Love Doesnt Exist... Does It?
9 Capítulo 9 - Problemas Familiares
Notas iniciais
Capítulo 9 – Problemas familiares
–Até amanhã – falou ele, quando chegámos á casa da tia Lizz.
–Não te esqueças que eu amanhã só tenho o tempo entre o treino das cheerleaders e o do jantar.
–Eu sei. Mas será bom ver-te novamente. Se quiseres, claro. (N.B: I like it!)
–Claro que quero! Nem penses o contrário por um só segundo – voltei a beijá-lo e quanto já estava a aquecer, separei-me dele e saí do carro. – A Rebekah leva-me até tua casa, e tu depois trazes-me. Boa noite.
–Boa noite – disse ele e eu fechei a porta do carro.
Tirei da mala de cerimónia as chaves de casa e entrei. Acenei mais uma vez a Elijah e ele arrancou.
Suspirei e vi Caroline ao fundo do corredor, com os braços cruzados e cara de poucos amigos.
–Onde estiveste?
–Esquece, Caroline. Aqui e agora não me vais chatear, e sabes porquê? Porque estou numa bolha de felicidade inquebrável. E para responder à tua pergunta, estive com Elijah.
–Onde?
–Vários sítios – disse, sorrindo feita parva. Eu tentei tirar aquele sorriso de apaixonada, mas era impossível.
–E que roupas são essas?
–São maravilhosas, não são? A Rebekah tem muito estilo.
–Da Rebekah? E desde quando é que são BFF? – perguntou ela, e entrámos no meu quarto. (N.B: Ciúmes!!)
–Desde hoje. Ah, e amanhã, quando acabar o treino no qual tu me obrigaste a entrar, vou com ela para casa dela. Vou rever Elijah e matar saudades.
–Até parece que namoram – comentou ela e eu atirei-me para a cama, suspirando.
–Não! – exclamou ela e sentou-se na minha cama. – Vocês conhecem-se há… três dias no máximo!
–Mas parece ser uma eternidade – contrapus. (N.B: Ai o amor…)
–Jo, não podes tomar essa decisão tão rapidamente. Ele tem mais mil anos do que tu e mal o conheces! – exclamou Caroline e eu revirei os olhos.
–Oh, por favor! – disse e sentei-me na cama, enfrentando-a. – Vais dar-me mesmo conselhos amorosos? Porque, pelo que me lembro, sempre quiseste o Matt, e quando o tiveste na mão, deixaste-o. E agora namoras com um lobisomem que nem lobo inteiro é!
–Não sejas assim comigo! Só estou a tentar ajudar-te! – falou ela, elevando o tom de voz, o que significava que a discussão estava declaradamente aberta.
–Faz-me um favor e não te metas na minha vida, está bem?
–Achas que o teu pai vai gostar de saber que andas a sair com um vampiro?
Gelei, mas tive logo uma pronta para o ataque:
–Achas que ele vai gostar de saber que a sobrinha dele é uma vampira?
Ela ficou pálida e saiu do quarto, batendo a porta com força. Pronto, ela já me tinha chateado, e o meu momento de bolha de felicidade tinha desaparecido.
Mudei de roupa para as minhas calças de fato de treino e o meu top cinzento que eram o meu pijama e preparei as coisas para o dia seguinte. Caroline tinha colocado em cima da secretária o fato de reserva de cheerleader, com dois pompons. Revirei os olhos, mas guardei-os na mala. Peguei num livro qualquer e comecei a lê-lo. Era Oscar Wilde, e apesar de não gostar muito dos livros dele, eram uma leitura fácil e simples.
–Jo, o jantar está pronto – falou tia Lizz, abrindo um pouco da porta.
–Vou já, tia Lizz – falei e marquei a página. Saltei da cama e fui até à cozinha onde Caroline estava a mexer a sopa com beicinho. Olhou para mim fulminante, mas eu não lhe liguei.
O jantar já ia na sobremesa, e o silêncio era sepulcral.
–O que se passa, meninas? Estiveram o tempo todo caladas – comentou tia Lizz, mas tanto eu como Caroline não lhe respondemos. – Muito bem, não me digam. Eu não me meto entre vocês.
Ajudei tia Lizz a levantar a mesa, e Caroline desapareceu.
–Tudo bem, Jo? Estás a dar-te bem por aqui?
–Sim, tia.
–Reparei e tu e a Caroline estão zangadas. Está tudo bem?
–Gostava de dizer que sim, mas isso não é verdade. Ela… quer mudar-me. Quer que eu seja a menina perfeita e ela a minha tutora, mas eu não sou assim. Hoje caí numa cascata e Rebekah deu-me algumas das suas roupas, e quando eu cheguei a casa ela começou a resmungar! O problema, é que as roupas de Rebekah são lindas e são o meu estilo.
–Então passaste o dia com ela?
Menti sem pensar nas consequências.
–Sim. Eu e ela demo-nos bastante bem.
Na verdade, ainda bem que tinha mentido. Se tia Lizz, a xerife da polícia de Mystic Falls, soubesse que eu estive com um homem que era mil anos mais velho do que eu…
–Ainda bem. E Caroline só implicou contigo porque ela gosta muito de ti e sabe o motivo para teres vindo. Para além disso, e cá entre nós – tia Lizz baixou o tom de voz. – elas não se dão nada bem.
Sorri e fechei a máquina de lavar a loiça.
–Vou para o meu quarto. Quero acabar o capítulo antes de ir dormir. Até amanhã, tia – disse e dei-lhe um beijo no rosto.
–Até amanhã, Jo.
Entrei no meu quarto sem me despedir de Caroline. Sentei-me na cama e o meu telemóvel tocou. Era a minha mana.
–Olá, Ash – disse, sorrindo.
–Mana… — ela estava a chorar outra vez. O meu sorriso desapareceu.
–O que aconteceu, Ash?
–Mana, ele… o papá…
–O que fez ele, mana?
–Ele… gritou com a mamã e ela foi para o hospital.
Ash começou a chorar compulsivamente, e as lágrimas vieram-me aos olhos.
–Mana, eu vou já para aí – disse, sem pensar duas vezes. Levantei-me da cama e fui até ao roupeiro, começando a escolher alguma roupa. – Daqui a algumas horas já aí estou, está bem?
–Mana, tenho medo – admitiu ela, mais uma vez.
–Ashley, tranca-te no quarto. Agora! E se o papá te chamar, dizes que estás doente e que eu vou para aí para cuidar de ti, está bem?
–Sim, Jo. Obrigada, Jo.
–Estou aí dentro de algumas horas – falei e desliguei o telemóvel. Tirei a mala de debaixo da cama e comecei a colocar lá as roupas.
–Tia Lizz! – gritei e ela e Caroline vieram até ao meu quarto.
–Onde vais, Jo?
–Tia, o pai bateu na mãe e ela foi parar ao hospital.
As duas mostraram choque.
–Tens a certeza…
–Ashley contou-me.
–Vou confirmar – disse tia Lizz e saiu do quarto. Caroline aproximou-se de mim.
–E o que vais fazer?
–Vou voltar. Por muito que ele me odeie e não me queira ver pintada de ouro, aquele é o meu lugar.
–E Elijah? – perguntou ela, e eu parei subitamente o que estava a fazer.
–Eu… ainda não tinha pensado nisso – admiti em choque e Caroline acenou com a cabeça. Colocou as suas mãos em cima dos meus ombros e falou:
–Não te preocupes com isso, está bem? Eu aviso Rebekah e ela avisa-o. Tenho a certeza que ele não vai ficar zangado.
–Explica-lhe mesmo tudo, está bem? Eu não estou a ir só por ir.
Caroline voltou a assentir com a cabeça.
–E voltas?
–Não sei – falei. – Depende de como as coisas estão lá. Mas darei notícias.
Tia Lizz apareceu, com os olhos cheios de lágrimas.
–É verdade. Telefonei-lhe e ele disse que tinha sido um acidente, mas não acreditei e liguei para o hospital onde ele tinha dito que ela tinha ficado. É verdade, ele maltratou a tua mãe.
Ofeguei, sentindo o ar a fugir dos meus pulmões e a não voltar.
–Já telefonei para a polícia de LA. Eles vão investigar e tenho lá um conhecido que te pode ir buscar ao aeroporto.
–Então eu vou já andando.
***
–E aqui estás – disse o polícia que era amigo da tia Lizz.
–Obrigada, Robert.
–Ouve, tens aqui o meu contacto – falou ele e entregou-me um cartão. – Se houver alguma situação, liga-me, está bem?
–Certo – disse e saí do carro. Abri o porta-bagagens e tirei de lá a minha mala. – Obrigada pela boleia. (N.B: Era bom ter contactos uteis!)
Fui em direção à casa e abri a porta. Era ainda cedo, e Ashley desceu as escadas a correr. Deixei cair no chão a minha mala ao ombro e ela correu para os meus braços. Elevei-a do chão e rodopiei com ela.
–Está tudo bem, minha linda. Eu estou aqui e vou resolver as coisas.
–Não há nada para resolver, podes voltar para Mystic Falls – disse o meu pai do cimo das escadas e Ashley escondeu-se atrás de mim.
–A sério? Porque eu tenho quase a certeza que foi aberto um caso de violência doméstica na polícia. E eu vou ficar o tempo que quiser, porque esta é a minha casa também.
–Joanne…
–É Jo – corrigi, interrompendo-o.
–Vais voltar para Mystic Falls, e agora.
–Muito bem – disse e olhei para Ashley. – Fofa, vamos para Mystic Falls?
Ashley abriu um sorriso para mim, mas o meu pai interrompeu logo:
–Ela não vai a lado nenhum.
–A sério? E acha que a polícia gostaria de saber que tem uma menor em sua casa?
Ele levantou a mão para me bater e eu fechei os olhos. O estalo chegou, e senti a minha cara a ferver.
–Queres ficar, não é? Mas ficas às minhas ordens! – gritou ele e empurrou-me para a cave.
–Não! – gritei, e comecei a debater-me. – Não!
A entrada para a cave era por uma porta, que tinha uma escadaria bastante íngreme, e era escura, com várias divisórias, onde guardávamos vários objetos que já não precisávamos.
Travei os pés ao lado da porta e coloquei as mãos de cada lado, para não ir.
–Jo! – gritou Ashley.
–Foge! – gritei de volta e vi a pequena a subir as escadas a correr.
–Cabra – disse o meu pai e colocou as mãos no fim da minha coluna, empurrando-me com força. Senti algo quebrar na minha coluna e deixei de sentir as pernas por momentos. A minha cabeça fez um zumbido horrível e eu perdi o equilíbrio.
Caí das escadas, batendo várias vezes com a cabeça nos degraus porque estava a cair em cambalhota. Senti mais uma vez algo quebrar e quando cheguei ao chão, apaguei.
©AnaTheresaC
Notas finais
Estejam atentas ao meu blog http://asminhasfanfics.blogspot.pt/ porque irei lá postar mais uns detalhes.
Gostariam de uma fanfic CROSSOVER THE SECRET CIRCLE E THE VAMPIRE DIARIES? Digam se sim (ou se não)
XOXO
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