Love Doesnt Exist... Does It?

32 Capítulo 32 - História de Moralidade


Notas iniciais
Jo brinca com o fogo...

Capítulo 32 – História de moralidade

-Elijah! – exclamei, subindo as escadas. – Cheguei!

Não havia um único som. Um dos híbridos de Klaus deixou-me entrar, visto que sabia quem eu era.

-Elijah – voltei a chamar e entrei na sala de estar. – Elijah?

Ouvi sons de correntes vindos de uma porta que estava fechada. Avancei até lá, com um pouco de medo. Numa casa cheia de vampiros, as surpresas poderiam ser muitas, apesar de saber que eles não eram a versão jovem e linda do Conde Drácula.

Abri a porta. Um homem de cor estava preso por correntes. Não tinha nenhuma camisa e tinha uma expressão feroz.

-Céus – murmurei.

-Ajuda-me a sair daqui – pediu ele, puxando pelas correntes. – Como vês, não consigo sair daqui sem ajuda.

Cruzei os braços e encostei-me á ombreira da porta.

-E porque haveria de ajudar-te?

-Menina esperta – comentou Klaus, aparecendo do nada, como sempre. Tinha um sorriso amigável mas que não transmitia confiança. – Há procura de Elijah?

Acenei com a cabeça.

-Devem de se ter desencontrado. Ele acabou de sair.

-O teu híbrido não me informou disso – disse.

Ele inclinou a cabeça para o lado e cruzou os braços sobre o peito.

-A desconfiar de mim, Miss Forbes?

-N-não – gaguejei. Eu ainda tinha medo de Klaus, afinal, da última vez que nos encontrámos, ele tinha tentado raptar-me. – Vou embora, então.

-Queres que deixe algum recado para ele?

-Não é necessário.

Virei-me para a saída, mas Stefan apareceu.

-Parece que vou ter que reforçar a segurança híbrida.

-Ia levá-lo, mas depois pensei que tinha sido um grande trabalho prendê-lo no quarto Vermelho da Dor – disse Stefan. – Olá, Jo.

-Oi, Stefan.

-É da Inquisição – respondeu Klaus, sorrindo maléfico. – Achei um belo detalhe.

-O que conseguiste tirar dele?

-Não muito – falou Klaus e senti eu que era uma peça a mais ali, mas não me permiti mover um só músculo, com medo que eles me notassem. – Não fala nada sobre o incêndio do Conselho nem sobre este grande Mal que todos devemos temer. O que te trouxe a bisbilhotar?

-Não posso dizer à frente dele. Como deves saber, o nosso amigo aqui não pode ser hipnotizado.

-És cheio de mistérios – comentou Klaus, olhando para o homem, que ainda não sabia o nome.

-Já disse que não sei nada – falou o preso.

-Felizmente, eu sei bastante – afirmou Klaus, deixando-nos a todos espantados.

Eu não fazia a mínima ideia de quem era aquele homem ou do que eles estavam a falar, mas sabia que havia um Caçador por cá e que para ele estar preso, devia de ter alguma ligação a estes problemas que assolavam Mystic Falls.

Klaus apontou para a sala e nós fomos. Klaus seguiu-nos, fechando as portas.

-A que devo esta invasão, Stefan? – perguntou Klaus.

-Damon disse que sabias alguma coisa sobre este tipo. Devia de ter percebido isso quando curaste Elena do veneno de lobisomem sem pedir algo em retorno.

-Estava a sentir-me benevolente.

-Tu nunca és benevolente – contradisse Stefan. – Quem é ele? O que são Os Cinco?

-Tantas perguntas…

-É uma coisa boa eu não ter nada para fazer, a não ser tirar respostas de ti – Stefan sentou-se no sofá descontraidamente.

-Está bem – disse finalmente Klaus. — Até podes ser bem útil em persuadir a minha irmã a cooperar. A fraternidade dos Cinco era um grupo de caçadores de vampiros altamente habilidosos que cruzámo-nos com eles no século XII, em Itália.

Já não valia a pena tentar não ficar curiosa, porque Klaus, com aquele sotaque, entoação e palavras, tinham-me levado com ele para aquela história.

Sentei-me num sofá individual, pousando a mala no meu colo.

-Meus irmãos e eu tínhamos seguido os normandos à medida que eles iam conquistando o Sul. Comendo, transformando quem queríamos. Mas com o derramamento de sangue veio a exposição. Comigo ali, Kol a Leste e Rebekah próxima de um deles, todo o cuidado era pouco.

-Então estes caçadores têm andado por aí há 900 anos?

-Aparentemente. O nosso amigo na outra sala é o primeiro que eu vejo desde então. Faz-te perguntar o que têm andado a tramar ao longo destes anos.

-E Rebekah tinha algo por um deles.

-Não era só algo, ela apaixonou-se por ele – arregalei os olhos. Naquele momento percebi o porquê daquele olhar triste dela, que às vezes aparecia, daquela agressividade dela em torno das pessoas que eram felizes e que tinham pessoas que as amavam. – Ele contou-lhe todos os segredos, que terei todo o gosto em compartilhar contigo se fizeres uma coisa por mim.

-E o que é?

-Trazer Rebekah para cá. Ela tem sido teimosa e detestável. Preciso de fazer as pazes com ela. Quero que ela me dê informações importantes sobre o caçador, que ela não fará a não ser que ela acredite que nós fizemos as pazes.

-Então será mentira esse teu pedido de desculpas? – interrompi-o.

Klaus olhou para mim, zangado. Engoli em seco.

-Tu partiste-lhe o pescoço! – exclamei. – Se fosse a ti, tentaria algo mais do que fingir fazer as pazes. Às vezes, Klaus, vale a pena engolir o orgulho e aceitar que errámos. E a tua irmã é um motivo muito forte para isso.

Levantei-me, exaltada. Não gostava de discutir com as pessoas, muito menos com Klaus.

-E porque me estás a dizer isto?

-Porque quando todos pensavam que estavas morto, vi a tristeza nos olhos de Elijah, ouvi o desespero de Caroline ao saber que o Tyler tinha morrido, e eu mesma senti que o mundo se iria desmoronar porque a minha prima faz parte da tua linhagem.

Coloquei a mala ao ombro e saí da sala com passos determinados e furiosos.

Enfrentar Klaus não tinha sido fácil, mas até um híbrido de mil anos tem que aprender a ser um pouco menos orgulhoso.

Elijah não era orgulhoso. Rebekah não era, ela tinha aquela máscara de arrogância para esconder o quanto insegura era. Não conhecia bem Kol ou Finn, mas pareceram-me bastante diferentes de Klaus.

Como era possível só Klaus ser assim? Seria também uma máscara para o sofrimento de algo por que passou?

-Jo! – exclamou Elijah, saindo do seu carro. – O que estás aqui a fazer?

-Vim ter contigo – sorri nervosa, abraçando-o.

-O teu coração está acelerado. O que aconteceu?

-Acabei de descer as escadas – justifiquei.

Ele inclinou a cabeça para o lado, divertido com a minha mentira.

-O teu coração acelera quando mentes.

Suspirei.

-Acabei de dar uma lição de moral ao teu irmão.

Ele enrugou a testa.

-Kol voltou?

-Não. Klaus – afirmei e os seus olhos arregalaram-se.

-Ele fez-te alguma coisa? Estás bem?

Ri nervosa.

-Estou bem. Só preciso de sair daqui.

Elijah largou o seu grande sorriso.

-Vamos.

A maneira como ele disse, cheia de mistério e alegria, fez-me estacar e cruzar os braços.

-Para onde vamos, Elijah?

-Um lugar especial.

A cascata, só podia. Sorri para ele e peguei na sua mão. Andámos até ao carro, e ele abriu-me a porta. Entrei e assim que fechou a porta, já estava ao meu lado, a ligar o motor.

©AnaTheresaC

Notas finais
O que acharam do capítulo?
Próximos capítulos vão ter uma doce de romance tão grande que até vão enjoar. haha
Recomendações são bem-vindas! Já sabem que se recomendarem durante a semana, sairá um capítulo novo!
XOXO