Love Drunk
41 Capítulo 41
Notas iniciais
KKK sério gente, estudar à tarde vem consumindo meu tempo TODO e isso é torturante, sério. Eu ainda inventei de finalizar uma one que eu tinha começado, que é de SasuSaku e se vocês quiserem podem dar uma passadinha lá... Eu não ligo, sabe *u*
O capitulo é bem grandinho, e eu peguei ele praticamente sábado pra terminar hoje voando, porque era quase como um prazo.
Desculpem pela demora, espero que gostem.
Boa Leitura.
Faltam só mais três capítulos pro fim *u* Deixe seu review *-*
Eu havia visto Sasuke me encarando enquanto eu dançava, não sei o que deu em mim... Apenas paralisei e passei a ir a uma direção totalmente oposta da que ele estava. Gaara obviamente me seguiu, perguntando inúmeras vezes sobre a minha mudança de comportamento repentina.
- O que aconteceu? – o ruivo perguntou alarmado.
- E-eu... – murmurei desconcentrada. – Eu vi o Sasuke me encarando e... Achei melhor sair de lá. – respondi como uma criança que havia sido pega no flagra e para completar, ainda fiz um bico.
- Fala sério, você já foi mais confiante. – ele revirou os olhos. – E lembre-se de que concordou com que eu disse.
- Sobre ir conversar com o Sasuke? – fiz-me de desentendida.
- Não, sobre ir atrás do Papa. – rebateu ele. – Deixe tudo as claras com ele, e se o idiota não quiser entender mesmo assim, você vai ficar com sua consciência limpa. Nós dois sabemos que foi uma grande confusão e você está apenas sendo orgulhosa, em vez de ir lá e explicar tudo de vez.
- Eu não estou sendo orgulhosa. – murmurei sem encara-lo.
- Então porque Sasuke não sabe que você não beijou o Sasori? – Gaara perguntou. – E por falar nele, a onde aquele Akasuna se meteu?
- Eu não sei... Não o vi desde que cheguei. – respondi. – Ok Gaara, vou falar com Sasuke. – suspirei rendendo-me.
- Estranho... – ele murmurou. – Vamos até onde os outros estão. – acrescentou pegando em minha mão e me guiando entre várias pessoas até onde Hinata, Ino, Neji, Temari e Shikamaru estavam.
- Eu amo essa música. – Ino falou animada, quando uma música da Britney Spears começou a tocar. – Vamos dançar meninas. – completou.
Eu não estava tão empolgada, mas comecei a dançar com as meninas, por mais que tenha ficado ali no meio da aglomeração por alguns minutos.
- KARIN É UMA VADIA! – gritamos dando risada. A ruiva estava passando por nós e fez uma cara de nojo, empinando o nariz enquanto me encarava.
- Eita Ino, vamos ter de jogar o globo fora. – Hinata falou colocando uma das mãos do lado do rosto teatralmente.
- Por quê? – eu e a loira perguntamos confusa.
- Porque aqui ninguém brilha mais do que a Karin, que é um perfeito globo de festa. – Temari respondeu dando um sorriso cínico. E para falar a verdade, Karin estava mesmo muito... Brilhante?
Vamos ver... Ela estava vestindo um vestido preto curto e de alcinhas, que tinha exatamente a parte dos seios em prateado, com muito brilho. Os cabelos estavam repartidos no meio e estavam ondulados, sua maquiagem era esfumaçada e com um delineador preto e para completa-la um batom rosa “shock”. Seu salto era totalmente repleto de strass prateados. De acessório apenas estava usando um colar com os dizeres “Bitch”. (LINK).
- Sabe Vakarin, eu concordo plenamente com a sua coleira. – comentei assentindo.
- HAHA, você morre de inveja de mim que eu sei queridinha. – sua voz havia saído anasalada. – Tem inveja de tudo o que eu posso ter, já que sou mil vezes melhor que você. – piscou cinicamente.
- Agora eu fiquei ofendida. – fiz uma cara de triste. – Eu nunca vou ter inveja de você, porque eu tenho tudo o que quero, porque invejaria os seus “dotes”?
- Porque infelizmente tudo o que você tem, não inclui o Sasuke. – ela deu um sorriso. – Já que ele provavelmente deve ter corrido de você, não é? – e então deu as costas, me deixando sem reação.
- Golpe baixo... Maldita Calopsita tingida. – grunhi fechando as mãos em um punho.
- Relaxa Saky, ela não tem nem chance com o Emo. – Temari falou para mim.
- Ele é sensato o bastante pra não se aproximar dela. – Hinata assentiu. – Não vai querer pegar doença. – e então deu ombros, fazendo com que eu desse uma leve risada.
- Não liga pra ela não testuda. – Ino apertou minha bochecha.
- Para porca. – reclamei passando a mão na bochecha, eu ainda tinha dúvidas quanto o que Karin disse. Ela definitivamente estava andando quieta de mais, muito quieta.
Narradora Pov’s:
Observava o movimento do bar, em sua mão direita estava um copo quase vazio de whisky que ele bebericava de vez em quando. Estava preocupado com a rosada, o próprio Sasori havia dito que não tinha ideia se o maldito plano deles não faria Sakura se descontrolar ou qualquer outra coisa do gênero, já que ela sempre fora imprevisível.
Tinha negado qualquer envolvimento com o plano e havia dito que era melhor que eles esquecessem aquela ideia maluca, mas fora ouvido?
Não e ainda por cima o chamaram de idiota. Será que não dava pra entender que ele queria paz?
Sai quase se engasgou com a própria, quando viu Karin desafiando Sakura. Vasculhou com os olhos rapidamente o local e encontrou Sasori em um canto bastante distante e Kyoko ao lado de Sasuke, que lhe pareceu extremamente entediado. Direcionou novamente seu olhar até onde a rosada estava e surpreendeu-se ao vê-la indo até onde ele estava. Ela poderia estar indo em direção ao bar, ou a qualquer outro lugar.
Aquilo era um sinal... Um sinal para que ele fizesse a boa ação da noite.
Flash Back:
- Vai mesmo tentar bancar o bonzinho ? – Sasori arqueou uma sobrancelha. – Vamos, a onde está o antigo Sai? – deu-lhe um soco de brincadeira em um dos ombros.
- Somente porque eu não quero participar disso não sou mais eu mesmo? – o moreno respondeu com outra pergunta.
- Não, claro que não. – Karin falou enquanto retocava o batom com o auxilio da tela do telefone celular. – Você somente não é o Sai que voltou com o intuito de reconquistar a Haruno. – tirou os olhos da tela do telefone apenas para encara-lo debochadamente.
O Akasuna havia endurecido o olhar, mas não comentou nada.
- As pessoas mudam. – Sai retrucou.
- Ou simplesmente perdem suas ambições. – Kyoko se pronunciara pela primeira vez. – Sakura é um obstáculo para mim, assim como Sasuke é para vocês. Não no caso da Karin, que com certeza tentará ter algo com ele.
- Então porque quer aliados que podem tirar o que é seu? – a encarou de cima a baixo.
- Porque no momento o namoro dos dois é o problema. – ela deu um sorriso cínico. – Quatro pessoas podem muito bem dar uma ajudinha no término do mesmo, mas depois disso...
- É cada um por si. – Sasori completou.
Fim do Flash Back.
- Porque está tão desanimada? – Sai perguntou assim que Sakura aproximou-se de si distraidamente.
- Não sabia que você tinha sido convidado. – ela estreitou os olhos e sentou-se em um dos bancos ao seu lado. A Rosada estava bonita e muito... Atraente, mas por mais que tentasse esconder, ele ainda podia ver a tristeza no fundo dos olhos esmeraldinos.
- Mas fui. – ele deu ombros. – Porque está triste?
- E quem disse que estou? – respondeu com outra pergunta, enquanto pedia uma bebida para o barman.
- Eu te conheço. – deu ombros. – Seus olhos te entregam. – confessou. – Eles são como...
- Um livro aberto. – Sakura completou enquanto pegava o copo e tomava um gole fazendo uma pequena careta. – Poxa, isso é forte. – e então bebeu mais um pouco.
- Quanto tempo que nós não vínhamos em uma festa juntos. – Sai comentou a encarando.
- Você me deve uma dança. – ela disse rindo um pouco, enquanto balançava a mexida. – Sabe quando você tem que fazer algo, mas não tem coragem? – perguntou.
“– Não faz ideia do quanto sei”.
- Diversas vezes... – o moreno respondeu.
- E o que você geralmente faz nessas situações? – Sakura bebeu mais um gole da bebida e fez mais uma careta.
- Por mais que seja difícil, temos que fazer o que é certo. – respondeu. Ele estava fazendo o certo... Não era?
- E se o que “for certo” der errado? – Sakura suspirou.
- Não vai dar errado. – Sai assentiu. – Pelo menos, na maioria das vezes, o que é certo é realmente o... Certo. – completou estreitando os olhos. A onde estava a lógica do que havia dito?
- É, fazer o certo. – ela virou a bebida de uma vez e se levantou. – Obrigada Sai. – agradeceu e começou a caminhar, quando uma duvida predominou seus pensamentos, fazendo com que ela se virasse para ele novamente. – Sai? – chamou.
- Sim?
- O que a Karin tem, que eu não tenho? – Sakura perguntou curiosa.
- Falta de caráter... – ele murmurou em resposta.
- Então porque quando namorávamos... Você me traiu com ela? – a rosada o encarou. – Não que isso importe agora... mais seilá, você nunca me pareceu o tipo de pessoa que se interessaria por ela.
- Acredite rosada, nem eu mesmo sei responder essa pergunta. – Sai deu um sorriso de canto.
- Você sempre foi um grande babaca. – Sakura deu uma risada e passou a se afastar.
Sai se surpreendeu com as palavras dela. Não pensou que depois de algum tempo pudesse ter uma conversa praticamente normal com a Haruno. Ficou um tempo parado, e quando se deu conta Sakura já estava um pouco longe.
- Merda! – praguejou começando a correr atrás dela. Esbarrou em algumas pessoas, e se desculpou em palavras rápidas. Parou no meio da pista em busca da rosada, que havia desaparecido.
Como uma pessoa com os cabelos iguais aos dela poderia sumir assim, do nada?
Viu Kyoko passar por uma parte da multidão, com um sorriso de canto vitorioso. Em suas mãos estava o aparelho de telefone celular.
As luzes haviam o deixado meio tonto, mas mesmo assim depois de procurar desesperadamente havia encontrado Sakura. “Não, agora não é hora de respirar Sai!” pensou enquanto corria atrás da rosada.
- Você disse que eu te devia uma dança. – falou puxando-a pelo braço. Não poderia ter inventado uma desculpa melhor?
Sakura o olhou espantada. Depois do conselho que recebera de Sai iria definitivamente encarar Sasuke e tentar resolver a situação dos dois.
- Mas agora eu tenho que... – não queria realmente dizer o que ia fazer.
- Vamos só uma dancinha. – ele se amaldiçoava mentalmente, enquanto fazia com que ela girasse.
- Sai... – ela começou dando uma leve risada.
- Somente uns passinhos. – ele riu tentando aliviar o clima. Era difícil enrola-la, mas que diabos!
- Tud... – ela estava quase cedendo, quando uma mão tocou no ombro do moreno e uma voz aparentemente bem humorada falou:
- Não achei que iriam voltar a se falar. – Sasori estava sorrindo largamente. – Sai meu amigo, quase nem nos vimos desde o momento em que voltei, não é? – encarou o moreno cinicamente.
The truth is hiding in your eyes
And it's hanging on your tongue
Just boiling in my blood
But you think that I can't see
What kind of man that you are?
If you're a man at all
Well, I'll figure this one out
On my own (I'm screaming "I love you so")
On my own (but my thoughts you can't decode)
A verdade está escondida em seus olhos
E está na ponta da sua língua
Apenas fervendo no meu sangue
Mas você acha que eu não posso ver
Que tipo de homem você é?
Se você é mesmo um homem
Bem, eu vou descobrir isso
Sozinha (estou gritando "eu te amo tanto")
Sozinha (mas meus pensamentos você não consegue decifrar)
- É cara, você esqueceu das velhas amizades. – Sai o encarou da mesma maneira, enquanto movia o ombro sutilmente para tirar a mão do Akasuna dali sem chamar muita atenção.
- Vai ver ele conheceu alguma gatinha por ai. – Sakura riu e piscou. – Quase não para lá em casa. – comentou dando um sorrisinho malicioso.
- Sacumé né rosada? – ele piscou de volta. – Sai amigão, preciso falar sério com você. – falou colocando uma das mãos no ombro do amigo e apertando com um pouco de força.
- Estou sendo excluída. – Sakura fingiu-se de triste.
- Não leve a mal. – Sasori riu. – Sabe é uma espécie de... Papo de homens.
- Papo de homens, papo de homens. – ela resmungou. – Se eu não tivesse um assunto importante bateria em vocês por me excluírem. – soltou suas mãos das de Sai. – Vejo vocês depois. –acrescentou dando as costas e voltando a caminhar, deixando os dois no meio de tantas pessoas que dançavam e estavam rindo.
- Não achou mesmo que eu iria deixar você estragar o plano, não é? – Sasori falou com raiva, assim que notou a rosada a certa distancia.
- Não posso admitir que tentei. – Sai o encarou. – Espero que ela não cometa nenhuma loucura.
- Você sabe que tudo o que vem da parte dela é incrivelmente... Surpreendente. – o ruivo deu um sorriso de canto. – Não se meta nos meus assuntos.
Fim do Narradora Pov’s.
Fiquei realmente feliz em poder ter uma conversa coerente com o Sai, foi quase como se nada do que aconteceu, tivesse acontecido.
- Sasori estava estranho... – murmurei começando a vasculhar o local atrás do Sasuke.
Caminhei por um tempo e já estava com a cabeça meio doendo por causa do volume ensurdecedor a música estava fazendo. Passei a mão no rosto e decidir dar uma pausa na procura e ir para algum canto tentar relaxar um pouco, quando uma cena me paralisou.
- Não acredito. – Sabe quando você entra numa piscina em um daqueles dias muito frios?
E a sua pele praticamente implora para que você saia, pois o choque térmico é extremamente agoniante?
É... Assim que estou me sentindo.
Foi uma espécie de choque de realidade que eu tive ao ver Karin praticamente sendo devorada pelo Uchiha. Ela estava em cima do colo dele e... Merda, não to conseguindo ver direito já que minha visão começou a ficar embaçada por causa das lágrimas.
Mordi o lábio inferior antes de dar meia volta e tentar ir para o mais longe possível deles.
Era isso, ele simplesmente tinha superado a falsa encenação de que me amava e decidiu seguir em frente.
Agradeci mentalmente por minha maquiagem ser a prova d’agua e comecei a caminhar até o banheiro afim de ficar um pouco sozinha. Assim que entrei no mesmo verifiquei se todos os boxes estavam vazios e tranquei a porta. Apoiei as mãos na pia e comecei a descarregar toda a minha frustração em forma de lágrimas.
A dor era imensa. Meu coração havia se jogado de um penhasco e nem ao menos tinha deixado um bilhete ou uma cartinha avisando se ia voltar ou não.
- Eu to meia aérea. – murmurei cabisbaixa. Chorei por mais um tempo e depois uma coisa veio na minha mente:
- Vou ficar aqui chorando enquanto ele tá com aquela vadia? – me encarei no espelho. – A Sakura de antigamente mandava todo mundo pra casa do Judas e fazia o que sabe fazer melhor... Encher a cara. – dei um sorriso de canto. Fala sério, eu to meio chapada já, não vai fazer tanta diferença não é?
Limpei as lágrimas e mais uma vez agradeci pela maquiagem ser a prova d’agua. Peguei meu batom na bolsa e o retoquei, arrumei os cabelos e pisquei para minha própria imagem no espelho.
Sorri de canto e caminhei até a porta do banheiro, abrindo a mesma e saindo. A música que estava tocando era Let's Get It Started, do Blay Eyed Peas. Fui novamente ao bar, o barman me olhou estranhando. Aquela já era terceira ou quarta vez que eu estava ali.- Preciso que você misture as suas bebidas mais fortes. – falei me inclinando sobre o balcão.
- E o que faz a gatinha querer se embebedar tão rápido? – ele sorriu de canto.
- Algo que definitivamente não é da sua conta. – pisquei. – Agora me mande às bebidas e fique quietinho.
Ino Pov’s:
A festa estava indo perfeitamente bem. Passei parte do tempo cumprimentando algumas pessoas que haviam ido me felicitar e a outra parte estava dançando com Tenten. Eu havia bebido algumas doses de whisky, mas nada que pudesse me deixar fora do normal. Assim que meus pés começaram a reclamar de dor me sentei em uma das cadeiras ao lado de Lily, que conversava animadamente com Hinata.
- Vocês viram à testuda? – perguntei estranhando o fato de ela ter sumido há um tempo.
- Não. – a ruiva respondeu assentindo. – Não a vi em nenhum momento. – suspirou.
- Ela estava com o Sai. – Hinata falou e eu engasguei com o...Vento(?). – E depois eles se reunirão ao Sasori e depois disso a Sakura sumiu.
- Isso vai dar merda... Vai dar merda... – murmurei me levantando. – Cadê a peste daquele ruivo, quando eu preciso dele? – exclamei nervosa, antes de começar a ir numa busca quase que impossível atrás do Gaara.
Algo de muito ruim iria acontecer, eu estava pressentindo isso.
- INO! – Temari me chamou e então puxou um dos meus braços. – Você viu a Sakura? – perguntou.
- Estou atrás dela agora. – respondi estranhando.
- Acho melhor vir comigo à pista de dança. – a Sabaku estava séria. Assenti e passei a segui-la rapidamente, pisei nos pés de algumas pessoas e esbarrei em outras. Não me preocupei em pedir desculpas.
Notei várias pessoas começando a formar um circulo e vi algo rosa no meio dele.
- Me diz que é a Nana com uma peruca rosa. – falei arregalando os olhos.
Oh Yeah, do MBLAQ estava tocando e Sakura estava dançando sensualmente juntamente com Sasori.
- Infelizmente não posso dizer isso. – Gaara apareceu ao meu lado e estava tão impressionado quanto eu. – Sasuke está ali. – comentou e eu segui seu olhar. Encontrei um moreno com uma expressão furiosa que envolvia ciúmes, raiva e ódio, ele tinha o maxilar trincado e cravava as unhas na palma da mão.
- Ela não ia se resolver com ele? – Temari perguntou. Nós sabíamos disso porque Gaara tinha contado que havia convencido a Haruno a ir falar com o Uchiha. – Então porque diabos ela tá ali? – completou frustrada.
- Nós devemos ir para-la. – falei começando a ir em direção a minha amiga, mas uma mão me puxou para trás.
Fim do Ino Pov’s.
Narradora Pov’s:
Modeunge naemamcheoreom swipjin anteora
Sarangttohan geuge swipjin anteora
Naemameul sogaseo beoryeotdeon geuttae
Geudaega naege barangeosi igeoyeot deora (Feels so sad)
Nada era tão fácil quanto eu imaginei
Amor, agora que não foi fácil, quer
Jogando fora o meu coração enganado
Era isso que ela queria que eu fizesse (Tão triste)
Sasori a havia encontrado e tinha a convidado para dançar, já que de acordo com ele bebida não afogava as magoas. O que na opinião da rosada era mentira, porque ela estava vendo todas as suas tristezas implorarem por um bote-salva vidas, enquanto se afogavam ou começavam a ficar bêbadas por causa do álcool.
- Você tá misturando passos de tango. – Sakura riu, quando Sasori fez com que ela desse três passos curtos e rápidos para trás.
- Estamos seguindo a música. – o ruivo a fez girar e depois grudou seus corpos. – Oh Yeah, Oh Yeah. – cantou.
Naege gihoereul jundamyeon joheulgeot gateunde
Mameul badajumyeon gwaenchanheultende
Geunde eojjaetgeon doraseoneun geudae
Sesang nugudo neol daesinhalsu eobseo
Nugubodado neol sarang haneungeon naya
Oh yeah, oh yeah
Oh yeah, yeah, yeah
Oh yeah, oh yeah
Oh yeah, yeah, yeah
- I’m Feeling Good. – Sakura rebolou até o chão. – Sasori você é muito babaca. – deu risada, estava se sentindo... Leve.
O Akasuna por sua vez estava radiante. Tudo estava dando certo por mais que essa parte não tenha sido arquitetada por eles, já que como ele havia dito para Sai, Sakura era um ser extremamente imprevisível.
Reprimiu uma gargalhada ao ver que Sasuke estava ali, os observando.
Ele e Sakura estavam fazendo passos provocantes, por mais que a mesma não estivesse notando isso muito bem. O ritmo “latino”, da música era provocador. Uma situação perfeita, na sua opinião.
Quando estavam na parte mais dançante da música, Sakura notou Sasuke. Primeiramente pensou que ela iria parar de dançar e sair correndo, mas não, ela colocou uma expressão desafiadora e passou a dançar com mais sensualidade ainda. E no final, ela não poderia ter surpreendendo-o mais do que puxar o ruivo para um beijo daqueles.
Ele como não é besta nem nada, aproveitou o beijo que já estava esperando há tempos.
- Me-Me desculpa. – Sakura exclamou se separando dele subitamente e então saiu correndo, esbarrando em todos. Ino e Gaara se entreolharam e passaram a correr atrás da amiga, temendo que a mesma fizesse alguma besteira.
Sasuke por sua vez, quando viu a rosada agarrando o Akasuna sentiu seu coração ser despedaçar em mil pedaços. E ela havia feito de proposito, sabia disso. Os olhos esmeraldinos tinham se cruzado com os seus, antes de tudo.
Quando deu por si estava passando por entre as pessoas, empurrando alguns caras e mulheres.
Estava próximo a saída, quando Kyoko parou em sua frente.
- Você viu o que ela fez...
- Se você não tiver algo interessante para falar é melhor calar a boca, Kyoko. – cortou friamente. – E é melhor que não me siga. – acrescentou com raiva quando ela fez menção de segui-lo.
Fim do Narradora Pov’s Again.
Sakura:
(N/A: Coloquem essa música... Ou não e ah, antes que eu me esqueça os Pov’s irão variar, entre Sakura e Sasuke ok? Beijos e não me matem ♥).
I find myself at your door,
Just like all those times before,
I’m not sure how I got there,
All roads they lead me here.
Me encontrei na sua porta,
Como todas as outras vezes antes
Não tenho certeza de como cheguei lá,
Todas as estradas me guiaram até aqui
Eu estava sentada ali há alguns minutos, algumas horas ou qualquer outro período de tempo. Recostei minha cabeça no tronco da arvore e fechei o olhos respirando fundo, enquanto uma sequencia de lágrimas percorriam meu rosto.
- Eu sou uma imbecil... – murmurei. Não de maneira alguma eu deveria ter agarrado o Sasori. Ergui a garrafa que estava entre as minhas pernas e a levei até minha boca, virando o conteúdo rapidamente.
Fiz uma careta, aquilo realmente é forte... Seja o que for.
Passei a mão pelo rosto, esfregando os olhos e abri os mesmos.
- Porque você não pensa antes de agir? – murmurei com a voz entrecortada. – Porque teve de se lembrar da maldita cena da Karin e do Sasuke?
- Porque você é a Sakura. – ouvi a voz de Ino e depois senti a mesma me envolver em um abraço forte.
- Eu não quero mais ser a Sakura, Ino. – murmurei chorando. – Eu quero ser outra pessoa, alguém com um cérebro. Alguém que tenha o Sasuke, ou que pelo menos não seja tão imbecil e impulsiva. – solucei. – Eu quero uma maquina do tempo, talvez seja uma boa. – apertei-me contra ela.
- Não testuda, você não pode ser outra pessoa. – percebi que ela chorava. – Quem seria minha amiga, se você fosse outra pessoa? Seres humanos erram...
- Não a ponto de ferrar o noivado. – me separei dela e bebi mais um pouco. – Sasuke beijou a Karin, e eu de vez de ir falar com ele comecei a agir feito uma louca. Eu devo ter sido uma pessoa má na outra vida, eu sou uma pessoa má... – o álcool estava fazendo efeito no meu organismo.
- Você não é uma pessoa má... – a loira começou, mas eu a interrompi.
- Eu sempre corri atrás dos pombos e jogava água nas formigas... – solucei. – Uma vez eu colei o cabelo da Nana numa escova e já matei uma abelha... Eu sou uma pessoa má e todas as minhas maldades estão refletindo agora no meu relacionamento. Poxa fantasminha camarada, até você quer acabar comigo? – esfreguei as mãos nos meus olhos novamente, vendo as mesmas ficarem pretas por conta da maquiagem.
- Sakura... – Gaara se pronunciou se abaixando em minha frente, eu nem ao menos tinha visto que ele estava ali. – Não chore...
- Eu fodi com tudo Gaara, por quê? – arfei no momento em que ele me abraçou.
Sasuke:
I imagine you are home,
In your room, all alone,
And you open your eyes into mine,
And everything feels better,
Eu imagino você em casa
Em seu quarto, sozinha
E você abre seus olhos nos meus
E tudo parece melhor
- SASUKE! – Lily entrou em meu quarto correndo, ela estava ofegante e tinha os cabelos bagunçados. – O que aconteceu? Pelo amor de Deus...
- Eu a perdi... – murmurei melancolicamente. – Pra sempre... – abaixei a cabeça quando as lágrimas começaram a rolar por meu rosto. Eu estava sentado no batente da janela, olhando para o céu que estava totalmente negro, sem nenhuma estrela. Bem... Eu estava olhando antes de abaixar o rosto.
- Não, não perdeu. – ela falou aproximando-se de mim. – Foi algo...
- Ela me encarou Lily! – olhei para ela, eu sentia dor a cada palavra que pronunciava. – Ela me encarou antes de se atracar com aquele imbecil. Eu sou tão imbecil... – soquei o batente da janela com raiva. – Eu não devia ter me apegado... Não devia...
A ruiva não disse nada, apenas me envolveu em um abraço que fez com que eu passasse a chorar mais do que antes.
Eu estava sentindo dor, como se algo estivesse repuxando meu coração de dentro para fora querendo arrancar partes dele dolorosamente.
- Por que eu fui me apaixonar? – solucei apertando ainda mais o abraço. – Porque eu não sou mais o Sasuke de antes?
- Porque você amadureceu... – ela murmurou afagando meus cabelos. – O Sasuke de antes era uma versão menos madura do que o de agora. Nunca tinha conhecido o amor e é isso o que ele faz, muda as pessoas.
- Eu quero voltar a ser o que era... – me senti uma criança, frágil e exposta.
- Sinto muito Sasuke, mas eu não posso fazer isso. – a ruiva falou como falava antes, quando eu era mais novo e ela não podia me ajudar.
- Então não tem mais jeito... – me separei lentamente do abraço e me virei para a janela novamente. – Só não queria sofrer tanto...
- Você ao menos tentou falar com ela? – Lily perguntou enquanto tirava os saltos.
Sakura:
- Não. – abaixei o olhar.
- Por quê? – Gaara perguntou levantando-se e esticando as mãos para nos ajudar a levantar (eu e Ino).
- Porque eu vi o beijo. – murmurei fechando os olhos. – Eu vi Sasuke beijando a Karin e isso me desestabilizou. E eu perdi a coragem... No começo eu somente iria encher a cara, não queria que isso tudo tivesse acontecido...
Right before your eyes,
I’m breaking, no past
No reasons why,
Just you and me.
Bem diante de seus olhos
Estou desmoronando, sem passado
E sem motivos,
Apenas você e eu
Sasuke:
- Quando Karin me beijou, a primeira coisa que fiz foi empurra-la. – contei sem emoção. Estava me sentindo vazio. – Ela disse uma desculpa esfarrapada e saiu correndo... Não pareceu a Karin que eu conheci no colégio... Logo após isso Kyoko apareceu perguntando o que tinha acontecido e o que aquela “vadia ruiva”, estava fazendo me beijando. – dei uma risada sarcástica. — Lembro-me que falei com Ino, bebi um pouco e estava pronto para ir atrás de Sakura, quando ela me parou.
- Sakura? – Lily perguntou.
- Kyoko. – respondi secamente e ela fez uma careta. – Contei o que iria fazer e ela se descontrolou, dizendo que eu não podia falar com Sakura no momento. Obviamente que eu perguntei o motivo, e ela realmente relutou em dizer. – respirei fundo, as lembranças dos momentos seguintes já haviam começado a preencher meus pensamentos. – Depois de uma certa insistência, ela confessou que tinha visto Sakura juntamente com aquele Akasuna desgraçado e que achava melhor que eu esperasse um pouco... Agora eu me pergunto se deveria ter seguido os conselhos dela ou se foi bom ver tudo o que aconteceu... – murmurei a ultima parte. – Vê-lo tocando-a e perceber que ela estava se divertindo começou a acabar comigo. Mas depois, quando ela o beijou porque quis, ainda mais depois de ter me visto, desmoronou qualquer esperança que eu tinha. Eu a perdi... Pra sempre.
This is the last time I’m asking you this,
Put my name at the top of your list,
This is the last time I’m asking you why,
You break my heart in the blink of an eye.
Esta é a ultima vez que eu estou te pedindo isso:
Põe meu nome no topo na sua lista
Esta é a ultima vez que eu pergunto por que
Você parte meu coração num piscar de olhos
Três ou Quatro semanas depois...
- Você não pode ficar o dia todo dentro de casa, Filho. – minha mãe falou em um tom preocupado. – Porque não sai um pouco com seus amigos? – perguntou enquanto colocava uma jarra de suco na mesa.
- Não to afim. – respondi sem encara-la. – Não se preocupe mãe, eu to legal. – forcei um sorriso e peguei uma bolacha.
- Não Sasuke, você não está. – Dona Mikoto falou seriamente. – Que tipo de adolescente fica em casa nas férias? E ainda mais quando recebe algumas semanas a mais, por conta de uma reforma no colégio?
- Se aquela maldita diretora não tivesse inventado aquela reforma... – resmunguei e minha mãe me olhou feio. – A onde está Kyoko? – perguntei. Kyoko disse que iria ficar por mais um tempo, para me apoiar.
- Ela deu uma saída. – respondeu. – Agora coma e vá fazer o mesmo, você está parecendo um zumbi garoto! – resmungou. – E não reclame ou chamarei Sakura aqui para...
A menção do nome da rosada fez com que eu paralisasse. Eu de todas as maneiras estava tentando evita-lo, o que não estava dando muito certo, já que praticamente tudo estava me lembrando ela.
- Entendeu? – a voz da minha mãe tirou-me de alguns devaneios.
- Vou sair... – respondi alienado, enquanto me levantava e seguia em direção a porta. Peguei as chaves em cima da mesinha de centro da sala, e sai da casa passando a caminhar sem rumo.
Era um começo de fim de tarde agradavel, eu estava observando o caminho sem o observa-lo. Eu estava ali sem estar, minha mente estava em outro lugar desde... Muito tempo.
Naruto vinha me ver com frequência e tentava me animar, ele assim como todos, sabiam o que estava acontecendo. Claro que com exceção dos meus pais e provavelmente os de Sakura.
Não entendo o motivo de não ter dito que tudo havia acabado e que eu não iria fazer mais parte daquele casamento arranjado. Talvez seja por causa de uma mínima esperança em meios aos destroços, de que nós possamos estar ligados de alguma maneira, mesmo que contra a vontade. Ou talvez porque eu seja um maldito masoquista, quem sabe.
Chutei uma pedra, e levantei o olhar ao notar que estava em uma praça bastante conhecida. Sentei-me em um dos bancos e apoiei o queixo nas mãos. Por que eu estava aqui mesmo?
- Está com uma cara de zumbi, Uchiha. – ouvi a voz de Sai e quando olhei para o lado, ele estava ali mesmo.
- Se eu quisesse sua opinião, ligava. – rebati o encarando friamente, enquanto o mesmo se sentou ao meu lado.
- Quanta agressividade. – ele sorriu. – Estou tentando te fazer um favor, será que dá pra parar um pouquinho?
- Não quero favores seus. – endireitei a postura. – Porque não some daqui?
- A praça é um lugar público. – ele deu ombros.
- Então eu vou. – fiz menção de me levantar e ele fez o mesmo. – Vai me seguir é? – grunhi trincando os dentes.
- Te seguir? Não... – Sai fingiu-se de desentendido. – Mas as ruas são publicas, posso ir a onde eu quiser e falar o quanto quiser.
- Fale logo antes que eu perca a paciência. – declarei nervoso.
Duas horas depois...
Praticamente arrombei a porta quando entrei em casa. Lily que estava no sofá, juntamente com Itachi rolou e caiu no chão.
- Que diabos aconteceu? – ela perguntou.
- Meus pais estão em casa? – perguntei respirando fundo e ela negou com a cabeça. – E Kyoko?
- Tá lá em cima... – não esperei que ela terminasse e comecei a correr feito um doido. Abri a porta do quarto da minha “amiga” e ela estava falando no telefone.
- Sasuke? – perguntou de olhos arregalados. – O que aconteceu?
- FORA DA MINHA CASA! – gritei me descontrolando. – PEGUE SUAS COISAS E SUMA DAQUI!
- O que aconteceu? – ela se levantou desligando o telefone e o jogando na cama. – Sasuke pelo amor de Deus, o que deu em você?
- O que aconteceu? – a sacudi bruscamente. – VOCÊ ACABOU COM A MINHA VIDA SUA IMBECIL, ACABOU! – aumentei o aperto em seus braços.
- Do-Do que você tá falando? – os olhos dela se encheram de lágrimas.
- Não venha tentar se fazer de boazinha Kyoko, eu descobri TUDO! – A empurrei e ela caiu na cama. – Eu achei que você tinha mudado, mas continua a mesma pessoa egoísta de antes. Eu tenho nojo de ter te chamado de amiga. Uma amiga, por mais que me amasse não iria ter feito o que você fez! – dei uma risada amarga. – Amiga... Uma aproveitadora e vadia barata, é isso o que você é! – fechei a mão em um punho e me controlei para não ir em cima dela. – Quando eu voltar, quero você fora daqui. Quero que você tenha esquecido que eu fiz parte da sua vida, ou que você conheceu algum Uchiha. SUMA KYOKO! Eu nunca mais quero olhar nessa sua cara de merda.
- SASUKE! – ela gritou se levantando e tentando me segurar. – Me escuta...
- Escutar o quê? — encarei indiferente. – Não tenho mais nenhuma consideração por você. Você não é mais ninguém pra mim. – puxei meu braço. – Suma sua maldita desgraçada. – praticamente cuspi as palavras antes de sair do quarto.
Agora eu precisava resolver algumas coisas.
Sakura Pov’s:
Já deviam ser umas cinco e meia da tarde mais ou menos. Eu tinha passado o dia todo dentro de casa, assim como havia feito nas ultimas semanas.
Suspirei e decidi ir dar uma volta, não adiantaria nada ficar em casa parada, não é?
Coloquei uma camiseta branca e uma calça jeans azul escura, acompanhado por um Vans preto.
Peguei apenas o celular e as chaves de casa, antes de descer as escadas correndo e ir para a rua. Meus pais não estavam em casa, acho que minha mãe comentou algo sobre ir organizar algumas coisas com as amigas e meu pai, estava na empresa.
As ruas pouco a pouco estavam ficando vazias, não lembro exatamente por quanto tempo fiquei andando sem rumo. Talvez para me distrair ou para exercitar as pernas, quem sabe os dois?
Eu já estava em uma avenida onde a maioria das lojas já estavam fechadas, bem não era uma avenida assim tão “aveniduosa”, mas era uma rua que antes tem bastante movimento de carros.
Suspirei quando meus pensamentos passaram a ir para uma parte de lembranças dolorosas que eu estava tentando evitar.
Sasuke...
Assustei-me quando meu telefone começou a tocar e agradeci mentalmente por isso.
- Alô?
- Sakura, aqui é o Naruto. Você viu o Sasuke? – perguntou Naruto aflito.
Meu coração se apertou.
- Não o vejo, desde a festa da Ino. – respondi baixando o olhar. – Por quê?
- Ele saiu, há algumas horas e não temos noticias dele. – disse Naruto preocupado. – Lily disse que a ultima vez em que o viu, antes que ele saísse, que o mesmo estava muito irritado. Tanto que até expulsou a Kyoko daqui.
Tive de desviar de um poste, por causa da surpresa.
- O quê...? – arregalei os olhos. – Naruto, ele saiu de carro? – perguntei preocupada.
- Ele saiu sem carro. – respondeu Naruto.
- Merda Sasuke, Merda. – praguejei. — Não podemos rastreá-lo pelo GPS – murmurei passando a mão pelos cabelos nervosamente.
- Exatamente. – Naruto estava tão aflito quanto eu. – A onde você está?
- Estou a uma quadra de casa – respondi, tentando evitar a surpresa em meu tom de voz. Eu realmente havia andado muito.
- Vá pra casa, ele pode te procurar lá – pediu o loiro. – E por favor, qualquer noticia me avisa. Estão todos preocupados com ele, Itachi saiu de carro para procura-lo e o resto está feito doido aqui.
- Ok, Naruto. Qualquer coisa te aviso e faça o mesmo por favor. – Falei desligando e dando meia volta para voltar para casa.
Andei o mais rápido que pude, sempre olhando para os lados, para ver se tinha algum sinal de Sasuke. A rua estava mais deserta, ou melhor, totalmente deserta. Apressei mais ainda o passo. Quando estava a umas três ou quatro ruas de casa, um homem me gritou:
- Hey, gracinha. – ignorei e passei a quase correr, algo me dizia que ele não era somente mais um daqueles caras que mexem com mulheres na rua.
- Se você não parar, eu atiro em você – disse ele alto o suficiente para que eu ouvisse.
Aquelas palavras me deixaram em choque. Respirei fundo e me virei calmamente, ele poderia estar mesmo armado.
Era um cara bem mais alto que eu, talvez da mesma altura que Gaara. Os olhos eram castanhos escuros e seus cabelos eram curtos e pretos, tinha a barba por fazer. Não parecia um mendigo, usava roupas simples... Como as de um bêbado e ele fedia como um.
- Você é bem bonita sabia? – disse ele se aproximando.
Olhei de relance para sua mão e vi a arma apontada diretamente pra mim. Droga.
- Não vai me responder? – tornou a perguntar, só que em um tom irritado.
- E correr o risco de levar um tiro? Não obrigada – respondi. “Porra Sakura, você não sabe como ficar quieta?”.
- Atrevida. – disse ele colocando uma das mãos em meu rosto. Reprimi o impulso de tira-la de lá e cuspir no rosto dele. – Vou me divertir com você – completou sorrindo maliciosamente. E eu senti meu coração se acelerar e meu corpo começar a tremer. PORRA UM ESTRUPADOR!
Eu tinha que pensar logo, e dar um jeito de sair daqui o mais rápido que pudesse. Mas com uma arma apontada pra mim não ia dar muito certo. Talvez fosse melhor que eu tivesse saído correndo em zigue-zague e corresse o risco de levar um tiro, pelo menos não estaria nessa situação.
- O que te garante que não vou gritar? – perguntei desafiadoramente. Já disse o quando odeio essa minha mania de ficar respondendo nas horas erradas. Eu estou com medo, mas minha língua tem vida própria.
- Se eu te der um tiro na boca, talvez você não possa gritar. – deu um sorriso sádico.
Abri a boca e dei dois passos para trás, antes que ele me empurrasse com agressividade em uma parede. O impacto fez com que eu gemesse de dor e de nojo, assim que ele começou a distribuir beijos pelo meu pescoço.
- Me solta... – tentei me debater, mas ele me deu um tapa no rosto e puxou meus cabelos.
- Cala a boca sua vadiazinha.
- Você é um imbecil nojento. – cuspi as palavras o encarando, eu provavelmente vou morrer mesmo. – Não devia se considerar um homem, seu merda. – fechei os olhos esperando mais um tapa, mas em vez disso a pressão em meus cabelos cessou e eu acabei caindo no chão de joelhos, enquanto meu corpo tremia compulsivamente.
- Você tá bem? – a voz de Sasuke fez com que eu abrisse os olhos e me sentisse segura. – Vamos sair daqui antes que ele levante. – ele me ajudou a levantar, puxando minha mão. Notei que o cara estava no chão, praguejando enquanto cuspia sangue e então passamos a correr.
Já estava escuro, o dia hoje havia decidido ir dormir mais cedo e isso não era bom. Por cima do ombro pude ver que o cara nos seguia, ele era rápido.
- Acha que pode tirar a garota de mim e sair ileso? – perguntou ele apontando a arma em minha direção. – Fiquem parados, ou atiro os dois.
Sasuke trincou o maxilar enquanto nós virávamos lentamente, ainda de mãos dadas. — Que bonitinho, sabe, me sinto em um filme de drama. – o estuprador falou rindo com sarcasmo.
Sasuke grunhiu, ou algo parecido.
- Seja homem, e procure alguém que faça programas, não fique querendo violentar as mulheres, seu babaca. – é não sou a única que não sabe ficar quieta nessas horas.
- Eu me aproveito de vadiazinhas como essa ai. – ele destravou a arma. – Mas como eu não pude me aproveitar dela antes, não vou deixar um mauricinho fazer isso, não é? – sorriu e então atirou duas vezes.
A cena foi muito rápida, meu corpo entrou em choque ao ouvir os tiros e ainda mais por ver Sasuke recebendo os dois em vez de mim. O cara saiu correndo, deixando o revolver cair no chão. Talvez o mesmo só tivesse duas balas.
Segurei Sasuke antes que ele caísse no chão, deitando-o em meu colo. Eu já estava chorando desesperadamente, enquanto pegava o celular no bolso da calça (que por milagre não havia caído), e ligava para a emergência.
- Sasuke, pelo amor de Deus por que você pulou na frente? – perguntei tremendo, minhas lágrimas estavam molhando o rosto dele.
- Eu... Te amo. – sussurrou ele fracamente.
- Eu também te amo, fica comigo, não fecha os olhos – pedi desesperada ao notar que ele fechava os olhos fracamente.
- Sakura... Eu não beijei a Karin... Ela me agarrou, eu te juro – disse ele num sussurro de dor.
- Eu acredito em você. – falei beijando a testa dele – Vai ficar tudo bem ok? Só não me deixe.
Ele não me respondeu, respirava meio que ofegante. Olhei para minha blusa que antes era branca e que agora estava manchada de sangue, igualmente a dele.
- Me perdoa eu-eu não devia ter beijado o Sasori... – falei sentindo uma dor agoniante em meu peito.
- Sakura, minha Sakura. – murmurou ele e eu vi pequenas lagrimas rolarem pelo seu rosto, que estava mais pálido que o normal.
- Meu Sasuke. – falei dando um pequeno selinho nele – Vai ficar tudo bem e nos vamos viver felizes, para sempre. Mentira, vamos viver juntos ok? E vamos ter vários filhos e vamos formar uma família feliz. – falei desesperadamente, acariciando seu rosto.
- Amo-te, mais do que tudo. – disse ele fechando os olhos lentamente.
- Sasuke? SASUKE? – chamei desesperada. – ACORDA NÃO ME DEIXA POR FAVOR, EU TE IMPLORO! – as lagrimas voltaram a cair rapidamente, coloquei minha cabeça sobre seu peito e chorei. Chorei por ser uma idiota e por não pensar nas minhas atitudes... Ele estava ali, morrendo, por minha culpa e eu não pude fazer nada...
Notas finais
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