Love Drunk

23 Capítulo 23


Notas iniciais
GENTEEEEEEEEEE
Primeiro, eu tinha escrevido uma nota enorme. Ai o Nyah, tava postando tudo junto desorganizado, então decidi vir até o PC e aqui estou eu õ/
EU revisei o capitulo, mas se passar alguma coisa me avisem. É que eu escrevi pelo note e lá não tem Word, então fica meio complicado, fora que o teclado também é MUITO diferente do meu T_T
AMEI todas as reviews e irei responde-las com muito carinho daqui a pouco, tenho que arrumar a casa se não... KKKKK'
A musica é Burn It Down - Linkin Park, espero que gostem ^^
Boa Leitura.

Aquele imbecil me arrastou até um dos últimos corredores do colégio, até aquela sala. Quando ele me pôs no chão, caminhei para o mais longe o possível dele, enquanto o mesmo fechava a porta.

- Por que me trouxe aqui? – perguntei colocando as mãos na cintura.

- Porque aqui é o lugar do nosso grupo. – ele respondeu dando ombros.

- Nosso grupo morreu. – cuspi as palavras como se fosse veneno.

- Ele não morreu, ainda estamos juntos Sakura. – ele tentou se aproximar, mas eu coloquei uma mesa entre nos.

É o seguinte, estamos em uma das antigas salas do colégio. Uma sala que antes era o nosso Quartel General, para fugir das aulas. O nosso grupo não tinha nome, então de zoação nos denominávamos O Grupo dos Ruivos. Idiota, eu sei.

The cycle repeated

As explosions broke in the sky

All that I needed

Was the one thing I couldn't find

O ciclo se repetiu

Enquanto explosões ocorriam no céu

Tudo que eu precisava

Era a única coisa que eu não podia encontrar

- Me diz, que juntos? – perguntei começando a me irritar. – Os únicos que eram amigos de verdade naquela merda, era eu, Gaara e Sasori SÓ. Você e Karin foram os maiores traidores da historia.

- Você e Karin, eram melhores amigas. – As palavras dele me atingiram como um soco. Sim, eu e Karin éramos melhores amigas. Unha e carne, manteiga e pão, gêmeos a bordo, o que vocês decidirem que é amigas inseparáveis.

- Karin... – murmurei baixando o olhar. – Você realmente me chamou aqui, para me dizer isso? – o fitei impassível. Lembranças daquele dia vieram em minha mente.

- Vim tentar fazer tudo voltar ao normal. – ele tentou se aproximar e eu joguei uma cadeira longe.

- VOCÊ ACHA QUE TUDO PODE VOLTAR AO NORMAL? – explodi. – Você me TRAIU com a minha MELHOR AMIGA, acha que posso esquecer tudo e fingir que nada aconteceu?

And you were there at the turn

Waiting to let me know

E você estava lá quando tudo mudou

Esperando para me falar

- Não foi minha culpa, DROGA. – ele chutou uma das cadeiras frustrado. – Sakura...

- Nem vem com essa de Sakura. – o cortei apontando um dedo para ele. – Eu confiei em você, como eu nunca antes havia confiado em alguém. – acusei.

- Mas a sua confiança demorou. – ele rebateu. – E não conhece esse Uchiha nem a 7 meses e já anda ai com ele, como se fossem melhores amigos para sempre. – Ele falou com raiva.

- Sabe o que é isso? – passei a língua entre os dentes, em sinal se cinismo.

- O quê? – ele perguntou.

- Algo que eu sei que vai valer a pena construir e que eu sei que ele não vai derrubar como você fez.


We're building it up

To break it back down

We're building it up

To burn it down

We can't wait

To burn it to the ground

Estamos construindo

Para acabar com tudo

Estamos construindo

Para queimar tudo

Não conseguimos esperar

Para queimar até o chão

- Eu não derrubei nada, se lembra de como vivíamos? De tudo o que passamos? – Ótimo, agora ele vai começar a apelar.

- Tudo isso morreu, no dia em que eu encontrei você com a vadia da Karin. – caminhei decididamente até a porta, mas ele me segurou pelo braço. – Isso ta virando mania sua, não acha? – o encarei com raiva.

- Não até resolvermos isso. – ele me fitou impassível.

- Eu odeio o modo de como você esconde o que está sentindo. – soltei sem pensar.

- E eu adoro o modo de como você se mostra. – ele disse.

- Será que você não pode me deixar em paz? – perguntei puxando meu braço.

- Vai dizer que você me esqueceu? – Sai perguntou frustrado.

- Quer a verdade? – perguntei e ele assentiu. – Esqueci, esqueci-me da sua existência, esqueci-me da Karin, esqueci-me de tudo o que tinha acontecido e tudo o que se relacionava com você.

- Você não se esqueceu de Gaara, esqueceu que ele era meu melhor amigo também? – Sai sorriu sarcasticamente.

- Acho que Gaara te odeia tanto quanto eu, ou até mais. – devolvi o sorriso. – Acho que aquela surra que ele te deu, valeu a pena. Não acha?

Ficamos em silencio, apenas nos fitando perigosamente. Até que ele suspirou e disse:

- Eu não quis fazer aquilo, Sakura, por favor... – ele parecia arrependido, mas aquilo não alterou nada do que eu estava sentindo em relação a ele.

- Claro, Karin colocou uma arma na sua cabeça e te obrigou a quase transar com ela aqui nessa sala, não é? – soltei uma risada amargurada.

- Não era nada do que você estava pensando, eu apenas me deixei levar... – ele tentou se explicar.

- Sai, se você me amasse não teria se deixado levar. – falei soltando uma risada amargurada.

- Não ponha em jogo meus sentimentos. – ele falou. – Você sabe que eu te amo.

- Você não me ama. – balancei a cabeça para os lados. – Nunca me amou.

- Me dê mais uma chance... – ele começou, mas eu o interrompi novamente.

- Isso aqui não é um jogo, a onde você erra e pode começar de novo. – falei começando a sentir meus olhos arderem. Não era tristeza e sim um misto de emoções, raiva, ódio, felicidade e alivio... Alivio por poder dizer tudo àquilo para ele.

- Mas todo mundo erra na vida. – Sai me encarou. – Você tem que aprender a perdoar.

- Exato todo mundo erra. – concordei com ele. – Eu errei em confiar em você tão facilmente, errei em confiar na Karin, errei em achar que vocês dois prestavam alguma coisa. – lagrimas já estavam escorrendo pelo meu rosto.

- Mas você pode me perdoar e deixar com que eu me redima fazer com que você volte a confiar em mim, com que possamos ficar juntos... – ele estendendo a mão em minha direção tentando tocar em meu rosto, mas eu apenas desviei começando a andar nervosamente pela sala.

- Eu já disse, não tem esse negocio de segunda chance. – passei as mãos pelo meu cabelo. – E não tem nada para perdoar. – declarei.

- Na... nada? – ele perguntou surpreso e também com um misto de felicidade.

- Eu não tenho nada para perdoar, de uma pessoa que não tem valor para mim. – me virei para ele sem expressão. – Você não é mais nada para mim, Sai. – concretizei.

- E aquele amor, que você dizia que tinha por mim, Hein? – ele explodiu andando nervosamente e até mesmo chutando algumas cadeiras.

- Não era amor. – sorri fracamente.

The colors conflicted

As the flames climbed into the clouds

I wanted to fix this

But couldn't stop from tearing it down

As cores se misturavam

Enquanto as chamas chegavam até as nuvens

Eu queria consertar isso

Mas não conseguia parar de estragar tudo

- Você mentiu... – ele me acusou apontando para mim. – Fala tanto sobre eu ser um traidor e mentia seus sentimentos por mim.

- Não venha tentar se fazer de vitima. – Apontei para ele indignada. – Eu ME enganei sobre os meus sentimentos, achei que te amava... – ele me cortou.

- Como alguém acha que ama uma pessoa? – Sai me encarou com raiva. – Eu nunca menti meus sentimentos para você!

- Jura? – bati palmas sarcasticamente. – Achei que amor era algo que se mostrava todos os dias e não somente na frente da pessoas e nas costas estar se pegando com a Vagabunda da ex melhor amiga dela.

- Ah claro, e você? O que sentia por mim, seja sincera. – ele falou caminhando pela sala.

- No começo achei que era amor, mas depois percebi que era muito menos do que eu sinto pelo Sasori. – sorri maldosamente.

- O que você sente por ele? – Sai estreitou os olhos.

- Um amor incondicional de amiga. – falei assentindo. – Pelo Gaara um amor fraternal, como se aquele ruivo maluco fosse meu irmão de sangue.

- E por MIM? O que você sentia? – ele avançou em minha direção.

And you were there at the turn

Caught in the burning glow

And I was there at the turn

Waiting to let you know

We're building it up

To break it back down

We're building it up

To burn it down

We can't wait

To burn it to the ground

E você foi pego quando tudo mudou

Preso no brilho do fogo

E eu estava lá quando tudo mudou

Esperando para te falar

Estamos construindo

Para acabar com tudo

Estamos construindo

Para queimar tudo

Não conseguimos esperar

Para queimar até o chão

- Nada. – revelei caminhando até a porta. As lagrimas haviam começado e parado de cair, e eu nem havia percebido.

Sai correu rapidamente, me puxando de novo, fazendo com que eu o encarasse.

- Dá próxima vez, irei te socar se fizer isso de novo. – ameacei com os dentes trincados.

- Me responda uma ultima pergunta. – ele me encarou.

- Fala. – mandei.

- O que o Uchiha tem, que eu não tenho? – essa pergunta me surpreendeu.

Fechei os olhos e sorri amigavelmente.

- Ele tem caráter. – ele fechou os olhos, talvez aquilo o tivesse realmente o atingido. – E o meu verdadeiro amor. – revelei.

Sai ficou surpreso, e depois disse:

- O que te garante que é verdadeiro?

- Eu sinto coisas com ele, que eu nunca senti com ninguém. – revelei.

Ele soltou o meu braço, sua expressão era de alguém magoada.

- Então eu não tenho mais chance, né? – ele perguntou olhando para o chão.

Levantei seu rosto, com o meu dedo indicador.

- Não, Sai. – sorri calmamente.

- Acho que eu vou ter de me conformar com isso. – ele sorriu fracamente. – Prometo que não irei mais lhe perturbar.

- Te peço isso. – sorri amigavelmente e fui em direção à saída, Sai me segurou mais uma vez. Só que eu não fiquei com raiva. – Sim?

- Posso te dar um ultimo abraço? – ele pediu, jurei ver lagrimas em seus olhos escuros. – Como amigo?

Assenti e senti seus braços me envolvendo em uma abraço amigável.

- Enfim a nossa relação bipolar acabou. – brinquei me separando do abraço.

- Sakura me perdoa? – perguntou ele mais uma vez.

- Não há nada para ser perdoado. – pisquei. – Foi bom ter essa ultima conversa com você. – sorri saindo de dentro daquela sala. Um sentimento leve me dominou, eu finalmente havia resolvido uma parte dos meus problemas do passado. Sai não vai me perturbar novamente, eu sei disso. Sim, realmente eu não tinha mais raiva dele, não depois dessa ultima conversa.

You told me yes

You held me high

And I believed when you told that lie

I played soldier

You played king

And struck me down when I kissed that ring

You lost that right to hold that crown

I built you up but you let me down

So when you fall

I'll take my turn

And fan the flames as your blazes burn

And you were there at the turn

Waiting to let me know

We're building it up

To break it back down

We're building it up

To burn it down

We can't wait

To burn it to the ground

Você me disse que sim

Você me manteve alucinado

E eu acreditei quando você disse aquela mentira

Eu me fingi de soldado

Você se fingiu de rei

E você acabou comigo quando eu beijei aquele anel

Você perdeu o direito de usar esta coroa

Eu te construí mas você me desapontou

Então, quando você cair

Vou ter a minha chance

E avivar o fogo enquanto suas chamas queimam

E você estava lá quando tudo mudou

Esperando para me falar

Estamos construindo

Para acabar com tudo

Estamos construindo

Para queimar tudo

Não conseguimos esperar

Para queimar até o chão

Qual é? Eu não guardo nenhum dinheiro, quanto mais rancor das pessoas. Talvez magoa da Karin... Mas acho que em relação ao Sai tudo foi esquecido, é tenho certeza disso. Caminhei até a minha sala de aula, já que o sinal já havia tocado.

Quando entrei na sala, vi a maioria das pessoas sentadas em rodas, ou em pé com os amigos. Aula do Kakashi, adoro as aulas dele.

- Sakura Haruno, a onde você se meteu? — perguntou Tenten com as mãos na cintura, ela tinha incrivelmente brotado do chão.

- Você brotou do chão? — perguntei calmamente.

- Não fuja da minha pergunta. — ela estreitou os olhos.

- Estava falando com o Sai. — dei ombros e comecei a ir para o meu lugar, deixando a Tenten com a maior cara de retardada.

- Três, dois, um... — murmurei fechando os olhos e quando os abri novamente, me dei de cara com um par de olhos azuis e outro verde claro.

- Que historia é essa de você estar com o Sai?? — Gaara perguntou franzindo o cenho.

- E ainda mais sozinha? — Ino completou do mesmo modo.

- Não é nada do que estão pensando. — respondi entediadamente.

- Então, comece a nós explicar. — mandou Gaara.

Ui, se eu tivesse aprontado alguma com certeza seria morta por ele. Comecei a contar desde o momento em que eu havia me separado do Sasuke no corredor, até quando Sai me carregou como um saco de batatas e até a sala a onde costumávamos ficar.

- E você o perdoou? — perguntou Ino confusa.

- Aham. — assenti.

- Não acha que pode ser um plano? — Gaara disse desconfiado.

- Não faço ideia do que seja. — respondi — Mas, se for um plano eu estarei pronta. — completei piscando.

- Ainda acho que você não devia tê-lo perdoado tão fácil. — Gaara disse cruzando os braços.

- Eu não guardo nem dinheiro, quanto mais rancor dos outros. — respondi revirando os olhos.

- E Karin? — Ino perguntou em um murmúrio.

- Aquela vaca continua na dela, que eu fico na minha. — dei um sorriso de canto, que foi retribuído pela loira. — Afinal, cadê o Sasuke? — perguntei percebendo que ele não estava na sala.

- Seilá. — Ino deu ombros e Gaara também.

O professor Kakashi entrou na sala, dando uma desculpa esfarrapada e todos foram se sentar em seus devidos lugares. Depois de 5 minutos, Sasuke apareceu pedindo desculpas pelo atraso.

A onde você se meteu?

Joguei o bilhete para ele e ele demorou um pouco para responder, já que o professor estava explicando e nos fitando no fundão.

Tive que resolver uns assuntos da minha prima que se transferiu aqui para o colégio, semana retrasada. — Ele jogou a bolinha e bateu na minha cabeça, lancei um olhar mortal para ele.

Prima? Quando, onde? Quem é ela? Eu conheço? - Perguntei jogando para ele e ele apenas revirava os olhos enquanto respondia.

É, prima. Ela veio pra cá semana passada. Bem, você e ela já se viram uma vez e o contato entre vocês não foi muito legal...

Franzi o cenho, eu discuti com alguém esses dias?

Bah... Sou muito santa, eu não brigo com ninguém. Eu ia perguntar o nome dela para o Sasuke, quando o professor me interrompeu e disse:

- Espero que esse bilhete que tanto passa ao senhor Uchiha, seja anotações sobre a minha matéria. — ele arqueou as sobrancelhas.

- São sim. — menti descaradamente.

- Então me responda quanto são 5478 X 974.

Lasquei-me negada, bora que eu sinto que é pra fazer conta de cabeça.

-53.355.72? — Sorri amarelo, acho que errei legal...

- Certo. — confirmou o professor antes de se virar para o quadro e continuar a passar os exercícios. Ótimo, agora eu presto atenção até a morte.

X-X-X

- FINALMENTE LIBERDADE!! — Exclamei erguendo os braços em sinal de felicidade.

- Pare de ser dramática. — falou Temari me dando um tapa na cabeça.

- Pare de ser agressiva. — falei formando um bico. — Ah não... — murmurei ao ver Karin vindo com as amigas.

Ela fez questão de passar entre mim e Ino, (que estava do meu lado esquerdo), batendo fortemente no ombro da Ino.

- Perdeu os olhos foi? — Ino falou com um sorrisinho cínico.

- Desculpa, eu não vejo oxigenadas. — Karin disse maldosamente.

- Uau, e seu cabelo são muito natural, né agua de salsicha? — falei entrando na discursão. Ora, mexeu com a Porca mexeu comigo.

- Alguém te chamou na conversa, Chiclete? — Karin disse ironicamente.

- Eu chamei. — Ino passou os braços pelos meus ombros e eu passei um braço pela sua cintura.

- Viu a Ino me chamou. — sorri sarcasticamente. — Que foi? Ainda não se tocou e foi embora tomate estragado? — perguntei.

- Acho que ela ta esperando alguém vir tirar o lixo. — comentou Ino entrando no jogo.

- Ah claro, o caminhão de lixo vai passar logo, logo para recolher duas vadias. — Guren, uma das amigas dela entrou no meio.

- Ah desculpe "gata", acho que você devia se olhar em um espelho, antes de vir chamando os outros de vadia assim. — Falei maldosamente.

- Você se acha muito perfeitinha, né pirulito gigante? — Karin disse nervosa. — O Sasuke-Kun mal entrou no colégio e você já anda assim, toda agarrada com ele.

Ah não, falou do Sasuke...

- Não duvido nada, que tenha dado para o Gaara. — Guren disse.

Ino tinha ficado estática, assim como eu. Ela sabia que entre eu e o Gaara só existia amizade, mas eu também sei que a porca ficou nervosa com o que aquela vadia disse.

- Olha, eu não sou de fazer isso. — comentou Ino me olhando pelo canto do olho, entendi rapidinho que iria acontecer.

- Agora Karin, acredito que a vadia que você seja, já deve ter acontecido bastante, não é? — comentei.

- Agora vão tentar se fazer de santas, suas vadias? — Karin disse e eu pulei em cima dela, assim como Ino pulou em Guren. Derrubei aquela desgraçada no chão e a segurei pelos cabelos.

- Nunca. Meta. Meus. Amigos. Nessa sua boca imunda. — falei lhe dando um tapa na cara. A vaca revidou, só que as unhas dela são bem maiores do que a minha e acabou que arranhou meu rosto. Soquei Karin e ela puxava meus cabelos, saímos rolando pelo chão e Ino e Guren estavam do mesmo modo. Teve uma hora em que Karin rolou e ficou por cima de mim, batendo em minha cara, então eu lhe dei um soco e a empurrei para longe, estava pronta para voar em cima dela de novo, quando Sasuke me segurou.

- Me solta Sasuke, eu vou arrebentar com essa vaca. — falei entredentes, tentando me soltar.

- Quer uma suspensão? Não vale mais a pena, vamos sair daqui. Você já bateu nela, o bastante. — ele disse me segurando mais ainda.

- ME SOLTA GAARA! — Ino se debatia. — Vou acabar com essa piranha. — ela estava vermelha de raiva.

- Meninas, vamos sair daqui agora. — Temari falou ajudando Gaara a segurar Ino.

- Eu quero bater mais nela. — falei tentando ir até Karin que era segurada por Lee.

Naruto ajudou Sasuke a me levar, sendo que Sasuke me segurava pelos braços e Naruto nas minhas pernas. Ótimo, mais uma vez sendo levada como um saco de batatas.

Neji ajudou Gaara a levar Ino do mesmo modo que eu, enquanto Hinata, Tenten e Temari carregavam as bolsas.

Fui colocada no carro do Sasuke junto com a Ino no banco de trás, os meninos trancaram as portas como se fossemos fugir.

- Sua cara ta toda arranhada. — Ino comentou. O estado dela não era um dos melhores.

- Você também. — comentei. Entreolhamos-nos e começamos a gargalhar. Bipolar, eu sei.

Nossos cabelos estavam engrenhados, alguns arranhões na cara por causa da unha daquelas vacas, mas valeu a pena. Acho que elas ficaram piores do que nós.

Esperamos um pouco e Gaara e Sasuke entraram no carro. Eles haviam pegado minhas chaves não sei como e deram para Shikamaru, (que antes estava segurando Guren), para levar o meu carro para casa.

- Nós vamos para onde? — perguntou Ino vendo Sasuke acelerar.

- Primeiro em uma farmácia e depois para a casa do Sasuke. — Gaara respondeu.

- Estamos tão machucadas assim? — perguntei.

- Machucadas, machucadas não. — Sasuke respondeu. — Mas estão sangrando um pouco, a unha daquelas meninas são realmente grandes. — ele comentou.

- Me diz uma coisa, elas ficaram muito machucadas? — perguntei ansiosa.

- Acho que Karin vai ter que fazer uma cirurgia na boca.- Gaara riu maldosamente. — Fala serio, estava muito inchada na hora em que a gente separou vocês.

- Sem falar na Guren, que estava com o nariz sangrando. — Sasuke comentou também rindo. — A onde aprenderam a bater daquele jeito? Meninas não brigam de puxões de cabelo e tapas?

Eu e Ino nós entreolhamos, batemos as mãos e falamos:

- Nem toda a menina é uma princesa, sabia? — comentou Ino.

- Com essas carinhas de Barbie, quem diria que vocês sabiam bater? — Sasuke perguntou retoricamente.

Gargalhei. E isso fez com que o canto da minha boca doesse.

- Influencia da Temari e da Tenten. — Gaara suspirou. — Irei impedir que vocês andem com elas. — comentou brincando.

- Nós não obedecemos a regras, gato. — Ino piscou, fazendo com que eu e Sasuke ricemos.

X-X-X

- AI, ISSO DÓI — reclamei me encolhendo um pouco sobre a cama do Sasuke.

- Tem que limpar, quer pegar bactéria da Karin? — ele perguntou com um pano branco nas mãos. Sim, a Karin fez um corte não muito grande no meu pescoço, nada que não se recupere sozinho e nem dói, só quando o Sasuke vem com aquele maldito pano tentando limpar.

- Eu não. — respondi indignada. — Será que não tem como deixar ele assim? — sorri amarelo.

- Que pegar bactéria? — ele arqueou as sobrancelhas.

- Mas dói... — choraminguei.

- Prometo tentar ser rápido. — ele disse começando a limpar o ferimento. Doía, aquele idiota inventou de passar mertiolate (N/A Puts, o mertiolate de antigamente ardia negada.) E eu apertava o braço dele.

Ele terminou de limpar e pegou um pano limpo, dessa vez passando perto do canto da minha boca.

- Sakura, me prometa uma coisa.- ele pediu se abaixando, para ficar na minha altura, já que eu estava sentada na cama dele.

- Depende. — murmurei encarando aquelas orbes ônix que eu tanto amava. Ele tocou meu rosto e deu um sorriso leve.

- Prometa-me que se for inventar de entrar em uma briga de novo, que não vai sair machucada. — ele pediu.

- Vou tentar. — retribui o sorriso.

- Isso não é uma promessa. — comentou ele se aproximando de mim.

- Mas, eu irei tentar. Não vale? — perguntei também me aproximando dele. Já podia sentir as nossas respirações se chocando, e então finalmente nossos lábios se tocaram, em um beijo calmo e apaixonado.

- Só por você tentar, vale. — ele murmurou quando nos separamos.

Sorri e lhe dei um selinho, me levantando e o puxando pela mão.

- A onde estão Gaara e Ino? — perguntei.

- Estão comendo alguma coisa na cozinha. — ele respondeu dando ombros.

- Vamos atrás dele. — falei indo em direção as escadas e logico que levando o Sasuke junto.

Notas finais
Continua...
Mereço reviews?? *--*