Love Drunk
39 Capítulo 39
Notas iniciais
Primeiro post de LD em 2013 *-* Felicidade uhul ~
O capitulo seria tipo assim, BEM MAIOR, mas achei melhor deixas as coisas para o próximo, já que "vai pegar fogo" KKKK
Gente me desculpem por não estar respondendo os reviews, é que to andando bem atolada =/
Mas tentarei fazer isso mais tarde, já que são 00:13 e eu to com sono ç.ç
Boa Leitura.
Closed off from love
I didn't need the pain
Once or twice was enough
And it was all in vain
Time starts to pass
Before you know it you're frozen
Fechada para o amor
Eu não precisava da dor
Uma ou duas vezes foi suficiente
E foi tudo em vão
O tempo começa a passar
Antes que você perceba que você está esfriando
~*~*~*~
– Eu confiei em você, entreguei-me de corpo e alma, mas foi só mais uma decepção não é? – ele perguntou antes de passar por mim, abrindo a porta e saindo do quarto.
Tranquei a porta me deitei no chão, e deixei com que as lágrimas rolassem livremente pelo meu rosto. Eu não entendo, não fiz nada e mesmo assim acabei discutindo com o Sasuke, como se um de nós fossemos o errado. Claro, que ele é o errado porque desconfiou em mim sem motivos, mas porque eu não recrutei devidamente?
- Eu vou matar aquela vagabunda... – murmurei com a voz entrecortada. – Merda eu vou ficar na fossa... – choraminguei. – Sasuke seu maldito, você devia confiar em mim. — Senti um bolo se formar novamente em minha garganta, meu coração estava desmoronando como a velha construção próxima ao colégio.
- Sakura! – ouvi a voz de Gaara do outro lado da porta, não respondi. – Abre essa porta.
- Tchau ruivinho, vá dormir. – murmurei fechando os olhos. – Eu tô bem, amanha nos falamos.
- Aham e o Sasuke e você não estavam gritando. E ele não saiu daqui feito um louco. – ele foi irônico. – Abre essa porta, ou eu a arrombo.
- Não irá conseguir. – respondi cansada e então ouvi o barulho de um corpo se chocando contra a porta fortemente e senti a mesma tremer. – Caralho você quer derrubar essa merda em cima de mim?
- Abre ou eu jogo a porta em cima de você. – suspirei e então me sentei apenas para destrancar a porta e deixar com que o ruivo entrasse.
- Será que eu não posso ficar um pouco deprimida e sozinha? – perguntei vendo que ele estava quase que de pijama, mentira ele estava apenas com uma bermuda.
- Não, não pode. – fechou a porta e se agachou onde eu estava me dando um abraço inesperado.
- E-Eu te odeio Gaara. – murmurei soluçando. Finalmente eu havia deixado com que toda a dor arremessadora se apoderasse de mim. Eu sentia o gosto salgado das lagrimas que caiam sobre meus lábios e o ombro de Gaara estava ficando cada vez mais molhado, por conta das mesmas.
- Vai ficar tudo bem... – ele murmurou acariciando-me os cabelos. — Não chore esta noite, Não chore esta noite, Existe um paraíso sobre você querida, E não chore esta noite. – ele cantou um trecho de Don’t cry, do Guns.
Eu me sentia vulnerável e indefesa. Sentia-me uma criança que havia se perdido dos pais e que não tinha ideia de qual direção seguir. A briga poderia ter sido uma das primeiras sérias, mas... Havia acabado. Sim, eu sabia que havia acabado.
A porta foi aberta devagar e revelava uma Ino preocupada. A loira estava com seu hobbie rosa-claro e estava descalça. Ela também se agachou e envolveu a mim e Gaara num único abraço.
But something happened
For the very first time with you
My heart melted to the ground
Found something true
And everyone's looking around
Thinking I'm going crazy
Mas alguma coisa aconteceu
Pela primeira vez com você
Meu coração derreteu pelo chão
Achei alguma coisa verdadeira
E todo mundo está olhando
Achando que estou ficando louca
- Vai ficar tudo bem rosada, estamos aqui, contigo pro que der e para o que vier. – ela falou.
- Dói tanto... – solucei encarando-a e ela deu um sorriso triste.
- Vem, vamos sair desse chão. – Ino pegou em minha mão e Gaara na outra, fazendo com que eu me levantasse.
- Vamos dê um sorriso. – Gaara pediu e então, ele e Ino fizeram a carinha do gato de botas.
- Ta. – forcei um sorriso, que no mínimo deve ter parecido uma careta.
- Eu vou capar aquele Uchiha Filho de uma... – Gaara começou trincando o maxilar e fechando a mão em um punho.
- Cala a boca palito de fosforo. – Ino o cortou. – E vá buscar agua para a Sakura-Chan. – mandou.
- E eu tenho cara de mordomo? – ele arqueou uma sobrancelha.
- Vai ficar com a cara deformada, se continuar com as gracinhas. – ela recrutou e eu dei uma leve risada ao ver a careta que Gaara havia feito.
- Eu vou... Mas se um tal de Sasuke cruzar o meu caminho, ele vai perder o melhor amigo dele. – o avisou saindo do quarto e fechando a porta.
Caminhei até a cama e me sentei na mesma, cruzando as pernas logo em seguida.
- Ino? – chamei.
- Eu quero colo. – murmurei fazendo um biquinho e sentindo meus olhos começarem a arder novamente.
- Sempre que precisar testuda. – ela respondeu sentando-se na minha cama e deixando com que eu deitasse minha cabeça em seu colo
But I don't care what they say
I'm in love with you
They try to pull me away
But they don't know the truth
My heart's crippled by the vain
That I keep on closing
Mas eu não me importo com o que dizem
Eu estou apaixonada por você
Eles tentam me afastar
Mas eles não sabem a verdade
Meu coração está danificado pela veia
Que eu continuo fechando
Sasuke Pov’s:
Eu me sentia um idiota, um tremendo e um completo de um idiota.
– Então vai dormir com a vagabunda da tua amiga e me esquece, Ok? – falei perdendo a paciência. – PRA MIM JÁ DEU!
Sakura havia apenas brincado comigo, me feito de idiota enquanto se atracava com aquele maldito do Akasuna. E em pensar que... Que eu realmente amava ela, que ainda a amo com todas as minhas forças. Só que ela era uma vadia... Não.
- Sasuke-kun, e-eu não tive culpa nenhuma sobre o que aconteceu na cozinha. – Kyoko soluçava.
Ela e o moreno estavam no quarto, dela e ele tentava descobrir o que havia acontecido para que Sakura ficasse tão irritada a ponto de lhe bater.
- Ela não teria te batido, se você não tivesse dado motivos Kyoko. – arqueou uma sobrancelha.
- Você está desconfiando de mim? – Kyoko perguntou como se estivesse ofendida. – Sasuke eu nunca menti para você, porque inventaria algo assim?
- Não sei. – ele respondeu. – Conte-me você.
- Ok, Ok. – Kyoko respondeu irritando-se. – Você quer saber a verdade? Eu vou te contar a maldita verdade. Sakura só quer brincar com você e nem adianta tentar me interromper, você pediu por isso.
Sakura pretende te trair com aquele tal de... Sasori, melhor ela já te trai com ele. Ele me disse enquanto ria de você, Sasuke-kun. Ela já fez isso com o Sai, e está apenas fingindo-se de apaixonada para que você caia nessa historia.
E quando eu simplesmente disse que não iria permitir que ela brincasse com os seus sentimentos, que eu tenho certeza que são verdadeiros, ela me agrediu e disse que isso não era da minha culpa. – ela limpou as lágrimas que começavam a molhar seu rosto. – Você sabe que eu te amo... Que é muito importante pra mim, não posso deixar uma... Qualquer mentir assim pra você. – murmurou.
(N/a: Vaca, Vadia mentirosa... Vou te afogar num daqueles reservatórios... Só que de cândida pra ve se tua cara fica mais limpa e.e).
Assim que saí do quarto, a onde a rosada se encontrava decidi sair de casa e encher a cara... A bebida é uma ótima companheira nesses momentos sabiam?
Desci as escadas rapidamente e quando estava próximo a porta, encontrei Sasori.
- Cara você parece transtornado. – ele comentou com um sorriso de canto.
— Você também logo irá parecer. – respondi cinicamente me dirigindo até ele e dando-lhe um soco.
- Você ta louco? – O Akasuna colocou a mão sobre o nariz que havia começado a sangrar. Não respondi, apenas fui em cima dele novamente e ele me deu um soco. Então nós começamos a nos atracar como dois animais, derrubei Sasori no chão e comecei a dar chutes em seu estomago, enquanto o xingava. Ele conseguiu me derrubar e passou a dar socos em meu rosto, eu já sentia o gosto de sangue em minha boca quando o chutei e me levantei, apoiando-me na porta.
- SASUKE! – Ouvi a voz de Lily e por impulso acabei virando o rosto para encara-la. O ruivo aproveitou a deixa e empurrou-me em cima da mesinha de vidro, mas eu acabei o puxando junto. Alguns cacos de vidro perfuraram a minha mão, mas isso não me impediu de voltar a ir pra cima do Akasuna novamente. Rolamos por cima dos cacos, e trocávamos chutes e socos.
- CHEGA SASUKE! – Itachi gritou me segurando e me tirando de cima do Sasori, enquanto Naruto fazia o mesmo com o outro.
- ME DEIXA MATAR ESSE FILHO DA PUTA! – Gritei tentando ir em cima dele de novo.
- O QUE? EU SOU O FILHO DA PUTA?! – Sasori gritou de volta. – QUAL É TA COM MEDO DA NAMORADA TROCAR VOCÊ POR ALGO MELHOR? ALGO QUE ELA JÁ SABE QUE É BEM MELHOR DO QUE VOCÊ?!
Itachi me soltou e eu fui pra cima de Sasori como um animal, socando-lhe o máximo que podia antes dele me segurar novamente.
- ITACHI SEU IMBECIL, NÃO SOLTA ELE! – Naruto gritou com raiva, já que ele havia recebido alguns dos socos enquanto tentava segurar Sasori que tentava se defender com chutes.
- Qual é? Sasori mereceu. – Meu irmão falou enquanto me arrastava, com a ajuda do Shikamaru que havia corrido para ajuda-lo a me conter.
- O que aconteceu aqui? – Temari perguntou descendo as escadas rapidamente. – Eu escutei gritos, uma porta batendo, mais gritos, uma mesa sendo quebrada e MAIS GRITOS! – ela gritou a ultima parte.
- Temari ficar gritando não vai dar certo. – Neji falou passando a mão pelos cabelos. – Sasuke se controle. – acrescentou para mim.
- Me controlar. – cuspi um pouco de sangue. – Se vocês me soltarem, prometo me controlar. – menti parando de tentar me soltar.
- Não acreditem nele! – Tenten falou apontando para mim. – Levem o Sa...
- Oia o que aconteceu aqui? – Gaara perguntou curioso.
- O que você acha? – Shikamaru arqueou uma sobrancelha.
- Fico triste que o Uchiha tenha batido, mais do que apanhado. – ele me encarou e depois encarou o Sasori. – Mas os dois mereceram, por mim vocês poderiam deixar os dois se pegando até amanhecer. – deu ombros e seguiu até a cozinha.
- Me soltem. – Sasori falou. Sorri com satisfação, ele tinha os dentes manchados de sangue, assim como a boca e o nariz. – ME SOLTEM PORRA! – gritou se debatendo, e então Naruto o soltou e ele subiu as escadas.
- Tão esperando o que para fazer o mesmo? – perguntei com raiva, e então Itachi e Shikamaru me soltaram.
- Dá próxima vez em que for arrumar uma briga, me avise para que eu possa vender os ingressos e ganhar algum dinheiro para podermos pagar outra mesa. – Lily falou me parando quando eu ia subir para algum quarto.
- Cala a boca. – respondi sem expressão. Por incrível que pareça, apenas um terço da minha raiva e frustração haviam sido descontados na surra em que dei em Sasori.
- Não me mande calar a boca seu grande imbecil. – a ruiva apontou para mim. – Se for pra descontar essa sua frustração de merda, que você bata sua cabeça na parede ou qualquer outra coisa. Mas não venha descontar em mim seu babaca.
- Lily...
- Cala a boca. – ela interrompeu-me. – Você não é assim Sasuke, não entendo o porque de estar tão perturbado.
- Desculpe. – murmurei passando por ela e subindo as escadas rapidamente, lembrei-me que não tinha um quarto já que Sakura provavelmente estava lá trancada.
Pensar na rosada fez com que eu sentisse um aperto imenso no coração, e quando percebi já estava chorando.
- Merda... – murmurei limpando as lágrimas que insistiam em cair com a costa da mão. – Ela me traiu com o Sasori... Não tenho porque ficar chorando... não... – tentei recompor-me, mas é tão difícil.
You cut me open and I
Keep bleeding
Keep, keep bleeding love
I keep bleeding
I keep, keep bleeding love
Keep bleeding
Keep, keep bleeding love
You cut me open
Você me corta e eu
Continuo sangrando
Continuo, continuo sangrando de amor
Eu continuo sangrando
Eu continuo, continuo sangrando de amor
Continuo sangrando
Continuo, continuo sangrando de amor
Você me corta
As palavras que Kyoko havia me dito, cortavam-me como laminas afiadas. Parte de mim queria e desejava que aquilo fosse mentira, mas essa parte que acreditava em Sakura sumiu quando eu a vi quase se beijando com o maldito ruivo. Mesmo que eu não tenha visto tudo o que tinha acontecido, não é preciso ser nenhum gênio para saber o que aconteceu. Meu orgulho e meus ciúmes falaram mais alto, e agora, eu me vejo sangrando por culpa do amor.
Caminhei até o quarto de Kyoko e bati na porta, alguns minutos ela abriu e me encarou.
- Sasuke por Deus, o que aconteceu? – ela perguntou afobada me dando espaço para entrar e em seguida fechou a porta.
- Depois eu conto. – murmurei sentindo meu maxilar doer.
- Tá. – ela franziu o cenho. – Senta na cama, vou pegar alguma coisa pra você por no olho e limpar esse sangue. – avisou indo em direção ao banheiro.
Fim do Sasuke Pov’s:
Acordei com a cabeça doendo e tive de piscar diversas vezes antes de abrir os olhos, e acostumar-me totalmente com a claridade. Sentei-me lentamente, enquanto esfregava os olhos, institivamente olhei para o lado em busca de Sasuke, e quando me lembrei da briga e do que havia causado a mesma, meus olhos se encheram de lágrimas.
Passei a mão pelo rosto e me levantei indo em direção ao banheiro. Despi-me e entrei debaixo da agua gelada, os palavrões que eu proferi contra ela me ajudaram a distrair pensamentos que me feriam.
Enrolei-me em uma toalha e passei direto pelo espelho, veria o estrago depois. Coloquei uma blusa branca meio folgada, que deixava meu ombro esquerdo à mostra e parte da minha barriga, junto com um short curto e azul escuro. Deixei meu cabelo solto, ele estava meio ondulado porque acabei dormindo com ele preso em um coque. E então, respirei fundo e segui até o banheiro novamente.
- Eu to o bagaço da manga. – murmurei vendo as olheiras que eu tanto queria evitar. Fiz uma maquiagem que cobrisse todas as olheiras e vestígios das lagrimas da noite passada, mas nos olhos passei apenas rímel, lápis de olho e um gloss.
(http://www.polyvore.com/sakura_capitulo_39/set?id=69155846).
- Pelo menos escondi as olheiras... – comentei conformada. Voltei para o quarto e calcei meus chinelos, passei a mão institivamente onde o colar que Sasuke me deu estava. Apertei o mesmo entre os dedos, e quase o puxei violentamente.
Respirei fundo e o tirei, colocando em cima da cômoda enquanto o substituía por outro, que tinha os dizeres “Love”.
Respirei fundo mais uma fez. Quando eu digo fundo, é bem fundo mesmo como naqueles momentos em que não temos mais espaço para o ar dentro dos nossos pulmões e abri a porta lentamente.
- Será que não posso ficar sem tomar café? – murmurei para mim mesma. – Não, não pode. Porque ai você irá passar a imagem de fraca e Sakura Haruno não é fraca. Em circunstancia alguma... Pelo menos na frente do maldito, filho de uma boa mãe. Eu vou exibir um sorriso, e irei fingir que nada aconteceu. – me autoconvenci.
I'm going to pretend that I never knew you
That you aren't the guy I liked...
'Cause you were so different
You've changed so much
I can't stay stuck on you
Like if you were the only guy in this world
The problem is I still love you
Vou fingir que eu nunca te conheci
Que você não é o cara que eu gostei
Porque você era tão diferente
Você mudou muito
Eu não posso ficar presa a você
Como se você fosse o único cara no mundo
O problema é que eu ainda te amo
Fechei a porta e segui em direção as escadas, desci as mesmas e encontrei meus amigos na cozinha.
- Bom dia gente linda! – falei falsamente animada. – Sasori meu lindo, o que aconteceu contigo? – perguntei franzindo o cenho ao ver que ele estava todo machucado.
- Sakura eu reservei um lugar aqui, pra você. – Ino falou indicando o lugar entre ela e o Gaara.
- Own que bonitinho, hoje a porquinha quer a rosada do lado dela. – Temari resmungou. –E fique acordado seu imbecil! – acrescentou dando um tapa em Shikamaru que cochilava.
- Eu to acordado... – ele murmurou bocejando. (N/A: Eu também bocejei só de pensar em bocejar e.e).
- Pelo menos está dormindo e não se pegando com qualquer uma. – Sasuke falou encarando-me, enquanto eu me sentava entre Gaara e Ino.
-Eu acho que alguém deveria olhar bem para a amiguinha e depois rever os conceitos de “qualquer uma” não é Ino? – falei olhando para a minha amiga. Notei que Sasuke estava tão machucado quanto Sasori, estou achando que perdi uma luta esplendida ontem... Que triste eu provavelmente torceria pelo Sasori e o ajudaria a bater no desgraçado.
HÁ brinca com quem ta no inicio da TPM.
Peguei uma torrada e procurei a geleia, encontrando a mesma bem perto do Sasuke... Ah qual é, quem foi o maldito que fez isso?
- Sakura-Chan, vai comer as torradas sem geleia? – Hinata perguntou estranhando.
- A geleia está longe. – respondi mordendo um pedaço da torrada.
- Eu pego pra você, Sakura. – Naruto propôs animado, esticando o braço para pegar o pote, mas Kyoko foi mais rápida.
- Desculpe, mas eu vou usar agora. – Sorriu cinicamente para mim.
- Precisamos de uma distração. – Gaara murmurou para mim.
- Pra quê? – franzi o cenho.
— Ino está com alguns laxantes... – ele murmurou novamente. – Vai por no suco da Kyoko, e vai tira-la do nosso caminho por hoje. – piscou.
- Ok. – passei a língua nos meus lábios. Levantei-me e peguei o meu copo de suco. – Vocês não ouviram a campainha tocar? – perguntei indo até a sala.
- Acho que você está ouvindo demais. – Tenten falou franzindo o cenho.
Olhei pelo canto do olho e vi que todos estavam olhando para onde eu estava.
- Eu acho que sim. – dei ombros e voltei para dentro da cozinha. – Ops... Escapou. – coloquei a mão nos lábios ao ver que tinha derrubado o suco “Sem querer”, no Sasuke já que ele estava de costas para a entrada da cozinha.
Ele se levantou, com uma fúria iminente em seu olhar, pegou o copo de suco e jogou na minha blusa que ficou transparente pelo fato de ser branca.
- Foi sem querer também. – sorriu cinicamente. – Não vai ficar nervosa, não é?
- Não mesmo, eu estava morrendo de calor. – trinquei o maxilar e então tirei minha blusa, ficando apenas de sutiã. Vi ele estreitando os olhos.
Então a campainha realmente tocou e eu, vestida desse jeito decidi ir atender a porta.
- É tão vadia que vai atender a porta pronta para o serviço né? – ele segurou meu braço.
- Eu poderia ficar pelada, que isso não iria alterar a qualidade dos meus serviços. – recrutei sentindo um aperto em meu peito. Claro que eu estava me fazendo de forte. Puxei meu braço e abri a porta, sentindo minhas bochechas corarem ao notar dois caras.
- Uou... A recepção daqui é sempre assim? – um moreno perguntou me secando. Ele era bonito, não chegava aos pés do Sasuke... Esqueça o Sasuke, Sakura! Os olhos eram castanhos claros, e ele tinha um sorriso de canto realmente sedutor. A pele levemente bronzeada dava certo realce aos músculos dos braços e a sua barriga tanquinho... Que aproveitadoramente estava à mostra.
- Depende do dia. – pisquei para ele e me escorei no batente da porta. – O que...
- O que querem meus amigos? – Itachi apareceu me puxando pelo braço e ficando na minha frente.
- Eu gostaria de falar com as meninas. – suspirei e revirei os olhos. – Principalmente com a ruiva... – o outro respondeu e eu comecei a dar risada.
- Não, não vamos comprar cosméticos da Jequiti. – Itachi forçou um sorriso. – Tchau. – e então fechou a porta na cara deles.
- PUTA MERDA! – gritei correndo em direção as escadas e subindo as mesmas como se minha vida dependesse daquilo. Vesti outra camiseta, preta e desci as escadas com um sorriso amarelo. – Esqueçam o meu pequeno surto, por favor, amigos. – enfatizei a ultima palavra.
- Hn. – Sasuke esbarrou em mim(Propositalmente. Só pra constar, caso eu precise disso no tribunal) e foi para o quarto da Kyoko, seilá.
- Tecnicamente você estar de sutiã, ou tirar a blusa num surto de raiva é a mesma coisa de estar de biquíni. – Ino falou.
- Mas isso não significa que alguém vai ficar de olho em você, por causa desse seu “surtinho”. – Kyoko falou enquanto bebia todo o seu suco.
Olhei para Gaara, e ele piscou. Dei um sorriso de canto, me veria livre daquela vaca o dia todo.
A manhã passou, o começo de tarde também, meus amigos saíram, Kyoko se trancou no banheiro... Ou estava passando muito mal, porque não saia do quarto e agora eu estou sentada, ou melhor, esparramada no sofá com uma lata de leite condensado e uma colher.
- Que lindo. – murmurei . – Enquanto eu estou aqui... Praticamente fodida com o amor e de mãos dadas com as intrigas e as lágrimas... – assenti e enfiei uma colher cheia de leite condensado na boca. – Puta que pariu Sakura, será que nem comer você sabe? – reclamei comigo mesma, por ter derrubado um pouquinho de nada, do que era para ir direto pra minha boca.
Eu e Sasuke nos sentamos um pouco, depois de dançar muito e ele disse:
– Ia quase me esquecendo. – começou a procurar algo nos bolsos da calça.
– Só não esquece a cabeça, porque ta grudada. – comentei revirando os olhos.
– Bela engraçadinha, você é. – disse ele me indicando uma pequena caixinha negra de veludo em suas mãos.
– O que é isso? – perguntei sentindo meu coração falhar e depois bater absurdamente rápido.
– Abre. – disse ele me entregando.
Abri a caixinha com as mãos tremulas, não sei quando isso começou, só pra constar. E vi um pequeno coração, numa gargantilha prateada.
– Maravilhoso. – murmurei sorrindo bobamente. – Obrigada Sasuke. – falei o abraçando e quase fazendo com que nos dois caíssemos da cadeira.
– Fico feliz que tenha gostado. – disse ele – Me da à honra? – perguntou.
– Aham. – falei entregando a caixinha para ele e levantando os cabelos, como naqueles filmes românticos. – Estou me sentindo em um filme romântico. – comentei rindo.
- Um filme romântico. – murmurei sentindo meus olhos arderem. – Onde?
– Eu tenho paciência.- murmurou me dando um beijo calmo e sereno. – Porque eu te amo, sua peste. – ele sorriu encostando sua testa na minha.
– Eu também te amo, seu cretino. – devolvi o sorriso.
Ele pegou em minha mão e fomos caminhando até a cama.
– Boa noite. – murmurei enquanto sentia os braços deles sendo passados ao redor da minha cintura.
– Boa noite. – ele respondeu colocando o rosto entre os meus cabelos.
Sorri tristemente, era apenas um dia. Um mero dia sem conversar direito com ele, sem toca-lo e sem abraça-lo... E isso está acabando comigo.
Nunca pensei que fosse me tornar tão dependente do Uchiha assim.
“Se fazer de forte na frente dos outros é uma coisa, mas quando se está sozinho é onde todas as dores aparecem e começam a te destruir aos poucos. “.
– Que cê quer? – perguntei friamente.
– Uau, isso é jeito de me tratar? – ele perguntou se fingindo de ofendido.
– Claro, porque você não acha que está me escondendo alguma coisa, não é? – perguntei diretamente, começando a andar pelo quarto.
– E eu estou escondendo alguma coisa? – ele perguntou. – Eu acho que não.
– É, tirando o fato de a Kyoko ser sua ex-namorada, não é? – perguntei trincando o maxilar.
Ele ficou um tempo quieto e depois perguntou:
– Como soube?
– COMO EU SOUBE? – Explodi. – É CLARO, QUE O SENHOR: “NÃO ACHO LEGAL VER VOCÊ ABRAÇADA COM SEU EX-NAMORADO”. NÃO TEM A CORAGEM DE DIZER QUE VIROU MELHOR AMIGO DA... IDIOTA DA EX-NAMORADA, NÃO É? – sim, eu fiquei nervosa. Muito.
– Calma, Sakura... – ele começou.
– CALMA UM CARALHO! – O cortei. – Você acha que tem o direito de me pedir calma, depois de ter me falado que não gostou de me ver abraçada com o Sai?
– PARA DE GRITAR, MERDA! – ele também começou a gritar irritado. – EU E KYOKO NÃO TEMOS MAIS NADA, NADA. ENTENDEU? VOCÊ NÃO TEM QUE FICAR DANDO CHILIQUE.
– EU E O SAI TAMBÉM NÃO TEMOS NADA E VOCÊ FICOU COM RAIVA, ESQUECEU?
– NÃO, NÃO ESQUECI. – ele falou com raiva. – MAS ISSO NÃO É MOTIVO PARA VOCÊ DAR CHILIQUE TAMBÉM. ELA É MINHA AMIGA E EU A CONHECI ANTES QUE VOCÊ, ENTENDA ESSA DROGA.
– AH É? – Ah, agora ele vai ver. – PRO INFERNO, VOCÊ E ESSA SUA AMIGUINHA. – então desliguei o telefone na cara dele, sim.
- Um machucando e ferindo o outro... – murmurei sentindo meu rosto molhado. – Se continuar assim... Não, eu tenho que ir embora. – decidi-me. – E é isso que vou fazer. – me levantei e sequei as lágrimas que rolavam pelo meu rosto.
Guardei o que restava do doce na geladeira e coloquei a colher na pia, seguindo em passos firmes para o meu quarto. Essa com certeza é a melhor decisão que eu tive, desde quando decidi vir para cá... Não, vir pra cá foi uma péssima decisão.
Abri a porta e travei ao ver Sasuke deitado em minh... Na cama.
Nos encaramos em silencio, os olhos dele estavam opacos e um tanto vermelhos.
- Eu não vou te atrapalhar por muito tempo. – murmurei fechando a porta e indo até o guarda roupa.
Comecei a pegar as minhas roupas que haviam sido colocadas nos cabides e deposita-las ao lado dele, que observava tudo em silencio.
- Por quê? – perguntou num fio de voz.
- Vou embora, pra minha casa. – respondi do mesmo modo que ele. – Eu já não aguento mais isso tudo.
- Achei que fosse mais forte. – ele comentou sem emoção alguma.
- Todos tem uma fraqueza. – sorri tristemente e fui até o outro lado do quarto pegar minhas malas.
- E você é a minha. – o tom dele era angustiante. – Só que mais uma vez, eu me enganei... Mais uma maldita vez.
- Talvez nós não devêssemos ficar juntos. – respirei fundo sentindo um enorme bolo em minha garganta. – Porque se uma pessoa desconfia da outra, da mesma maneira em que fez comigo, não significa que a ama, não é? – minha voz estava tremula, assim como minhas mãos.
Let me hold you
For the last time
It's the last chance to feel again
But you broke me
Now I can't feel anything
When I love you
Rings so untrue
I can't even convince myself
When I'm speaking
It's the voice of someone else
Deixe eu te abraçar
Pela última vez
É a última chance para sentir de novo
Mas você me quebrou
Agora eu não consigo sentir mais nada
Quando o "eu te amo",
Soa tão falso
Que nem eu mesmo consigo me convencer
Quando estou falando
É a voz de outra pessoa
Ele não respondeu e eu sem encara-lo, carreguei minhas malas até próximo à cama.
- Ninguém pode tocar em cordas partidas, não é? – Sasuke murmurou roucamente. – Quando a confiança se quebra o melhor é a separação?
- É... Melhor. – mordi o lábio inferior, eu já havia começado a chorar novamente. – Eu não suportaria ficar perto de você, sabendo que não confia em mim da mesma maneira em que eu confiava em você. – dobrei algumas peças e comecei a guarda-las dentro da mala.
- Faço das suas palavras as minhas... – olhei de relance para ele e vi que limpava os olhos com as costas das mãos. – Isso vai passar uma hora, né?
- Não sei... – desabei e ele também. – E-Eu não sei... Eu não vou repetir Sasuke, eu não beijei o Sasori...
- Não mente pra mim. – ele falou com a voz entrecortada. – NÃO MENTE! – gritou frustrado.
- EU NÃO ESTOU MENTINDO! – eu me sentia dilacerada, como se estivessem me rasgando de dentro para fora.
- Eu vi Sakura... Eu vi... – ele se levantou e parou em minha frente.
- Então acredite no que seus olhos viram, e não no que eu digo. – declarei. – Eu já não faço mais parte do seu coração?
- Que coração? – ele chorava igualmente a mim. – Você estraçalhou o que eu tinha, e agora só me resta um vazio imenso no peito.
Oh it tears me up
I try to hold on but it hurts too much
I try to forgive but it's not enough
To make it all okay
You can't play on broken strings
You can't feel anything
That your heart don't want to feel
I can't tell you something that ain't real
Oh, isso me dilacera
Eu tentei resistir, mas isso machuca demais
Eu tentei perdoar, mas isso não é o suficiente
Para fazer tudo ficar bem
Você não pode tocar com cordas partidas
Você não pode sentir nada
Que seu coração não queira sentir
Eu não posso te dizer algo que não é verdade
- Acabou. – murmurei o encarando. – Acabou, tudo.
- É... – ele deu um sorriso triste. – E mesmo assim, eu ainda te amo, mas vou aprender a superar isso.
- Eu também te amo. – falei sentindo cada vez mais dor. – Mas não sei se vou conseguir superar tudo isso. – respirei fundo, com certa dificuldade. – Por favor, me deixa aqui sozinha. Prometo terminar de arrumar tudo e deixar seu quarto livre. – virei-me de costas para não encara-lo. Ouvi a porta batendo e percebi que estava sozinha no quarto. – Merda... MERDA! – gritei sentando-me na cama, enquanto chorava compulsivamente.
Oh the truth hurts
A lie's worse
How can I give any more?
When I love you a little less than before
Oh what are we doing
We are turning into dust
Playing house in the ruins of us
Running back through the fire
When there's nothing left to save
It's like chasing the very last train
When it's too late
Too late
Oh, a verdade machuca
E a mentira mais ainda
Como eu posso dar mais?
Quando eu te amo um pouco menos que antes
Oh, o que nós estamos fazendo?
Estamos nos transformando em pó
Brincando de casinha nas nossas próprias ruínas
Correndo em meio ao fogo
Quando não há mais ninguém para salvar
É como se estivesse correndo atrás do último trem
Quando já é tarde demais
Tarde demais
Notas finais
Mereço Reviews?
Gente deem uma olhadinha nessa fic:
http://fanfiction.com.br/historia/298784/O_Meu_Favorito/
Não é minha, mas deem uma olhada caso gostem de fics originais ^^
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