilhas e sempre andar com os cabelos presos em um coque elegante – disse minha vó me fuzilando, ou melhor, fuzilando minhas roupas com o olhar. Sim, minha avó é da época careta, aquela em que mulheres não devem se expressar e andar sempre com roupas longas.

- Eu não vou me vestir que nem uma freira. – reclamei de olhos arregalados.

- Melhor, vamos mudar seu guarda-roupa. – disse minha vó se levantando.

Quando ela disse isso, saí correndo para o meu quarto e fechei a porta do mesmo. Empurrei uma escrivaninha e tudo o que consegui achar para bloquear a porta.

- E agora, quem poderá me defender?? – murmurei olhando para cima.

Ouvi a campainha tocando e em seguida minha mãe indo abrir a porta. Ouvi resmungos da minha vó e em seguida encostei meu ouvido na porta.

- Sasuke querido! – exclamou minha mãe.

“CHAPOLIN COLORADO!!! Você me mandou um salvador.”

Ergui as mãos em vitória.

- Quem é esse? – ouvi minha vó perguntando.

- Sasuke Uchiha, prazer – apresentou-se Sasuke formalmente, PFT!

- Yoko Haruno. – disse minha vó.

- Sasuke querido, a que devemos sua visita? – perguntou minha mae cordialmente.

“Para ver se tem rachaduras na parede.” Pensei ironicamente.

- Sakura está? – perguntou ele educadamente. Nem parecia o Manolo que jogou refrigerante em mim ontem... Mas não pensem que ficou por isso não, eu joguei mostarda naquele lindo cabelo negro... Quase fui morta.

- Está lá em cima. – respondeu minha mãe – Pode subir, mas duvido que ela abra a porta.

Ouvi passos na escada e depois ainda ouvi minha vó murmurando:

- Como você o deixa subir assim, sem mais nem menos?

Três batidas na porta e eu comecei a empurrar as coisas.

- Que diabos que você colocou na porta? – perguntou Sasuke impaciente.

- Cala a boca e espera – respondi dando ombros.

Abri a porta e ele me encarava com as sobrancelhas aqueadas.

- Preciso fugir daqui. – falei antes dele entrar.

- Oras, vamos então sair – disse ele se escorando no batente da porta.

- Porque eu não pensei nisso antes? – murmurei para mim mesma, já saindo e fechando a porta em seguida.

Descemos as escadas e minha avó olhou para Sasuke, depois para mim, e depois para ele de novo.

- Ainda acho que ele deveria se casar com a minha outra neta – disse ela de mal grado.

Minhas pernas bambearam e eu teria caído se Sasuke não tivesse me segurado.

- Você está bem? – murmurou ele.

- Stress. – respondi balançando um pouco a cabeça.

- Mãe, Sakura é quem está comprometida com Sasuke e não Nana. – repreendeu minha mãe.

- Se Sakura soubesse se comportar... – murmurou minha avó. – Não, nem assim seria uma dama. Nana é totalmente diferente de Sakura, tenho orgulho da minha neta preferida.

- Não me compare com Nana. – murmurei entre dentes.

Minha avó me olhou e sorriu de canto. Um sorriso maldoso.

- Tem razão, você nunca chegaria aos pés de Nana, é uma mal criada. – falou.

Aquilo doeu mais do que eu esperava que doesse.

- Me tira daqui, Sasuke. – pedi em um fio de voz.

- Ok. – disse ele segurando minha mão e me puxando para a saída. Entrei no carro do mesmo, meio alienada e só tive noção de onde estávamos quando o carro parou. Uma praça, cheia de grandes arvores de cerejeiras. Havia algumas crianças brincando ao longe, nos balanços.

Saímos do carro e Sasuke segurou minha mão, me levando para me sentar em um dos bancos de pedra em frente a uma das maiores arvores.

- Gosto de vir aqui quando quero pensar – murmurou ele. – Quer me contar, o que está se passando na sua cabeça?

- Está se passando tudo – murmurei fracamente. – Não é a primeira insinuação da minha avó, de que não sou perfeita, de que não sirvo para ser de alta classe social. Acho que se dependesse dela, eu estaria em um internato no Alasca.

— Por que você diz isso? – perguntou ele fitando as crianças.

Sasuke Pov’s On:

Ela soltou uma gargalhada amarga. Fechou os olhos e começou a falar.

- Tudo começou quando eu tinha 8 anos. Ãnh... Minha vó havia me levado para um daqueles chás, sabe? Mas eu não estava sozinha, Nana estava junto. – disse ela – Nana se comportou como uma dama, dando atenção para todos, enquanto eu fiquei de canto apenas observando. Minha avó chegou a dizer á todos, que eu era apenas uma amiguinha da neta, que insistiu em ir aquele evento. Bah, quem em sã consciência gostaria de ir a um chá, com 8 anos de idade? – perguntou ela para si mesma – Depois disso, minha vó começou a me observar mais, sempre colocando defeitos nas minhas atitudes, nos gêneros de musicas que eu escuto, nas minhas amizades... – comentou ela rindo do mesmo modo. – Acredita que ela quase me fez parar de falar com o Gaara? – perguntou.

- Serio? – perguntei surpreso.

- Serio – assentiu ela – Não sei porque, mas cresci sendo totalmente diferente de Nana e isso nunca agradou ela. Meus pais me amam do jeito que eu sou, e isso é importante. Mas por mais que eu diga, ou tente me enganar, cada palavra daquela senhora me machuca. – continuou ela.

- Hey, não se preocupe – falei tirando uma das mechas que se desprendia da trança. – Como você disse, seus pais te amam assim. Com esse jeito doido de ser, com as suas ironias e com as suas preguiças. Sakura, você é perfeita do jeito que você é, e nada, nem ninguém pode tirar isso de você. – pisquei a deixando sem jeito.

Aqueles olhos verdes, que até dois minutos atrás estavam sem vida, voltaram a brilhar e isso me fez me sentir muito feliz.

- Obrigado Uchiha – disse ela me abraçando – Você não sabe o quanto, está se tornando especial pra mim.

- De nada, Haruno – respondi a brincadeira sorrindo de canto – Você que não sabe.

Ela se separou do abraço e por um momento desejei que ela não tivesse feito isso.

- Vamos trocar de assunto, fazer algo divertido – disse ela esticando os braços.

De repente uma ideia muito idiota se passou em minha mente, mas quando digo idiota é idiota mesmo. Antes que eu pudesse falar alguma coisa, Sakura comentou:

- A praça ta vazia. – e então de repente os olhos verdes brilharam mais ainda – Vamos brincar. – disse se levantando em um pulo e puxando a minha mão.

- Brincar? – perguntei enquanto a mesma me puxava correndo em direção a um balanço.

Will you count me in?

I've been awake for a while now

You've got me feeling like a child now

'Cause every time I see your bubbly face

I get the tingles in a silly place

Você poderá contar comigo?

Eu estou acordada por um tempo agora

Você me fez sentir como uma criança agora

Porque cada vez que eu vejo seu rosto animado

Eu sinto arrepios num lugar bobo

- Vai Sasuke me empurra. – disse ela se sentando em um dos balanços – Vamos voltar a ser crianças pelo menos por hoje – disse animada.

Senti um arrepio quando ela segurou minha mão e me puxou para empurra-la, quando viu que eu não me movia. Enrugou o nariz e disse:

- Se você não me empurrar, vou ter minha vingança. – nesse momento ela parecia uma criança birrenta. – Vamos Sasuke-kun – disse fazendo biquinho.

It starts in my toes

And I crinkle my nose

Wherever it goes

I always know

Começa na ponta dos pés

E me faz enrugar o nariz

Onde ele vai

Eu sempre sei

- Ok. – rendi-me indo empurra-la. Pequenos pingos de chuva, começaram a cair mas nenhum de nos dois se importou.

Sakura sorria a media em que o balanço ia mais alto, ria e contava experiências de quando era pequena.

- Houve uma vez, em que eu fui empurrar uma menina quando era pequena – comentou ela – E a menina levantou bem na hora em que eu peguei impulso para empurra-la. – completou rindo.

- O que aconteceu? – perguntei imaginando a rosada mais nova.

- Eu tecnicamente me embolei no baçanço e caí em uma poça de lama – respondeu rindo – Vamos para a gangorra. – disse descendo do balanço bem na hora em que eu havia pegado o ritmo, ou seja uma representação real do que aconteceu com Sakura, aconteceu comigo, mas por sorte não caí em uma poça de lama.


That you make me smile

Please stay for a while now

Just take your time

Wherever you go

Que você me faz sorrir

Por favor fique por um tempo agora

Basta levar o seu tempo

Onde quer que vá

- HAHAHA – ria ela com a mão na barriga – Foi bem assim – disse rindo mais ainda.

- E você acha engraçado? – perguntei arqueando uma sobrancelha. A essa altura, estávamos totalmente encharcados.

- Admita, Sasuke foi engraçado – disse ela divertida.

- Vai ser engraçada a minha vingança – falei me levantando e correndo atrás da mesma.

Sakura correu e subiu no escorregador, corri atrás dela e pulei quando ela escorregou rindo. Depois ficamos rodeando os balanços, rindo. Por ultimo, ela decidiu correr pelas gangorras, quase tomou um tombo e eu tive que parar por um momento para rir dela.

The rain is falling on my window pane

But we are hiding in a safer place

Under covers staying dry and warm

You give me feelings that I adore

A chuva está caindo no vidro da minha janela

Mas nós estamos nos escondendo em um lugar mais seguro

Sob as cobertas permanece seco e quente

Você me dá sentimentos que eu adoro

- Que foi Uchiha, desistiu foi? – perguntou ela com as mãos na cintura.

- Nunca, Haruno. – respondi voltando a correr atrás dela.

Sakura tentou se esconder, mas acabei a encurralando. O cabelo que antes estava preso em uma trança, estava solto e caia ao lado do rosto. As bochechas meio vermelhas por causa da corrida e o brilho maroto dos olhos me fascinaram. Me aproximei inconscientemente de Sakura e a beijei, sendo retribuído prontamente. Passei a mão por sua cintura a puxando para mais perto, ela acariciava levemente meu rosto, nossas línguas travavam uma dança silenciosa e sincronizada. Por mais que eu quisesse, tivemos que nos separar por causa de falta de ar. Ela estava meio vermelha e ofegante, mas mesmo assim riu. E eu não pude evitar de rir também.

- Estamos encharcados e minha blusa esta ficando transparente – comentou a mesma com humor. Meus olhos vagaram inconscientemente para o busto da mesma e o sutiã preto, já começava a se destacar a deixando sensual. Qual é, sou homem Ok? Tenho que notar essas coisas. – Seu pervertido. – disse ela me dando um tapa de leve no braço.

- Tenho que notar essas coisas. – falei sorrindo de canto.

Ela deu ombros e eu falei:

- Vamos pra sua casa que é mais perto, nos secamos e vamos pra minha se você quiser. – propus.

- Não posso ir direto pra sua, que é mais perto? – perguntou ela sorrindo amarelo.

- Na sua casa não existem palhaços – respondi estreitando os olhos.

- Maldita hora em que te contei isso – falou ela cruzando os braços.

Flash Back:

- Me conte um dos seus maiores medos. – pediu Sasuke olhando para a garota que estava ao seu lado.

- Poucas pessoas sabem disso, mas eu morro de medo de palhaços – respondeu ela fingindo um calafrio.

Fim do Flash Back.

- Mas, Sasuke – choramingou ela.

- Sakura... – falei estreitando os olhos.

- Promete me tirar de lá, se eu começar a passar mal? – propôs ela.

- Prometo – falei erguendo uma mão.

- Ok, então vamos. – disse ela suspirando e pegando na minha mão.

O percuso foi animado, Sakura estava sempre comentando algo sobre sua infância e sempre perguntava algo sobre a minha.

- Não acredito que você e o Itachi ficavam competindo, para ver quem registrava mais patas dos gatos em um livro – disse ela rindo, mas mesmo assim incrédula.

- Ora era divertido – falei.

- Menos a parte em que vocês voltavam pra casa, totalmente arranhados, né? – comentou ela rindo.

- É menos essa parte – concordei – Chegamos.

Sakura olhou para a casa e depois para mim. Assenti e saí do carro, abrindo a porta para ela.

- Estou com você nessa. – falei piscando.

- Você me jurou, tem que estar mesmo – resmungou ela seguindo para dentro da casa.

Sasuke Pov’s Of.

Notas finais
Mereço Reviews? *---------*